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marcin czubala; back to back vol.5, mobilee records


Hoje não é dia dos namorados no Brasil, mas como o mundo é globalizado estão todos comemorando. Ou será que ainda temos aquele complexo de que tudo que vem de fora é melhor? Enfim, hoje comemora-se Valentine’s Day e tem um presentinho pros apaixonados direto de Berlim. O produtor polonês Marcin Czubala e a gravadora Mobilee disponibilizaram, desde ontem aqui, a música “Valentin’s Day” para download gratuito. A faixa é parte da campanha de lançamento, no dia 28 de fevereiro, do CD duplo “Back to Back Vol.5”, no qual ela não está. Dá pra ouvi-la abaixo

 

Há duas semanas, o disco “Back to Back Vol.5 – Presented by Marcin Czubala” aterrissou no +1teko. As produções de Czubala são muito boas, numa mistura de easy listening, grooves orgânicos com minimal techno e house. Pode parecer meio estranho eu combinar esses gêneros pra descrever o som, mas é basicamente o que tenho notado estar em voga em Berlim entre o povo que vai deixando o minimal de lado. Essa coleção “Back to Back” da Mobilee já teve como compiladores/produtores – Sebo K, And.ID, GummiHz, Miss Jools e Anja Schneider – que invariavelmente dançavam no ritmo minimalista-berlinense. A ideia é que o disco 1 seja sempre uma compilação dos melhores e novíssimos lançamentos do selo, e o segundo disco apresente novas composições do convidado.

No caso deste volume 5 de Czubala (pronuncia-se “xubala”), ele montou uma inspiradora seleção que inclui, na ordem do CD: Dan Curtin (“Free”), Vincenzo (“Young mountain edit”), Miss Kittin (“All you need”), Anja Schneider (“Pushin”), And.ID (“Erotica”), Rodriguez Jr (“Okra carnival edit”), Pan-Pot (“Captain my captain”), Czubala & Hugo (“Zoo comunale”), Daniel Stefank (“Tripiando los colores”) e Sebo K (“Spirits”-drum version). Um set prefeito, começa lento e vai indo entre o electro e o techno. E a maioria das faixas tem vocais! Os clubbers querem cantar!!! Grande parte dessas músicas estão disponíveis em streaming no soundcloud da Mobilee.

No segundo disco, Marcin Czubala solta dez faixas inéditas, umas com colaborações bem bacanas – Catz’n’Dogz, Metrobox, Novika (cantora polonesa), Affkt e Jozif. Cada faixa tem um toque especial, às vezes bem dançante noutras vezes mais ambient. Vocais e instrumentos musicais gravados ao vivo (sopros e percussão) foram inseridos nas músicas, o que dá um tom orgânico e retrô no techno/tech house do produtor polonês. A versão remixada de “Loose the man”, feita pelo londrino Jozif Goodwin, tem uma levada bem lenta de disco music; bem interessante. O disco está acima da média dos lançamentos de techno atualmente, ao meu ver.

Marcin Czubala vive em Poznan, Polônia, e esteve no Brasil em 2009 tocando nos clubes D-Edge (SP) e Hause (Campo Grande-MS). No vídeo a seguir, Marcin toca no iluminado SQ Klub, em Poznan.

Olha só onde o cara foi parar!

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music all day saturday

Se você estiver saindo de algum inferninho ou chill out dus infernus na manhã de sábado, ainda dá pra esticar até o domingo de manhã. Tudo bem que vai ter uma pausa pro almoço e pra siesta, mas a partir o final da tarde do sábado a boa é a Sunset Party nos jardins do MIS e MuBE. Daí tem mais um tempinho pra descansar, jantar e correr pra reestreia da festa Paradise, agora no clube Hot Hot.

Silver City: tarde quente no jardim

Tarde de sábado – O duo argentino Silver City é o convidado da terceira edição da Sunset Party, que começa às 16h com o excelente DJ Tahira em free style com sons brasileiros, latinos e africanos! Já o Silver City é formado por Julian Sanza (teclado e programação) e Fernando Pulichino (baixo e DJ) apresenta uma mistura de jazz, house e disco music. A performance ao vivo acontece às 18h (esperamos que não haja atraso) e é o ponto alto da festa; das 19h até as 22h o Silver City apresenta um DJ set à quatro mãos. O legal da Sunset Party é que é de graça e acontece ao ar livre, embaixo das árvores dos jardins do MIS e MuBE, e reúne muita gente legal em clima de pic-nic. Aviso: é bom se precaver e deixar umas bebidinhas no carro porque as filas no bar do MIS são bastante longas e a cerveja acaba logo!!! A organização do evento é do booker e produtor cultural Marcos Guzman, com patrocínio do uísque Passport e tem apoio da Puma, Centro Cultural da Espanha, MIS e Secretaria de Estado da Cultura.

+1teko de Silver City – Julian e Fernando começaram sua carreira em 1999 no grupo Ciudad Feliz em Mar del Plata, Argentina. Em 2002, mudaram-se para a Inglaterra e formaram o projeto 2020 Soundsystem com Ralph Lawson, dono do selo 2020 Vision, com quem têm se apresentado em diversos festivais ao redor do mundo e recebido grandes elogios da imprensa internacional. Fizeram parcerias com a dupla paulistana Minima, que você ouve abaixo.

Na penumbra: Oscar Bueno

Noite – O after hours Paradise volta à ativa, dessa vez no clube Hot Hot a partir da meia-noite do sábado (12/2). Agora em versão mais longa, o Paradise deixa de ser apenas after hours e engloba toda a noitada de sábado pra domingo. Da meia-noite às 4h rolam bandas, performances e live acts, mas a noite de reabertura vai no velho esquema DJ set com Márcio Vermelho, seguido do live act Dada Attack. Abertura um pouco conservadora se a ideia é mudar. A partir das 4h é esquema after hours, que terá nessa primeira festa as duplas de DJs: Mauro Farina e Ben Men, Bueníssimos, Mr Gil e Mimi, Darick Giorgy e Rafael Rosa. A promoção é da Rizza Bonfim, que juntou uma turma de descolados pra outras funções na festa, o que já dá um ar de reciclagem ao Paradise After Hours que agora assina como Paradiseparty.biz.

Conversei rapidamente com Oscar Bueno, o cara que inventou o Paradise no fim dos anos 1990 no clube Lov.e, e depois de três anos lá, circulou por vários clubes até se fixar no D-Edge, de 2003 a 2010 quando saiu em dezembro em busca de mais espaço para o conceito da festa. O Paradise saiu do D-Edge na esteira do Cio, que deve entrar no rol de festas do aguardado clube de Alex Atala, mas isso é fofoca ainda. Voltando ao paraíso… Oscar também contou sobre novidades que o Hot Hot implantou para facilitar e melhorar a infraestrutura da casa.

+1teko – Já que o Paradise agora tá em novo horário, será que o after vai desandar? Será que a fórmula after hours ainda rende? E a gente não tem mais after em São Paulo, né? (O Hell’s deve retornar à cena no club Anti-Social.)
Oscar Bueno – Na verdade, o forte do Paradise é o horário matutino e acho que o melhor sempre fica para o final. Ou seja, a cereja do bolo está no after! E vai ser muito bom não ter nenhuma festa antes do after nos pressionando e querendo engolir nosso horário. Estamos mais livres, o sábado é todo nosso. A praça é nossa! kkkkkkkkkkk
+1teko – Você acha que o Paradise vai pegar no Hot Hot? É que o clube deu umas caídas, primeiro quando o Lions abriu e agora com o D-Edge 2.0 e um monte de clubinhos na Augusta.
Oscar Bueno – [O Paradise] Vai ser a noite mais conceitual da casa e vai unir perdidos e órfãos do underground. Fora que as mudanças que exigimos no Hot Hot  são fundamentais. Porque ninguém aguenta subir escada pra beber, então vai ter mais um bar embaixo, que servirá drinks. E agora vai ter camarotes nas laterais, tipo no Lov.e., serão quatro, dois de cada lado da pista. Também vai ter mudança no sistema de pagamento, que será com cartão pós-pago, como nos outros lugares. Não teremos pulseirinhas VIP, o Hot Hot tem mais cara de carimbinho!
PS: Como no antigo Lov.e, Flávia Ceccato manteve o uso de carimbinho no pulso das VIPs. Nos outros clubes costumam-se usar pulseiras plásticas ou de papel para designar em qual nível você se encontra na festa.

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o meu creamfields

REsolvi montar meu mini Creamfields aqui em casa. Mas quem pode está em Floripa curtindo ao vivo.

Esse show do Etienne de Crecy assisti em 2009 no festival Planeta Terra, no Playcenter SP.

Doses de colírio com Loco Dice e Marco Carola back2back no Cavo Paradiso, Mikonos, Grécia.

Cavo Paradiso, no Mar Egeu.

Guy Gerber no Electro Venice, no parque  San Giuliano Mestre, Veneza, Itália.

Lo hermanito Herman Cattaneo arrasando no festival Moonpark, ano passado em Buenos Aires.

Os cariocas sangue bom Ask2Quit com super visual no MOB Festival de 2009, no Rio.

Olha essa de video mapping do VJ Speto! Em Budapeste, Hungria. Speto tá fazendo os vídeos do Creamfields.

 

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josé e pilar – documentário comovente

Adorei o documentário José e Pilar. Emocional, profundo, forte… a história do escritor convicto do seu papel no mundo e todas essas coisas poesias. Como bom leitor de Saramago, fiquei mesmo emocionado com o tom do filme, dirigido pelo português Miguel Gonçalves Mendes, de 32 anos e cabeça da produtora Jumpcut, e produzido por Fernando Meirelles (O2) e Almodóvar (El Deseo). A trilha sonora é muito, muito boa. Aliás, soube há algumas semanas que o amigo Bruno Palazzo (ex-Multiplex) tem duas músicas na trilha, que inclui Adriana Calcanhoto, Pedro Granato e outros compositores/músicos portugueses. Mas presta atenção na trilah incidental também! Belíssima fotografia, belíssima ilha Lanzarote.

O filme José e Pilar acompanha a realização do romance A Viagem do Elefante. No filme, Saramago explica de onde vieram as tantas metáforas da ida de um elefante de Lisboa a Viena. Uma linda reflexão de Saramago sobre as intermitências da morte, o sentido da vida, o amor por Pilar del Rio, sua incansável companheira. Ao meu ver, o texto de Saramago é um dos melhores da língua portuguesa; tem aquela viagem dele com orações longas e diálogos emendados e sem pontuação, que no primeiro livro que li me incomodou um pouco, mas nos livros seguintes aquilo soa a poesia; muito interessante a construção formal. O documentário consegue narrar imagens na tela como as que os livros de Saramago deixam na nossa cabeça. Foram 4 anos de filmagens e muitas viagens com o Nobel de literatura. O filme termina quando Saramago retorno do Rio para Lisboa e tem a ideia para o seu último livro, “Caim”.

Aqui em São Paulo, o filme está em dois cinemas: Belas Artes e Livraria Cultura (nas quartas ingresso inteiro a 10 reais).

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Um som bacana pra terminar a quarta-feira com a  2pastime – Mr Gil e Mimi – com o ótimo vídeo para a música “Folgado”. No vídeo a versão remixada por Mr Gil. Dica do grande DJ Renato Lopes hoje no facebook. É pra se jogar, tá?

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a cereja do festival planeta atlântida, em floripa

Boa notícia pra quem vem a Floripa e quer se jogar numa noitada eletrônica: o festival Planeta Atlântida terá pista bancada pela Pacha e com bons DJs (!). Anteontem noticiei o lineup mistureba do Planeta Atlântida aqui, mas ontem vi a notícia que a dupla MixHell vai se apresentar também. E na esteira dessa informação encontrei um lineup muito bom na tenda eletrônica do festival no sábado 15/1.

A partir das 18h tem muita nu-disco-house rolando com o duo Glocal, revelação de 2010 que lançou recentemente o single “Fancy romance” pelo selo berlinense Kassette, que você leu antes aqui. Lennox e Dani (Glocal) estarão na programação eletrônica do sábado 15/1, chamada Future Sound of Brasil (esses títulos em inglês…). Depois deles vem o trio Killer on the Dancefloor (19h), MixHell (20h), Aninha (21h), Junior C (22h), China (23h), Raul Boesel (0h30), The Twelves (2h), Murphy (3h30). Tá certo que essa sequência é meio maluca ao misturar gêneros eletrônicos distintos, mas é bem melhor que os shows programados pro palco principal.

Na sexta 14/1 também rola tenda eletrônica, Mixmag Party, no Planeta Atlântida. Mas daí o lineup não me interessou tanto: Sônica (17h), Chris Kessler (18h), Branko von Holleben (19h), Teclas (20h), Diego Moura (21h), Daniel Kunhen (22h) que fez um excelente warm up no primeiro dia de 2010 na festa com Michael Meyer no Warung, Dubshape (23h), o technohead Christian Smith (0h30) que há pouco lançou música pelo selo do clube paulistano Clash junto com Renato Cohen, Paulinho Boghosian (2h) e Mário Fischetti (3h30). Os três últimos são arroz-de-festa aqui em Santa Catarina, pra quem quiser saber.

Uma pena que bons DJs ficaram em horários muito cedo quando muita gente ainda estará na praia ou no engarrafamento tentando chegar no festival. Apesar de tudo, conseguiram reunir alguns bons DJs para o público que veraneia na capital catarinense. O blog do festival está aqui, mas não consegui encontrar o lineup completo que tem diversos palcos espalhados numa grande área em Canasvieiras, norte da Ilha.

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EX-namorado da madonna lança primeiro álbum

O ex-namoradinho da Madonna continua com a bola toda na revista Caras. Depois de muitas entrevistas em que ele “confessa” tudo pra revista de fofocas, eis que a frugal publicação semanal anuncia nesta semana que o produtor/DJ/modelo Jesus Luz lança seu primeiro álbum no começo de fevereiro. O disco se chama “From Light” e a comemoração do lançamento será “durante uma badalada festa em São Paulo”. Apostas sobre o local? D-Edge 2.0? Bar Secreto? Pacha? Lions? Bom, acabo de conferir que o disco já está à venda nas melhores casas do ramo. O blog Coluna Social com Barone diz que o disco “possui hits como ‘Celebration’, ‘Around the World’ e ‘Sweet Mistery’,entre outros…” Não ouvi nenhum desses hits, mas vou me esforçar mais. No site de compras Videolar.com diz o seguinte sobre o CD que custa R$ 24,90: “Com seu estilo eletrohouse eclético e elegante, o cd é promessa de sucesso”.

01 – WE CAME FROM LIGHT – DJ JESUS LUZ
02 – CELEBRATION (BENNY BENASSI REMIX) – MADONNA
03 – WHAT DO YOU WANT –DJ JESUS LUZ
04 – FLASH 2.9 (DAVE DARELL RADIO EDIT) – HI-FI VS DAVE DARELL
05 – DANGEROUS (TWICE NICE REMIX) – DJ JESUS LUZ & ALEXANDRA PRINCE
06 – SUNBEAN –SPENCER AND HILL (ORIGINAL MIX)
07 – AROUND THE WORLD-DJ JESUS LUZ(ORIGINAL MIX)
08 – STOP ME! – TWICE NICE
09 – SWEET MISTERY (ORIGINAL MIX) – DJ JESUS LUZ FEAT: ZOEY
10 – INTO THE TIME – TWICE NICE
11 – FEEL THE VIBE –TWICE NICE
12 – HOUSEBEAT – SPENCER AND HILL(CLUB MIX)

Em junho você leu aqui no +1teko sobre o primeiro EP do cara que saiu pela gravadora europeia Kaos e chamou-se “We came from light”. Toda uma fixação pela luz, né?

A entrevista da Caras envereda por “prefere as mais velhas?” e assim vai. Acho que leva o prêmio Esso de Jornalismo! Se interessar, leia aqui.

E a pergunta que não quer calar é: será mesmo verdade que Madonna está em Jurerê com o namorado?

Resposta em 23/1 – Madonna estava me Londres e foi fotografada com o atual namoradinho de 20 e poucos anos saindo de um clube. Ela não foi a Floripa, nem namora com Jesus Luz.

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shows e ferveção no verão barriga-verde

Janelle Monae se apresenta no Brasil neste mês com Amy Winehouse

Nesse final de semana – sábado 8/1 – rola o show da Amy Winehouse aqui em Floripa. É estranho e engraçado que a mídia estadual – monopolizada quase totalmente pelo grupo RBS, filiado da Globo – simplesmente não comenta o show a Amy como também não fala do festival Creamfields. Os jornais, sites, rádios e TVs da RBS só falam do festival Planeta Atlântida, que tem um lineup de morte! Misturaram sertanejo, eletrônico, rock…

Será que ela ainda não foi no dentista?

Voltando a falar da Amy, que já foi muito mais badalada, lembro que recentemente li que ela pediu pra cacelarem os shows de Janelle Monae da turnê do festival brasileiro Summer Soul. Os shows acontecerão em Floripa, Recife, São Paulo e Rio, e inclui as duas cantoras e ainda o cantor, produtor, compositor, engenheiro de som, DJ, rapper e multi-instrumentista Mayer Hawthorne. Mas é de Janelle Monae que mais se fala ultimamente. Ela virou destaque mundial depois de lançar o álbum  “The Arch Android” em maio do ano passado. A fofoca é que Amy estaria com medo de enfrentar a futura nova diva da canção pop e mandou tirarem a norte-americana. Pra saber mais sobre ingressos e datas dos shows clique aqui. E que tal se deliciar um pouquinho com a Janelle?

Eu não ganho jabá da RBS, mas passo pra vocês os cronogramas de shows do Planeta Atlântida logo abaixo. Serão dois dias de apresentações em um parque na praia de Canasvieiras, norte da Ilha de Santa Catarina. O comentário sobre o festival fica no nível “tem de tudo pra todos”.

Sexta-feira (14/01)
17h30 — Iriê + Dazaranha (bandas de Floripa)
18h40 — Michel Teló
20h — Chimarruts
21h30 — Capital Inicial
23h — Armandinho
0h30 — Luan Santana
02h — Monobloco
03h30 — Infected Mushroom

Sábado (15/01)
17h30 — Restart
18h40 — Santograau + Nego Joe
20h — Jeito Moleque
21h30 — Nando Reis
23h — SOJA
0h30 — Guilherme & Santiago
02h — Charlie Brown Jr.
03h30 — Life is a Loop

O germano-chileno Loco Dice é destaque do Creamfields

E no sábado 22/1 acontece o festival Creamfields, que você já leu aqui. O lineup permanece o que divulguei aqui no +1teko, e que considero bem fraco, visto que outros grandes nomes como Laurent Garnier e Michael Meyer estarão circulando pelo país por esses dias. Aliás, ambos se apresentam nos clubes D-Edge (SP) e Warung (SC), e no ano passado Meyer abriu o ano numa noite ótima no Warung que contei aqui. Então, quem vier a Floripa curtir a balada eletrônica vai dar de cara com os seguintes DJs: Erick Morillo, Loco Dice, Etienne de Crecy live (deve ser o mesmo show que rolou em São Paulo em 2009, veja o vídeo abaixo), Hernan Cattaneo, Above & Beyond, Gui Boratto live, Guy Gerber, Raresh, Anderson Noise, Felguk live, Soundexile, Southmen, Ask2Quit, Hands Up, Deep Mariano, Cromo Audio e House of Jazz. Obviamente, tem muita gente nessa lista que não tenho ideia do som que toca, mas não tem nada de inovador ou up-to-date, que é o que se espera de um festival da grife Creamfields. Sobre o festival em Santa Catarina leia aqui.

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percurso do ciclo 2010

Vem chegando o verão e a gente começa a relembrar a estação quente passada, e as outras três estações que deram a temperatura do ano, que já vai terminando. Retrospectiva. Ciclo. É o fim, e também o começo. A gente tenta pegar algumas faíscas, uns flashes (back). Mas também quer esquecer, relaxar, deixar a vida fluir, curtir o novo sol. Na onda da última semana de 2010, me preparo para os 365 dias de 2011 – sempre ancioso pra saber se o mundo vai acabar mesmo em 2012!

Pesquei na memória alguns momentos de 2010, ano final da primeira década do Século XXI.

Mais uma vez a luz de Schwanke se acendou. No dia 17/12 foi lançado em Florianópolis o livro “Percusro do Círculo” que apresenta trabalhos e textos do artista plástico joinvilense Luiz Henrique Schwanke (1951-1992). Mais uma vez a companhia da arte de Schwanke tomou vários dos meus dias neste ano. Primeiro foi o convite para pesquisar e revirar correspondências, textos, projetos e obras de Schwanke para formatar um livro. O belíssimo livro, com dvd do documentário “À Luz de Schwanke” que co-dirigi com Maurício Venturi em 2008, foi mais uma parceria com a amiga Kátia Klock. A publicação tem edição especial da Vanessa Schultz, que caprichou no formato e diagramação. Ainda no verão, “Percurso do Círculo” será lançado em Joinville e São Paulo, mas tem que ter sorte par conseguir um exemplar, já que serão distribuídos cerca de mil  exemplares, a priori para bibliotecas, escolas, universidades e museus de Santa Catarina.

A apresentação dos produtores Azari & III pra poucos – eu entre eles – em festinha íntima em São Paulo foi super legal! Eu ainda tive de chegar nos caras e pedir “please, play Hungry for Power”. A noite terminou em alta!

Entrada do clube Warung

Ah! E teve a primeira noite de 2010 no clube Warung, de frente para a Praia Brava, em Itajaí. Na cabine com Michael Meyer (o dono do selo Kompakt) e Gui Boratto.

O clube Clash virou palco do melhor show do ano – Caribou. A banda do prodígio canadense ….. fez um show memorável com muita energia, imagens bacanas e bela e improvável disposição dos quatro músicos no palco (bateria à frente quebrando todas!). Ouvi e toquei o álbum …. inúmeras vezes! (na foto acima) E vou continuar tocando.

Super-Gêmeos, ativar! Já estava esquecendo da kiriDJinha, primeira festa que eu e Atum promovemos juntos e deu super certo (as usual). O bar Volt não poderia ter sido palco melhor pra festa e fico contente de ter feito ótimos amigos por lá e ter trabalhado com o querido staff do Volt. Dia 13 de janeiro a kiriDJinha retorna com muitos discos velhos, e novos também! Atum e eu esperamos todos lá no bar dos neons!

Patins usados por Laurie Anderson, em São Paulo

E a toda hora lembro de alguma coisa! Dois ícones da arte que tive o prazer de ver – Laurie Anderson e Philip Glass. Duas performances e tanto! Pode até ser que tenha sido meu entusiasmo em vê-los ao vivo pela primeira, isso depois de eu viver facinado com os dois e outros pós-modernos desde os anos 1980. Vi Laurie Anderson tocando violino sobre patins com lâminas congeladas, no CCBB; era o começo pra ver a exposição das obras dela que ao meu ver foi uma das melhores do ano em São Paulo. Tentei ver Philip Glass tocando piano, mas ele estava escondido dentro de uma instalação de Carlito Carvalhosa, na Pinacoteca do Estado. Me restou perambular pelo museu e apreciar as obras de arte ao som de Glass ao vivo! Dois belos momentos das artes em 2010. Ops! Ia esquecendo da exposição de obras de Keith Haring. Foi surpreendente e me despertou ainda mais para o graffiti e a street art nesse ano. Belíssima exposição!

Ainda inacabado, o documentário sobre o bairro do Cambuci estará pronto no começo de janeiro. Dei uma força (roteiro e montagem) pro amigo Fausto Nocetti que dirigiu o doc, que tem como pontos altos um passeio com osgemeos Otávio e Gustavo pelo bairro contando como aprenderam a grafitar e cenas inéditas de um filme 35mm com Alfredo Volpi preparando tintas (têmpera) e tela e dando a primeira pincelada num quadro. Aguardem que vai rolar na TV Cultura!

Tá faltando outras muitas coisas, mas não lembro agora… Feliz Ano Novo!

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identidade secreta

Todo mundo lembra da história que o Daft Punk daria uma canja no show da banda Phoenix, no festival Planeta Terra que rolou no Play Center? Isso segundo disse-me-disse via facebook e twitter, e logo depois como reportagem da Folha. Sinceramente não sei onde fofoca virou notícia ou havia algo de verdadeiro na informação sobre o Dat Punk. Depois ainda noticiaram que a dupla francesa também se apresentaria no bar Secreto. Bom, a partir daí a coisa ficaria séria, não fosse o no-show do Daft Punk. Piada feita! Depois de tanto zoar que “o Daft Punk vai aparecer na festa”, seja qual for a festa, fui (re)ver o clipe de “Around the World”.

É um techno muito bom! Pelos clipes – “Around the World” é o mehor caso – dá pra sacar como o Daft Punk é visual. E vendo clipes resolvi ouvir o CD Homework, um belo coringa no case, né? A repetição de loops nas músicas é incrível. Tudo muito simples, muito máquina, muito repetitivo. E no vídeo de “Around the World” a gente vê materializada a repetição na coreografia. Aliás, o clipe foi dirigido pelo genial Michel Gondry, e vi na wikipedia (quase escrevi wikileaks!) que a coreografia é da espanhola Bianca Li que dança desde flamenco – ela é de Granada, Andaluzia – até hip hop e trabalha como diretora de espetáculos multimídia. Boa assessoria é outra coisa! Voltando ao vídeo e à repetição… “around the world, around the world”…

E lembrei que tinha visto um vídeo com os Daft Punk ainda sem capacetes, ainda não transformados em lenda de robôs, ou de humanos robotizados. No vídeo, Thomas Baungarter arrasa na mixagem hip-techno-hop e Guy-Manoel de Homem-Christo é o careca dançando ao fundo. Agora você sabe a identidade secreta do Daft Punk.

Me alertaram que esse som parece muito com o maximal / new rave que o selo Kitsuné vem lançando há alguns anos. Acid techno virou maximal? Você decide! A nova escola francesa dragou o Daft Punk e ganhou o mundo. Mas nada supera o Daft Punk.

Assisti ao show Human After All no Rio. Foi um dos shows mais incríveis que presenciei. A porrada de som, luzes e vídeos me deixou naturalmente extasiado! Gritar e pular, pular e gritar. No vídeo abaixo rola a parte final do show com uma bela mistura de hits da banda. Os robôs comandaram o concerto do alto de uma pirâmide.

Outra superviagem do Daft Punk é o desenho animado para o CD Discovery. O filme tem  supervisão geral do quadrinista japonês Leiji Matsumoto, que foi tipo um herói dos dois franceses na juventude. E dá pra esquecer o filme “Electroma”?

Dá pra ver o filme em partes no youtube.

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glocal e dj glen lançam via berlim

Novidades no front musical. Brasileiros lançam por selos alemães em breve. Glocal sai com single+remixes de “Fancy Romance” em vinil pelo Kassette e o DJ Glen recebeu convite de DJ Hell pra remixar alguma faixa do novo disco dele, que obviamente sai pelo Gigolo.

Há algumas semanas Christoph, ou Click|Click, puxa mais um costumeiro papinho no skype. Ele me contando que a onda minimal techno tá indo pro lado da disco em Berlim, coisa que já dava pra sentir em trabalhos da Ellen Allien e Superpitcher. Resolvi apresentar algumas novidades que andam rolando aqui em São Paulo e trocamos algumas tracks. Acabou que ele ficou apaixanoda em “Fancy Romance” da dupla Glocal. Me surpreendi com a escolha de Christoph porque o selo dele, o Kassette, lançou até agora uma linha mais minimalista de techno. O sócio de Christoph é o produtor M_Ferri que comanda o selo Autist (Channel X, Niko Schwind, Boris Brejcha…). A guinada pra disco/house tá certa e o vinil do Glocal sai em 15 de dezembro em vinil e dois dias depois em digital.

Capa de "Fancy romance"

“Fancy Romance” sairá na versão orginal e nos remixes de Click|Click e Jimmy Edgar. Por enquanto só dá pra curtir a versão original (acima) que Lennox e Dani compuseram há cerca de seis meses! Dani me disse que o remix do Click|Click ficou incrível. “Porra!” E o Jimmy Edgar que também remixou é um desses produtores supercool de Detroit que tá em todas as pistas com “Hot, Raw, Sex” (!K7).  Em julho ele lançou o álbum XXX (!K7) e anda rodando o planeta com ele. O cara também é fotógrafo de moda.

* * *

Ontem à noite, em mais um papo no skype… Dessa vez o Bruno Bignose, uma das cabeças do duo Oblivion, que por sinal lança pelo Autist, me contou uma boa história que rolou na apresentação de DJ Hell no D-Edge, na quinta passada (18/11). Diz que o conterrâneo dele de Americana (SP), o talentoso DJ Glen foi levar pessoalmente ao Hell o disco “What Happened?”, que contém remix dele (ouça abaixo) para a faixa original do produtor americano Abe Duque. Sobre esse lançamento do Glen+Abe Duque você leu aqui. É que o Hell “chartou” (colocou na sua lista de mais tocadas) a versão de Glen e ele ficou orgulhoso e foi lá dar um oi ao alemão. Ele sabe que Hell adora Abe Duque e já lançou músicas dele pelo Gigolo. No fim das contas, Glen entregou um pen-drive com outras músicas e logo recebeu e-mail do Hell parabenizando-o pelo trabalho, que deixou em aberto convite para trabalharem juntos e já pediu um remix para uma faixa do disco dele. Não sei se é do que saiu em 2009, Teufelswerk, ou de um disco novo.

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