Arquivo do mês: novembro 2008

vazio, o case que dá o que falar

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sabe que eu estive só uma vez na bienal, pra ver a performance do fischerspooner e logo senti que a favelização da bienal, que começou faz tempo, tá incrível agora! o terceiro andar parece mais vazio e pobre que o segundo que está efetivamente vazio. vazio porque querem. li depoimento do eli sudbrack, do grupo avaf que fechará a exposiçnao, dizendo que a curadoria deveria ter deixado as pichações e todas as manifestações das pessoas, não deveriam ter apagado. parece que só o mauricio ianez conseguiu mostrar (parte) da sua elogiada performance no tal segundo andar do vazio. depois teve gente que preferiu pedir permissão pra curadoria pra usar o espaço. o espontâneo não pode mesmo acontecer por lá. mas acho que manter a ‘memória’ que surgiu no vazio da bienal seria uma boa saída pra democratizar, digamos assim, o espaço elitista da tal alta arte, e ainda fazer uma bela leitura do que pensam e como agem as culturas urbanas dessa megacidade. seria até mesmo estar mais atento ao nosso tempo, o tal ‘contemporâneo’, onde a interação é sempre muito bem vista para educar, para vender, para divertir… enfim, o que eu vi e adorei lá foram os pichadores invadindo tudo, invadindo o quadrado dos artistas. presenciei a curadora (ou assistente) ana paula cohen dando de dedo na cara de um pichador. uma cena patética, mas enfim, aplaudi os pichadores e fui pro fischerspooner e não voltei mais lá. me deu um vazio e não voltei ainda ao ibirapuera.

depois li entrevista do cassey spooner na folha de s.paulo falando sobre o caos que foi vir à bienal. li também do ótimo trabalho do mauricio ianês. por fim acabo de ler uma crítica ácida do dênis rodriguez no blog dele bastante pertinente. ainda bem que não perdi meu tempo hoje indo até o ibirapuera pra ver a performance dos mexicanos los super elegantes. minha amiga silvia nem contou nada quando me ligou da bienal hoje à noite, mas o texto do dênis desmontou ainda mais minha vontade de voltar à bienal e rever tudo. afinal posso mudar de opinião. mas vou ver o avaf na semana que vem, e no blog do vitor ângelo tem um texto bom também sobre o avaf que deu respaldo pros aravanados e etc. etc.

as fotos eu fiz com celular na noite da pichação e do fischerpooner.

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mi buenos aires querido

Pois é, foram seis dias de muito calor e diversão em Buenos Aires. Fiquei impressionado com a cidade. Esta é minha primeira vez aqui. O calor está castigando, mas me diverti pencas com a Cuca Pimentel (do site http://www.obaoba.com.br) e o Luis Depeche (www.fiberonline.com.br). Na quinta-feira passada fui ao Club 69 com a Carol, dona da Globe Agency (www.globeagents.com) em Belo Horizonte. O 69 é bem cafona e toca techno farofa, mas as companhias foram ótimas, além da Carol estava um trio barcelonês, um deles o produtor Marc Marzenit que tocou no festival Creamfields. Com o Depeche e a Cuca foi ao ótimo e ultra underground Cocoliche ver o alemão Thomas Melchior. A minha resenha sobre o festival Creamfields está no site RRAURL, mas vou postar o comecinho do texto aqui abaixo…

Buenos Aires celebra o gigante Creamfields

No calor do sol argentino que tarda a se por, muitas surpresas e algumas frustrações no melhor line-up da temporada sul-americana em 2008
11.11.08 12:40

“Se em 2007 o frio foi um problema, o calor passou dos 30º C no sábado na capital argentina. O jeito foi beber algumas cervejas e acalmar o espírito antes de se embrenhar no Creamfields Buenos Aires, o mais importante festival de música eletrônica da Argentina – provavelmente o maior festival de música eletrônica da América Latina em 2008. A noitada prometia ser boa no autódromo portenho: 80 DJs se revezando em seis arenas, palco principal e uma tenda VIP. Como de praxe, esta oitava edição do festival foi aberta por vários DJs locais no meio da tarde, quando pouca gente arriscava enfrentar o sol forte que aqui só se põe depois das oito da noite. E foi por volta dessa hora que o Creamfields começou a pegar fogo.

Alguns problemas técnicos deixaram DJs e lives na mão, e a proximidade entre algumas tendas comprometeu a qualidade do som. Um ponto positivo foi a farta distribuição gratuita de água e a animação do público, que chegou a 50 mil pessoas no auge do festival. Este ano o evento inglês comemorou dez anos de aniversário, Buenos Aires foi a primeira tentativa da marca de uma festa internacional, em 2000.”

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