Arquivo do mês: junho 2009

Moby lança seu álbum “mais melancólico e mais pessoal”

Originalmente publicado no site http://www.skolbeats.com.br

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Wait For Me chega ao mercado dia 29/6 com canções densas e melódicas

Moby continua tristinho. Parece que o humor e o som do novaiorquino careca, vegetariano, ex-punk e ex-produtor de techno não mudam muito com o passar dos anos. Há quase 20 anos Moby lançava o single “Mobility” (1990) que encontra ecos no novíssimo Wait For Me que sai oficialmente na segunda-feira (29/6) em todo o mundo e deve embalar publicidades e trilhas sonoras de filmes, como Play (1999).

Moby conta que a ideia principal do novo disco surgiu no começo de 2008 enquanto ouvia uma palestra do cineasta David Lynch sobre ciratividade e cultura de massa. Logo o alternativo Moby resolveu criar um disco bem pessoal, sem se importar com pesquisas de mercado e gostos do grande público. “Tem algo de relaxante em fazer algo por você mesmo, e não tentar segundas intenções com o mercado”, filosofa o músico.

Wait For Me não traz novidades significativas ao repertório de Moby. Se em 2008 ele se enveredou pelo rock em Last Night, este Wait For Me está mais próximo de 18 (2002) por suas ambientações, vocais a la gospel, ritmos lentos e arranjos de cordas e sintetizadores. O disco foi gravado com antigos equipamentos analógicos e o Pro-Tools só foi usado para dar o arremate final. O momento mais interessante e que se sobressai é justamente a faixa que deixa de lado o climão denso e parte para uma levada mais dinâmica, “Mistake”. Muita gente pensa que David Bowie é quem canta em “Mistake”, mas Moby conta que é ele mesmo o vocalista. Aliás, Moby tocou todos os instrumentos, gravou e produziu todo Wait For Me.

A faixa-título tem um lindo vocal feminino e a mão de Ken Thomas, do Sigur Rós, na produção dá um clima sofisticado, gélido até, que lembra muito músicas da banda islandesa. “Pale Horses”, “Study War”, “JLTF”, “Hope is Gone” e “A Seated Night” também trazem vocais, muitos deles sampleados, de vozes femininas aveludadas sob atmosferas sonoras delicadas. Wait For Me é um disco para ouvir com calma, para digerir devagar os elementos sobrepostos, para curtir o momento. Moby descreve o álbum como “o mais silencioso, mais melódico, mais melancólico e mais pessoal disco entre todos os que eu já fiz.”

Artista: Moby

Álbum: Wait For Me

Lançamento: Little Idiot / Mute

Estilo: Pop

TRACKLIST

1. Division

2. Pale Horses

3. Shot in the Back of the Head

4. Study War

5. Walk With Me

6. Stock Radio

7. Mistake

8. Scream Pilots

9. JLTF 1

10. JLTF

11. A Seated Night

12. Wait For Me

13. Hope Is Gone

14. Ghost Return

15. Slow Light

16. Isolate

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Arquivado em Música

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A seguir, entrevista exclusiva dada pelo duo Masomenos de Paris e publicada no site http://www.skolbeats.com.br que estou editando pelos próximos dias.

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Exclusiva! Franceses do Masomenos querem vir ao Brasil

Dupla de produtores e designers acaba de lançar terceiro álbum e fala com exclusividade ao Skolbeats

Ivi Brasil

Em Paris, no número 34 da pequena Rue de Mont-Thabor fica descolada lojinha chamada Masomenos. No comando criativo de toy arts, pins, camisetas, gadgets e músicas eletrônicas está o casal Joan e Adrien (na foto maior). Eles começaram a empreitada musical em 2007, fazendo mixagens e criando bootlegs. A brincadeira de DJ, paralela à carreira de designers, virou negócio sério e o Masomenos já lançou oito EPs e três álbuns por seu próprio selo, Welcome to Masomenos. The Third Eye é o último lançamento que saiu neste mês, e para ler a resenha basta clicar aqui.

Na entrevista exclusiva ao Skol Beats, Joan e Adrien contam um pouco mais sobre o Masomenos, de onde saiu o nome do duo, e como trabalham com design e música num mesmo projeto.

Vocês são primeiro produtores musicais ou designers? Qual é a conexão entre as duas profissões?
Bem, nós temos um background ligado à imagem (design gráfico, AD, filme), mas antes de nos conhecermos cada um já tinha aventiurado pela música.
Joan: Comecei comprando alguns vinis e tocando em algumas festinhas.
Adrien: Eu investi todo o dinheiro que ganhei no meu trabalho como diretor num estúdio. Eu trabalhava com música com o meu colega de quarto, nessa época.
Então nós nos encontramos e finalmente começou o lance de colocar nossas imagens e sons juntos sob o nome Masomenos.

Quando e por que vocês começaram a trabalhar juntos? É mais fácil do que sozinho?
Estamos juntos há mais de cinco anos, consideramos que é tão difícil trabalhar sozinho quanto em dupla. Apesar de tudo chegarmos a um bom resultado, e nós dois sabemos que estamos fazendo o melhor.

The Third Eye é o novo lançamento do Masomenos, vocês têm quantos discos lançados? Eles seguem a mesma linha musical?
Fizemos três CDs. O primeiro chamou-se Bon Voyage e era mais uma compilação/bootleg/álbum. O segundo foi o Masomenos Live Mix, e o terceiro é este The Third Eye. Esses dois últimos são álbuns. Em todos os três temos mantido essa idéia para que seja mixado, por isso são como uma viagem musical, e isso se encaixa melhor com o formato. Também lançamos em vinil os discos Live Mix e The Third Eye. É um material mais de DJ, onde você tem todas as faixas na íntegra, e nós também gostamos do objeto, [o disco de vinil]. Cada projeto de álbum é diferente, mas com certeza vamos continuar a nossa sintonia musical.

Vocês identificam com a música de selos franceses como Kitsuné, Ed Banger, FCom ou outro? Por quê?
Na verdade não. Mas um paralelo com Kitsuné poderia ser feito facilmente, porque também temos a nossa loja e o nosso selo. Quanto ao Ed Banger, definitivamente não temos o mesmo tipo de som. Mas eles fazem uma boa combinação de som e imagem.

Por que usam um nome espanhol – Masomenos – e o porquê deste nome?
Nós estávamos voltando de uma viagem ao México, onde eles usam esta expressão “masomenos” o tempo todo. A palavra ficou em loop nas nossas cabeças e quando voltamos pra casa fizemos um brainstorming para encontrar um nome para um projeto que íamos fazer em equipe. O engraçado é que na Espanha escrevem “mas o menos”, e isso significa realmente mais ou menos [o que a dupla não sabia].Mas na América Latina é uma palavra só, uma expressão muito usada para dar algumas nuances de uma idéia.

Planos de vir ao Brasil?
Basta propor e nos mandamos pro aeroporto! Temos muitas férias pra gastar ainda e ficaríamos realmente muito animados de poder tocar no Brasil!

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MPopB em livro

Matéria que publiquei hoje no SkolBeats.com.

A oferta de livros sobre o universo pop musical brasileiro é bastate reduzida. Mas os poucos títulos lançados já dão um bom apanhado do que aconteceu e vem acontecendo nos universos da música eletrônica, rock e MPB. Nestes dias frios, em que bate uma preguicinha para se jogar na balada, uma ótima dica é ler um bom livro. Por isso selecionamos oito títulos que podem ser comprados on line, em livrarias ou em sebos. Tem desde o hedonismo clubber narrado por Erika Palomino em Babado Forte até os relatos sobre a interferência da ditadura militar no trabalho dos músicas na década de 1970 por Ana Maria Bahiana em Nada Será Como Antes. Escolha o seu e boa leitura!

todo dj
Todo DJ Já Sambou – A história do disc-jóquei no Brasil (Ed. Conrad)
O livro é uma grande reportagem feita pela jornalista Claudia Assef que conta como a cultura do DJ se desenvolveu no país. Desde o veterano Osvaldo Pereira e sua “orquestra invisível”, nos tempos do grandes bailes em São Paulo, passando pelos atuais top DJs e a cultura clubber, o livro deixa a história ser contada por quem comanda as picapes. Com várias fotos, Todo DJ Já Sambou é um clássico na prateleira de música e comportamento jovens.

babadoforte

Babado Forte – Moda, música e noite (Ed. Mandarim)
Quem não frequentou o Hell’s Club no começo dos anos 1990 não sabe o que perdeu. Mas pode saber um pouco sobre o nascimento do techno e da cultura clubber em Babado Forte da jornalista Érika Palomino. O livro é uma consequência direta da coluna que ela manteve no caderno Ilustrada, da Folha de S.Paulo, e da jogação vivida naqueles primórdios da música eletrônica no eixo Rio-São Paulo. Érika conta mil histórias sobre os frequentadores famosos ou não da noite que lançaram modas e influenciaram toda uma geração. A prometida segunda edição revisada ainda não saiu, e se prepare para revirar  muitos sebos para encontrar o livro.

Festa Infinita – O entorpecente mundo das raves – (Ed. Ediouro)
Retrato documental do universo raver brasileiro, escrito em forma de romance. O livro do jornalista Tomás Chiaverini foi lançado este ano e é um dos melhores textos desta lista. O autor passa de entrevistador/pesquisador a amigo dos personagens para mostrar como funciona o mundo das raves, desde a organização das festas até a polêmica com o uso de drogas e a ação da polícia. Entre os entrevistados estão André Meyer, Dmitri Rugiero e Rica Amaral, gente que fez as raves virarem um grande negócio no país. O autor vai a raves famosas – Universo Paralello, Transcendence, Tribe e Respect – para contar tudo o que rola no mundo psicodélico e natureba das raves.

Madame Satã – O templo do underground dos anos 80 (Ed. Lira)
O clube Madame Satã foi um dos epicentros da cultura jovem nos anos 1980 em São Paulo, reunindo punks, góticos e toda sorte de alternativos de plantão. Amado por muitos, freqüentado por alguns e conhecido por todos, o Madame Satã tem neste livro sua história contada pelo autor Marcelo Leite de Moraes e por seus freqüentadores que ali começaram bandas do rock, carreiras literárias, grupos de teatro, amores e amizades. As entrevistas com os frequentadores da casa é a melhor parte do livro.

Dias de Luta – O rock e o Brasil dos anos 80 (Ed. DBA)
Não houve em toda a história da cultura pop brasileira período tão instigante e aventureiro, tão cheio de iniciativa e tão repleto de causos quanto os anos 80. Um tempo em que era bacana ser jovem, tudo parecia ser novidade, pensava-se que o mundo nunca mais seria o mesmo depois do simples gesto de adentrar em uma danceteria. Costurando mais de 100 entrevistas inéditas (com Renato Russo, Herbert Vianna, Lulu Santos, Paulo Ricardo, Marcelo Fromer, Dinho Ouro Preto, Nando Reis e muitos outros) a pesquisa detalhista e reportagem de fôlego, o jornalista Ricardo Alexandre reconstrói de forma divertida e reveladora a década que nos deu a democracia, Blitz, Legião Urbana, Cazuza, Paralamas, Titãs e ombreiras enormes.

EDIT_NadaSeraComoAntes

Nada Será Como Antes (Ed. Senac Rio)
A jornalista Ana Maria Bahiana faz um retorno musical a uma das décadas de maior efervescência cultural no país, a dos anos 1970. O período era de governo militar e a censura estava em quase todos os lugares. “Tudo estava acontecendo secretamente, e a informação circulava entre as tribos”, diz Ana Maria Bahiana. Depois de trabalhar durante toda a década de 1970 como repórter de música, em jornais e revistas, Ana Maria percebeu que tinha em mãos uma parte da história desta geração que parecia não ter acontecido. O livro traz entrevistas que foram censuradas na é poca, entrevistas exclusivas com Tim Maia e Raul Seixas e dois artigos, um sobre rock e outro sobre MPB. Obrigatório!

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stop play moon + do estilista = surpresinha na sp fashion week

Stop-Play-Moon-Paulo-Bega_-Geanine-Marques-e-Ricardo-Athayde

Ricardo Athayde conta tudo com exclusividade para +1teko…

O grupo paulistano Stop Play Moon faz um show surpresa no domingo, no prédio da Bienal, onde está acontecendo a 27a São Paulo Fashion Week. A banda é a protagonista do desfile-performance da grife Do Estilista, de Marcelo Sommer. “Estaremos dentro de um contêiner que será aberto às 15h, vamos tocar duas músicas nossas e estaremos vestidos com roupas da marca do Sommer”, revela Ricardo. A modelo e musa do estilista paulistano, Luciana Curtis, também participa do show fazendo backing vocals. Sobre as roupas desta mini-coleção Do Estilista sabe-se apenas que usam as cores primárias vermelho, amarelo e azul. Imperdível! Há pouco tempo a grife Do Estilista saiu do calendário da SPFW, e agora retorna com pegada rocker, coisa que está super na moda.

A banda paulistana Stop Play Moon é uma das revelações mais comentadas desde meados de 2008. Agora, finalmente o trio anuncia que está em estúdio gravando o primeiro e aguardado álbum. Ricardo Athayde, Geanine Marques e Paulo Bega estão em estúdio com o top produtor Carlos Eduardo Miranda, que tem como assistente o músico Paulo Beto. Ricardo Athayde revela que o primeiro single já está quase pronto. “Ele será aberto para que produtores o remixem em breve”, revela o músico que também tem na manga alguns convidados especiais que devem confirmar participação no disco em breve.

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avoa

espaço sideral

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conecting…

A comodidade da internet 3g não é tanta assim. Ontem à noite não consegui me conectar e atualizar este blog… Mas a vida continua aqui pelo bairro da Liberdade, depois de três semanas de arrumação no apartamento.

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