Arquivo da tag: sao paulo

green velvet + sascha funke = sexta-feira

Mal cheguei em São Paulo ontem à noite o reboliço estava armado no facebook por conta de um show da dupla Chromeo, que afinal será na quarta 1/9. Isso que eu já estava bem passado por ter que me dividir pra assistir Green Velvet (D-Edge) e Sascha Funke (Hot Hot) amanhã, sexta 27/8.

Verdão – Lembro de ter visto Green Velvet no velódromo da USP há exatos 10 anos, em 6/10/2000. A festa naquele lugar foi incrível e toda aquela energia verde (Lanterna Verde?) que emanava do palco é algo inesquecível. Fiquei chapado ao ver aquele negão cantando sobre um misto de house e techno. Antes disso, 19/8/1999, Green Velvet esteve no finado club U-Turn (onde nunca fui) e tem uma parte daquele set pra baixar aqui. Depois o cara voltou pra tocar no finado festival Skol Beats duas vezes, pelo que pesquisei foi em 2000 com a banda The Rejects e em 2003. E deve ter voltado mais alguma vez…

Recentemente, Green Velvet – ou Curt Jones ou Cajmere – lançou o EP “Harmageddon”, do qual eu curti o remix de Felix Cartal, que pode-se ouvir abaixo. Ele também relançou o hit “Percolator” com remixes de Riva Starr, Major Lazer, DJ Chuckie, Claude Vonstroke e Mixin Marc. As fotos do making off do videoclipe da nova “Percolator” estão aqui. Green Velvet toca ainda em Curitiba e Belo Horizonte antes de voltar aos Estados Unidos.

Minimal – O berlinense Sascha Funke – pronuncia-se “funke” e não como “funk” – retorna a São Paulo e traz no case o EP “Moses”, numa linha bem minimalista como reza a cartilha do selo BPitch Control, que tem pariticipação da russa Nina Kraviz. Dá pra ouvir a faixa- título, mais dois remixes e ainda a faixa “Headphones” aqui. Desde 2008 Sascha não lançava nada, e desde 2007, quando tocou no D-Edge, não se apresenta por aqui. Vale a pena pra matar a curiosidade sobre esse que é um dos produtores/remixers mais cultuados do cast do BPitch Control.

Deixe um comentário

Arquivado em club, Entretenimento, Música

vou de táxi pra balada, ‘cê sabe

Angélica visionária ou prudente? Ela costumava andar de táxi, hoje deve se contentar com uma picape blindada com motorista, né? Enquanto isso a lei seca pra quem dirige foi sancionada no país sem contrapartida de transporte público alternativo. Em São Paulo, o metrô ainda não funciona 24h, mas das 4h40 à meia-noite e nos sábados até à 1h. Ônibus também vejo pouco circulando de madrugada. Fora isso, não há campanhas de incentivo ao uso de transporte público, aliás criou-se a lei seca para motoristas e não se fez muito mais para mostrar como sair de casa para beber e voltar seguramente. Muita gente ainda arrisca-se de carro pela noite. Mas hoje leio a boa notícia sobre a redução de 30% do valor da tarifa dos táxis paulistanos nas sextas, sábados e vésperas de feriados à noite.

Li a notícia hoje na Folha de S.Paulo: “A medida faz parte do programa Táxi Amigão, da prefeitura, que quer incentivar as pessoas a não usarem o carro quando saírem para beber. O desconto entrará em vigor nesta sexta [4/12]. Ele valerá das 20h às 6h, horário em que é cobrada a bandeira dois. Com o desconto, a tarifa custará o mesmo que na bandeira um.” Boa notícia para os beberrões e para os bolsos em geral. O programa é voluntário, só entra na jogada quem quiser, e até agora contam-se 600 táxis que disseram que vão aderir ao programa, enquanto a frota paulistana é de mais 33 mil. Claro que o sindicato dos taxistas é contra, alegando que muita gente não vai largar o conforto do próprio carro, que o preço dos combustíveis não baixaram e que quem sai pra balada é porque tem dinheiro. Esse último argumento me fez rir, e é do presidente do sindicato, que é na maioria malufista. Reproduzo o dito aqui: “Quem vai para a balada é quem tem dinheiro e não precisa de desconto”, afirma Natalício Bezerra, presidente do Sinditaxi (Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo). O principal temor da entidade é o prejuízo para os taxistas. “Nós estamos sem reajustes há três anos, não temos como aceitar esse rebaixamento nas tarifas. É esdrúxulo”, afirma.” Mas os táxis de São Paulo estão entre os mais caros do Brasil! E quem recebeu reajuste de salário que levante a mão! Sindicalistas não pensam no bem comum, mas apenas no deles. Quantas vidas serão salvas, quanto se economizará em despesas hospitalares, quanto os táxis receberão a mais se as pessoas deixarem os carros em casa? Isso parece não contar.

Claro que a prefeitura precisa fazer uma campanha para que todos saibam da novidade e optem pelos táxis credenciados a cobrar menos. Dizem que farão campanha nos bares, vamos ver se rola mesmo. “Como é voluntário, nem todos os táxis terão a tarifa reduzida – os que aderirem circularão com um adesivo e luminoso verde, em vez do branco“, informa a Folha.

Os prós desse novo serviço também são explorados na matéria. “Haverá ainda outras vantagens: prioridade no cadastro para trabalhar em eventos como Carnaval e Fórmula-1, gratuidade para estacionar em áreas de Zona Azul aos sábados e ainda vão surgir 40 novos pontos onde só poderão parar táxis com o adesivo do programa. O primeiro taxista a se cadastrar no novo serviço, José Domingos Lopes, e confia que o movimento de clientes vai aumentar, dizendo que terá de circular menos atrás de clientes.”

Agora é a vez dos clientes darem preferência aos táxis credenciados e assim forçar que mais taxistas entrem no programa Táxi Amigão. E também tem de incentivar os amigos baladeiros a deixar os carros em caso para sair com mais segurança e conforto para a festas de fim de semana. Beba, vá de táxi e evite acidentes!!!

Veja a relação de pontos do Táxi Amigão:

Região Vila Madalena – 6 pontos

  • Rua Fradique Coutinho x Rua Aspicuelta
  • Rua Mourato Coelho x Rua Aspicuelta
  • Rua Wizard x Rua Harmonia
  • Rua Inácio Pereira da Rocha x Rua Fradique Coutinho
  • Rua Mourato Coelho x Rua Wizard
  • Rua Fidalga x Rua Inácio Pereira da Rocha

Região Jardins – 8 pontos

  • Alameda Itu, entre a Rua Augusta e a Rua Padre João Manuel
  • Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, entre a Rua dos Pinheiros e a Rua Artur Azevedo
  • Rua Haddock Lobo, entre a Alameda Tietê e a Alameda Franca
  • Rua Bela Cintra x Rua Oscar Freire
  • Rua Oscar Freire, entre a Rua Peixoto Gomide e a Rua Ministro Rocha Azevedo
  • Rua Haddock Lobo x Rua Vitório Fasano
  • Rua Melo Alves x Alameda Lorena
  • Rua Barão de Capanema, próximo à Rua Padre João Manuel

Região Augusta (Lado Centro) – 3 pontos

  • Rua Haddock Lobo, entre a Rua Antonio Carlos e a Rua Matias Aires
  • Rua Fernando Albuquerque, próximo à Rua Bela Cintra
  • Praça Roosevelt x Rua Nestor Pestana

Região Bela Vista – 1 ponto

  • Praça Dom Orione

Região Luis Dumont Villares – 3 pontos

  • Av. Luis Dumont Villares x Rua São Leôncio
  • Av. Luis Dumont Villares x Rua Eduardo Espíndola Filho
  • Av. Luis Dumont Villares x Rua Padre José Rebouças

Região de Moema – 4 pontos

  • Rua Canário x Av. Sabiá
  • Av. Lavandisca x Alameda Jauaperi
  • Alameda dos Arapanés x Av. Sabiá
  • Alameda dos Pamaris x Av. dos Imarés

Região Rua Dr. César – 4 pontos

  • Rua Dr. César x Rua Henrique Bernardelli
  • Av. Santos Dumont x Av. Gil Guilherme
  • Rua Dr. César x Rua Comendador Joaquim Monteiro
  • Rua Salete x Av. Brás Leme

Região Eng. Caetano Álvares – 2 pontos

  • Av. Eng. Caetano Álvares x Rua Nabuco de Araujo
  • Av. Eng. Caetano Álvares x Rua Pelegrino

Região Tatuapé – 6 pontos

  • Rua Coelho Lisboa, próximo à Rua Euclides Pacheco
  • Rua Itapura, próximo à Rua Cantagalo
  • Rua Serra de Japi, próximo à Rua Euclides Pacheco
  • Rua Serra de Bragança, próximo à Rua Serra de Japi
  • Rua Cantagalo, próximo à Rua Coelho Lisboa
  • Rua Isidro Tinoco, próximo à Rua Tijuco Preto

Região da Mooca – 3 pontos

  • Rua Guaimbé, próximo à Rua Madre de Deus
  • Rua Juventus, próximo à Rua Conde Prates
  • Rua Aparaju, próximo da Praça Visconde de Souza Fontes

Marido da Angélica é taxista?!

1 comentário

Arquivado em cidade

vazio, o case que dá o que falar

imagem009
sabe que eu estive só uma vez na bienal, pra ver a performance do fischerspooner e logo senti que a favelização da bienal, que começou faz tempo, tá incrível agora! o terceiro andar parece mais vazio e pobre que o segundo que está efetivamente vazio. vazio porque querem. li depoimento do eli sudbrack, do grupo avaf que fechará a exposiçnao, dizendo que a curadoria deveria ter deixado as pichações e todas as manifestações das pessoas, não deveriam ter apagado. parece que só o mauricio ianez conseguiu mostrar (parte) da sua elogiada performance no tal segundo andar do vazio. depois teve gente que preferiu pedir permissão pra curadoria pra usar o espaço. o espontâneo não pode mesmo acontecer por lá. mas acho que manter a ‘memória’ que surgiu no vazio da bienal seria uma boa saída pra democratizar, digamos assim, o espaço elitista da tal alta arte, e ainda fazer uma bela leitura do que pensam e como agem as culturas urbanas dessa megacidade. seria até mesmo estar mais atento ao nosso tempo, o tal ‘contemporâneo’, onde a interação é sempre muito bem vista para educar, para vender, para divertir… enfim, o que eu vi e adorei lá foram os pichadores invadindo tudo, invadindo o quadrado dos artistas. presenciei a curadora (ou assistente) ana paula cohen dando de dedo na cara de um pichador. uma cena patética, mas enfim, aplaudi os pichadores e fui pro fischerspooner e não voltei mais lá. me deu um vazio e não voltei ainda ao ibirapuera.

depois li entrevista do cassey spooner na folha de s.paulo falando sobre o caos que foi vir à bienal. li também do ótimo trabalho do mauricio ianês. por fim acabo de ler uma crítica ácida do dênis rodriguez no blog dele bastante pertinente. ainda bem que não perdi meu tempo hoje indo até o ibirapuera pra ver a performance dos mexicanos los super elegantes. minha amiga silvia nem contou nada quando me ligou da bienal hoje à noite, mas o texto do dênis desmontou ainda mais minha vontade de voltar à bienal e rever tudo. afinal posso mudar de opinião. mas vou ver o avaf na semana que vem, e no blog do vitor ângelo tem um texto bom também sobre o avaf que deu respaldo pros aravanados e etc. etc.

as fotos eu fiz com celular na noite da pichação e do fischerpooner.

imagem014

imagem015

imagem010

1 comentário

Arquivado em artes plásticas

lá vem o brasil descendo a ladeira

O mundo tá vindo abaixo aqui em casa. Tenho de ouvir ao mesmo tempo new wave, minimal techno, nu-house e electrinhusssss… Primeira coisa é tirar da frente o texto sobre o novo disco do B-52’s pro site www.rraurl.com. Nem vou falar mais nada porque você confere amanhã lá no rraurl mesmo, né? Prometi resenhar os primeiros álbuns de Anja Schneider e Martin Eyerer aqui no +1 teko em primeira mão… já, já! Péra um pouquinho…

 smash-tv.jpg Smash TV

Semanas atrás recebi as duas faixas do EP Locomotive Breath do Smash TV, ou Holger Zilske (excelente host de baladas em Berlim!). Ele me enviou também as faixas de outros dois EPs que comentarei por aqui em breve. E agorinha chegou a newsletter do BPitch Control anunciando o lançamento do disco hoje segunda-feira 17/3. As faixas são Locomotive Breath e Breath Me. Esmiuçando rapidamente… Aquela sonoridade de Autobahn (Kraftwerk) que faz a gente viajar é a propulsão de Locomotive Breath. Só faltou o piuíííííí pra sair correndo atrás do trem, porque a sensação da música é realmente das lufadas da maria-fumaça. Existe uma continuidade que se estende nas notas até sair em fade. É como se o som passasse e ficássemos ouvindo o zunido. Mas a faixa tem quebras também, o que facilita a vida do DJ, já que faixas como essa são pensadas assim, para o DJ experimentar pontos diferentes para mixar. Em Breath Me, Holger é esperto ao usar a mesma sonoridade de locomotiva em movimento no começo da música. Menos fluída, a faixa tem momentos de suspense e suspensão. A respiração humana não é como a da máquina. As camadas graves e agudas ganham intensidade e sobrepõem-se. Ou deslizam lado-a-lado… A sensação é de um techno que ganha diversidade ao beber no minimal e em Detroit, e ainda andar pelos trilhos do Kling Klang (o estúdio do Kraftwerk de Düsseldorf).   

 cover_at061_700x700.jpg capa de Sao Paulo do Oblivion

Outro que parou aqui na estação foi o segundo EP da dupla brazuca Oblivion pelo selo Autist Records, de Berlim. Sobre ambos já falei aqui no +1 teko. Na DJ Mag Brasil atual tem matéria sobre Berlim na qual conto do Autist e dos caras por trás do selo, e no próximo número que sai ainda em março tem matéria sobre Oblivion. Vamos ao EP Sao Paulo do Oblivion. O manager Ferri Borbás foi bem esperto em usar o nome do Estado e as cores da bandeira pra forçar a mão no live act de Vitão e Bruno, de Americana (SP). Assim o selo ganha outro continente e sotaque, mesmo que esse esteja na linha minimalista bem à moda alemã. [Mas já sei que um produtor de Brasília também lança em breve pelo Autist. Confirmarei aqui!]

Sao Paulo traz cinco faixas, duas são remixes – Bones, FadetoMarche nas versões original, Boris Brejcha Remix e Michael Knoop Remix. A primeira faixa vai pelo lado techno quadrado mesmo, sem muitas concessões. Fadeto é mais dinâmica e tem um ótimo grave e pedaços de voz que parecem dizer “oblivion” e “techno”. Infelizmente a faixa é bastante longa e não foi ela a eleita para os remixes, que poderiam dar cortes mais precisos. A música Marche é da linha diagonal absurda, cheia de climas e suspenses e quebradas e camadas. Pesada na versão original, ganha leveza no ótimo remix de Boris Brejcha, também conhecido pelo pseudônimo ANNA e que toca com Oblivion entre abril e maio no Brasil! Boris dá uma arredondada na melodia com linhas instrumentais mais agudas, o que deixa a faixa click-dançante. E o remix esquema techno pop de Micheal Knoop não inspira maiores comentários.

Cansei de inventar adjetivos e adjetivações pra tanta música…. pausa para meditação e o retorno ao B-52’s… que aterrissa amanhã no Rraurl. Bon voyage!      

3 Comentários

Arquivado em club, Música, sem categoria