Arquivo da categoria: vídeo

“percurso do círculo” – lançamento na galeria mezanino, em sp

 

Schwanke na instalação "A Casa Tomada", na Galeria Sérgio Milliet (Rio, 1980)

As pessoas me perguntam quem é esse tal de Luiz Henrique Schwanke? Como você chegou nele e tal? Aliás, pronuncia-se “xuanke”. Bom, vou contar um pouco como o conheci e como fui parar nessa história de filme e livro sobre ele, que é considerado um dos mais instigantes artistas plásticos de Santa Catarina e do Paraná, isso porque o joinvilense viveu muitos anos na capital paranaense onde realmente ganhou projeção nacional através de diversos salões de arte, até chegar à 21ª Bienal de São Paulo, em 1991.

Senta que lá vem história – Na virada dos 80 pros 90, ainda morando em Floripa e estudando jornalismo, fui fazer cursos livres de artes plásticas no CIC (Centro Integrado de Cultura). Meu mestre foi o artista plástico Fernando Lindote, que participou da Bienal do ano passado, e como ele conhece todo mundo acabei sendo apresentado ao Schwanke numa exposição em 1990 ou 91. Da exposição fui parar num bar na Beira-Mar Norte com Schwanke, Agnaldo Farias e mais alguns amigos. Foi meu único encontro com o artista plástico joinvilense que sempre gerava polêmica em suas exposições por causa das obras inusitadas, como as famosas colunas feitas com baldes plásticos (expostas em locais como Parque Lage e praia de Botafogo, no Rio) e instalações bem conceituais com luz (como a que é considerada sua obra-prima e foi exposta na 21ª Bienal de São Paulo em 1991, “Cubo de Luz”). No fim dos anos 1980, Schwanke era conhecido como o pintor dos “linguarudos”, quando já havia deixado o hiperrealismo pela pintura matérica neo-expressionista.

Perfis apelidados de "linguarudos"

O artista com obra feita com galões de plástico - serialização

Em 1992 eu estava trabalhando como repórter de cultura do (finado) jornal O Estado, em Florianópolis, quando soube da morte de Schwanke. No auge da carreira ele não aguentou as muitas pressões e nos deixou ‘por livre e espontânea vontade’, mas não deixou nenhum bilhete da causa do suicídio, segundo a família dele. E daí a obra do cara ficou com a irmã dele e com alguns poucos colecionadores e felizes contemplados com obras pelo próprio Schwanke. Na minha cabeça ficou aquela imagem forte do artista barbudo, com olhar distante e que disse na mesa do bar: “se eu disser o meu fetiche ele deixará de ser fetiche”. Lembro que alguns colegas de redação, masi chegados ao artista, recebiam cartas, press releases e obras que o Schwanke enviava. Pena não ter tido tanto contato com ele, né? 😉 A amiga e então colega de redação Monique Vandresen me deu um pequeno desenho do Schwanke feito com nanquim sobre uma página de apostila escolar. Ainda não a emoldurei…

Muitos anos se passaram e em 2007 inscrevi proposta de um documentário curta-metragem sobre Schwanke numa premiação da Fundação Catarinense de Cultura. Na verdade, foram meus amigos Kátia Klock e Mauricio Venturi, donos da produtora/editora Contraponto, quem me convidaram a escrever o projeto que rondava minha cabeça há algum tempo. No dia seguinte que cheguei em casa depois de um mês de férias pela Europa, recebi a ótima notícia que havíamos ganho o prêmio para rodar o filme. No meio de 2008, “À Luz de Schwanke” foi lançado em Joinville e depois em Florianópolis no FAM (Florianópolis Audiovisual Mercosul) e no programa Zoom, na TV Cultura. Abaixo, a versão de 8min do vídeo, sem as entrevistas.

Em 2010, a luz de Schwanke volta a me iluminar, dessa vez a Contraponto inscreveu proposta de livro que venceu o edital de cultura Elisabete Anderle. Kátia me chamou novamente para mais uma empreitada sobre Schwanke. Em maio de 2010, junto com a editora de arte Vanessa Schultz, fiquei alguns dias revirando correspondências e escritos no Instituto Schwanke e no Museu de Arte de Joinville. Recheamos – Kátia, Vanessa e eu, os organizadores – o livro com textos datilografados e manuscritos, croquis, desenhos, pinturas, fotos de obras e tudo mais que Schwanke deixou sobre sua obra, que beira 5 mil obras. Tem umas cartas muito legais com pensamentos interessantes sobre arte, salões de arte e outros pontos. Destaco a frase: “É necessário transformar e inverter o existente para que o novo seja total”. No revirar das caixas de correspondências encontramos também obras que não haviam sido catalogadas nem exibidas ao público, material inédito que ficou guardado durante anos.

Também encomendamos textos aos críticos de arte Agnaldo Farias (curador da última Bienal e do Instituto Tomie Ohtake onde exibiu obras do Schwanke em duas mostras em 2007), Fábio Magalhães (ex-diretor do Masp), Frederico Morais, Harry Laus, a jornalista e amiga do artista Néri Pedroso (eidtora de cultura do jornal Notícias do Dia, em Floripa, que no livro discorre sobre o homem e o artista em belo texto). Todos eles têm algo a contar sobre a obra e o artista. Ah! A capa do livro foi feita a partir de uma obra confeccionada com prendedores de roupa plásticos!!! Ele fez vários trabalhos com plástico – colunas de baldes e bacias, cobra coral feita de baldes e outros.

Capa da publicação lançada pela Contraponto

Finalmente em dezembro passado o livro Percurso do Círculo: Schwanke – séries, múltiplos e reflexões veio à tona. Foi lançado em Floripa com grande público, mas infelizmente não estive presente. “Percurso do Círculo” é uma instalação conceitual criada por Schwanke para uma mostra em Fortaleza (CE), e constituía-se de um carrossel que ficou liberado durante todo um dia para o público andar e viajar no trajeto perfeito do círculo, que nas palavras do artista significa “a figura mais perfeita da geometria – que perfazemos diariamente com o movimento de rotação da Terra”. É o eterno retorno!

E agora o livro será lançado em São Paulo na Galeria Mezanino (rua Augusta 2559, esquina com al. Lorena) nesta quinta 13/1, entre 18h e 21h. Pra entrarmos no clima germânico de Joinville e Schwanke vai rolar um barril de chope e a distribuição gratuita do livro, que tem encartado um dvd com duas versões do documentário “À Luz de Schwanke”. A tiragem de mil exemplares está sendo distribuída gratuitamente para bibliotecas, museus, galerias, instituições de arte, críticos, jornalistas e pessoas ligadas às artes visuais, principalmente. E claro, estou particularmente muito feliz com o lindo livro que produzimos e espero que ele seja lido e relido por muita gente mundo afora, que ele perfaça o percurso do círculo.

É sempre muito bom agradecer os colaboradores dos projetos, então thanks to: Instituto LH Schwanke, Galeria Mezanino/Renato de Cara, Galeria Mundo Mix/Beto Lago, Agnaldo Farias, Fábio Magalhães, Néri Pedroso, Nadja Lamas, Alena Marmo, Charles Narloch, Família Schwanke, Marina Mosimann, Paulo Araújo, Museu de Arte de Joinville, Franzói, Peninha Machado, Alice Ruiz, staff da Contraponto, à minha família e a todos de ficam na torcida.

Depois do lançamento do livro a gente continua a comemoração na festa kiriDJinha, que Atum e eu promovemos no bar Volt há quase um ano. A kiriDJinha começa às 21h, pra esticar a happy hour com mais drinks, conversinhas e neons. Os convidados da vez são a fotógrafa louca por disco music Silvana Garzaro e multiman Fly Garcia, do Cassimira Club, que prometeu set com 95% de vinis com hits de diversas épocas. Volt fica na rua Haddock Lobo 40, quase esquina com rua Fernando de Albuquerque.

Deixe um comentário

Arquivado em Artes, artes plásticas, vídeo

nossa laurie anderson aparecida

Laurie Anderson está em São Paulo. Uma das minhas musas dos anos 80 abre mostra no CCBB-SP hoje às 16h. Nessa inauguração ela apresenta a performance “Duets on Ice”, realizada originalmente em 1975. O dueto é feito com um “violino autotocante”, objeto que ela criou e que fica sobre gelo durante a ação. “Eu preciso acabar essa performance de alguma forma e quando o gelo derrete, é o fim, para ela”, contou a artista multimídia à reportagem do site UOL.

Depois da performance, às 18h, ela faz uma palestra sobre seu trabalho e processo criativo, para a qual é preciso se inscrever antecipadamente pelo telefone 3113-3649.

A exposição “I in You / Eu em Tu” ocupa todas as salas do CCBB de São Paulo com objetos, instalações, vídeos, documentações de performances, músicas, desenhos e fotografias. A mostra foi feita exclusivamente para o CCBB, com curadoria de Marcelo Dantas que já trouxe Laurie Anderson duas outras vezes ao Brasil – em 1989 e 2008. Até 26 de dezembro é possível ver as várias facetas da artista norte-americana em São Paulo, em março a exposição vai para o CCBB do Rio de Janeiro. A entrada é gratuita!

É incrível como uma artista como Laurie Anderson, cheia de conceitos e obras políticas, não esteja na Bienal de São Paulo, que versa sobre arte e política nesta 29ª edição. Daí li uma entrevista com ela aqui em São Paulo da qual destaco: “Gostaria de ir à Bienal de São Paulo assim que tiver um tempo. Essas mostras grandes me dão a impressão de não tratarem do mundo da arte, mas do mundo do mercado.” Nada como uma crítica direta e verdadeira. Hoje é dia da criança, de Nossa Senhora Aparecida e de Laurie Anderson!

P.S.: a performace foi muito boa. Laurie tocou violino – ligado a sintetizadores – enquanto o gelo que cobria as lâminas dos patins que calçava ía derretendo. Tava lotado de artistas e adjuntos (críticos, curadores, jornalistas etc.). Ainda ouvi “os urubus da Bienal…” Pena que Laurie Anderson não esteja no pavilhão da Bienal… Enfim, tem uma exposição própria muito bacana, mas alguns trabalhos não estavam funcionando ainda.

 

Andy e Laurie

 

4 Comentários

Arquivado em Artes, Música, performance, vídeo

feriado com arte; transfer + nosaj thing …

Capa do LP de bandas punk feita por Billy Argel

Vamos ver se com a cidade mais vazia consigo ir ao Ibirapuera conferir a exposição Transfer – arte urbana e contemporânea, transferências e transformações. Quando visitei a mostra Destroy and Create, dei uma olhada numa oficina de fanzines, tudo lá na Matilha Cultural, e me convidaram para conhecer uma pequena gráfica de zines lá na Transfer. Fiquei curioso com essa exposição que apresenta várias modalidades de street art no Pavilhão das Culturas Brasileiras (onde ficava a empresa de processamento de dados do Estado). O destaque é a coleção de shapes de skates desenhados por Billy Argel nos anos 80. E isso tem tudo a ver com o post anterior sobre as mostras Destroy and Create e Keith Haring Selected Works, que terminam nesse fim de semana.

Skates com desenhos clássicos de Billy Argel

A imagem que abre esse post, e que logo me lembrou o feriadão de 7 de Setembro que vem pela frente, é do paulista Billy Argel, um misto de skatista, artista plástico e músico punk. É, o cara é guitarrista da já lendária banda Lobotomia. Nos anos 80, Billy surfava e andava de skate, como muitos jovens ao redor do mundo, e foi nessa época que ganhou fama desenhando shapes de pranchas e skates. Estava lendo que ele também desenhou para grifes de street wear como Lifestyle, Mad Rats e Stanley.

E é claro que dá pra contemplar trabalhos de gente famosa do graffiti como osgêmeos, Titi Freak, Carlos Dias, Nunca e Speto entre muitos outros. Também estão expostas fotografias, fanzines e tudo mais que circunda o mundo da street art, sempre muito bem cotada em São Paulo.

A exposição Transfer vai até dia 12 de setembro, e está aberta entre 9h e 17h. Grátis!

* * * * * * * *

No sábado 4/9 – amanhã! – rola mais um delicioso sarau eletrônico nos jardins do MIS e MuBE. Dessa vez o produtor Marcos Guzman traz o DJ-VJ norte-americano Nosaj Thing para tocar no entardecer. Durante a última Virada Cultural a festa ao ar livre no jardim dos museus foi um dos melhores eventos, e tem tudo para repetir o sucesso amanhã. Além do gringo, tocam os DJs Tahira e Akin a partir das 16h até 21h. No domingo Nosaj Thing volta ao MIS e fará uma apresentação audiovisual no auditório, que promete ser beeem interessante. Às 19h de domingo, entrada R$10, com direito a meia-entrada.

“Nosaj Thing é um beatmaker e modulador, trabalha os ritmos com precisão para criar uma música futurista, emocional e experimental. Suas principais influências são os compositores clássicos Chopin e Erik Satie, produtores como Boards of Canada e a cena de hip hop da costa oeste norte-americana.” De quebra ele virou um remixador de sucesso, fazendo trabalhos para Radiohead, The xx, Beck, Charlotte Gainsbough e outros. Abaixo vídeo mostra como Nosaj Thing, ou Jason Chung, toca sua música experimental. Ou ouça os remixes e outras faixas no myspace dele.

A seguir, curta-metragem do diretor Dugan O’Neil com trilha de Nosaj Thing.

De quebra dá pra ver a exposição do fotógrafo Miguel Rio Branco, um dos artistas multimídia brasileiros mais destacados no mundo. A mostra inédita Maldicidade — Marco Zero é composta por fotografias, vídeos e uma instalação que formam uma construção poética de sua visão das metrópoles. São mais de 40 fotos, muitas inéditas, clicadas entre 1970 e 2010, com cenas urbanas dos quatro cantos do planeta. As obras expostas focam nos marginalizados, desfavorecidos, os abandonados das cidades modernas, numa estética trash e violenta.

A exposição fica até 31/10 e pode ser vista de terça a sábado das 12h às 19h e nos domingos das 11h às 18h. Entrada gratuita nos domingos e R$4 nos outros dias, com direito a meia-entrada.

1 comentário

Arquivado em Artes, artes plásticas, cidade, performance, show, Variedades, vídeo

a arte e o skate

Esta é a última semana para conferir duas belas exposições de street art em São Paulo – a do artista pop norte-americano Keith Haring (na Caixa Cultural Paulista, no Conjunto Nacional, Avenida Paulista) e a coletiva Destroy and Create  com artistas nacionais (na Matilha Cultural, rua Rego Freitas quase rua da Consolação, Centro). Estive nas duas mostras e estou com vontade de voltar para apreciar mais uma vez as belas imagens. Essas duas exposições tem algo em comum – a junção da street art com o skate.

Destroy and Create apresenta shapes de skates pintados por 11 artistas urbanos, além de vídeos, fotografias, objetos e a escultura skatável “Vênus” no meio da galeria pro povo treinar algumas manobras indoor enquanto aprecia as obras de arte. Os shapes foram pintados e depois usados por skatistas, o que dá um outro sentido aos trabalhos muito bem apresentados na montagem da exposição. Dá pra ver o shape usado e detonado e a pintura sem os arranhões do uso lado a lado. (Abaixo imagens antes-e-depois de obras de Barnero e Sésper.)

Na super exposição de obras de Keith Haring, um dos grandes nomes da arte pop dos anos 80, notei que há dois shapes pintados por ele em exibição. Esse é o link com Destroy and Create, a street art e apropria do shape de madeira dos skates. O skate como obra de arte ou como suporte para a pintura. Haring foi grafiteiro e andava pelas ruas de Nova York pintando seus reconhecíveis bonequinhos (como o da foto que abre este texto) inclusive em rampas de skate. Pintou vários shapes também e aqui em São Paulo tem dois belos exemplares em exibição, no segundo andar da galeria. Hoje em dia é impossível pensar num skate sem pensar na ilustração que ele carrega.

Um dos skates pintados por K. Haring que está na mostra paulistana até o final de semana

Acima, pista pintada por Keith Haring; abaixo, shapes da mostra Destroy and Create antes de serem detonados nas ruas da cidade.

Skate nas telas – Na Matilha Cultural rolam vídeos sobre skate numa boa sala de cinema, que complementam a explosição. Grátis! Sessões às 15h e 20h. São dois filmes estrangeiros bancados pela Adidas Skateboarding – “Rolling London” e “Diagonal”, e um nacional sobre a exposição – “Destroy and Create”.

Deixo como dica televisiva pros apreciadores da arte de andar de skate o programa Skate Paradise, dirigido pela Helga Simões. O programa vai ao ar no canal ESPN nas terças às 14h, com reprise à 1h da madruga. Ou clicando aqui pra assistir no Vimeo.

Visita guiada na Destroy and Create – No sábado às 15h rola uma visita guiada pelo curador Lucas Pexão. Estão confirmadas as presenças de skatistas do time da Adidas, artistas e fotógrafos participantes da mostra. A visita guiada vai até às 17h.

4 Comentários

Arquivado em Artes, artes plásticas, cidade, cinema, Entretenimento, Variedades, vídeo

green velvet, ‘precolator’

Preparem-se para dançar com Green Velvet hoje à noite.

Deixe um comentário

Arquivado em festa, lançamento, Música, vídeo

terça-feira gorda – musix, dzi croquettes, caligrafia mau dita

A semana começou com calor e sol em São Paulo, mas a chuva veio refrescar a terça-feira e a semana cheia de movimentações culturais. Claro que vou começar pela minha festa MUSIX que estréia hoje no clube Alberta#3.

O projeto MUSIX foi bolado junto com os DJs Atum, Tahira e Benjamin Ferreira e vai pelo viés chique das noitadas nas discotecas dos anos 60, 70 e 80, com muito funk, soul, disco e outras sonoridades que sacudiram o meio mundo com muito groove. As inspirações vêm de diversas referências estéticas: West End Records, Studio 54, Motown, Soul Train, Horse Meat Disco. Aliás, o Benjamin está na Europa (e não vai tocar hoje na Musix, é óbvio) e esteve na festa Horse Meat Disco no final de semana! Não tive o privilégio de conhecer in loco essa festa londrina que faz alguns anos que deu uma boa reviravolta na cena clubbing recuperando o espírito das festas disco dos anos 1970, os primórdios da dance music. Um dos frequentadores da HMD é o italiano Hard Ton, que você leu com exclusividade antes aqui, e que se inspira na levada ítalo-black-disco. Um álbum duplo da festa foi lançado em 2009 e recebeu muitas críticas elogiosas da grande imprensa europeia.

Um pouco mais cedo, vou conferir o vernissage da exposição “Caligrafia Mau Dita” na Matilha Cultural, bem pertinho do Alberta#3. Faz tempo que as pixações – ou pichações – passaram à categoria street art como forma de interferência político-social-artística. O pixo já atacou a Bienal de São Paulo sem ser convidado e agora participará oficialmente da Bienal que abre em setembro. No exterior os pixadores paulistanos são bastante conhecidos e já ouvi que o design dos pixos é copiado no exterior. A iniciativa da exposição partiu de Manulo e  Pingüim e  teve apoio dos convidados Thatha (Zona Sul), Tatei (Zona Oeste), Rash (Zona Norte), Taylor e Vagabundo (Zona Leste), Zé (ABC) e Ivan (Centro). Estarão expostas as ‘folhinhas’ com desenhos caligráficos, que costumam ser trocadas entre os pixadores, mantendo viva a caligrafia de cada grupo e ganhando caráter de peça colecionável.

Outros  destaques da programação dessa mostra são o lançamento do documentário “Caligrafia Mau Dita” (20 min) dirigido por Jey (Flávio Ferraz), exposição de fotos de João Wainer e Victor Moryama que contextualizam artisticamente a pixação em São Paulo e ilustrações de Paulo Ito que aborda o pixo em linguagem de HQ. Também está programado  um ciclo de conversas sobre as diversas facetas do pixo, com nomes como Claudio Rocha (da publicação Tupigrafia), Jaime Prades e Celso Gitahy. Confira a programação no site da Matilha Cultural.

Cartaz do filme

Hoje também acontece a pré-estreia do documentário “Dzi Croquettes” no cinema Reserva Cultural, na Av. Paulista. Terei de ir na estreia, na sexta-feira, e estou curioso em saber mais sobre esse emblemático grupo de performance/teatro que na década de 1970 escrachou com todos e com tudo. O documentário é dirigido por Tatiana Issa e Raphael Alvarez e tem entrevistas com Liza Minnelli, Gilberto Gil, Nelson Motta, Marília Pêra, Ney Matogrosso, Ron Lewis, Betty Faria, José Possi Neto, Miéle, Jorge Fernando, César Camargo Mariano, Cláudia Raia, Miguel Falabella, Pedro Cardoso e Norma Bengell. Todos vão relembrando ao curso dos 110 minutos de projeção a trajetória irreverente do grupo carioca Dzi Croquettes, que contestava a ditadura por meio do deboche e da ironia. O grupo defendia a quebra de tabus sociais e sexuais.

Dzi Croquettes em ação

O filme ganhou os prêmios Itamarati e do público de melhor documentário da última Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e prêmios de júri e público de melhor documentário no Festival de Cinema do Rio.

1 comentário

Arquivado em artes plásticas, cidade, cinema, club, fotografia, história em quadrinhos, Música, vídeo

chemical brothers; ‘further’; freestyle dust/emi

Texto publicado originalmente na revista Mixmag 5, junho/julho 2010, com mais algumas inserções.

Uma viagem barulhenta e ácida

Psicodelia audiovisual marca 15 anos dos Chemical Brothers

Pra onde Tom e Ed estão indo nesse novo álbum? Mais uma vez o duo se arrisca em esquisitices e um som anti-pista. ‘Further’ está mais para trilha sonora de vídeos viajandões, como realmente foi concebido esse novo trabalho, do que para hits instantâneos. Cada uma das oito músicas do disco tem um filme, que sairão em DVD e serão vendidos separadamente na internet. (Confira dois vídeos abaixo.) Essas criações visuais de Adam Smith e Marcus Lyall puderam ser vistas/sentidas nos shows que rolaram em Londres, no final de maio, para o lançamento do álbum, e em apresentações em festivais como o Sonar, em Barcelona. Coisa que o Daft Punk incorporou muito bem aos seus shows faz algum tempo, né? Já as músicas são pesadas, rápidas, barulhentas, sujas, ácidas, com ares de psicodelia. Convenhamos que são adjetivos ouvidos em outros momentos nesses 15 anos de Chemical Brothers. Os fãs vão adorar a nova (velha) viagem dos veteranos Tom e Ed, mas por enquanto estamos deglutindo e esperando a assimilação de ‘Further’.

As minhas preferidas de ‘Further’ são: ‘Another World’, ‘Dissolve’ e ‘K+D+B’

Quem comprar o disco via iTunes concorre a um iPad! Saiba como aqui.

Como disco, ‘Further’ terá uma boa carreira como show! Até final de agosto a dupla se apresenta em diversos festivais pela Europa e logo depois embarca para turnê pelos Estados Unidos. As datas e locais estão no myspace dos Chemical Brothers.

1 comentário

Arquivado em jornalismo, lançamento, Música, vídeo

don’t forget your sunglasses

Era 1994, depois de passar três meses rodando a Europa, de Portugal à Grécia, não consegui mais suportar o clima provinciano da minha querida Florianópolis. Mudei para São Paulo e muitas portas se abriram diante dos meus olhos – e ouvidos. No começo de 1995 descobri o club Latino e o bar Gourmet, lá onde a rua da Consolação fervia nos finais de semana. Logo veio o Mercado Mundo Mix e o after hours Hell’s Club. Isso tudo pra dizer que ontem comemorou-se 15 anos de Hell’s Club com lançamento de DVD assinado por Daniel Zanardi, com trilha de Pil Marques e Thiago Salvione – em breve à venda nas melhores casas do gênero.

O tempo passou e de repente (1996) me deparei com DJ Mau Mau, conheci o cara no MMM e comprei seu primeiro CD (que ainda está na minha discoteca). Ouvi aquilo e pensei: vou descobrir o telefone dele e sugerir de fazermos um videoclipe. Nesse momento me joguei de cabeça na “cena eletrônica paulistana”.

Lembro dos chill ins no Gourmet e The Cube e depois a loucurinha pra conseguir entrar no Hell’s. As meninas – Adriana Recchi e Ana (posteriormente PetDuo) – eram implacáveis pra deixar o povo adentrar no lugar mais desejado da noite em São Paulo. Com alguns amigos, conseguia me jogar no porão do Columbia e ficar por lá ouvindo techno nas manhãs de domingo. O banheiro ficava invariavelmente inundado; muita confusão na chapelaria; eu não conhecia ainda os top clubbers e era um mero frequentador. Quando a luz verde inundava tudo e a fumaça me cegava, aí sim o techno assumia o controle da minha mente e do meu corpo. Os flyers grandes do Hell’s eram muito bons e sempre tinham aquela frase perfeita pra ocasião: “don’t forget your sunglasses”.

Mas voltando ao videoclipe, consegui o telefone do Mau Mau e sugeri de fazermo o tal videoclipe. Ele adorou a ideia e sugeriu a música “Noise3”, uma das duas de sua autoria no tal primeiro CD. Seria o primeiro videoclipe de um DJ! Mau também sugeriu que a amiga Marcelona fizesse parte do vídeo, e fez! Com a amiga de muitos vídeos Cláudia Erthal, parti para a produção. Marcelona logo indicou Alexandre Herchcovitch pra nos emprestar o figurino. Fomos ao depósito do Alexandre, na antiga loja na Alameda Franca, e nos deliciamos com as criações dele – tinha os tais vestidos de látex maravilhosos. Gravamos parte no meu apartamento no Copan, parte na Paulista e na frente no Hell’s, na rua Estados Unidos. Entramos com uma câmera Beta enorme e outra pequena Hi-8 no Hell’s. Lembro da Vivi Flaksbaun reunindo um povo pra aparecer no clipe – Marcelo Otaviano, Paulinho Silveira, Grace Lesada, Ana (& David) e outros – fizeram caras e bocas em frente a um banner com o símbolo do Hell’s. O Mau mal aparece no videoclipe, por incrível que pareça. Ele está bem desfocado no fim do filme vestindo uma camiseta amarela de plush do Alexandre. Mais umas cenas pela cidade – o indefectível túnel Ayrton Senna – e estava pronto o vídeo. O resultado tosquinho – mas sincero – do nosso olhar sobre aquela nova música está aí pra quem quiser conferir.

O tempo foi passando e fui conhecendo a tal “nação Hell’s”. Já me permitia dar uma passada na cabine pra falar com Mau Mau; sempre avistava a Paula (Chalup) e seus dreadlocks; o Pil na porta salvando a gente que não tinha carteirinha; a bicha das castanholas; Alma Smith gritando “tu é gay, tu é gay que eu sei”; Ana e David eram meus vizinhos no Copan e voltávmaos juntos de ônibus cruzando a rua Augusta ao meio-dia de domingo. Vestíamos roupas de nylon da Slam, óculos cyber, tênis supercoloridos e toda aquela loucura na cabeça. São essas as imagens mais bacanas que ficaram na minha cabeça dequela balbúrdia que mudou minha cabeça pra sempre.

7 Comentários

Arquivado em club, sem categoria, vídeo

cultura de graça, ou por muito pouco :: algumas dicas pra semana em sp

São Paulo oferece uma infinidade de exposições, filmes, peças de teatro, shows e tudo o que se possa imaginar em termos culturais. É bem difícil acompanhar tudo, seja pela inércia ou preguiça de se deslocar por essa cidade imensa ou pelos preços que se paga pra ter acesso aos bens culturais. A banda Fellini já cantava na música ‘Cultura’: “sempre que ouço a palavra cultura / saco meu talão de cheques / sempre que ouço a palavra cultura / saco meu revólver”. A coisa pode ficar preta mesmo, mas não precisamos chegar ao suicídio artístico-cultural. Basta fazer uma boa pesquisa pra encontrar ótimas atrações de graça ou por valores que cabem no bolso de muita gente. Vou dar umas opções pra essa semana do que fazer por uma merreca.

As belas gravuras de Marc Chagall estão expostas no Masp, e nas terças-feiras a entrada no museu é gratuita.

Essa é a última semana pra ver a exposição de videoarte de Gary Hill no MIS. Hoje, terça-feira, a entrada também é gratuita por lá. E de quebra o museu apresenta, também sem ter de desembolsar nada, o filme “Carmen Miranda – Banana is my Business” (19h30) seguido de bate-papo com a diretora Helena Solberg e o escritor Ruy Castro, que escreveu biografia sobre a cantora.

Ainda não fui na Matilha Cultural (Rua Rego Freitas com Rua General Jardim, perto do Copan), mas sei que a programação alternativa do espaço inclui projeções (35mm e digital), exposições, teatro, música e ação social. Agora mesmo está em cartaz parte da exposição 1˚ Salão dos Artistas sem Galeria – em conjunto com a Casa da Xiclet (também de graça na Vila Madalena), e durante essa semana tem filmes do festival In-Edit-Brasil. Mas nas sextas e sábados de março, às 21h30, está rolando o filme animação “Valsa com Banshir” em projeção 35mm. O filme do israelense Ari Folman mostra um ex-combatente israelense que quer resolver um sonho recorrente sobre a guerra com o Líbano. Já passou em diversos festivais pelo mundo e esse é o último fim de semana de março e de exibição gratuita da animação.

Nas quintas-feiras o Espaço Unibanco tem sessões bem mais baratas – R$8 a entrada inteira. Estão em cartaz nessa semana os filmes “Direito de Amar” do estilista Tom Ford, “O Amor Segundo B. Schianberg” do Beto Brant, que são os filmes que quero ver e mais outros.

No cine Belas Artes também tem promoção de ingressos mais baratos nas segundas e quartas-feiras a R$8. E nas segundas ainda tem meia-entrada a R$4 para  “trabalhadores apresentando algum comprovante (carteira de trabalho, hollerith, crachá da empresa ou comprovante de autônomo), apresentando carteirinha de estudante, documento comprovando que tem mais de 60 anos ou sendo cliente do HSBC.” Entre os filmes bacanas estão “Bastardos Inglórios”, “Guerra ao Terror”, “Os Inquilinos” (sobre o ‘ataque’ PCC a São Paulo) e “A Fita Branca”.

No Cine Olido, no Centro ao lado da Galeria do Rock, sempre tem filmes de graça ou a R$1. Hoje (terça 23/3) passa o documentário “Meu Amigo Cláudia” dirigido por Dácio Pinheiro. Assisti ao filme ontem e me encantei com todas as histórias e a forma como o filme conta não só a história da Cláudia Wonder, mas também o que rolava no país e em especial em São Paulo do fim dos anos 70, passando pelos 80 até os 90 e 2000. A programação completa você confere aqui.

No Itaú Cultural a entrada é grátis e está rolando uma ótima exposição com obras de Hélio Oiticica. imperdível!

No CCBB tem duas exposições legais de graça: Expedição Lagsdroff (que tem lindos desenhos feitos por exploradores na época do Brasil Colônia) e a instalação Ossário, no subsolo, do grafiteiro ou artista urbano Alexandre Orion, que refaz obras que rolaram em túneis da cidade de S. Paulo. Ele desenhou centenas de caveiras limpando a poluição negra dos túneis. Veja aqui como rolou essa experiência do Orion.

Na Estação Pinacoteca (ao lado da Sala São Paulo, na cracolândia) está em cartaz a exposição de obras de Andy Warhol. Outra mostra imperdível! A entrada custa R$6 e nos sábados é de graça, mas a lotação é muito grande! Vale a pena pagar.

Andy Warhol: color bars

Balada de graça? Hoje na Lôca tem Tapa na Pantera e entre meia-noite e 1h a entrada é free!!! No bar Volt também rolam baladinhas durante a semana, de segunda a quinta – com entrada zero! Terça que vem (30/3) rola mais uma kiriDJinha! No bar do Netão, na rua Augusta, rola festa de graça nas noites de sexta e sábado!!!

E no Kebabel da rua Fernando de Albuquerque (Baixo Augusta) tem promoção: entre 18h e 19h você pede um e ganha outro kebabe de falafel na faixa!

10 Comentários

Arquivado em artes plásticas, cidade, cinema, club, gastronomia, Música, vídeo

rewind – vídeo no brasil

Enquanto ouço o delicioso e ainda não lançado primeiro álbum da banda Stop Play Moon, releio alguns trechos dos livros “Made in Brasil – Três Décadas do Vídeo Brasileiro” (org. Arlindo Machado, Itaú Cultural, 2003) e “O Que é Vídeo” (Candido J.M. de Almeida, Col. Primeiros Passos, Nova Cultural/Brasiliense, 1985). É que na quinta-feira 25/2 estive num debate/palestra sobre o vídeo nos anos 80 com participação de Tadeu Jungle e Walter Silveira – da TV Tudo – e Marcelo Tas e Marcelo Machado – da Olhar Eletrônico. O evento faz parte da mostra Brasil Anos 80 – Cinema e Vídeo que está acontecendo no CCBB de São Paulo. É interessante ver hoje como o videomaker de 30 anos atrás (des)evoluiu para fazedores de vídeos caseiros. A experiência com o novo meio de nova narrativa, filho do cinema e da tv e de outros meios e artes como poesia visual e videoarte, chega hoje aos difusores “democráticos” de informação na internet, como Vimeo, Youtube, Facebook, Twitter etc.

Os 4 protagonistas – (ex-)videomakers naquela década de 80 – do debate no CCBB apresentaram-se e os seus projetos daqueles tempos passados. Aliás, está tudo muito bem documentado no livro “Made in Brasil” em textos dos próprios Tadeu Jungle e Marcelo Tas. O grupo da Olhar Eletrônico (Tas, Machado e outros) tinha como lema “revolucionar a TV do Terceiro Milênio”. Tas, por exemplo, revoluciona atualmente com o programa CQC, na Band, mas já radicalizou com os amigos no emblemático programa Crig-Rá que passou na TV Gazeta em 1984. Marcelo Tas fala mais sobre o Crig-Rá nesse trecho do livro “Made in Brasil”:

Tas, agachado, e Meirelles, segundo da direita para a esquerda, na produtora 'Olhar Eletrônico'

“O auge da experiência de criar e fazer televisão coletivamente na Olhar Eletrônico se deu com o Crig-Rá. Em 1984, a convite da Abril-Video inventamos esse programa semanal dedicado ao público jovem. Virou um espaço de experimentação de formatos variados. Marcelo Machado, o nosso homem ligado à música e artes plásticas, articulou a produção dos primeiros video clipes de bandas de rock que brotavam que nem cogumelo depois da chuva naqueles barulhentos anos 80. Sem concorrentes nas outras TVs, o Crig-Rá virou um hit da molecada. Aprendemos a ter controle de uma hora inteira na televisão. O programa começou a ser transmitido numa rede independente para várias capitais do Brasil. Chegamos a ser o programa escolhido para lançar oficialmente o U-2 no Brasil. “ [Foi nesse programa que vi U2 pela primeira vez no videoclipe de “Gloria”, tocada ao vivo num palco com grande tochas nas laterais ]

Em outro ponto da USP, ainda falando do começo dos anos 80, o grupo da TVDO (TV Tudo) com Walter Silveira e Tadeu Jungle incluídos pirava em cima da redemocratização do país, da videoarte, da poesia concreta e no vale-tudo da TV via vídeo. Logo a TVDO estreou na Band a convite de Nélson Motta com o programa Mocidade Independente. Na palestra no CCBB, Marcelo Tas confessou sua admiração ao ver o programa na TV e se perguntou: “dá pra fazer isso na televisão?” A porra-louquice visual antropofágica.

Tadeu Jungle

Interrogados sobre a quebra de paradigmas e a criatividade na atualidade, todos os quatro convidados concordam que a internet é a nova revolução, ou um passo adiante do que significou a possibilidade de qualquer um criar e comunicar rapidamente com uma câmera de vídeo e uma ilha de edição. Nos anos 80 era difícil ter uma câmera de vídeo e uma ilha e também eram raros os lugares onde se podia assistir a esses vídeos; hoje temos celulares-câmeras e câmeras full-HD e webcams e tv no celular e internet em qualquer lugar, que ajudadas por ferramentas como Youtube, Vimeo e UStream, por exemplo, possibilitam colocar esse material em broadcasting para o planeta. MacLuhan, aldeia global, Warhol, 15 minutos de fama, Chacrinha, quem não se comunica se trumbica.

No fim do debate, Tas disse: “O conteúdo do Youtube é mais importante”. Para Jungle “as estrelas são as pessoas que criam ferramentas como Twitter e Google; o meio revoluciona mais que a mensagem”. E Walter Silveira finaliza dizendo que hoje se tem acesso a tudo [ou quase tudo] então “você monta a sua rede e os seus roteiros”. Você escolhe como, quando, onde e para quem quer aparecer no novo mundo.

A mostra Brasil Anos 80 vai até 7 de março no CCBB de São Paulo e tem programação bacana e rara, que dá pra consultar aqui. Entre as várias sessões que rolam durante a tarde até de noitinha encontram-se pérolas como os filmes “Beth Balanço”, “”Ilha das Flores”, “Feliz Ano Velho”, “Cidade Oculta” e “Nunca Fomos tão Felizes”, e programas de TV como Crig-Rá, TV Mix e Mocidade Independente. Entrada gratuita em todas as sessões!!!

Os próximos debates e palestras acontecem na quarta-feira 3/3 às 19h30 com “30 Anos de Videocriaturas”, com Otávio Donasci comentando sua trajetória na videoarte. Na quinta-feira 4/3, às 19h30, tem a mesa redonda “Novo cinema paulista dos anos 80” com André Klotzel, Anna Muylaert, José Roberto Eliezer e Walter Rogerio.

Olha aqui abaixo umas videoinstalações de Nam June Paik, que eu adoro!

Leia mais sobre Stop Play Moon no +1teko clicando aqui, ali e acolá.

Deixe um comentário

Arquivado em cinema, televisão, vídeo