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music all day saturday

Se você estiver saindo de algum inferninho ou chill out dus infernus na manhã de sábado, ainda dá pra esticar até o domingo de manhã. Tudo bem que vai ter uma pausa pro almoço e pra siesta, mas a partir o final da tarde do sábado a boa é a Sunset Party nos jardins do MIS e MuBE. Daí tem mais um tempinho pra descansar, jantar e correr pra reestreia da festa Paradise, agora no clube Hot Hot.

Silver City: tarde quente no jardim

Tarde de sábado – O duo argentino Silver City é o convidado da terceira edição da Sunset Party, que começa às 16h com o excelente DJ Tahira em free style com sons brasileiros, latinos e africanos! Já o Silver City é formado por Julian Sanza (teclado e programação) e Fernando Pulichino (baixo e DJ) apresenta uma mistura de jazz, house e disco music. A performance ao vivo acontece às 18h (esperamos que não haja atraso) e é o ponto alto da festa; das 19h até as 22h o Silver City apresenta um DJ set à quatro mãos. O legal da Sunset Party é que é de graça e acontece ao ar livre, embaixo das árvores dos jardins do MIS e MuBE, e reúne muita gente legal em clima de pic-nic. Aviso: é bom se precaver e deixar umas bebidinhas no carro porque as filas no bar do MIS são bastante longas e a cerveja acaba logo!!! A organização do evento é do booker e produtor cultural Marcos Guzman, com patrocínio do uísque Passport e tem apoio da Puma, Centro Cultural da Espanha, MIS e Secretaria de Estado da Cultura.

+1teko de Silver City – Julian e Fernando começaram sua carreira em 1999 no grupo Ciudad Feliz em Mar del Plata, Argentina. Em 2002, mudaram-se para a Inglaterra e formaram o projeto 2020 Soundsystem com Ralph Lawson, dono do selo 2020 Vision, com quem têm se apresentado em diversos festivais ao redor do mundo e recebido grandes elogios da imprensa internacional. Fizeram parcerias com a dupla paulistana Minima, que você ouve abaixo.

Na penumbra: Oscar Bueno

Noite – O after hours Paradise volta à ativa, dessa vez no clube Hot Hot a partir da meia-noite do sábado (12/2). Agora em versão mais longa, o Paradise deixa de ser apenas after hours e engloba toda a noitada de sábado pra domingo. Da meia-noite às 4h rolam bandas, performances e live acts, mas a noite de reabertura vai no velho esquema DJ set com Márcio Vermelho, seguido do live act Dada Attack. Abertura um pouco conservadora se a ideia é mudar. A partir das 4h é esquema after hours, que terá nessa primeira festa as duplas de DJs: Mauro Farina e Ben Men, Bueníssimos, Mr Gil e Mimi, Darick Giorgy e Rafael Rosa. A promoção é da Rizza Bonfim, que juntou uma turma de descolados pra outras funções na festa, o que já dá um ar de reciclagem ao Paradise After Hours que agora assina como Paradiseparty.biz.

Conversei rapidamente com Oscar Bueno, o cara que inventou o Paradise no fim dos anos 1990 no clube Lov.e, e depois de três anos lá, circulou por vários clubes até se fixar no D-Edge, de 2003 a 2010 quando saiu em dezembro em busca de mais espaço para o conceito da festa. O Paradise saiu do D-Edge na esteira do Cio, que deve entrar no rol de festas do aguardado clube de Alex Atala, mas isso é fofoca ainda. Voltando ao paraíso… Oscar também contou sobre novidades que o Hot Hot implantou para facilitar e melhorar a infraestrutura da casa.

+1teko – Já que o Paradise agora tá em novo horário, será que o after vai desandar? Será que a fórmula after hours ainda rende? E a gente não tem mais after em São Paulo, né? (O Hell’s deve retornar à cena no club Anti-Social.)
Oscar Bueno – Na verdade, o forte do Paradise é o horário matutino e acho que o melhor sempre fica para o final. Ou seja, a cereja do bolo está no after! E vai ser muito bom não ter nenhuma festa antes do after nos pressionando e querendo engolir nosso horário. Estamos mais livres, o sábado é todo nosso. A praça é nossa! kkkkkkkkkkk
+1teko – Você acha que o Paradise vai pegar no Hot Hot? É que o clube deu umas caídas, primeiro quando o Lions abriu e agora com o D-Edge 2.0 e um monte de clubinhos na Augusta.
Oscar Bueno – [O Paradise] Vai ser a noite mais conceitual da casa e vai unir perdidos e órfãos do underground. Fora que as mudanças que exigimos no Hot Hot  são fundamentais. Porque ninguém aguenta subir escada pra beber, então vai ter mais um bar embaixo, que servirá drinks. E agora vai ter camarotes nas laterais, tipo no Lov.e., serão quatro, dois de cada lado da pista. Também vai ter mudança no sistema de pagamento, que será com cartão pós-pago, como nos outros lugares. Não teremos pulseirinhas VIP, o Hot Hot tem mais cara de carimbinho!
PS: Como no antigo Lov.e, Flávia Ceccato manteve o uso de carimbinho no pulso das VIPs. Nos outros clubes costumam-se usar pulseiras plásticas ou de papel para designar em qual nível você se encontra na festa.

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o meu creamfields

REsolvi montar meu mini Creamfields aqui em casa. Mas quem pode está em Floripa curtindo ao vivo.

Esse show do Etienne de Crecy assisti em 2009 no festival Planeta Terra, no Playcenter SP.

Doses de colírio com Loco Dice e Marco Carola back2back no Cavo Paradiso, Mikonos, Grécia.

Cavo Paradiso, no Mar Egeu.

Guy Gerber no Electro Venice, no parque  San Giuliano Mestre, Veneza, Itália.

Lo hermanito Herman Cattaneo arrasando no festival Moonpark, ano passado em Buenos Aires.

Os cariocas sangue bom Ask2Quit com super visual no MOB Festival de 2009, no Rio.

Olha essa de video mapping do VJ Speto! Em Budapeste, Hungria. Speto tá fazendo os vídeos do Creamfields.

 

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percurso do ciclo 2010

Vem chegando o verão e a gente começa a relembrar a estação quente passada, e as outras três estações que deram a temperatura do ano, que já vai terminando. Retrospectiva. Ciclo. É o fim, e também o começo. A gente tenta pegar algumas faíscas, uns flashes (back). Mas também quer esquecer, relaxar, deixar a vida fluir, curtir o novo sol. Na onda da última semana de 2010, me preparo para os 365 dias de 2011 – sempre ancioso pra saber se o mundo vai acabar mesmo em 2012!

Pesquei na memória alguns momentos de 2010, ano final da primeira década do Século XXI.

Mais uma vez a luz de Schwanke se acendou. No dia 17/12 foi lançado em Florianópolis o livro “Percusro do Círculo” que apresenta trabalhos e textos do artista plástico joinvilense Luiz Henrique Schwanke (1951-1992). Mais uma vez a companhia da arte de Schwanke tomou vários dos meus dias neste ano. Primeiro foi o convite para pesquisar e revirar correspondências, textos, projetos e obras de Schwanke para formatar um livro. O belíssimo livro, com dvd do documentário “À Luz de Schwanke” que co-dirigi com Maurício Venturi em 2008, foi mais uma parceria com a amiga Kátia Klock. A publicação tem edição especial da Vanessa Schultz, que caprichou no formato e diagramação. Ainda no verão, “Percurso do Círculo” será lançado em Joinville e São Paulo, mas tem que ter sorte par conseguir um exemplar, já que serão distribuídos cerca de mil  exemplares, a priori para bibliotecas, escolas, universidades e museus de Santa Catarina.

A apresentação dos produtores Azari & III pra poucos – eu entre eles – em festinha íntima em São Paulo foi super legal! Eu ainda tive de chegar nos caras e pedir “please, play Hungry for Power”. A noite terminou em alta!

Entrada do clube Warung

Ah! E teve a primeira noite de 2010 no clube Warung, de frente para a Praia Brava, em Itajaí. Na cabine com Michael Meyer (o dono do selo Kompakt) e Gui Boratto.

O clube Clash virou palco do melhor show do ano – Caribou. A banda do prodígio canadense ….. fez um show memorável com muita energia, imagens bacanas e bela e improvável disposição dos quatro músicos no palco (bateria à frente quebrando todas!). Ouvi e toquei o álbum …. inúmeras vezes! (na foto acima) E vou continuar tocando.

Super-Gêmeos, ativar! Já estava esquecendo da kiriDJinha, primeira festa que eu e Atum promovemos juntos e deu super certo (as usual). O bar Volt não poderia ter sido palco melhor pra festa e fico contente de ter feito ótimos amigos por lá e ter trabalhado com o querido staff do Volt. Dia 13 de janeiro a kiriDJinha retorna com muitos discos velhos, e novos também! Atum e eu esperamos todos lá no bar dos neons!

Patins usados por Laurie Anderson, em São Paulo

E a toda hora lembro de alguma coisa! Dois ícones da arte que tive o prazer de ver – Laurie Anderson e Philip Glass. Duas performances e tanto! Pode até ser que tenha sido meu entusiasmo em vê-los ao vivo pela primeira, isso depois de eu viver facinado com os dois e outros pós-modernos desde os anos 1980. Vi Laurie Anderson tocando violino sobre patins com lâminas congeladas, no CCBB; era o começo pra ver a exposição das obras dela que ao meu ver foi uma das melhores do ano em São Paulo. Tentei ver Philip Glass tocando piano, mas ele estava escondido dentro de uma instalação de Carlito Carvalhosa, na Pinacoteca do Estado. Me restou perambular pelo museu e apreciar as obras de arte ao som de Glass ao vivo! Dois belos momentos das artes em 2010. Ops! Ia esquecendo da exposição de obras de Keith Haring. Foi surpreendente e me despertou ainda mais para o graffiti e a street art nesse ano. Belíssima exposição!

Ainda inacabado, o documentário sobre o bairro do Cambuci estará pronto no começo de janeiro. Dei uma força (roteiro e montagem) pro amigo Fausto Nocetti que dirigiu o doc, que tem como pontos altos um passeio com osgemeos Otávio e Gustavo pelo bairro contando como aprenderam a grafitar e cenas inéditas de um filme 35mm com Alfredo Volpi preparando tintas (têmpera) e tela e dando a primeira pincelada num quadro. Aguardem que vai rolar na TV Cultura!

Tá faltando outras muitas coisas, mas não lembro agora… Feliz Ano Novo!

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identidade secreta

Todo mundo lembra da história que o Daft Punk daria uma canja no show da banda Phoenix, no festival Planeta Terra que rolou no Play Center? Isso segundo disse-me-disse via facebook e twitter, e logo depois como reportagem da Folha. Sinceramente não sei onde fofoca virou notícia ou havia algo de verdadeiro na informação sobre o Dat Punk. Depois ainda noticiaram que a dupla francesa também se apresentaria no bar Secreto. Bom, a partir daí a coisa ficaria séria, não fosse o no-show do Daft Punk. Piada feita! Depois de tanto zoar que “o Daft Punk vai aparecer na festa”, seja qual for a festa, fui (re)ver o clipe de “Around the World”.

É um techno muito bom! Pelos clipes – “Around the World” é o mehor caso – dá pra sacar como o Daft Punk é visual. E vendo clipes resolvi ouvir o CD Homework, um belo coringa no case, né? A repetição de loops nas músicas é incrível. Tudo muito simples, muito máquina, muito repetitivo. E no vídeo de “Around the World” a gente vê materializada a repetição na coreografia. Aliás, o clipe foi dirigido pelo genial Michel Gondry, e vi na wikipedia (quase escrevi wikileaks!) que a coreografia é da espanhola Bianca Li que dança desde flamenco – ela é de Granada, Andaluzia – até hip hop e trabalha como diretora de espetáculos multimídia. Boa assessoria é outra coisa! Voltando ao vídeo e à repetição… “around the world, around the world”…

E lembrei que tinha visto um vídeo com os Daft Punk ainda sem capacetes, ainda não transformados em lenda de robôs, ou de humanos robotizados. No vídeo, Thomas Baungarter arrasa na mixagem hip-techno-hop e Guy-Manoel de Homem-Christo é o careca dançando ao fundo. Agora você sabe a identidade secreta do Daft Punk.

Me alertaram que esse som parece muito com o maximal / new rave que o selo Kitsuné vem lançando há alguns anos. Acid techno virou maximal? Você decide! A nova escola francesa dragou o Daft Punk e ganhou o mundo. Mas nada supera o Daft Punk.

Assisti ao show Human After All no Rio. Foi um dos shows mais incríveis que presenciei. A porrada de som, luzes e vídeos me deixou naturalmente extasiado! Gritar e pular, pular e gritar. No vídeo abaixo rola a parte final do show com uma bela mistura de hits da banda. Os robôs comandaram o concerto do alto de uma pirâmide.

Outra superviagem do Daft Punk é o desenho animado para o CD Discovery. O filme tem  supervisão geral do quadrinista japonês Leiji Matsumoto, que foi tipo um herói dos dois franceses na juventude. E dá pra esquecer o filme “Electroma”?

Dá pra ver o filme em partes no youtube.

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livro “djs” é lançado hoje no rio

Hoje à noite (19h-22h) rola o lançamento dos livros “DJs”, escrito por Joca Vidal e Frederico Coelho, e “Coletivos”, por Felipe Scovino e Renato Rezende. A festa rola no Parque Lage, lá no Rio, com direito a DJs (claro!), performance musical do Romano, exposição da Brígida Baltar, drinks e tal. A Editora Circuito é a responsável pelos dois títulos, que vão ajudar a preencher a brecha na bibliografia sobre comportamento urbano, música e arte no Rio. Parabéns a todos os envolvidos nesses projetos!

Há algumas semanas noticei esses lançamentos aqui e o Joca Vidal me respondeu umas perguntinhas sobre o livro via facebook que coloco aqui novamente:

+1teko – O livro “DJs” é só de entrevistas ou texto dos autores sobre a cena carioca?
JV – O livro é só de entrevistas, mas tem um texto de apresentação bacana e extenso.
+1teko – E vai rolar festa de lançamento?
JV – Dia 26/10 (HOJE) no Parque Lage (RJ). Vão rolar sets pré-gravados dos DJs entrevistados e performance do Romano, artista plástico até bastante conhecido no meio que trabalha com “arte sonora” há anos, teve um programa de rádio O Inusitado, e participou da Bienal do Mercosul passada.

+1teko – Quem está no livro? Tem também DJs de funk ou é mais focado em eletrônica / zona sul? E DJs das antigas também entram?

JV – Só entraram DJs das antigas que continuam em atividade: Maurício Lopes, Marcelinho da Lua, Nado Leal, David Tabalipa e Nepal. O interessante é que estes DJs juntos já passaram pelos mais variados estilos musicais (da MPB ao techno).

* * * * * * *

Vou indo nessa porque amigos me esperam no Masp para apreciarmos as fotos do Wim Wenders. Aliás, ele virou figurinha descolada nessa semana de Mostra de Cinema, hein? Tá em todas!

Depois conto sobre as fotos do Wenders e aproveito pra falar da exposição da Laurie Anderson que fui rever na semana passada.

 

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entrevista exclusiva – faze action rodando pelo país

O burburinho em torno da nu disco, que já anda a passos largos no país com bons produtores e forte intercâmbio com Europa e EUA, ganha mais combustível com as apresentações da dupla inglesa Faze Action. Nessa semana, os irmãos Simon e Robin Lee aterrissaram no país e já se apresentaram no Rio (00) e Belo Horizonte (Deputamadre), agora só falta a gente aqui em São Paulo (Hot Hot) conferir porque os caras são tão falados no mundo (da disco music) afora. Anota: sábado 23/10 no Hot Hot!!!

Entre os hits do Faze Action está a contagiante “I Wanna Dancer”, que saiu no último álbum deles – “Stratus Energy” (2009) – que no vídeo abaixo é tocada com banda completa em festival na Croácia.

Nesse primeira turnê pelo Brasil, Faze Action é acompanhado por Renato Cohen, que (quase) deu um pontapé no techno e meteu o pé na disco no álbum “18 Billion Drum Kicks” (2009).

Cohen e Faze Action

ENTREVITA EXCLUSIVA – A seguir uma entrevistinha exclusiva com os irmãos Simon e Robin que só o +1teko tem! Aqui eles contam que acabaram de fazer uma saraivada de remixes, inclusive pra Hercules & Love Affair, estão produzindo álbum novo, como conheceram Renato Cohen e de quebra dão uma listinha de 10 músicas pra bombar qualquer pista!

+1teko – É sua primeira vez no Brasil, eu ouvi um podcast de vocês no site Juno que anuncia a turnê brasileira com bastante entusiasmo. O que vocês esperam encontrar no Brasil? O que sabem sobre o Brasil “não-folclórico”?

FANós não sabemos o que esperar aqui no Brasil, como é a primeira vez que tocamos aqui. Estamos esperando o inesperado. Realmente esperamos uma festa com ótima música. Gostaríamos de saber mais sobre o Brasil “não-folclórico”.

+1teko – Nas três festas no Brasil, vocês vão tocar ao vivo ou dj-set? Vão tocar mais para lado da disco/nu-disco ou mais house? Existe uma fronteira entre eles?

FA – Nas três festas, vamos fazer dj-set. Vamos tocar músicas que amamos, que poderia ser um disco de rock ou de house,  qualquer coisa que vá para o tão falado gênero Disco hoje em dia.

+1teko – Todo mundo quer saber: novas faixas estão chegando? Quando? O quê?

FA – No momento estamos produzindo o próximo álbum. Será lançado em abril.  Nesse meio tempo, acabamos de fazer um monte de remixes pra gente como Hercules and Love Affair, Sedgley Max e 56 Claremont.

+1teko Como conheceram Renato Cohen, um bem-sucedido technohead que caiu no disco?

FA – Nós o conhecemos no Calígula em Londres, que é um lugar bem conhecido por ter uma política musical bem open minded e reúne uma galera extrovertida. Estamos realmente ansiosos para tocar com ele.

+1teko Poderiam nos revelar o Top 5 em seu i-pod? (Faixas novas e antigas!)

FA – Coisas novas:

1. Faze Action Remixed – lançado agora no Juno Download, incluindo mixes de Boogie Central e The Revenge (FAR).
2. Bottin feat. Tinpong – New Religion (Pete Herbert Remix) (Nang)
3. Midnight Rudy’s Machine – Open to Your Love (FAR)
4. Maxi and Zeus – Mz Medley (Internacional Feel)
5. Jay Shep – Parellel Percusion (Retrofit 3)

Coisas velhas:

1. La Bionda – I Got Your Number
2. Connie Case – Get Down
3. Rafael Cameron – Together
4. Extras – Haven’t been funked enough
5. Ian Dury and the Blockheads – Wake Up And Make Love

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+1teko

Aqui neste link dá pra baixar a música “Venus and Mars”!

Na semana passada recebi o EP do projeto Rudy’s Midnight Machine, que é o próprio Faze Action mais eletrônico. O EP chama-se “Open Your Love”, que é a faixa-título que vem em duas versões e abaixo dá pra ouvir a original (o som lembra Glocal); e tem ainda “Dib Dab” e “Street Museum”.

Faze Action flertando com Brasil – Outro EP com remixes para faixas da dupla saiu há pouco tempo e também pelo Faze Action Records. Esse 14º lançamento do selo traz remixes para as faixas “I Wanna Dancer”, “Starship” e “Danae’s Journey”. Destaque para a última (que dá pra ouvir logo embaixo) que foi remixado pelo projeto Boogie Central, que é nada menos que a associção do DJ, produtor e apaixonado por disco music Benjamin Ferreira e o break-boy Érico Theobaldo (aka DJ Periférico). Pra dar aquele toque brasileiríssimo na track, Benja e Erico inserem elementos de percussão e um coro ou órgão que lembra as canções de Carmen Miranda. A resenha que a gravadora me mandou diz: “Balearic Brazilian disco classic”. Só pra lembrar: começando pelo coletivo desbravador eletrônico Cotonete, Benjamin veio de Belém piquinininhu e ganhou espaço nas pistas de São Paulo com sets bem apurados de house, disco e rare grooves; Érico é mentor do projeto deep tech Telephatique, que já tocou com Tricky, e também do drum’n’bassy Autoload.


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rio rocks – o caveirão e os djs

Duas notícias vindas do Rio de Janeiro chamaram minha atenção hoje (sexta 8/10). A primeira é o brinquedo Caveirão, um carrinho plástico para puxar com barbante e brincar de invasão de favela com os policiais tipo soldadinhos de chumbo.

As notícias na internet dizem que o Caveirão está à venda em lojas da Saara, no centrão do Rio, e numa loja de departamentos no bairro de Bangu. Pena que não diz qual loja… A fabricante é a Roma Brinquedos e o tal carrinho chama-se na verdade Roma Tático Blindado. Mas é claro que logo recebeu o apelidado de Caveirão, por ser claramente inspirado no veículo usado pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia do Rio de Janeiro para invadir favelas à caça de traficantes, diz o site Yahoo. O comercial televisivo do brinquedo foi tirado do ar pelo Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária). O Yahoo diz que  “o Conselheiro Relator do caso, João Roberto Vieira da Costa, entendeu que havia uma dramatização associada à violência. A propaganda (no vídeo abaixo) mostrava dois meninos fardados, brincando como se estivessem numa ação policial.”

O diretor de marketing da Roma Brinquedos, Marcos Jensen, diz não ver um conflito ético em dar a uma criança um brinquedo que remete à violência. Ele disse: “Eu e meus irmãos constumávamos brincar de ‘polícia e ladrão’. Quando vimos o Caveirão (na TV), tivemos a inspiração.” Jensen não informa quantos já foram produzidos, mas o lote fabricado que deveria durar até o fim do ano já foi todo vendido e o cara já pensa em exportar o Caveirão. E li em alguns sites que o Caveirão está vendendo bem agora pro dia das crianças e na esteira do lançamento hoje em várias cidades do filme “Tropa de Elite 2”.

Polêmico? Como disse um amigo no facebook: “G.I. Joe brasileiro”. Por que não acham polêmico o caso de contar pra uma criancinha de 4 anos que o Lobo Mau devorou a vovozinha? A crueldade também faz parte da infância. Mas eu sei que não dá pra reduzir a discussão com esse argumento. É violência que gera violência. No momento que tanta gente pede paz no Rio, um brinquedo como esse destroi o trabalho de muitos que tentam sensibilizar a população, os governos e os traficantes sobre a violência no Rio. Aliás, nessa semana rolou um super arrastão pelos engarrafamentos no Rio. No mínimo apavorante!

A ótima notícia vinda do Rio hoje é sobre lançamento do livro “DJs” dos festeiros Joca Vidal e Frederico Coelho. A notícia está no site de O Globo. Para a magra bibliografia brasileira sobre música e comportamento é um prato cheio. O livro tem lançamento marcado para o dia 26 (terça) no Parque Lage. A editora Circuito é a responsável pelo lançamento (não encontrei o site dela).

Joca Vidal acabou de me responder umas perguntinhas sobre o livro via facebook:

+1teko – O livro “DJs” é só de entrevistas, como “Todo DJ Já Sambou” da Cláudia Assef, ou um texto dos autores sobre a cena carioca?
JV – O livro é só de entrevistas, mas tem um texto de apresentação bacana e extenso.

+1teko – E vai rolar festa de lançamento?
JV – dia 26/10 no Parque Lage (RJ). vão rolar sets pré-gravados dos DJs entrevistados e performance do Romano, artista plástico até bastante conhecido no meio que trabalha com “arte sonora” há anos, teve um programa de rádio O inusitado, e participou da Bienal do Mercosul passada.

+1teko – Quem está no livro? Tem também DJs de funk ou é mais focado em eletrônica / zona sul? E DJs das antigas também entram?
JV – Só entraram DJs das antigas que continuam em atividade: Maurício Lopes, Marcelinho da Lua, Nado Leal, David Tabalipa e Nepal. O interessante é que estes DJs juntos já passaram pelos mais variados estilos musicais (da MPB ao techno).

Mas a editora Circuito estreia a Coleção Circuito, sobre comportamento e cultura contemporâneas, com dois volumes: o citado “DJs” e “Coletivos” que retrato o trabalho e o pensamento de cinco grupos de artistas cariocas e é assinado por Felipe Scovino e Renato Rezende. Os livros dessa nova coleção enfatizam a entrevista, a reportagem e o diálogo com os principais mentores de diversos movimentos atuais. Abaixo, estudo para capa do livro “DJs”.

 

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