Arquivo do mês: maio 2010

after-maria cheia de graça

De vez em quando eu me farto dos after hours. Parece-me que essa onda de balada que não termina dá uma certa vertigem. Mas depois volto atrás, naquelas noites em que estou no olho do furacão. E é ótimo estar rodopiando por aí all night long. As top clubbers dus infernus!!! E agora mesmo ouço um set vertiginoso, desses que a gente TEM DE ouvir num after legal. Porque é muito foda manter a locurinha nas manhãs dentro duma caixa preta. O som tem de ser tipo emocional, pra vários momentos de pista, uma hora up, uma hora retrô, uma hora groovado, noutro momento superbass, e umas vozes no meio sempre são bem-vindas pra gente ainda querer cantarolar… É assim que tô sentindo o set do DJ Prosumer, residente do after hour Panorama Bar em Berlim, que estou ouvindo bem alto agora! Bom, quem foi lá sabe o que estou falando; é muito difícil descrever aquele ambiente todo e aquela gente beeeemmm lôca no meio daquele som absurdo. Será que pirei? Será que tomei alguma coisa? É O after!

DJ Prosumer

Berghain/Panorama Bar ficam nessa velha usina de energia no leste de Berlim

E soube no sábado que rolou a última noite do Hell’s Club, um dos after mais absurdos onde me joguei muito (em 95-98). O Hell’s tinha rolado entre 94 e 98, no bar/club Columbia, aqui em São Paulo. Faz alguns anos, desde 2005, que retornou com Mau Mau e Pil Marques no club Vegas, no primeiro momento da retomada – ou tomada mesmo – da Rua Augusta como point notívago mais cool de São Paulo. Aliás, já haviam me falado que o Hell’s não estava ‘pegando’ como antigamente. O after Insomnia, do DJ Julião também parece ter acabado… E sobre o Hell’s, você leu no +1teko minhas experiências lá.

Já o Paradise continua a salvação dos clubbers nas manhãs de domingo. A gente sempre se diverte muito. E eu adoro quando o Oscar (Bueno, o inventor e DJ residente da festa) está lá no D-Edge pra gente rir e falar merdas. Às vezes me cansam uns DJs over-exposure que tocam na Mothership, festa anterior ao after, e ficam tocando sem parar no Paradise. Mas enfim, essas coisas acontecem na locurama. Nos afters a gente fica tão lôca que nem sabe direito o que tá rolando e fica se enrolando, e agora tem a desculpa do fumódromo à luz do dia… aaaffffffff Nessas “horas-depois” eu fico tão azedo que fico reclamando do som o tempo todo. hahahahahahaah!!! Preciso parar com isso!

PS – Não acredito que ninguém trouxe o Prosumer pra tocar em São Paulo!!! Cadê o Renato Ratier?

Adoro encontrar o Jota no Paradise, naaaaa D-Edge

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WHB SPM

WHB

Hoje escrevi sobre We Have Band e amanhã escrevo sobre Stop Play Moon. Vão sair na Mixmag em junho. Faz algum tempo que não paro de ouvir os discos das duas bandas, a primeira é o novo hype em Londres (e no mundo todo, vai!) e a segunda é o paulistano ultra cool que lança o primeiro álbum semana que vem.

O mais interessante – pelo menos pra mim – é que as duas bandas se apresentam semana que vem no club Hot Hot, aqui em SP. Na quarta 26 tem SPM com suas canções intrigantes do primeiro disco (homônimo) e no dia anterior, terça 25, será a vez de WHB nos presentear com um showzinho caprichado levado na onda desse álbum “WBH” que saiu em abril. Não vou perder por nada!!!

SPM

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rock brasil anos 80 – memórias

Na sessão coruja passa “Cazuza – O Tempo Não Para” com toda aquele loucura dos anos 80 no Rio.

Na minha cabeceira está “Dias de Luta”, de Ricardo Alexandre, narrando o surgimento do rock brasileiro dos anos 80, indicação do Ricardo Athayde (Stop Play Moon). Aguardam na fila: “Madame Satã: Templo do Underground dos Anos 80”, de Marcelo Leite de Moraes, e “Nada Será Como Antes – MPB nos Anos 70”, de Ana Maria Bahiana. Pra encontrar esses títulos comprei no site  Estante Virtual que reúne sebos do Brasil todo.

Um site bacana pra conhecer as principais bandas do pop carioca ao underground paulistano:  Painel do Rock Brasil 80. Tem biografias de tudo que é tipo de banda daquela época. Outra dica do Ricardo!

E eu não estou aqui querendo levantar novamente os anos 80 trash ou estrangeiro. Passadas duas décadas, aquele universo nosso – ou de quem o viveu realmente – está cada vez mais firme na minha cabeça. Na festa kirDJinha eu vinha tocando umas músicas do Lulu Santos, Ronaldo Resedá, Lobão e seus Ronaldos, Blitz, Rita Lee, Barão Vermelho, Gueto… Tem muita coisa legal pra tocar e curtir, pra lembrar do primeiro Rock in Rio, da new wave, da Beth Balanço, do Garoto do Rio… Lembro de perseguir Arnaldo Antunes, na época de “Cabeça Dinossauro”, na praia em Balneário Camboriú pra descolar uma entrevista pro jornal da faculdade (que não rolou). E quando vim a São Paulo pela primeira vez!? Vim para um show dos ingleses The Might Lemmon Drops, no Projeto SP, e acabei conhecendo o Espaço Retrô num show de Os Inocentes! E comprei uns discos da Baratos Afins e Wop Bop por telefone, de Floripa, época que ouvia o programa na rádio Sincronia Total, na Antena 1 (lá em SC). Acabei ganhando uns discos e indo à emissora e fiquei amigo dos apresentadores Pena e Zeca – paulistanos que foram surfar em Floripa e nunca mais retornaram à terra natal. Tudo o que eu lia na revista Bizz e não tocava em lugar nenhum, tocava no Sincronia Total. Foram muitas fitas K7 gravadas diretamente do rádio!

E eu ainda arranjei tempo pra fazer o fanzine Vã G’uarda (com essa grafia mesmo!), todo xerocado e tinha entrevistas com Edu K (Defalla) e a banda Vzyadoq Moe. Os originais estão guardados!!! Preciso fazer uma reimpressão.

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fotografia não-digital: irina ionesco

Estava lendo o Estadão online e me deparei com matéria sobre a fotógrafa francesa Irina Ionesco, que esteve no Rio na semana passada para clicar modelos para campanha da feira de moda FashionBusiness. Há cerca de um mês e meio eu vi a exposição “Espelhos de Luz e Sombra”, então em cartaz na Caixa Cultural na Praça da Sé, em São Paulo. As imagens são belíssimas e agora estão viajando por Brasília e Salvador.

As fotografias de Irina Ionesco, 74 anos, não têm interferência de tecnologias digitais, a maior parte das fotografias em exposição no país – todas foram tiradas entre 1968 a 2006 – mede 40 por 50 centímetros. As fontes de inspiração de Irina são pinturas simbolistas, filmes hollywoodianos, tragédias gregas, poesia decadente, o kitsch sublimado e o sublime consagrado.

No texto do Estadão, o repórter conta que Irina só fotografa com uma câmera Nikon F e tem um fiel laboratorista que revela e amplia as imagens, tudo à moda antiga. Como diz o texto, “Enquanto fotojornalistas chamados a registrar a passagem de Irina pelo País disparavam até dez cliques por segundo com potentes máquinas digitais profissionais, Irina, com sua Nikon F, mecânica, fazia suas fotos calmamente, escolhendo os ângulos com apuro. De fundo, uma trilha de Marguerite Duras, de sua escolha, compunha o clima.”

Esse foi o primeiro trabalho de Irina no Brasil e aconteceu no Rio. A sessão de fotos foi na Mansão Figner, casa de 1910, no Flamengo, onde funciona o centro cultural do Sesc. As três modelos contratadas, Fabiana Mayer, Bruna Sotilli e Jéssica Pauletto, vestiram peças das coleções primavera-verão de cinco grifes que participarão da feira Fashion Business: Sta Ephigênia, Carlos Miele, Barbara Bela, Vitor Dzenk e Patricia Viera. “Ela elogiou as modelos – “Fabiana tem uma beleza pré-rafaelita”; “Bruna é felina”; “Jéssica parece Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo”, comentou. Também se encantou pela cidade, da qual partiria três dias depois. “O Rio é sublime, é a vida”, declarou.”

Irina Ionesco fotografa no Rio. Foto: Marcos d'Paula

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voltinha na lagoa

Lagoa da Conceição, Floripa. By Ivi Brasil

No final da tarde de ontem, quinta-feira, fui dar uma voltinha pela Lagoa da Conceição. Bebi um chopp Eisenbahn com minha amiga Kátia, no Empório Mineiro com direito a vista da Lagoa. Ela foi pra um curso e fui conferir umas dicas que ela me passou. Primeiro fui à lojinha do Paulo Valle, um tipo moderninho de estilista pras gays e descolados de Floripa. Acabei comprando uma casaquinho preto com zíper vermelho bem básico e bacana. A loja está com promoção de 50% de desconto!!! Depois vi a vitrine da Mormaii, que não dá pra entrar sem gastar menos de cem reais… Passei numa lojinha da marca de surfwear/skatewear peruana Dunkelvolk que vende umas roupas bacanas, tudo básico – camisetas, camisas, bermudas e bonés – mas com ótimos tecidos de algodão. A balconista disse que o algodão peruano é o segundo melhor do mundo. Fui ao Sol da Terra, uma espécie de centro de cultura privado, onde só tinha uma peça de teatro e nada demais no fim de semana. Uma pena… Voltei ao Empório Mineiro e encontrei o Frank, cartunista do jornal A Notícia. Mais uns chopps e muito papo.
Logo mais tem mais happy hour na Lagoa! E hoje é sexta!

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iódice denim +1teko – a vencedora

Finalmente o nome da vencedora do concurso Iódice Denim / +1teko! Desculpem o atraso, mas estou em Santa Catarina e perdi o embalo no final de semana. Mas a vencedora é a Sarah Atum Seixas que conjugou muito bem moda, meio ambiente e responsabilidade social na frase que segue abaixo:

A Iódice Denim leva uma pessoa de atitude para o Amazonas.

Só existe uma verdade, a felicidade. Pessoas felizes adotam cachorrinhos e gatinhos, respeitam a mãe natureza e sabem se vestir bem! 🙂

Agora a produção da campanha vai entrar em contato com a Sarah e enviar o vale-jeans pra ela ir escolher uma calça numa loja Iódice. Espero que em breve tenhamos outras promos aqui no +1teko.

E quem quiser aproveitar o embalo e tentar a sorte mais uma vez com a Iódice Denim é só acessar a promoção da campanha Sua Verdade Pode Mudar o Mundo e concorrer a uma viagem pro Amazonas! Boa sorte!!!

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