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marcin czubala; back to back vol.5, mobilee records


Hoje não é dia dos namorados no Brasil, mas como o mundo é globalizado estão todos comemorando. Ou será que ainda temos aquele complexo de que tudo que vem de fora é melhor? Enfim, hoje comemora-se Valentine’s Day e tem um presentinho pros apaixonados direto de Berlim. O produtor polonês Marcin Czubala e a gravadora Mobilee disponibilizaram, desde ontem aqui, a música “Valentin’s Day” para download gratuito. A faixa é parte da campanha de lançamento, no dia 28 de fevereiro, do CD duplo “Back to Back Vol.5”, no qual ela não está. Dá pra ouvi-la abaixo

 

Há duas semanas, o disco “Back to Back Vol.5 – Presented by Marcin Czubala” aterrissou no +1teko. As produções de Czubala são muito boas, numa mistura de easy listening, grooves orgânicos com minimal techno e house. Pode parecer meio estranho eu combinar esses gêneros pra descrever o som, mas é basicamente o que tenho notado estar em voga em Berlim entre o povo que vai deixando o minimal de lado. Essa coleção “Back to Back” da Mobilee já teve como compiladores/produtores – Sebo K, And.ID, GummiHz, Miss Jools e Anja Schneider – que invariavelmente dançavam no ritmo minimalista-berlinense. A ideia é que o disco 1 seja sempre uma compilação dos melhores e novíssimos lançamentos do selo, e o segundo disco apresente novas composições do convidado.

No caso deste volume 5 de Czubala (pronuncia-se “xubala”), ele montou uma inspiradora seleção que inclui, na ordem do CD: Dan Curtin (“Free”), Vincenzo (“Young mountain edit”), Miss Kittin (“All you need”), Anja Schneider (“Pushin”), And.ID (“Erotica”), Rodriguez Jr (“Okra carnival edit”), Pan-Pot (“Captain my captain”), Czubala & Hugo (“Zoo comunale”), Daniel Stefank (“Tripiando los colores”) e Sebo K (“Spirits”-drum version). Um set prefeito, começa lento e vai indo entre o electro e o techno. E a maioria das faixas tem vocais! Os clubbers querem cantar!!! Grande parte dessas músicas estão disponíveis em streaming no soundcloud da Mobilee.

No segundo disco, Marcin Czubala solta dez faixas inéditas, umas com colaborações bem bacanas – Catz’n’Dogz, Metrobox, Novika (cantora polonesa), Affkt e Jozif. Cada faixa tem um toque especial, às vezes bem dançante noutras vezes mais ambient. Vocais e instrumentos musicais gravados ao vivo (sopros e percussão) foram inseridos nas músicas, o que dá um tom orgânico e retrô no techno/tech house do produtor polonês. A versão remixada de “Loose the man”, feita pelo londrino Jozif Goodwin, tem uma levada bem lenta de disco music; bem interessante. O disco está acima da média dos lançamentos de techno atualmente, ao meu ver.

Marcin Czubala vive em Poznan, Polônia, e esteve no Brasil em 2009 tocando nos clubes D-Edge (SP) e Hause (Campo Grande-MS). No vídeo a seguir, Marcin toca no iluminado SQ Klub, em Poznan.

Olha só onde o cara foi parar!

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josé e pilar – documentário comovente

Adorei o documentário José e Pilar. Emocional, profundo, forte… a história do escritor convicto do seu papel no mundo e todas essas coisas poesias. Como bom leitor de Saramago, fiquei mesmo emocionado com o tom do filme, dirigido pelo português Miguel Gonçalves Mendes, de 32 anos e cabeça da produtora Jumpcut, e produzido por Fernando Meirelles (O2) e Almodóvar (El Deseo). A trilha sonora é muito, muito boa. Aliás, soube há algumas semanas que o amigo Bruno Palazzo (ex-Multiplex) tem duas músicas na trilha, que inclui Adriana Calcanhoto, Pedro Granato e outros compositores/músicos portugueses. Mas presta atenção na trilah incidental também! Belíssima fotografia, belíssima ilha Lanzarote.

O filme José e Pilar acompanha a realização do romance A Viagem do Elefante. No filme, Saramago explica de onde vieram as tantas metáforas da ida de um elefante de Lisboa a Viena. Uma linda reflexão de Saramago sobre as intermitências da morte, o sentido da vida, o amor por Pilar del Rio, sua incansável companheira. Ao meu ver, o texto de Saramago é um dos melhores da língua portuguesa; tem aquela viagem dele com orações longas e diálogos emendados e sem pontuação, que no primeiro livro que li me incomodou um pouco, mas nos livros seguintes aquilo soa a poesia; muito interessante a construção formal. O documentário consegue narrar imagens na tela como as que os livros de Saramago deixam na nossa cabeça. Foram 4 anos de filmagens e muitas viagens com o Nobel de literatura. O filme termina quando Saramago retorno do Rio para Lisboa e tem a ideia para o seu último livro, “Caim”.

Aqui em São Paulo, o filme está em dois cinemas: Belas Artes e Livraria Cultura (nas quartas ingresso inteiro a 10 reais).

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Um som bacana pra terminar a quarta-feira com a  2pastime – Mr Gil e Mimi – com o ótimo vídeo para a música “Folgado”. No vídeo a versão remixada por Mr Gil. Dica do grande DJ Renato Lopes hoje no facebook. É pra se jogar, tá?

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EX-namorado da madonna lança primeiro álbum

O ex-namoradinho da Madonna continua com a bola toda na revista Caras. Depois de muitas entrevistas em que ele “confessa” tudo pra revista de fofocas, eis que a frugal publicação semanal anuncia nesta semana que o produtor/DJ/modelo Jesus Luz lança seu primeiro álbum no começo de fevereiro. O disco se chama “From Light” e a comemoração do lançamento será “durante uma badalada festa em São Paulo”. Apostas sobre o local? D-Edge 2.0? Bar Secreto? Pacha? Lions? Bom, acabo de conferir que o disco já está à venda nas melhores casas do ramo. O blog Coluna Social com Barone diz que o disco “possui hits como ‘Celebration’, ‘Around the World’ e ‘Sweet Mistery’,entre outros…” Não ouvi nenhum desses hits, mas vou me esforçar mais. No site de compras Videolar.com diz o seguinte sobre o CD que custa R$ 24,90: “Com seu estilo eletrohouse eclético e elegante, o cd é promessa de sucesso”.

01 – WE CAME FROM LIGHT – DJ JESUS LUZ
02 – CELEBRATION (BENNY BENASSI REMIX) – MADONNA
03 – WHAT DO YOU WANT –DJ JESUS LUZ
04 – FLASH 2.9 (DAVE DARELL RADIO EDIT) – HI-FI VS DAVE DARELL
05 – DANGEROUS (TWICE NICE REMIX) – DJ JESUS LUZ & ALEXANDRA PRINCE
06 – SUNBEAN –SPENCER AND HILL (ORIGINAL MIX)
07 – AROUND THE WORLD-DJ JESUS LUZ(ORIGINAL MIX)
08 – STOP ME! – TWICE NICE
09 – SWEET MISTERY (ORIGINAL MIX) – DJ JESUS LUZ FEAT: ZOEY
10 – INTO THE TIME – TWICE NICE
11 – FEEL THE VIBE –TWICE NICE
12 – HOUSEBEAT – SPENCER AND HILL(CLUB MIX)

Em junho você leu aqui no +1teko sobre o primeiro EP do cara que saiu pela gravadora europeia Kaos e chamou-se “We came from light”. Toda uma fixação pela luz, né?

A entrevista da Caras envereda por “prefere as mais velhas?” e assim vai. Acho que leva o prêmio Esso de Jornalismo! Se interessar, leia aqui.

E a pergunta que não quer calar é: será mesmo verdade que Madonna está em Jurerê com o namorado?

Resposta em 23/1 – Madonna estava me Londres e foi fotografada com o atual namoradinho de 20 e poucos anos saindo de um clube. Ela não foi a Floripa, nem namora com Jesus Luz.

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percurso do ciclo 2010

Vem chegando o verão e a gente começa a relembrar a estação quente passada, e as outras três estações que deram a temperatura do ano, que já vai terminando. Retrospectiva. Ciclo. É o fim, e também o começo. A gente tenta pegar algumas faíscas, uns flashes (back). Mas também quer esquecer, relaxar, deixar a vida fluir, curtir o novo sol. Na onda da última semana de 2010, me preparo para os 365 dias de 2011 – sempre ancioso pra saber se o mundo vai acabar mesmo em 2012!

Pesquei na memória alguns momentos de 2010, ano final da primeira década do Século XXI.

Mais uma vez a luz de Schwanke se acendou. No dia 17/12 foi lançado em Florianópolis o livro “Percusro do Círculo” que apresenta trabalhos e textos do artista plástico joinvilense Luiz Henrique Schwanke (1951-1992). Mais uma vez a companhia da arte de Schwanke tomou vários dos meus dias neste ano. Primeiro foi o convite para pesquisar e revirar correspondências, textos, projetos e obras de Schwanke para formatar um livro. O belíssimo livro, com dvd do documentário “À Luz de Schwanke” que co-dirigi com Maurício Venturi em 2008, foi mais uma parceria com a amiga Kátia Klock. A publicação tem edição especial da Vanessa Schultz, que caprichou no formato e diagramação. Ainda no verão, “Percurso do Círculo” será lançado em Joinville e São Paulo, mas tem que ter sorte par conseguir um exemplar, já que serão distribuídos cerca de mil  exemplares, a priori para bibliotecas, escolas, universidades e museus de Santa Catarina.

A apresentação dos produtores Azari & III pra poucos – eu entre eles – em festinha íntima em São Paulo foi super legal! Eu ainda tive de chegar nos caras e pedir “please, play Hungry for Power”. A noite terminou em alta!

Entrada do clube Warung

Ah! E teve a primeira noite de 2010 no clube Warung, de frente para a Praia Brava, em Itajaí. Na cabine com Michael Meyer (o dono do selo Kompakt) e Gui Boratto.

O clube Clash virou palco do melhor show do ano – Caribou. A banda do prodígio canadense ….. fez um show memorável com muita energia, imagens bacanas e bela e improvável disposição dos quatro músicos no palco (bateria à frente quebrando todas!). Ouvi e toquei o álbum …. inúmeras vezes! (na foto acima) E vou continuar tocando.

Super-Gêmeos, ativar! Já estava esquecendo da kiriDJinha, primeira festa que eu e Atum promovemos juntos e deu super certo (as usual). O bar Volt não poderia ter sido palco melhor pra festa e fico contente de ter feito ótimos amigos por lá e ter trabalhado com o querido staff do Volt. Dia 13 de janeiro a kiriDJinha retorna com muitos discos velhos, e novos também! Atum e eu esperamos todos lá no bar dos neons!

Patins usados por Laurie Anderson, em São Paulo

E a toda hora lembro de alguma coisa! Dois ícones da arte que tive o prazer de ver – Laurie Anderson e Philip Glass. Duas performances e tanto! Pode até ser que tenha sido meu entusiasmo em vê-los ao vivo pela primeira, isso depois de eu viver facinado com os dois e outros pós-modernos desde os anos 1980. Vi Laurie Anderson tocando violino sobre patins com lâminas congeladas, no CCBB; era o começo pra ver a exposição das obras dela que ao meu ver foi uma das melhores do ano em São Paulo. Tentei ver Philip Glass tocando piano, mas ele estava escondido dentro de uma instalação de Carlito Carvalhosa, na Pinacoteca do Estado. Me restou perambular pelo museu e apreciar as obras de arte ao som de Glass ao vivo! Dois belos momentos das artes em 2010. Ops! Ia esquecendo da exposição de obras de Keith Haring. Foi surpreendente e me despertou ainda mais para o graffiti e a street art nesse ano. Belíssima exposição!

Ainda inacabado, o documentário sobre o bairro do Cambuci estará pronto no começo de janeiro. Dei uma força (roteiro e montagem) pro amigo Fausto Nocetti que dirigiu o doc, que tem como pontos altos um passeio com osgemeos Otávio e Gustavo pelo bairro contando como aprenderam a grafitar e cenas inéditas de um filme 35mm com Alfredo Volpi preparando tintas (têmpera) e tela e dando a primeira pincelada num quadro. Aguardem que vai rolar na TV Cultura!

Tá faltando outras muitas coisas, mas não lembro agora… Feliz Ano Novo!

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glocal e dj glen lançam via berlim

Novidades no front musical. Brasileiros lançam por selos alemães em breve. Glocal sai com single+remixes de “Fancy Romance” em vinil pelo Kassette e o DJ Glen recebeu convite de DJ Hell pra remixar alguma faixa do novo disco dele, que obviamente sai pelo Gigolo.

Há algumas semanas Christoph, ou Click|Click, puxa mais um costumeiro papinho no skype. Ele me contando que a onda minimal techno tá indo pro lado da disco em Berlim, coisa que já dava pra sentir em trabalhos da Ellen Allien e Superpitcher. Resolvi apresentar algumas novidades que andam rolando aqui em São Paulo e trocamos algumas tracks. Acabou que ele ficou apaixanoda em “Fancy Romance” da dupla Glocal. Me surpreendi com a escolha de Christoph porque o selo dele, o Kassette, lançou até agora uma linha mais minimalista de techno. O sócio de Christoph é o produtor M_Ferri que comanda o selo Autist (Channel X, Niko Schwind, Boris Brejcha…). A guinada pra disco/house tá certa e o vinil do Glocal sai em 15 de dezembro em vinil e dois dias depois em digital.

Capa de "Fancy romance"

“Fancy Romance” sairá na versão orginal e nos remixes de Click|Click e Jimmy Edgar. Por enquanto só dá pra curtir a versão original (acima) que Lennox e Dani compuseram há cerca de seis meses! Dani me disse que o remix do Click|Click ficou incrível. “Porra!” E o Jimmy Edgar que também remixou é um desses produtores supercool de Detroit que tá em todas as pistas com “Hot, Raw, Sex” (!K7).  Em julho ele lançou o álbum XXX (!K7) e anda rodando o planeta com ele. O cara também é fotógrafo de moda.

* * *

Ontem à noite, em mais um papo no skype… Dessa vez o Bruno Bignose, uma das cabeças do duo Oblivion, que por sinal lança pelo Autist, me contou uma boa história que rolou na apresentação de DJ Hell no D-Edge, na quinta passada (18/11). Diz que o conterrâneo dele de Americana (SP), o talentoso DJ Glen foi levar pessoalmente ao Hell o disco “What Happened?”, que contém remix dele (ouça abaixo) para a faixa original do produtor americano Abe Duque. Sobre esse lançamento do Glen+Abe Duque você leu aqui. É que o Hell “chartou” (colocou na sua lista de mais tocadas) a versão de Glen e ele ficou orgulhoso e foi lá dar um oi ao alemão. Ele sabe que Hell adora Abe Duque e já lançou músicas dele pelo Gigolo. No fim das contas, Glen entregou um pen-drive com outras músicas e logo recebeu e-mail do Hell parabenizando-o pelo trabalho, que deixou em aberto convite para trabalharem juntos e já pediu um remix para uma faixa do disco dele. Não sei se é do que saiu em 2009, Teufelswerk, ou de um disco novo.

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entrevista exclusiva – faze action rodando pelo país

O burburinho em torno da nu disco, que já anda a passos largos no país com bons produtores e forte intercâmbio com Europa e EUA, ganha mais combustível com as apresentações da dupla inglesa Faze Action. Nessa semana, os irmãos Simon e Robin Lee aterrissaram no país e já se apresentaram no Rio (00) e Belo Horizonte (Deputamadre), agora só falta a gente aqui em São Paulo (Hot Hot) conferir porque os caras são tão falados no mundo (da disco music) afora. Anota: sábado 23/10 no Hot Hot!!!

Entre os hits do Faze Action está a contagiante “I Wanna Dancer”, que saiu no último álbum deles – “Stratus Energy” (2009) – que no vídeo abaixo é tocada com banda completa em festival na Croácia.

Nesse primeira turnê pelo Brasil, Faze Action é acompanhado por Renato Cohen, que (quase) deu um pontapé no techno e meteu o pé na disco no álbum “18 Billion Drum Kicks” (2009).

Cohen e Faze Action

ENTREVITA EXCLUSIVA – A seguir uma entrevistinha exclusiva com os irmãos Simon e Robin que só o +1teko tem! Aqui eles contam que acabaram de fazer uma saraivada de remixes, inclusive pra Hercules & Love Affair, estão produzindo álbum novo, como conheceram Renato Cohen e de quebra dão uma listinha de 10 músicas pra bombar qualquer pista!

+1teko – É sua primeira vez no Brasil, eu ouvi um podcast de vocês no site Juno que anuncia a turnê brasileira com bastante entusiasmo. O que vocês esperam encontrar no Brasil? O que sabem sobre o Brasil “não-folclórico”?

FANós não sabemos o que esperar aqui no Brasil, como é a primeira vez que tocamos aqui. Estamos esperando o inesperado. Realmente esperamos uma festa com ótima música. Gostaríamos de saber mais sobre o Brasil “não-folclórico”.

+1teko – Nas três festas no Brasil, vocês vão tocar ao vivo ou dj-set? Vão tocar mais para lado da disco/nu-disco ou mais house? Existe uma fronteira entre eles?

FA – Nas três festas, vamos fazer dj-set. Vamos tocar músicas que amamos, que poderia ser um disco de rock ou de house,  qualquer coisa que vá para o tão falado gênero Disco hoje em dia.

+1teko – Todo mundo quer saber: novas faixas estão chegando? Quando? O quê?

FA – No momento estamos produzindo o próximo álbum. Será lançado em abril.  Nesse meio tempo, acabamos de fazer um monte de remixes pra gente como Hercules and Love Affair, Sedgley Max e 56 Claremont.

+1teko Como conheceram Renato Cohen, um bem-sucedido technohead que caiu no disco?

FA – Nós o conhecemos no Calígula em Londres, que é um lugar bem conhecido por ter uma política musical bem open minded e reúne uma galera extrovertida. Estamos realmente ansiosos para tocar com ele.

+1teko Poderiam nos revelar o Top 5 em seu i-pod? (Faixas novas e antigas!)

FA – Coisas novas:

1. Faze Action Remixed – lançado agora no Juno Download, incluindo mixes de Boogie Central e The Revenge (FAR).
2. Bottin feat. Tinpong – New Religion (Pete Herbert Remix) (Nang)
3. Midnight Rudy’s Machine – Open to Your Love (FAR)
4. Maxi and Zeus – Mz Medley (Internacional Feel)
5. Jay Shep – Parellel Percusion (Retrofit 3)

Coisas velhas:

1. La Bionda – I Got Your Number
2. Connie Case – Get Down
3. Rafael Cameron – Together
4. Extras – Haven’t been funked enough
5. Ian Dury and the Blockheads – Wake Up And Make Love

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+1teko

Aqui neste link dá pra baixar a música “Venus and Mars”!

Na semana passada recebi o EP do projeto Rudy’s Midnight Machine, que é o próprio Faze Action mais eletrônico. O EP chama-se “Open Your Love”, que é a faixa-título que vem em duas versões e abaixo dá pra ouvir a original (o som lembra Glocal); e tem ainda “Dib Dab” e “Street Museum”.

Faze Action flertando com Brasil – Outro EP com remixes para faixas da dupla saiu há pouco tempo e também pelo Faze Action Records. Esse 14º lançamento do selo traz remixes para as faixas “I Wanna Dancer”, “Starship” e “Danae’s Journey”. Destaque para a última (que dá pra ouvir logo embaixo) que foi remixado pelo projeto Boogie Central, que é nada menos que a associção do DJ, produtor e apaixonado por disco music Benjamin Ferreira e o break-boy Érico Theobaldo (aka DJ Periférico). Pra dar aquele toque brasileiríssimo na track, Benja e Erico inserem elementos de percussão e um coro ou órgão que lembra as canções de Carmen Miranda. A resenha que a gravadora me mandou diz: “Balearic Brazilian disco classic”. Só pra lembrar: começando pelo coletivo desbravador eletrônico Cotonete, Benjamin veio de Belém piquinininhu e ganhou espaço nas pistas de São Paulo com sets bem apurados de house, disco e rare grooves; Érico é mentor do projeto deep tech Telephatique, que já tocou com Tricky, e também do drum’n’bassy Autoload.


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rio rocks – o caveirão e os djs

Duas notícias vindas do Rio de Janeiro chamaram minha atenção hoje (sexta 8/10). A primeira é o brinquedo Caveirão, um carrinho plástico para puxar com barbante e brincar de invasão de favela com os policiais tipo soldadinhos de chumbo.

As notícias na internet dizem que o Caveirão está à venda em lojas da Saara, no centrão do Rio, e numa loja de departamentos no bairro de Bangu. Pena que não diz qual loja… A fabricante é a Roma Brinquedos e o tal carrinho chama-se na verdade Roma Tático Blindado. Mas é claro que logo recebeu o apelidado de Caveirão, por ser claramente inspirado no veículo usado pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia do Rio de Janeiro para invadir favelas à caça de traficantes, diz o site Yahoo. O comercial televisivo do brinquedo foi tirado do ar pelo Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária). O Yahoo diz que  “o Conselheiro Relator do caso, João Roberto Vieira da Costa, entendeu que havia uma dramatização associada à violência. A propaganda (no vídeo abaixo) mostrava dois meninos fardados, brincando como se estivessem numa ação policial.”

O diretor de marketing da Roma Brinquedos, Marcos Jensen, diz não ver um conflito ético em dar a uma criança um brinquedo que remete à violência. Ele disse: “Eu e meus irmãos constumávamos brincar de ‘polícia e ladrão’. Quando vimos o Caveirão (na TV), tivemos a inspiração.” Jensen não informa quantos já foram produzidos, mas o lote fabricado que deveria durar até o fim do ano já foi todo vendido e o cara já pensa em exportar o Caveirão. E li em alguns sites que o Caveirão está vendendo bem agora pro dia das crianças e na esteira do lançamento hoje em várias cidades do filme “Tropa de Elite 2”.

Polêmico? Como disse um amigo no facebook: “G.I. Joe brasileiro”. Por que não acham polêmico o caso de contar pra uma criancinha de 4 anos que o Lobo Mau devorou a vovozinha? A crueldade também faz parte da infância. Mas eu sei que não dá pra reduzir a discussão com esse argumento. É violência que gera violência. No momento que tanta gente pede paz no Rio, um brinquedo como esse destroi o trabalho de muitos que tentam sensibilizar a população, os governos e os traficantes sobre a violência no Rio. Aliás, nessa semana rolou um super arrastão pelos engarrafamentos no Rio. No mínimo apavorante!

A ótima notícia vinda do Rio hoje é sobre lançamento do livro “DJs” dos festeiros Joca Vidal e Frederico Coelho. A notícia está no site de O Globo. Para a magra bibliografia brasileira sobre música e comportamento é um prato cheio. O livro tem lançamento marcado para o dia 26 (terça) no Parque Lage. A editora Circuito é a responsável pelo lançamento (não encontrei o site dela).

Joca Vidal acabou de me responder umas perguntinhas sobre o livro via facebook:

+1teko – O livro “DJs” é só de entrevistas, como “Todo DJ Já Sambou” da Cláudia Assef, ou um texto dos autores sobre a cena carioca?
JV – O livro é só de entrevistas, mas tem um texto de apresentação bacana e extenso.

+1teko – E vai rolar festa de lançamento?
JV – dia 26/10 no Parque Lage (RJ). vão rolar sets pré-gravados dos DJs entrevistados e performance do Romano, artista plástico até bastante conhecido no meio que trabalha com “arte sonora” há anos, teve um programa de rádio O inusitado, e participou da Bienal do Mercosul passada.

+1teko – Quem está no livro? Tem também DJs de funk ou é mais focado em eletrônica / zona sul? E DJs das antigas também entram?
JV – Só entraram DJs das antigas que continuam em atividade: Maurício Lopes, Marcelinho da Lua, Nado Leal, David Tabalipa e Nepal. O interessante é que estes DJs juntos já passaram pelos mais variados estilos musicais (da MPB ao techno).

Mas a editora Circuito estreia a Coleção Circuito, sobre comportamento e cultura contemporâneas, com dois volumes: o citado “DJs” e “Coletivos” que retrato o trabalho e o pensamento de cinco grupos de artistas cariocas e é assinado por Felipe Scovino e Renato Rezende. Os livros dessa nova coleção enfatizam a entrevista, a reportagem e o diálogo com os principais mentores de diversos movimentos atuais. Abaixo, estudo para capa do livro “DJs”.

 

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