Arquivo do mês: setembro 2010

kiriDJinha 12 – cassimira club special

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we love; we love; bpitch control

Texto publicado originalmente na revista Mixmag n˚ 6. O álbum sai no começo de outubro.

We Love: design e afeto

O amor está no ar

Dupla italiana We Love estreia com performance audiovisual e canções raras

Sopra da Itália a próxima aposta musical do selo berlinense BPitch Control. A novidade vem embalada com roupas futuristas, máscaras, vídeos, atitude e música extra cool, bem ao gosto de Ellen Allien, a dona da gravadora. Será que você já se deparou com o nome We Love? Atualmente, a dupla é febre na Europa e excursiona pelos principais festivais – quem se arrisca a trazê-la ainda fresca ao país?We Love é Piero Fragola e Giorgia Angiuli, italianos baseados em Florença que criam belíssimas canções. Cada vez mais a  eletrônica, o rock, o pop e a dance em geral se aproximam, reformulando nossa audição (again and again and again). Parece que o purismo vai cedendo, e assim alargam-se as intersecções musicais e artísticas. É exatamento o que We Love quer e faz neste primeiro álbum e nos shows performáticos que incluem teclados desenhados por eles e projeções de vídeo.
“Give me the sounds of your skin”, cantam Giorgia e Piero  na bela, singela e profunda canção ‘Ice Lips’, com base pós-punk (vide The Cure, Durutti Column, Felt). A leveza percorre todo o álbum, sempre com ótima marcação na base e linhas de synths voando aqui e ali. Às vezes nos perdemos e lembramos de Goldfrapp, Lali Puna e Massive Attack, noutro momento nos aproximamos de trabalhos recentes da madrinha Ellen Allien, que privilegiam a voz em experimentos sonoros. ‘Even If’, ‘Don’t Cross’ e ‘Underwater’ são bons exemplos desse nu-dark, se me permitem. ‘Hide Me’ tem uma pegada única e sincopada, um mantra com ar de electro/techno. Blips, sininhos, bumbo pesado, synth melódico, vocoder e parece que Björk está na excelente e grandiosa ‘No Train No Plane’. O timbre pop assume a partir daqui com as dançantes ‘Our Shapes’, ‘Escape Destination’ e ‘White March’. Um disco empolgante! E nos shows? “No palco, somos como dois soldados do amor: dois rostos atrás de um visor, dois corpos atrás de uma armadura preto e branco”, conta a dupla. Ivi Brasil

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cantor magrelo vira dj ursão; vaga viva na rua augusta

O amigo Fernando ‘Tin God’ Britto escreveu de Londres contando sobre sua surpresa ao descobrir que o DJ, um ursão barbudo e tatuado, que tocava na festa em que ele estava já tinha sido um adolescente magrinho e vocalista de banda pop. Claro que eu também fiquei passado com essa história de transformação!!!

“Conheci este DJ incrível ontem tocando numa festa no Soho, ele toca um house funky e pra cima sem cair no comercial. No meio do set ele tocou Primal Scream, Silicon Soul, e quando fui falar com o bofe descobri que ele era o vocalista do Soup Dragons!! Gente mais camaleão que David Bowie, incrível a transformação, o cara era super baby magrinho indie e agora todo ursão e musculoso!”

O cara se chama DJ HiFi Sean e é residente em várias festas em Londres. Pelo o que ouvi em sets (na internet, infelizmente), o som beira uma tribal house bate-cabelo mas não escorrega na bagaceira comercial que a maioria dos clubes gays gostam de tocar (ou nos forçam a engolir). A biografia completíssima sobre a carreira, desde Soup Dragons até as festas gay bear em San Francisco, e vários sets e fotos estão no perfil de HiFi Sean no site PodOmatic. Também encontrei o ursão, da foto abaixo, aqui no Facebook.

Ele também é (ou foi) Sean Dickson – líder, vocalista e guitarrista da banda escocesa Soup Dragons. Na reprodução da capa da revista Bizz, ele está no centro da foto. Uma das filhas da onda acid house da virada dos 80 pros 90, Soup Dragon emplacou com o top hit “I’m Free”. Dessa fase jovenzinho de cabelos lisos escolhi o videoclipe de “Backwards Dog”, que vem direto do canal Youtube de Sean e ele conta que esse vídeo foi gravado em 1989 na “velha sala de ensaio nos estúdios Berkeley”.

Pra terminar, fiquem com o ótimo videoclipe (mais recente) dirigido por Andrew Harris para o remix que HiFi Sean fez pra música “77 Strings” do projeto Mantronix. Tá bem melhor que a original!

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ATENÇÃO! ESTA AÇÃO ACONTECERÁ NA PROXIMA SEMANA, DIA 01/10, POR CAUSA DA CHUVA

NA NOITEDE SEXTA EM SÃO PAULO!

Proibido estacionar – Hoje (sexta 24) rola o projeto Vaga Viva em alguns pontos do Baixo Augusta. O projeto é uma ação que, dessa vez, ocupará dez vagas para estacionamento de automóveis com bancos e árvores entre 22h e 2h. O objetivo é retomar para os cidadãos parte do espaço que geralmente é ocupado por carros. Os pontos onde acontecem as ações, que vão de distribuição de sementes de árvores nativas e graffiti até performances e conversas sobre ecologia, são:

Rua Augusta na altura dos números 609 (futura praça Augusta, próximo ao Club Noir), 810 (próxima ao clube Vegas) e 976 (Teatro Silva), e ainda na esquina das ruas Fernando de Albuquerque e Augusta (bar Ibotirama).

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festa hype: azari & iii tocam em são paulo

Dinamo Azari e Alexander III

E não é que a dupla canadense Azari & III toca numa festinha descolada em São Paulo na sexta-feira (24)? Pois é, como o clube Josephine, que abrirá suas portas em breve na rua Mario Ferraz, no Itaim, ainda não está pronto e o cachê da dupla está pago, o pessoal do Josephine resolveu fazer uma festa de pré-abertura do clube no estúdio fotográfico de Beto Riginik, sócio da nova balada paulistana.O Josephine deve abrir as portas em outubro e é uma espécie de filial do clube norte-americano de mesmo nome localizado na capital Washington.

Os DJs canadenses Christian Farley (ou Dinamo Azari) e Alphonse Lanza (ou Alixander III ou apenas III) são os donos de dois hits – “Hungry For The Power” e “Reckless With Your Love” – e vêm pela primeira vez ao Brasil. Depois da festinha em São Paulo, eles embarcam para o festival Chemical Music, no Rio de Janeiro. Pelo que se vê na página deles no Myspace, só veremos/ouviremos um DJ set e não o live act, que está bookado apenas para outubro em Berlim, Veneza, Munique e Amsterdã. Mas com certeza será um set e tanto, que deve misturar as ótimas produções de Azari & III com outras produções na linha moderna, que mistura doses de house, tech house e electro sem ter medo de ser pop e soar entre dance 90′s e disco 80′s.

Às vezes a dupla vira quarteto com os vocalista Syf e Fritz Helder, como se vê no videoclipe do super hit “Hungry for the Power”, que já foi favoritada por metade dos descolados do mundo musical e ainda arrebanha muitos fãs.

É bem difícil saber sobre a carreira e vida de Azari & III, que dizem terem saído do gelado norte do Canadá. A discografia da dupla começa em 2009 com o EP “Hungry for the Power”, que saiu pelo selo francês I’m a Cliché. O disco traz, além da música-título original e os remixes de Runaway e Matias Aguayo & Cosmo Vitelli, as faixas “Manhooker” e “She’s an Illusion” que também tocaram bastante.

Logo na sequência, lançaram o single “Reckless (With Your Love)” pelo selo alemão Permanent Vacation, que também ganhou remixes. E entre 2009 e 2010, os caras remixaram meio mundo e cairam nas graças do público e da crítica mundiais, e é claro de muitos produtores e bandas, que vão do rock ao maximal, passando pela nu disco e house.

Saiu há pouquinho tempo o terceiro EP de Azari & III pelo selo Turbo do (esperto e também canadense) Tiga. “Indigo” não me agradou na primeira audição, mas a faixa-título logo caiu nas minhas graças. A música tem uma levada dançante muito próxima de “Hungry for the Power”, o que já denota sucesso nas pistas de dança e no repertório de top DJs. O EP tem ainda as música “The Worker”, que é mais pesada e techno, e as versões dub e a capella de “Indigo”. Parece que logo logo sai o videoclipe pra “Indigo”. É aguardar, ou ir na festinha criar o próprio vídeo no embalo de Azari & III em pessoa!

SERVIÇO

A festa com Azari & III vai rolar na sexta-feira (24/9) a partir das 22h, vão se revezar no som os DJs Paulo Jardim, Dani El Souto (Glocal) e Azari & III. A entrada na festa custa R$ 120 (homens) e R$ 80 (mulheres). Atenção: capacidade para 150 pessoas. Para saber local e comprar ingresso escreva para josephinedcsp@gmail.com

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prato cheio

A semana começou com show de lançamento do primeiro disco da banda paulistana Stop Play Moon ontem (segunda). Muitos amigos curitram o show, que foi bem bacana e teve duas músicas inéditas no meio. Hoje (terça) tem a abertura da 29ª Bienal de São Paulo, mas sobre ela eu vou contar noutro post. Depois vou na Lôca dar um beijo no Zé Roberto Mahr, lenda viva do underground carioca que, aliás, me concedeu uma breve entrevista por e-mail que segue abaixo.

+1teko -  Você tem uma bagagem musical e tanto, então o que você tá curtindo hoje em dia? Eletrônico? Rock?…
ZRM –
Desde que comecei a ouvir e trabalhar com música, gosto muito de rock e música eletrônica, de diferentes décadas. Sempre pesquisando e me atualizando constantemente num ritmo frenético.

+1teko -  O que vc anda aprontando no Rio? Está produzindo música? Onde tem tocado?
ZRM –
Atualmente toco aos sábados no 00, numa noite que está completando 4 anos.  Na NUTH da Barra toda quarta, e outras festas.

+1teko -  Está em alguma rádio? Que programas de rádio vc indicaria?
ZRM -
Atualmente dei uma pausa em rádio mas já estou me preparando para voltar, adoro rádio!!!

+1teko -  Quais as 5 músicas do teu case que mais bombam?
ZRM – Two Door Cinema – “Something good can work” (remix)
Faze Action – “I wanna dancer” (remix)
The Ones – “Flawless” (remix)
Basemente Freaks – “Disco life”
Lindstrom & Christ Abelle – “Baby can´t stop”

+1teko -  O que podemos esperar para a noite de terça no Tapa na Pantera?
ZRM - Esta é uma noite muito especial… vou levar muiiiitos discos, farei um set de vinil, com músicas de diferentes épocas e com certeza vou botar a pista pra ferver!!!

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Continuando a saga da semana, na quarta-feira tem show da banda Miike Snow. É a primeira apresentação no país do grupo sueco-norteamericano formado há três anos, cujo nome é um tributo ao diretor de cinema japonês Takashi Miike. O trio já produziu trabalhos de Madonna, Kylie e Britney e alguns DJs/produtores remixaram músicas da banda que ficaram muito boas, como Fake Blood, Crookers, Tiga, Cassius, Riton Alexkid, Sinden, Felix Da Housecat, entre outros. Miike Snow tem alguns EPs e singles e um álbum homônimo lançado em 2009. O show em São Paulos será no Estúdio Emme, em Pinheiros. Estão marcados shows no Rio de Janeiro, Porto Alegre, Buenos Aires e Santiago do Chile.

Na quinta, a festa Moving no club D-Edge traz mais uma vez o DJ norte-americano Claude VonStroke! Os sets do cara são sempre muito pra cima e ele mistura de tudo, com ênfase em disco e house. Claude VonStroke é na verdade Barclay Crenshaw e é o homem por trás dos selos Dirtybird e Mothership, que têm em seus casts gente como Minilogue, Italoboyz, Rodriguez Jr. e Catz ‘n Dogz. Abaixo um vídeo/matéria da revista XLR8R com Claude VonStroke e abaixo tem videoclipe da música “Who’s afraid of Detroit”.

Sobre sexta-feira e o final de semana ainda não vi o que vai rolar…

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kiriDJinha 11

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exclusiva com hard ton, direto do rio

A dupla italiana de ítalo-disco/nu disco Hard Ton – Max Ton e Mauro Copeta aka Wawashi – acabou de chegar no Rio de Janeiro. Antes de ir à praia, o gordinho Max me deu uma rápida entrevista exclusiva! Hoje (10/9) eles se apresentam na festa Buati, no Rio, e amanhã (11/9) desembarcam em São Paulo na festa Luxo Pop Show no Clube Glória. Vai perder???

+1 – O que você pretende tocar no Brasil? Será um show completo do projeto Hard Ton?
HT – No Rio, Wawashi, o homem na sombra, meu parceiro no crime, vai divertir as pessoas com seu bom-gosto musical, mas podem esperar por uma surpresa de minha parte também durante a noite! Em São Paulo, será um live act completo, com algumas faixas inéditas.

+1 – Hard Ton lançou o EP Selfish pelo selo Gigolo e outras faixas na coletânea Gigolo 12, além de faixas em outros selos. Quando vão lançar um álbum?
HT – Atualmente estamos trabalhando no álbum, esperamos que seja lançado no início de 2011, com um single no fim do ano agora. No momento estamos finalizando duas faixas com ‘miss’ Billie Ray Martin que adoraríamos que entrassem no nosso álbum também.

+1 – Você sabe algo sobre a nu disco/disco house brasileira ? (que é muito popular hoje em dia)
HT – Bem, há muita música eletrônica interessante vinda da América do Sul em geral. Meu favorito é o grupo Comeme, é surpreendente. Os fabulosos DJs Parejas fizeram um remix para “Forever No More”, uma das nossas faixas lançadas pelo Gigolo, que ainda não foi lançado, mas quem sabe o que o futuro trará ;-)

+1 – Você sabe algo sobre as festas bear gay de São Paulo? Como é esse tipo de festa na Itália? Você costuma tocar nessas festas?
HT – Eu não chequei na web antes de viajar para o Brasil, mas estou curioso para saber mais. Na Itália, a cena bear gay é bem grande, mas geralmente meu tipo de música é muito underground para os bears italianos, entretanto eu toquei em algumas festas bear e foi tão divertido.

+1 – Quem são seus ícones?
HT – James Labrie do Dream Theater, David Bowie, Leigh Bowery, Geoff Tate de Queensryche, Madonna, Mercury Feddy, Jean Jenet, Pier Paolo Pasolini, Prince, Jean Paul Gaultier … Há uma abundância de ícones!

+1 – Algo a dizer para os fãs brasileiros?
HT – Venham para a festa e vamos fazer um samba juntos! Estão todos convidados para se juntar a mim no palco!

+1 – Você pretende passar mais tempo no Brasil para ver / ouvir / provar mais?
HT – Seria ótimo ter a oportunidade de passar mais tempo aqui, acabei de chegar no Rio, e estamos prestes a ir para a praia. Este lugar já nos hipnotizou.

Max Ton

Mauro Copeta

A seguir a faixa “Why Your Love” de Stefano e Bene feat. Hard Ton, com mais 3 remixes.

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banda stop play moon em cd e videoclipe novinhos

Na semana passada, recebi das mãos do Ricardo Athayde o primeiro CD oficial (finalmente!) da banda Stop Play Moon. Eu adoro o som do SPM e em maio resenhei esse primeiro disco do grupo na revista Mixmag, quem não leu tá aqui a chance. Parabéns e sucesso à banda – Geanine Marques, Paulo Bega e Ricardinho. E fiquei lisonjeado de constar na lista de agradecimentos. Lembrando que a arte do CD é do Maurício Yanês.

E acabo de pegar o link pro videoclipe de “Mysterious Way”, dirigido por Dácio Pinheiro e Pierre Kerchove! Rodando na MTV a partir de hoje!

SPM: cidade oculta

O tesouro encontrado de Stop Play Moon

Banda paulistana extrai new tunes com mix de rock e eletrônica

O som refinado e global do trio Stop Play Moon é finalmente lançado em álbum (CD e digital). Com produção de Plínio Profeta, que tem na estante um Grammy, o disco mostra muito bem ao que vieram Geanine Marques, Paulo Bega e Ricardo Athayde. São muitas as referências – como não pode deixar de ser hoje em dia – e um estilo cool e delicioso em canções que vão da pista de dança a introspecção rápida. Há um tom dark, uma alegria contida que perpassa tudo e alinhava esse primeiro trabalho. A voz de Geanine é clean e ganha distorções aqui e ali, as letras dela são simples e pueris. Ricardo e Paulo atacam em todas as máquinas e instrumentos (nos shows o trio vira quinteto com músicos de apoio). Pop, rock, jazz e eletrônica em muitas camadas e texturas são as marcas do SPM. ‘Beautiful’ é bom exemplo dessa miscelânia de gostos da banda, tem uma levada rápida com efeitos lembrando Air e rock guitars percorrendo tudo. ‘Dancefloor’ é óbvia ao te pegar pelo efeito pistinha-já! O lado dark está em ‘Faking Faces’, ‘Mysterious Way’ e a impressionante ‘Red Lips’; hits há algum tempo, ‘Hey’ e ‘Uh Uh’ são sinônimo de electro rock bem equilibrado e potente. SP Moon vive no olho do furacão vanguardista e underground das artes, música e moda de São Paulo, já considerada umas das cidades mais hypes do planeta. Esse background, que inclui vivências pela Europa e internet, dá ao grupo a noção de um universo em expansão, o que acelera o ritmo das músicas em diferentes tunes e moods. Yes! We have band! Ivi Brasil

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Para ouvir algumas das faixas do disco SPM tem de clicar aqui.

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shows da semana: she wants revenge + hard ton

Mal terminou o feriado da Independência e já estamos todos dependentes dos gringos novamente. Amanhã, quinta 9/9, tem show da dupla She Wants Revenge no Clash Club e no sábado 11/9 é a vez do pocket show da dupla italiana Hard Ton no Clube Glória. Enquanto a primeira dupla passa pelo neo-gótico dançante com influências certas de Bauhaus e Joy Division e esteve no Brasil há alguns anos, a segunda é inédita por aqui e circula pelo universo bear gay com músicas que vão na onda da nova ítalo-disco.

Peso-pesado - Em entrevista exclusiva aqui no +1teko em janeiro, DJ Hell já cantava a bola do projeto Hard Ton como novidade mais que bem-vinda do selo Gigolo. Em seguida ele me enviou o primeiro EP de Hard Ton, ‘Selfish’, que resenhei pra Mixmag e que você também leu aqui. Agora, Johnny Luxo me avisa que o duo está vindo pra tocar sexta no Rio e sábado em São Paulo! Hard Ton é formado por Max e Mauro, ativistas gays e adoram fazer festas. Max é a “bear drag” cantora de Veneza que usa modelitos pra lá de absurdos e adora Divine (vide o visual) e Silvester (vide os falsetes). Mauro é de Bolonha e o cara que está por trás das produções que evocam desde Giorgio Moroder até Silvester e Grace Jones. Em entrevista à revista inglesa Boyz, Max revela que foi cantor de banda de heavy metal por 15 anos e de repente conheceu Mauro por um chat de pegação e começaram a falar sobre ítalo-disco. Logo nasceu o projeto Hard Ton, com Max assumindo fantasias e maquiagens à la drag queen, o que ele de certa forma contesta dizendo que raramente se apresenta fantasiado: “Mantenho minha barba, não uso peruca, não calço salto-alto, porque isso seria demais pros meus 150kg. Provavelmente eu diria que Leigh Bowery é uma inspiração”. A entrevista completa na Boyz você pode ler aqui. E veja a seguir o vídeo inspirado em Leigh Bowery, que espero faça parte do pocket show (por que pocket, Johnny???) que Hard Ton fará no Glória, em festa que tem ainda as DJs Leiloca Pantoja, Johnny Luxo e Dragão de Comodo (aka Eduardo Corelli). Pra ouvir mais Hard Ton veja a página no soundcloud.

Se vc não conhece Leigh Bowari:

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Neo-gótico – Quem não lembra dos hits cavernosos da banda/dupla She Wants Revenge que saíram nos álbuns She Wants Revenge (2006) e This Is Forever (2007)? Bom, na quinta-feira a dupla toca em São Paulo e sábado se apresenta em Brasília com seus hits e as novidades que apareceram desde o lançamento do último álbum. Dá pra ouvir aqui no Discogs trechos das faixas do mais recente EP Up And Down, lançado no final de 2009.

Em entrevista ao portal G1, o vocalista Justin Warfield disse que “a banda está trabalhando em um novo álbum ainda sem nome. ‘Devemos tocar algumas inéditas no Brasil. Esse vai ser um disco para nossos fãs mais ardorosos’”. Ele comentou ainda que as músicas que saíram nos EPs Up And Down (2009) e Save Your Soul (2008) foram experiências musicais diferentes do som do She Wants Revenge e que no próximo álbum o som será “bem She Wants Revenge”. Vamos esperar.

Uma das músicas mais emblemáticas do She Wants Revenge, “Tear You Apart”:

Ou aqui pra acompanhar “Tear You Apart” com letra e videoclipe.

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feriado com arte; transfer + nosaj thing …

Capa do LP de bandas punk feita por Billy Argel

Vamos ver se com a cidade mais vazia consigo ir ao Ibirapuera conferir a exposição Transfer – arte urbana e contemporânea, transferências e transformações. Quando visitei a mostra Destroy and Create, dei uma olhada numa oficina de fanzines, tudo lá na Matilha Cultural, e me convidaram para conhecer uma pequena gráfica de zines lá na Transfer. Fiquei curioso com essa exposição que apresenta várias modalidades de street art no Pavilhão das Culturas Brasileiras (onde ficava a empresa de processamento de dados do Estado). O destaque é a coleção de shapes de skates desenhados por Billy Argel nos anos 80. E isso tem tudo a ver com o post anterior sobre as mostras Destroy and Create e Keith Haring Selected Works, que terminam nesse fim de semana.

Skates com desenhos clássicos de Billy Argel

A imagem que abre esse post, e que logo me lembrou o feriadão de 7 de Setembro que vem pela frente, é do paulista Billy Argel, um misto de skatista, artista plástico e músico punk. É, o cara é guitarrista da já lendária banda Lobotomia. Nos anos 80, Billy surfava e andava de skate, como muitos jovens ao redor do mundo, e foi nessa época que ganhou fama desenhando shapes de pranchas e skates. Estava lendo que ele também desenhou para grifes de street wear como Lifestyle, Mad Rats e Stanley.

E é claro que dá pra contemplar trabalhos de gente famosa do graffiti como osgêmeos, Titi Freak, Carlos Dias, Nunca e Speto entre muitos outros. Também estão expostas fotografias, fanzines e tudo mais que circunda o mundo da street art, sempre muito bem cotada em São Paulo.

A exposição Transfer vai até dia 12 de setembro, e está aberta entre 9h e 17h. Grátis!

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No sábado 4/9 – amanhã! – rola mais um delicioso sarau eletrônico nos jardins do MIS e MuBE. Dessa vez o produtor Marcos Guzman traz o DJ-VJ norte-americano Nosaj Thing para tocar no entardecer. Durante a última Virada Cultural a festa ao ar livre no jardim dos museus foi um dos melhores eventos, e tem tudo para repetir o sucesso amanhã. Além do gringo, tocam os DJs Tahira e Akin a partir das 16h até 21h. No domingo Nosaj Thing volta ao MIS e fará uma apresentação audiovisual no auditório, que promete ser beeem interessante. Às 19h de domingo, entrada R$10, com direito a meia-entrada.

“Nosaj Thing é um beatmaker e modulador, trabalha os ritmos com precisão para criar uma música futurista, emocional e experimental. Suas principais influências são os compositores clássicos Chopin e Erik Satie, produtores como Boards of Canada e a cena de hip hop da costa oeste norte-americana.” De quebra ele virou um remixador de sucesso, fazendo trabalhos para Radiohead, The xx, Beck, Charlotte Gainsbough e outros. Abaixo vídeo mostra como Nosaj Thing, ou Jason Chung, toca sua música experimental. Ou ouça os remixes e outras faixas no myspace dele.

A seguir, curta-metragem do diretor Dugan O’Neil com trilha de Nosaj Thing.

De quebra dá pra ver a exposição do fotógrafo Miguel Rio Branco, um dos artistas multimídia brasileiros mais destacados no mundo. A mostra inédita Maldicidade — Marco Zero é composta por fotografias, vídeos e uma instalação que formam uma construção poética de sua visão das metrópoles. São mais de 40 fotos, muitas inéditas, clicadas entre 1970 e 2010, com cenas urbanas dos quatro cantos do planeta. As obras expostas focam nos marginalizados, desfavorecidos, os abandonados das cidades modernas, numa estética trash e violenta.

A exposição fica até 31/10 e pode ser vista de terça a sábado das 12h às 19h e nos domingos das 11h às 18h. Entrada gratuita nos domingos e R$4 nos outros dias, com direito a meia-entrada.

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