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rock brasil anos 80 – memórias

Na sessão coruja passa “Cazuza – O Tempo Não Para” com toda aquele loucura dos anos 80 no Rio.

Na minha cabeceira está “Dias de Luta”, de Ricardo Alexandre, narrando o surgimento do rock brasileiro dos anos 80, indicação do Ricardo Athayde (Stop Play Moon). Aguardam na fila: “Madame Satã: Templo do Underground dos Anos 80”, de Marcelo Leite de Moraes, e “Nada Será Como Antes – MPB nos Anos 70”, de Ana Maria Bahiana. Pra encontrar esses títulos comprei no site  Estante Virtual que reúne sebos do Brasil todo.

Um site bacana pra conhecer as principais bandas do pop carioca ao underground paulistano:  Painel do Rock Brasil 80. Tem biografias de tudo que é tipo de banda daquela época. Outra dica do Ricardo!

E eu não estou aqui querendo levantar novamente os anos 80 trash ou estrangeiro. Passadas duas décadas, aquele universo nosso – ou de quem o viveu realmente – está cada vez mais firme na minha cabeça. Na festa kirDJinha eu vinha tocando umas músicas do Lulu Santos, Ronaldo Resedá, Lobão e seus Ronaldos, Blitz, Rita Lee, Barão Vermelho, Gueto… Tem muita coisa legal pra tocar e curtir, pra lembrar do primeiro Rock in Rio, da new wave, da Beth Balanço, do Garoto do Rio… Lembro de perseguir Arnaldo Antunes, na época de “Cabeça Dinossauro”, na praia em Balneário Camboriú pra descolar uma entrevista pro jornal da faculdade (que não rolou). E quando vim a São Paulo pela primeira vez!? Vim para um show dos ingleses The Might Lemmon Drops, no Projeto SP, e acabei conhecendo o Espaço Retrô num show de Os Inocentes! E comprei uns discos da Baratos Afins e Wop Bop por telefone, de Floripa, época que ouvia o programa na rádio Sincronia Total, na Antena 1 (lá em SC). Acabei ganhando uns discos e indo à emissora e fiquei amigo dos apresentadores Pena e Zeca – paulistanos que foram surfar em Floripa e nunca mais retornaram à terra natal. Tudo o que eu lia na revista Bizz e não tocava em lugar nenhum, tocava no Sincronia Total. Foram muitas fitas K7 gravadas diretamente do rádio!

E eu ainda arranjei tempo pra fazer o fanzine Vã G’uarda (com essa grafia mesmo!), todo xerocado e tinha entrevistas com Edu K (Defalla) e a banda Vzyadoq Moe. Os originais estão guardados!!! Preciso fazer uma reimpressão.

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rock in rio in rio

Capa do LP Rock in Rio, de 1984

Tem tanta coisa pra falar do Rock in Rio, né? Inclusive que está fazendo 25 anos por esses dias de janeiro. Imagino a loucura daquele verão 40˚ no Rio de Janeiro. Eu tinha 17 anos em 1985 e não podia viajar de Floripa pra Cidade Matavilhosa… Enfim, acompanhei tudo pela telinha da TV. Estive sintonizado na aldeia “global”, lembro do Clip Clip, Planeta Loucura e Globo de Ouro… Lembro e guardo com carinho o LP do Rock in Rio com as atrações estrangeiras. Um produto Som Livre! (A gente não se livra da Globo!) Quase furei o vinil de tanto ouvi-lo. Quando tenho oportunidade toco alguma faixa dele pra ferver.

Mas eu vim aqui escrever esse post porque vi a notícia do aniversário do Rock in Rio no Metrópolis, na TV Cultura. O programa terminou a edição de hoje com Barão Vermelho tocando “Beth Balanço” ao vivo no Rock in Rio em 1985! E daí a partir dali já me deparei com notícias sobre a volta do Rock pro Rio em 2011. No site oficial do Rock in Rio a notícia é um pouco diferente: “além de uma edição polaca em 2011, espera-se um antecipação do regresso ao Brasil no ano seguinte, algo que representa um voltar a casa.”

Vários sites dão a notícia que o governo estadual e a prefeitura do Rio estão conversando com a empresa de Roberto Medina, produtora do festival. Também rolam informações que Roberto Medina adiantou que haverão noites voltadas a diferentes estilos: 1 noite de heavy metal, 1 de indie e 3 de pop/rock. E o jornal O Globo diz que o festival precisa de um local para no mínimo 15mil pessoas. O Globo ainda: “Uma possibilidade que está sendo tratada é que o festival aconteça num terreno na Barra [da Tijuca] em frente à antiga Cidade do Rock”. O terreno de 150mil metros2 foi desapropriado pela prefeitura carioca recentemente para construir a vila dos atletas das Olimpíadas de 2016. (E as organizações Globo estão em todas sobre Rock in Rio!)

Mas vamos curtir um som de 1985, ou mais precisamente dos dias entre 18 e 20 de janeiro!

B-52’s incrível com “Rock Lobster”. A letra da música tem tudo a ver com o verão!

A locona Nina Haggen trouxe os ecos do punk rock europeu.

Iron Maiden e o clássico “The Number of the Beast”.

Essa guitarra triangular do Scorpions é muito boa!

E o top hit maker daqueles anos no Brasil – Blitz! A música é “Ridícula” que alfineta a censura e retrata com tempero pop aquele período de redemocratização do país.

É bom lembrar que o Rock in Rio ainda aconteceu em 1991 e 2001 no Rio de Janeiro e depois mudou-se para Lisboa nos anos 2004, 2006 e 2008. Também teve uma edição espanhola em 2008 e está para ser confirmado mais um em 2010. Em 2010 também acontece mais um festival em Lisboa, no dia 21 de maio. Medina planeja um festival simultâneo em 3 cidades, que eu acho que devem ser as três citadas aqui. Em 2011 está anunciado o Rock in Rio na Polônia e logo depois pode chegar à China!

Que o Rock in Rio volte ao Brasil e grande estilo! Espero que a seleção de atrações seja bacana e não caia em armadilhas com bandas decadentes ou então querer nos enfiar goela abaixo cantoras de axé e outros estilos que não têm nada a ver com rock, mas com dinheiro.

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