Arquivo do mês: dezembro 2009

exclusivo!!! michael mayer observa beija-flores na praia de toque-toque (sp)

A chuva chegou forte e persistente ao litoral catarinense, mas minhas perspectivas de curtir Michael Mayer no primeiro dia de 2010 (próxima sexta-feira) continuam firmes. Anteontem encontrei o DJ e produtor alemão via e-mail, ele me disse que está na praia de Toque-Toque, na cidade paulista de São Sebastião, e não vê a hora de tocar no club catarinense Warung, na Praia Brava em Itajaí.

Há quatro anos, Mayer foi o primeiro grande DJ a se apresentar no D-Edge no começo do ano, mais precisamente em 07/01/06. Como trabalhava no club paulistano foi fácil conversar com ele depois do ótimo set de cerca de três horas. Simpático desde o primeiro momento, Mayer estava sorridente e falava calmamente com todos, e olha que era – e é – o bem-sucedido empresário da música eletrônica sócio da famosa gravadora Kompakt, com sede em Colônia (Alemanha). Alguns meses antes dessa primeira e até este momento única turnê pelo Brasil, Mayer conheceu os novos sons que o brasileiro Gui Boratto começava a fazer. Fugindo da eletrônica comercial, Gui conseguiu lançar (em outubro de 2005) o famoso EP ‘Arquipélago’ pelo subselo K2 da Kompakt. As duas faixas do vinil – ‘Arquipélago’ e ‘Simetria’ – em estilo minimal techno deram uma guinada na carreira e na vida do então produtor de jingles e do projeto dance Crossover (com seu irmão Tchorta Boratto e Alissa K). Depois de Gui, a Kompakt lançou trabalhos dos brazucas Dada Attack e Dubshape

Mas vamos à entrevista exclusiva que Michael Mayer me concedeu de ontem pra hoje. Nada melhor do que terminar o ano com uma entrevista com um dos mais aclamdos produtores de techno do mundo, né? Aqui ele conta porque nunca mais voltou ao Brasil, expectativas sobre a gig no Warung (1/1), os planos para 2010, as impressões sobre o Brasil e o que anda fazendo por aqui. E como Mayer me desejou: guten Rutsch!

+1teko – Michael, você está esticando o verão? Depois das festas e festivais no verão europeu você está de volta ao Brasil. Há quanto tempo não vem ao Brasil?
MM – Isso é inacreditável, mas é verdade, não vinha ao Brasil faz 5 anos. Isso aconteceu devido ao nascimento de meu filho Paul, há 2 anos e meio, principalmente. Viajo tanto – quase que a cada fim de semana – então tentava manter as viagens mais longas a um mínimo. Mas agora Paul já pode pegar voos longos e eu estou feliz em mostrar os prazeres de estar no Brasil pela primeira vez pra ele. E ele já está amando!

+1teko – A vibe do verão brasileiro é como a do europeu? Ou tem diferença?
MM – Há semelhanças: Havaianas, biquínis e todas essas coisas, mas o clima é realmente diferente. Na Alemanha quase nunca fica mais quente que 30 graus e não é tão úmido. Essa é a razão pela qual as pessoas não relaxam como se faz em regiões ao sul. Às vezes eu perco esse sentimento em casa. A Alemanha nunca entendeu o conceito de “siesta”… Que vergonha!

+1teko – Você vem tocar no club Warung no primeiro dia de 2010, tem mais apresentações no Brasil e na América do Sul em janeiro? Onde? Quando? É sua primeira vez no Warung?
MM – Será minha primeira apresentação no Warung, então estou muito entusiasmado. Ouvi coisas maravilhosas sobre este lugar. Além disso, tocarei em Santiago do Chile [no club Feria] e no D-Edge, em Sao Paulo. Tive um fim de ano muito exaustivo então estou feliz em ficar focado em aproveitar as belas praias daqui e observar beija-flores.

+1teko – Pretende ver/achar algum novo e brilhante produtor brasileiro como Gui Boratto e Saulo (Dada Attack) para lançar pelo Kompakt? Quem?
MM – Antes de mais nada, quero encontrar Gui e Dada Attack outra vez, também espero que os caras do Dubshape [João Lee e Alê Reis] estejam por aqui porque nós nunca nos encontramos pessoalmente. Não estou aqui numa caçada de novos talentos, mas certamente manterei as minhas orelhas e olhos abertos para novos artistas.

+1teko – O que te inspira nesses dias quentes?
MM – Sou muito fácil de agradar… Passear com a família, natação, churrasco, ler o novo livro de Rainald Goetz, um de meus autores alemães favoritos, e tentar compor alguma nova música. Isso é todo que eu preciso.

+1teko – Além da música que você deve conhecer, o que você acha do way of life brasileiro?
MM – Estou surpreso com a mistura cultural neste país. Aqui em Toque-Toque [praia do município de São Sebastião, SP] estou cercado por pessoas bem sucedidas de São Paulo, principalmente. Eles levam a vida numa boa… A primeira cerveja é às 10 da manhã! Isso é o que eu chamo dedicação.

+1teko – Planos para 2010?
MM – Despois de um ano extremamente ocupado, com muito trabalho de escritório, estou procurando focar em meu lado criativo em 2010. Tentarei gastar o tempo possível no estúdio para trabalhar em meu retorno solo. Também planejo lançar meu terceiro CD mix ‘Immer 3’ pela Kompakt antes de verão [europeu, que inicia em junho]. 2010 está começando com grandes lançamentos de álbuns de Ewan Pearson, Superpitcher e Thomas Fehlmann. Então o futuro não sera nada chato! E tenha uma ‘guten Rutsch’ (algo como ‘boa virada’), como dizemos em alemão. Te vejo na nova década!

EM TEMPO

1- O site Rraurl tem uma ótima entrevista dada por Mayer no final de 2005, pouco antes de vir ao Brasil pela primeira vez. Se joga clicando aqui.

2- O escritor alemão Rainald Goetz, admirado por Michael Mayer, é um entusiástico observador da mídia e da cultura pop. Ele curte filósofos vanguardistas como Foucault e Luhmann bem como DJs de techno, especialmente Sven Väth. O livro mais famoso de Goetz é “Irre” (louco), publicado em 1983. Em 1998 ele lançou os livros “Rave” (livro de contos e peça teatral) e “Jeff Koons” (estranha – dizem – peça de teatro sobre o artista hiperrealista que se consagrou com esculturas em que aparece transando com a atriz pornô Cicciolina). Hoje, Goetz é um autor cult para os intelectuais de esquerda. Segundo a Wikipedia, provavelmente Goetz foi um dos primeiros blogueiros, tendo escrito um diário entre 98 e 99 chamado Abfall für alle (algo como ‘lixo para todos’), e que virou livro mais tarde. Não encontrei nada do autor em portugês, uma pena…

8 Comentários

Arquivado em club, Música

(muito) trânsito, suor e cerveja

  

Fachada com jardim do Jivago Lounge, em Florianópolis

Ontem (29/12) fui conhecer o clubinho (no diminutivo mesmo, tanto no tamanho quanto na pretenção) Jivago, aqui no centro de Floripa. Sem ar-condicionado (a temperatura ontem à noite era de 30 graus sem vento e na pista era impossível de ficar); você responde e-mail pra desconto e nome não consta na lista; pra ir no banheiro tem de atravessar a pista de dança minúscula, quente e abarrotada; superlotação (gente! tem de respeitar a lotação das casas, por favor!); e a música da festa paulistana Café com Vodka é qualquer nota entre hits antigos e house semi-bate-cabelo. Não valeu a pena… Ainda bem que fui com amigos de bom papo e conseguimos a mesinha do jardim (na foto acima dá pra ver o pequeno jardim frontal). Mas me disseram que quando a cidade não está bombando de “estrangeiros” as festas são melhores (não terei tempo pra ver isso, quem sabe na próxima vez e fora de temporada).  

O amigo Poveza me pediu fotos da baladinha, mas nem valia a pena tirar fotos da muvuca no Jivago. O lugar fica numa casa que foi residência e depois virou redação da sucursal do jornal A Notícia (um casal de amigos que estava comigo disse que trabalhou ali algumas vezes, na redação que hoje é pista de dança). Aliás, o jornal joinvilense A Notícia foi o último veículo livre que o grupo gaúcho-judeu RBS (Rede Brasil Sul), ligado à Rede Globo, comprou para manter o monopólio da informação no estado de Santa Catarina. Não existe oposição à informação veiculada no estado… perdem o jornalismo, a livre informação e a democracia… e viva os blogs! 

Vista aérea da praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis

Mansões e Ferraris na praia mais cara do litoral de SC

A movimentação é grande em Floripa, que virou reduto de gente que só pensa em desfilar de carro. O engarrafamento era quilométrico ontem (terça 29/12) por volta da meia-noite para entrar na rodovia de acesso à praia de Jurerê. Lá ficam as casas (muitas de muito mal-gosto) dos magnatas que elegeram a parte “internacional” da praia (que um estreita faixa de areia) a Meca do consumo de luxo, ou melhor, a Beverlly Hills catarinense. Eu acho aquilo tudo um lixo, de muito mal-gosto. Um caça-níqueis desenfreado de muito dinheiro que não se sabe de onde vem, quer dizer, tem gente que deve saber e lava a grana por lá. Bom, mas bem antes da praia fica o complexo com as buatchis Pacha Floripa e Posh, sinônimos de garotas de tamancões e microvestidos, garotões sarados de camisas bem-passadas, carrões de luxo e som movido a progressive house comercial. Lá desfilam manezinhos (c0mo são chamados os florianopolitanos natos, como eu) famosos como o nadador e ex-A Fazenda Xuxa e o tenista e empresário Guga Kurten, além de um povo do naipe de Gisele Bundchen, Luisa Mell, Naomi Campbell… E é ali na Pacha/Posh que o trânsito estrangula (como no centrinho da Lagoa da Conceição, do outro lado da Ilha). Sacou?

Voltando do Jivago, na madrugada passada, parei num posto de gasolina já na praia de Ingleses (norte da Ilha) e um garçom, um rapaz simpático e alto de uns 20 e tantos anos, dizia que vai toda noite a Jurerê “servir os playboys, mas eles são gente boa no final das contas”. Assim espero!

8 Comentários

Arquivado em cidade, club

underground with snorkel :: floripa

Há uns 20 anos eu escrevia no meu fanzine Vã Guarda sobre a inexistência de um underground artístico-musical em Floripa. A situação não mudou muito hoje em dia. Mas ontem descobri umas boas opções de festas sem a dupla prog&tribal aqui na “sonífera ilha”. Pra começar, hoje tem a Café com Vodka que tem feito muito sucesso no Sonique, em São Paulo. Quem comanda a festa é o promoter Edu Hering Bell, blumenauense que vive no eixo Rio-SP. A noitada rola no clubinho Jivago, no centro da capital catarinense, e dizem ser o melhor club da cidade no estilo ‘mais underground’ (assim espero!). Os DJs de hoje eu não conheço nem ouvi falar, mas vou conferir. Amanhã (30/12) tem mais balada no Jivago com a noite Plastique, e na sexta (1/1) tem a Upper, que deve ser uma festa mais gay já que tem patrocínio da revista Júnior. Sobre os DJs dessas duas datas também os desconheço. Mas acho que vale tentar o clima cool do lugar.

Um festeiro ‘estilo underground’ daqui de Floripa é o Tiago Franco que promove a festa Devassa. Faz bastante tempo que escrevi sobre essa festa e outras no site Rraurl e o texto está aqui num velho Multiply. Bom, mas o Tiago não desiste e lembro de encontrar os amigos do Digitaria tocando numa dessas festas na Lagoa da Conceição. A Devassa continua e no domingo (3/1) tem edição especial no Confraria das Artes, club classudo que tentou entrar no circuito descolado com o D-Edge mas sucumbiu a pasmaceira prog e comercial, que é o que o público do lugar curte. Espero que a Devassa dê uma luz pros donos do lugar. Tiago diz que a primeira Devassa de 2010 vai estar “repleta de ubber atrações e com pistinha extra da Rocket pra intercalar os ouvidos e dançar até o chão. (…) e tem como principais atrações o aclamado Boss in Drama, o Gorky (do Bonde do Rolê), o Phillip A, idealizador da bombada Crew em SP. Na pista Rocket, as convidadas de luxo são as Gêmeas (Carol e Isadora Krieger).” Adoro Carol & Isadora, ainda mais depois de ver a linda instalação que montaram na loja PopUp, do povo da Semana de Moda em SP. Nessa festa também tocam os locais Daniel Kuhnen e Rotciv (conhecido em SP como Victor A e cabeça do selo Mister Mistery que vem lançando gente como Pareto, Zopelar, Glocal e Marcinho Vermelho entre outros nomes da onda de nu-disco).

Mas pra quem vem mais tarde a Floripa, a Devassa ainda terá edições em 15/1 com Daniel (do Ladytron) e a banda revelação Stop Play Moon (tem mais aqui e também ali e acolá), e em 15/2 (segunda de Carnaval) com Peter Hook. A programação está bacana, apesar de eu não ser muito fã de Daniel e Hook como DJs.

Vai ficar em casa ainda?

4 Comentários

Arquivado em cidade, club

top djs passam virada de ano em alta temperatura em sc

O verão tá bombando em Santa Catarina. Tem muitos DJs faturando alto com gigs em top clubs – Warung, Green Valley e Kiwi são os principais e ficam na rota Praia Brava (Itajaí) e Itapema, na parte central do litoral catarinense. Gui Boratto está se bronzeando por aqui desde a semana passada, que teve médias de temperatura bem altas! Na terça (29/12), Gui toca na festa de 30 anos da top marca de surf Mormaii. A baladinha rola em Garopaba, sul de Santa Catarina. Conforme o site da marca: “no Espaço Mormaii, na beira-mar em Garopaba, cidade onde a Mormaii nasceu e que é sede da empresa.” Bom, né? E como o menino prodígio do selo Kompakt não faz por menos, traz à tiracolo o amigo Michael Mayer, produtor, DJ e sócio do Kompakt. Esse encontro super legal rola na noite do primeiro dia de janeiro, sexta-feira 1/1/2010, no club Warung. Estou super afim de ver essa dobradinha, na verdade estou louco pra ouvir novamente Michael Mayer. Faz uns quatro anos que ele tocou num início de ano no D-Edge e foi uma noite incrível com um cara supersimpático que toca incrivelmente bem. Imagino como será no Warung, naquela sacada virada pra praia e com o nascer do sol! (na foto acima) Depois conto mais sobre essa festinha.

Voltando às centenas de festas que empregam muitos DJs em Santa Catarina… Ontem li na página do Facebook do DJ Daniel Kühnen, residente do Warung, que ele está com todas as noites bookadas nessa semana até depois do começo do ano. Mas ontem aceitou ainda tocar no Kiwi (vizinho do Warung, na Praia Brava) depois de animar a baladinha Sunset (no pôr-do-sol mesmo!), aqui em Florianópolis.

Mas ainda tem um club descoladíssimo pra inaugurar. Dia 16 de janeiro abre o Blue Coast, entre dois costões num local fora da civilização de arranha-céus de Balneário Camboriú. Quem inaugura a pista é a dupla inglesa Layo & Bushwacka!, que ainda roda o Brasil como parte de uma tour pela América do Sul. Nada como sol e calor pra animar um inglês, né? Eles estão lançando o CD-compilação mixada “Shake it Brasil”, em referência à festa que estão fazendo desde que Layo e sócios fecharam o club londrino The End no começo de 2009. O disco sai no Brasil pela ST2 e 3Plus é muito bom!!! Uma trilha ótima de tech house com lances e disco e minimal. Abre muito bem com a faixa ‘Coco Feel and Love Shonky’ do DJ Shonky!

Aqui em Floripa abriu um complexo que inclui os clubs Pacha e Posh, nada que me anima a ir até Jurerê. Tem ainda o The Life, na mesma linha dos citados, e uma filial da The Week que ainda não sei a programação, mas deve incluir muito tribal e fortões sem camisa. Amanhã (terça 29/12) vou conferir (finalmente!!!) o clubinho Jivago, no centro da cidade, que recebe a movimentada festa paulistana Café com Vodka, sucesso do club Sonique promovida pelo blumenauense Edu Hering.

Ah! E o Gui Boratto soltou o single ‘Notation’ pelo selo brasileiro Lo Kik. Na primeira audição não achei muito inspirador. Vou colocá-lo na lista de ‘sons a ouvir’. Tem remixes de Gabe, DaDa Attack e Rafael Noronha & Rê Dupre.

Local onde está sendo construído o club Blue Coast; na foto estrutura do antigo local

Entrada do club Warung, em Itajaí SC

4 Comentários

Arquivado em sem categoria

vinil – do LP à toy art

[Texto publicado originalmente na revista Mixmag #2]

Foto: Fábio Tavares

O peso do vinil continua o mesmo na bagagem de Oscar Bueno

“As minhas viagens ao exterior sempre foram assombradas pelo fantasma do excesso de peso na bagagem na hora da volta. Os olhos maiores que o case. Comprava discos de vinil até não poder mais. Tão caro que é no Brasil que aproveitava ao máximo! Hoje minha música é 100% digital e comprada toda pela net. O engraçado é que continuo de olho no peso na hora de voltar pra casa. Novamente o problema é com o vinil,  agora na forma de toy, minha maior mania depois da música. Já são mais de 500 toys espalhados pelas paredes do estúdio. Não consigo deixar de comprá-los, uma loucura! De certa forma não abandonei totalmente o vinil.”

Top 10 do Oscar Bueno:
1 Ramon Tapia – ‘Sunka Sanka’ (Coyu, Edu Imbernon remix)
2 Dj Hell – ‘The DJ’ feat P.Diddy (Spencer Parker remix)
3 Negru – ‘Tripoo’
4 DJ T – ‘Shine On’ (Motor City Essemble remix)
5 Giussepe Cennamo – ‘El Gitano’ (2000 and One remix)
6 Drama Boogie – ‘Elastitude’
7 Butch – ‘Disco Shhh’
8 Joss Moog, Phil Weeks – ‘Back in Effect’ (DJ Sneak remix)
9 Mihalis Safras – ‘There is a Place’ (Hugo remix)
10 Okain – ‘Wait Place’ (Lauhaus remix)

2 Comentários

Arquivado em jornalismo, Música

os 3 trabalhos de hércules, digo, corelli

[Texto publicado originalmente na revista Mixmag #2]

Os 3 trabalhos que mudaram o divertido e fashionista Eduardo Corelli

“Na minha carreira não existe um fato, mas três fatos que viraram um só. Trabalhar com [o estilista] Ocimar Versolato e com [o cantor] Edson Cordeiro foi divisor de águas, numa época que DJ ainda era visto como jukebox (hoje so é quem quer). Comecei a entender um pouco mais como trabalhar com músicos, tanto que após o CD de clássicos da disco do Edson Cordeiro ainda produzi mais dois CDs. Um deles foi o do cantor maranhense Claudio Lima; reverti a métrica clássica da MPB pois a música tinha um perfume de MPB e jazz num formato minimalista na execução dos arranjos. O outro CD foi para o performer Léo Aquilia, uma drag queen cantora que ficou famosa por arrendar a antiga casa de shows Palace. Com Ocimar Versolato entrei de alma e alfaiataria na moda e entendi melhor o universo da moda (e palavras que amo como paetês, viés e cós que super casam com house, rock e disco). E dessa fusão produtor/DJ/fashionista fiz um dos sonhos da minha vida, montar uma banda – Oz Poneyz – para um desfile de moda da estilista Fábia Bercsek. Hoje sou conhecido por pesquisar e sempre ir tocar ou sair com looks de estilistas internacionais e nacionais. Adoro tudo isso, tanto que montarei um Centro Cultural Corelli de Coisinhas (CCCc) onde todos poderão pesquisar meu acervo de música, moda e arte. E até fazer catwalk! kkkkkk”

TOP 10 de Eduardo Corelli
1 Barry White – ‘It’s ecstasy when you lay down nexto to me’
2 LCD Soundsytem – ‘Bye Bye Bayou’
3 Camera Obscura – ‘The Sweetest Thing’
4 The XX – ‘Basic space’ (Jamie’s Space Bass remix)
5 La Roux – ‘In for the kill’ (Skream’s Let’s Get Ravey Mix)
6 Sugar Hill Gang – ‘Rapper’s delight’
7 Simian Mobile Disco – ‘Audacity of huge’
8 Madonna – ‘Bordeline’
9 Frankie Knuckles – ‘The whitle song’
10 Loleatta Holloway – ‘Hit and run’

1 comentário

Arquivado em jornalismo, Música, Moda

festival dos festivais (?)

Estava lendo o blog da Lalai sobre uns festivais fictícios e lembrei de um (quase) festival de DJs que vem por aí, no carnaval e no Rio. Será na verdade a segunda edição da Rio Music Conference, com palestras, discussões e workshops com os insiders do universo da música eletrônica. Depois do business terá folia em cada noite do carnaval. Line up democrático: Armin van Buuren, Erick Morillo, Luciano, Sharam, Locodice e Steve Angelo.

Bom, daí comecei a pensar no festival de DJs que vem por aqui no começo de 2010. Um imperdível é Michael Mayer, dono do selo Kompakt, que toca no D-Edge (9/1). Ainda lembro da outra vez que ele tocou num início de ano lá no D-Edge também.Aliás, estou vendo que Mayer toca com seu protegé Gui Boratto dia 1/1 no club Warung, em Itajaí (SC). Dessa vez eu volto ao Warung pra uma noite e tanto!!!

Ali pertinho, no dia seguinte (2/1), rola o Santa Catarina Music Festival no club Green Valley, em Balneário Camboriú. Estão confirmados Trentmoller, Dennis Ferrer, Sultan, Kasper Bjorke, Audiojack, Tim Healey… Ferrer e Bjorke vão pra lista.

Depois disso, os clubes trazem vários DJs – Jay Haze, Sebastian Ingrosso, Layo & Buschwacka!, Dave Seaman, Sander Kleinenberg, Tiesto, Erik Morillo, Ferry Corsten, Solomun, Bob Sinclair…

Muitos clubes, principalmente no eixo Rio-São Paulo, não divulgaram até o momento suas programações mais detalhadas pro verão 2010. Com certeza o sul da Bahia também recebe uma leva de gringos (não só de DJs) na sequeência do 10˚ Universo Paralello, que também não tem programação fechada.

Sendo assim, não sei o que será de mim quando for programar a jogação no início de ano. Vou seguir a Lalai, ficar só imaginação… Até que paguem a gente (né Lalai!?) pra fazer nosso festival!

1 comentário

Arquivado em festival, Música