Arquivo do mês: abril 2008

precipitação

 

Chove em Floripa desde segunda à tarde, quando cheguei aqui. Hora de editar o documentário À Luz de Schwanke (como já contei aqui). Agora é hora de afinar o roteiro e o edward-mãos-de-tesoura tá me deixando louco! Afinações de todos os lados.
Estou internado no nordeste da Ilha de Santa de Catarina, no Rio Vermelho (também conhecido como Red River!), na casa dos meus amigos Maurício (que divide a direção comigo) e Kátia. Tá um frrriiio!!! Depois conto mais.

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Pra quem não viu ainda, tem entrevista minha com Kate Pierson do B-52’s na DJ Mag. E outras notinhas mais. No http://www.rraurl.com tem minha resenha do primeiro álbum da DJ Anja Schneider
Muita autopropaganda depois…

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Deixo uma frase de Luiz Henrique Schwanke, artista plástico catarinense, pra pensarmos enquanto faz frio e trabalhamos:

“Houve um tempo em que os artistas pintavam. Hoje, pensam e escrevem suas obras. O pensamento por trás da minha obra está na transformação, na inversão. É por isso que sempre digo que é necessário transformar e inverter o existente para que o novo seja total.”

 

Instalação sem título de Schwanke, conhecida como paralelepípedo de luz, do fim dos anos 1980 

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hoje casaram-se minha irmã Gisa e meu amigo austríaco Brenhard. Para ilustrar, na foto acima instalação de um artista austríaco na última Bienal de SP.

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40 hoje!!!

(foto: Fábio Tavares)

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corre-corre

“O tempo voa, amor, escorre pelas mãos…” já cantava Lulu Santos. Não bastasse a contagem regressiva pra entrar nos 40, ainda tenho um monte de coisas a serem feitas, muitos textos a serem escritos e um roteiro pra ser finalizado. Então não vou me estender muito aqui nesta página, o melhor é você ler meus últimos petardos sobre música eletrônica no site do clube D-Edge, no The Green Project e na última DJ Mag. Aliás, uma entrevista com o DJ Ben Klock, feita em fevereiro, não entrou na edição atual da revista então a reproduzo logo abaixo.

P.S.: Acabo de saber que a matéria entra amanhã no site da DJ Mag

 DJ Ben Klock em frente ao Vegas

Entrevista com DJ Ben Klock

 

Cool e simpático, Ben Klock é o tipo de DJ que sua camisa para criar uma trilha sonora única e elevar os espíritos na pista de dança. Ele suou um bocado na primeira visita ao Brasil, em fevereiro, quando apresentou sets muito bem construídos na festa Fase (Rio) e no clube Vegas (São Paulo). É claro que o berlinense residente do emblemático clube Berghain não dispensou uma ida ao sambódromo carioca para ver, ouvir e entender o samba. Acabou comprando o CD das escolas de samba vencedoras do carnaval 2008 – “estou louco para mostrar isso para meus amigos em Berlim. Será que dá pra misturar com techno?” Se dá ou não, ele nos mostrará no seu primeiro álbum prometido para o final do ano. “Gosto de experimentar e sacar quais idéias sonoras devo levar adiante”, conta.  

 

Ben Klock trabalha para o site e-Bay alemão como web designer, mas a paixão pela música o persegue há muito tempo e o tornou um dos principais DJs alemães da  atualidade. A primeira residência dele foi no clube Cookie’s entre 1995 e 2005. Foram 10 anos levando multidões de até mil pessoas nas noites de terça e quinta-feira. Ele estava na onda do “techno mais housy” e logo foi na direção do electro. “Do bom electro!”, ressalta o DJ. Ele também teve residências nos clubes Tresor, WMF, 103 e Delicious Doughnuts. Entre sushis, cervejas japonesas (!) e boas gargalhadas, Ben Klock conversou com a DJ Mag em São Paulo.

Texto: Ivi Brasil / Foto: Fábio Tavares 

 

Como você descreveria o clube Berghain, em Berlim, do qual você é residente?

O Berghain é como um templo, até o tamanho dele lembra uma igreja enorme. Eu toco lá há três anos e todo vez que volto após uma viagem tenho aquela sensação “uaaau!”. Sem dúvida é o melhor lugar para tocar em Berlim, mas não é ‘o’ lugar do minimal techno. Se você quer conhecer o techno mais vanguardista é melhor ir aos clubes Watergate e Weekend. No Berghain a música é mais real, de forma geral é o tipo de som que as pessoas gostam de ouvir e dançar. É um lugar para quem entende a história de música eletrônica. Já no Panorama Bar, que fica dentro do Berghain, os DJs tocam house music e eletrônica, mas é algo mais moderno. O Berghain é puro techno! Tem de ir lá para entender a atmosfera daquela velha usina de força.

 

Como surgiu o selo Klockworks?

Klockworks é um projeto meu para lançar minhas músicas. Eu o inaugurei em 2006 e já lancei dois EPs. No primeiro semestre desse ano lançarei mais um. Não penso em lançar discos de outros artistas pelo Klockworks, mas se eu encontrar algum trabalho muito interessante ou mesmo remixes para minhas faixas posso pensar sobre isso, mas não é prioritário. O nome é uma espécie de trocadilho com meu nome e uma homenagem ao filme “A Clockwork Orange” (“Laranja Mecânica”), de Stanley Kubrick.

 

Você diz que o Berghain não é um lugar para ouvir minimal, então o que você costuma tocar, lá e em outros clubes?

Sou bem open mind na hora de tocar, não me deixo levar por novidades só por serem fashion. Costumo tocar por até 4 ou 7 horas, daí entro com minimal até a pista ferver, saio do deep e vou para algo mais rápido e pesado. Meus colegas sempre me dão faixas novas. Às vezes curto apenas trechos das músicas, daí edito e corto essas faixas e misturo com outras ou com partes de outras. Vira uma música de ninguém, sabe? Daí esses colegas estão na pista de dança e ouvem acordes das suas faixas, o som parece deles, mas já é uma outra coisa. A faixa “Similarity” que lancei recentemente pelo BPitch Control é na verdade uma espécie de remix de “Similar Colors”, que também saiu pelo selo da Ellen.

 

Por falar em Ellen Allien, você tem discos pelo BPitch Control e inaugurou o subselo Memo com dois EPs bastante comentados – Earthquake e Back. Como é sua amizade e parceria com Ellen?   

Essa é uma longa história… Conheço a Ellen há muito tempo e já por volta dos anos 2000 muita gente se reuniu em torno da música, como Ellen, Sascha Funke, Modeselektor, Paul Kalkbrenner e muitos outros amigos de Berlim. Estávamos na no meio da avalanche electro e fui enjoando daquela onda. Já não sabia onde tocar naquele momento, por volta de 2003, porque o electro havia invadido tudo. Eu não me encaixava em nenhum lugar em Berlim. Um dia, Ellen me disse que o lugar ideal para eu tocar era o Berghain, que tinha uma proposta musical muito boa de techno. Daí fui lá pedir pra tocar, com o aval da Ellen é claro. Foi a primeira e uma das únicas vezes que pedi para tocar em um clube. Na noite da primeira apresentação eu disse para mim mesmo: vou fazer o melhor set da minha vida hoje no Berghain. E a noite foi incrível e me chamaram pra residência semanal! Então a Ellen é uma espécie de madrinha dessa minha residência no lugar mais louco de Berlim.

 (Ivi Brasil)

 

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 foto: dj atum

Uma tarde no Museu Lasar Segall, uma boa pedida pra desencanar da vida.

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liberdade antes que à tardinha

       


21 de abril é dia de comemorar a liberdade e a independência. Mesmo que tardia, como foi a brasileira que só 33 anos depois do enforcamento de Tiradentes, em 7 de setembro de 1822 foi proclamada por D. Pedro I. A história e longa e muita gente e países passaram a influenciar e saquear o Brasil depois de Portugal. Estava lendo sobre Tiradentes e a Inconfidência Mineira para relembrar o fato e daí vejo que os poetas Cláudio Manoel da Costa (“Vila Rica”, “Entre o Velho e o Novo Mundo”) e Tomás Antônio Gonzaga (“Marília de Dirceu”) eram do grupo dos inconfidentes, todos ricos menos Joaquim da Silva Xavier, o alferes Tiradentes que ralou muito e morreu pobre e enforcado; posteriormente foi esquartejado. Como apenas ele se declarou inconfidente, ou traidor da Coroa, foi enforcado, e os outros ricos senhores foram presos e apodreceram na prisão. 

Muitos anos depois o mineiro Juscelino Kubitschek de Oliveira inaugurou Brasília em 21 de abril. A capital federal completa hoje 48 anos. 

Foi só uma aulinha de história brasileira pra gente reavivar as idéias sobre liberdade e independência, que hoje se estende aos blogs, onde falamos o que queremos e sabemos, mesmo sem saber ou querer. A liberdade é sempre uma utopia, uma possibilidade circunstancial, a intenção maior da humanidade. E como utópica, a liberdade ainda é tolhida em diversos pontos do planeta, inclusive ali na esquina pertinho de você onde os meninos de rua pedem esmola. Enfim, aproveite o dia para pensar sobre o assunto ou pegue um cineminha, que o dia nublado e calmo tá bom pra isso, e assista à animação “Persépolis” sobre a Revolução Islâmica no Irã que acabou com a liberdade da maioria da população iraniana. O filme foi feito a partir dos quadrinhos de Marjane Satrape, que teve de trocar o jeans-e-camiseta pela burka ainda quando adolescente. Depois ela foi viver na Europa, onde dizem a liberdade é garantida pelo Estado. O filme é uma co-produção franco-americana dirigida por Marjane Satrape e Vincent Paronnaud que preserva o traço dos desenhos de Marjane, que foram lançados no Brasil com o mesmo título do filme. “Persépolis” fica em cartaz até quinta-feira 24 no Cine Belas Artes em sessão única sempre às 17h.

 

Sobre liberdade você também pode conferir a entrevista com o diretor de cinema André Paradis, organizador do Festival de Filmes sobre Direitos Humanos de Montreal, que Cláudia e a Janice fizeram em Montreal. Elas também assinam matéria na revista Dom sobre os lugares badalados pelos gays em Montreal.   

Curiosidades da Inconfidência Mineira

  • na primeira noite em que a cabeça de Tiradentes foi exposta em Vila Rica, foi furtada, sendo o seu paradeiro desconhecido até aos nossos dias.
  • tratando-se de uma condenação por inconfidência (traição à Coroa), os sinos das igrejas não poderiam tocar quando da execução. Afirma a lenda que, mesmo assim, no momento do enforcamento, o sino da igreja local soou cinco badaladas.
  • a casa de Tiradentes foi arrasada, o seu local foi salgado para que mais nada ali nascesse, e as autoridades declararam infames todos os seus descendentes.
  • Tiradentes jamais teve barba e cabelos grandes. Como alferes, o máximo permitido pelo Exército seria um discreto bigode. Durante o tempo que passou na prisão, Tiradentes, assim como todos os presos, tinha periodicamente os cabelos e a barba aparados, para evitar a proliferação de piolhos na cadeia, e, durante a execução estava careca com a barba feita, pois o cabelo e a barba poderiam interferir na ação da corda.
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    No Brasil como em Portugal era comum atribuir o gentílico “brasileiro” a uma pessoa nascida na colônia, embora hoje isto possa ser visto como um anacronismo. Durante a época colonial o Brasil era um território português, por esse motivo, os ali nascidos eram súditos e vassalos do rei de Portugal. Somente durante a primeira centúria da época colonial (XVI) o vocábulo “brasileiro” era o nome que se dava aos comerciantes de pau-brasil, sendo por isso, naquela época apenas, o nome de uma profissão. No entanto, desde muito antes da independência do Brasil, em 1822, em virtude do sentimento nativista disseminado o termo “brasileiro” já era utilizado de modo generalizado como adjetivo pátrio dos naturais do Brasil. Do ponto de vista estritamente legal apenas, só é de nacionalidade brasileira (brasileiro) quem ali nasceu depois da independência do Brasil. Mas, em geral, chamar uma pessoa que nasceu no Brasil antes da independência de brasileiro não quer significar que ela era comerciante de pau-brasil e sim que era natural do “Estado do Brasil”.

 

 

 

 

 

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lightsoundbox

Noitada incrível com Anja Schneider no D-Edge. E ela confessou que adora quando a chamam, em espanhol e português, de Anja como anjo; porque na pronúncia em alemão é Ania. Enfim, diversão garantida! E eu nem achei que ela tocou só minimal, como muita gente queria e pensava. Ela tocou das 2h30 as 6h30!!!!

Antes disso passei no Vegas e a lotação na não-pista era insuportável. E o Andrew Butler tocou um maximal sem fim. Muita gente ficou passada porque esperava algo mais disco…

Com essa foto tirada com meu celular fiquei entre os 10 classificados de uma promoção do jeans Staroup no ano passado.

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