Arquivo do mês: março 2010

kiriDJinha #3 com nenê krawitz

Mais uma superedição da festa mais kiriDJinha da cidade!!! É hoje e não tem BBB certo! Eu e DJ Atum chamamos o top promoter Nenê Krawitz pra tocar o que ele anda ouvindo no i-pod enquanto se joga no Baixo Augusta e o as raridades que ainda guarda dos tempos da Samantha Santa, Sra. Krawitz e dos primórdios dA Lôca.

E ainda tá rolando nova exposição de neon-art lá no Volt. Tem obras da Marcelona, Kleber Matheus, avaf e muitos outros.

Drink da noite: Fake Guava (vodca, suco de cramberry, redução de gengibre e maracujá) R$13 / Skol R$5

DJs: Nenê Krawitz, Atum e Ivi Brasil

Terça 30, às 20h30 até o último cliente

Entrada grátis!

Bar Volt – rua Haddock Lobo, 40

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andy warhol agora de tarde

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don’t forget your sunglasses

Era 1994, depois de passar três meses rodando a Europa, de Portugal à Grécia, não consegui mais suportar o clima provinciano da minha querida Florianópolis. Mudei para São Paulo e muitas portas se abriram diante dos meus olhos – e ouvidos. No começo de 1995 descobri o club Latino e o bar Gourmet, lá onde a rua da Consolação fervia nos finais de semana. Logo veio o Mercado Mundo Mix e o after hours Hell’s Club. Isso tudo pra dizer que ontem comemorou-se 15 anos de Hell’s Club com lançamento de DVD assinado por Daniel Zanardi, com trilha de Pil Marques e Thiago Salvione – em breve à venda nas melhores casas do gênero.

O tempo passou e de repente (1996) me deparei com DJ Mau Mau, conheci o cara no MMM e comprei seu primeiro CD (que ainda está na minha discoteca). Ouvi aquilo e pensei: vou descobrir o telefone dele e sugerir de fazermos um videoclipe. Nesse momento me joguei de cabeça na “cena eletrônica paulistana”.

Lembro dos chill ins no Gourmet e The Cube e depois a loucurinha pra conseguir entrar no Hell’s. As meninas – Adriana Recchi e Ana (posteriormente PetDuo) – eram implacáveis pra deixar o povo adentrar no lugar mais desejado da noite em São Paulo. Com alguns amigos, conseguia me jogar no porão do Columbia e ficar por lá ouvindo techno nas manhãs de domingo. O banheiro ficava invariavelmente inundado; muita confusão na chapelaria; eu não conhecia ainda os top clubbers e era um mero frequentador. Quando a luz verde inundava tudo e a fumaça me cegava, aí sim o techno assumia o controle da minha mente e do meu corpo. Os flyers grandes do Hell’s eram muito bons e sempre tinham aquela frase perfeita pra ocasião: “don’t forget your sunglasses”.

Mas voltando ao videoclipe, consegui o telefone do Mau Mau e sugeri de fazermo o tal videoclipe. Ele adorou a ideia e sugeriu a música “Noise3”, uma das duas de sua autoria no tal primeiro CD. Seria o primeiro videoclipe de um DJ! Mau também sugeriu que a amiga Marcelona fizesse parte do vídeo, e fez! Com a amiga de muitos vídeos Cláudia Erthal, parti para a produção. Marcelona logo indicou Alexandre Herchcovitch pra nos emprestar o figurino. Fomos ao depósito do Alexandre, na antiga loja na Alameda Franca, e nos deliciamos com as criações dele – tinha os tais vestidos de látex maravilhosos. Gravamos parte no meu apartamento no Copan, parte na Paulista e na frente no Hell’s, na rua Estados Unidos. Entramos com uma câmera Beta enorme e outra pequena Hi-8 no Hell’s. Lembro da Vivi Flaksbaun reunindo um povo pra aparecer no clipe – Marcelo Otaviano, Paulinho Silveira, Grace Lesada, Ana (& David) e outros – fizeram caras e bocas em frente a um banner com o símbolo do Hell’s. O Mau mal aparece no videoclipe, por incrível que pareça. Ele está bem desfocado no fim do filme vestindo uma camiseta amarela de plush do Alexandre. Mais umas cenas pela cidade – o indefectível túnel Ayrton Senna – e estava pronto o vídeo. O resultado tosquinho – mas sincero – do nosso olhar sobre aquela nova música está aí pra quem quiser conferir.

O tempo foi passando e fui conhecendo a tal “nação Hell’s”. Já me permitia dar uma passada na cabine pra falar com Mau Mau; sempre avistava a Paula (Chalup) e seus dreadlocks; o Pil na porta salvando a gente que não tinha carteirinha; a bicha das castanholas; Alma Smith gritando “tu é gay, tu é gay que eu sei”; Ana e David eram meus vizinhos no Copan e voltávmaos juntos de ônibus cruzando a rua Augusta ao meio-dia de domingo. Vestíamos roupas de nylon da Slam, óculos cyber, tênis supercoloridos e toda aquela loucura na cabeça. São essas as imagens mais bacanas que ficaram na minha cabeça dequela balbúrdia que mudou minha cabeça pra sempre.

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cultura de graça, ou por muito pouco :: algumas dicas pra semana em sp

São Paulo oferece uma infinidade de exposições, filmes, peças de teatro, shows e tudo o que se possa imaginar em termos culturais. É bem difícil acompanhar tudo, seja pela inércia ou preguiça de se deslocar por essa cidade imensa ou pelos preços que se paga pra ter acesso aos bens culturais. A banda Fellini já cantava na música ‘Cultura’: “sempre que ouço a palavra cultura / saco meu talão de cheques / sempre que ouço a palavra cultura / saco meu revólver”. A coisa pode ficar preta mesmo, mas não precisamos chegar ao suicídio artístico-cultural. Basta fazer uma boa pesquisa pra encontrar ótimas atrações de graça ou por valores que cabem no bolso de muita gente. Vou dar umas opções pra essa semana do que fazer por uma merreca.

As belas gravuras de Marc Chagall estão expostas no Masp, e nas terças-feiras a entrada no museu é gratuita.

Essa é a última semana pra ver a exposição de videoarte de Gary Hill no MIS. Hoje, terça-feira, a entrada também é gratuita por lá. E de quebra o museu apresenta, também sem ter de desembolsar nada, o filme “Carmen Miranda – Banana is my Business” (19h30) seguido de bate-papo com a diretora Helena Solberg e o escritor Ruy Castro, que escreveu biografia sobre a cantora.

Ainda não fui na Matilha Cultural (Rua Rego Freitas com Rua General Jardim, perto do Copan), mas sei que a programação alternativa do espaço inclui projeções (35mm e digital), exposições, teatro, música e ação social. Agora mesmo está em cartaz parte da exposição 1˚ Salão dos Artistas sem Galeria – em conjunto com a Casa da Xiclet (também de graça na Vila Madalena), e durante essa semana tem filmes do festival In-Edit-Brasil. Mas nas sextas e sábados de março, às 21h30, está rolando o filme animação “Valsa com Banshir” em projeção 35mm. O filme do israelense Ari Folman mostra um ex-combatente israelense que quer resolver um sonho recorrente sobre a guerra com o Líbano. Já passou em diversos festivais pelo mundo e esse é o último fim de semana de março e de exibição gratuita da animação.

Nas quintas-feiras o Espaço Unibanco tem sessões bem mais baratas – R$8 a entrada inteira. Estão em cartaz nessa semana os filmes “Direito de Amar” do estilista Tom Ford, “O Amor Segundo B. Schianberg” do Beto Brant, que são os filmes que quero ver e mais outros.

No cine Belas Artes também tem promoção de ingressos mais baratos nas segundas e quartas-feiras a R$8. E nas segundas ainda tem meia-entrada a R$4 para  “trabalhadores apresentando algum comprovante (carteira de trabalho, hollerith, crachá da empresa ou comprovante de autônomo), apresentando carteirinha de estudante, documento comprovando que tem mais de 60 anos ou sendo cliente do HSBC.” Entre os filmes bacanas estão “Bastardos Inglórios”, “Guerra ao Terror”, “Os Inquilinos” (sobre o ‘ataque’ PCC a São Paulo) e “A Fita Branca”.

No Cine Olido, no Centro ao lado da Galeria do Rock, sempre tem filmes de graça ou a R$1. Hoje (terça 23/3) passa o documentário “Meu Amigo Cláudia” dirigido por Dácio Pinheiro. Assisti ao filme ontem e me encantei com todas as histórias e a forma como o filme conta não só a história da Cláudia Wonder, mas também o que rolava no país e em especial em São Paulo do fim dos anos 70, passando pelos 80 até os 90 e 2000. A programação completa você confere aqui.

No Itaú Cultural a entrada é grátis e está rolando uma ótima exposição com obras de Hélio Oiticica. imperdível!

No CCBB tem duas exposições legais de graça: Expedição Lagsdroff (que tem lindos desenhos feitos por exploradores na época do Brasil Colônia) e a instalação Ossário, no subsolo, do grafiteiro ou artista urbano Alexandre Orion, que refaz obras que rolaram em túneis da cidade de S. Paulo. Ele desenhou centenas de caveiras limpando a poluição negra dos túneis. Veja aqui como rolou essa experiência do Orion.

Na Estação Pinacoteca (ao lado da Sala São Paulo, na cracolândia) está em cartaz a exposição de obras de Andy Warhol. Outra mostra imperdível! A entrada custa R$6 e nos sábados é de graça, mas a lotação é muito grande! Vale a pena pagar.

Andy Warhol: color bars

Balada de graça? Hoje na Lôca tem Tapa na Pantera e entre meia-noite e 1h a entrada é free!!! No bar Volt também rolam baladinhas durante a semana, de segunda a quinta – com entrada zero! Terça que vem (30/3) rola mais uma kiriDJinha! No bar do Netão, na rua Augusta, rola festa de graça nas noites de sexta e sábado!!!

E no Kebabel da rua Fernando de Albuquerque (Baixo Augusta) tem promoção: entre 18h e 19h você pede um e ganha outro kebabe de falafel na faixa!

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kiriDJinha 3

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dj glen remixa abe duque

Abe Duque

Antes que se passe uma semana desde que falei do remix que o paulista Glen Faedo fez pra um som do americano Abe Duque, vou contar um pouquinho dessa história, publicar o que os top DJs falaram e uma pequena entrevista com Glen. Aliás, esse remix do Glen para “What Happened?”, de Abe Duque com o MC Blake Baxter, foi vencedor de um concurso internacional e já saiu em vinil e digital.

Só pra contextualizar, Abe Duque é um dos mais criativos produtores de house atualmente. Carlos Abraham Duque Alcivar é meio americano meio equatoriano, vive em Nova York e lança pelos selos Gigolo e Process, principalmente, e pelo seu selo Abe Duque Records. Ele esteve no Brasil há alguns anos tocando na festa Freak Chic, no club paulistano D-Edge – foi um set muito foda!!! No meio de 2009, ele lançou o álbum “Don’t Be So Mean” e no final do mesmo ano estava de volta nas paradas com o novo single “What Happenned?”, que teve remixes de Marc Romboy e Max Cooper. O segundo disco dessa mesma música, feita na verdade com o ótimo Blake Baxter, saiu com os remixes de Zied, REC (Ralph Myerz, Eddie de Bass e DJ Carina) e do nosso Glen. Pra ouvir o remix do Glen veja no final desse post.


+1teko – Como rolou esse lance do concurso? Você apostou firme ou nem estava pensando em ganhar?

Glen – Foi despretencioso… caprichei porque curtia o som e queria tocá-lo, mas nem achei q ia ganhar não,
ainda mais que vi a divulga no Resident Advisor e na DJ Mag (UK). Desencanei e até tinha esquecido..
Daí o label manager do [selo] Process me procurou e falou que meu remix era uma bomba e tinha ganho a parada!
Logo o lançou e além dos peixes grandes elogiando, ja bombou nas vendas e vi os peixinhos tocando também, ehehhe… Aí comecei a tocar e vi que era bom msm 😀

+1teko – Com esses muitos elogios dos graúdos será que rolam outros trabalhos?
Glen – Agora os caras da gravadora Process querem lançar mais sons meus e remixes, fikei muuuuuito feliz e tô trabalhando em novos sons,  pra isso não ter sido uma cagada isolada. hahaha… Ía até te perguntar se não tinha o contato direto com o DJ Hell, e-mail sei la.., queria que ele ouvisse alguns sons meus, sou fã do selo Gigolo e faço meu som baseado nestas sonoridades, talvez agrade 🙂 … aahh!!! Na parte da cagada isolada, teve um outro remix que fiz que alguns caras grandes chartaram, tipo Carlo Lio, e que chartaram novamente esse do Abe… Confere depois no Soundcloud, é o QUESTION.

O QUE FALARAM DO REMIX:

“Yes yes yesssssss , DJ Glen mix Full club support ” – Laurent Garnier

“The DJ Glen remix is the one for me. Great production. Mind you though Reiner Mauch & Lady Puma do a sterling job as well.” – Ashley Beadle

“Still king of NY Abe Duque” – DJ Hell

“DJ Glen mix is brilliant” – Tom Findlay (Groove Armada)

“Dj Glen’s and Zied’s mixes are cool. Thanks!” – Xpansul

“All the mixes work well, DJ Glen one stands out ” – Felix Hot Chip


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kiriDJinha 2 – com Renato Lopes

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