Arquivo do mês: agosto 2010

a arte e o skate

Esta é a última semana para conferir duas belas exposições de street art em São Paulo – a do artista pop norte-americano Keith Haring (na Caixa Cultural Paulista, no Conjunto Nacional, Avenida Paulista) e a coletiva Destroy and Create  com artistas nacionais (na Matilha Cultural, rua Rego Freitas quase rua da Consolação, Centro). Estive nas duas mostras e estou com vontade de voltar para apreciar mais uma vez as belas imagens. Essas duas exposições tem algo em comum – a junção da street art com o skate.

Destroy and Create apresenta shapes de skates pintados por 11 artistas urbanos, além de vídeos, fotografias, objetos e a escultura skatável “Vênus” no meio da galeria pro povo treinar algumas manobras indoor enquanto aprecia as obras de arte. Os shapes foram pintados e depois usados por skatistas, o que dá um outro sentido aos trabalhos muito bem apresentados na montagem da exposição. Dá pra ver o shape usado e detonado e a pintura sem os arranhões do uso lado a lado. (Abaixo imagens antes-e-depois de obras de Barnero e Sésper.)

Na super exposição de obras de Keith Haring, um dos grandes nomes da arte pop dos anos 80, notei que há dois shapes pintados por ele em exibição. Esse é o link com Destroy and Create, a street art e apropria do shape de madeira dos skates. O skate como obra de arte ou como suporte para a pintura. Haring foi grafiteiro e andava pelas ruas de Nova York pintando seus reconhecíveis bonequinhos (como o da foto que abre este texto) inclusive em rampas de skate. Pintou vários shapes também e aqui em São Paulo tem dois belos exemplares em exibição, no segundo andar da galeria. Hoje em dia é impossível pensar num skate sem pensar na ilustração que ele carrega.

Um dos skates pintados por K. Haring que está na mostra paulistana até o final de semana

Acima, pista pintada por Keith Haring; abaixo, shapes da mostra Destroy and Create antes de serem detonados nas ruas da cidade.

Skate nas telas – Na Matilha Cultural rolam vídeos sobre skate numa boa sala de cinema, que complementam a explosição. Grátis! Sessões às 15h e 20h. São dois filmes estrangeiros bancados pela Adidas Skateboarding – “Rolling London” e “Diagonal”, e um nacional sobre a exposição – “Destroy and Create”.

Deixo como dica televisiva pros apreciadores da arte de andar de skate o programa Skate Paradise, dirigido pela Helga Simões. O programa vai ao ar no canal ESPN nas terças às 14h, com reprise à 1h da madruga. Ou clicando aqui pra assistir no Vimeo.

Visita guiada na Destroy and Create – No sábado às 15h rola uma visita guiada pelo curador Lucas Pexão. Estão confirmadas as presenças de skatistas do time da Adidas, artistas e fotógrafos participantes da mostra. A visita guiada vai até às 17h.

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digitaria; ‘emotion/simulation’; independente

Texto publicado originalmente na revista Mixmag 6 em agosto/2010.

A emoção nada simulada do segundo álbum

Digitaria surpreende com supermix de electro, disco, techno e pop em disco independente

Demorou mas aterrissou por aqui o segundo e esperado disco do Digitaria. Atualmente, a dupla belo-horizontina busca diversos caminhos entre o electro rock caracterísitco e a desobrigação de ser sempre o mesmo. A mutação de Danihell e Dani C neste Emotion/Simulation pega, suitilmente, a trilha da disco, do minimal, do techno, do pop e das experimentações. Juntam e dissolvem diversos ingredientes. O que nos servem é um som lapidado com esmero, com gosto delicioso. E mais uma vez, como com We Love, as letras quase pueris sobre amor e coisinhas assim dão o tom. A voz de Dani é filtrada, adquire timbres e distorções, enquanto a máquina sonora pulsante não para. A paixão de Danihell pelo EBM e o darkismo dos anos 80 impulsiona o Digitaria para o electro (que os levou a lançar o primeiro álbum pelo Gigolo Records), mas a dupla curte a diversidade e o pop, e o disco ganha muito com essas levadas. A produção do álbum é assinada pela dupla e teve Mad Zoo na masterização.

As remisturas do Digitaria alcançam o acid house (pesado) dos anos 90 na eletrônica ‘Voice Recognition Machine’. O flerte com a disco pode ser sentida aqui e ali em ‘Golden Dream’ (com belo vocal), ‘March to Venus’ e ‘Useless Fantasies’. “Paradise / I will take to paradise / Just close your eyes”, com esses versos e uma pegada electro disco pop funk a faixa ‘Paradise’ deve ser a substituta do hit ‘Teen Years’, que até hoje o Digitaria toca em suas apresentações. Ainda tem momentos techno (‘Two Children’), trance (‘Melisma’ e ‘Sea of Misanthropy’), experimental (‘I Am’ e ‘Sand Castles’). O trabalho maduro e muito bem executado do Digitaria concorre como um dos melhores lançamentos nacionais deste ano. Muita emoção e nenhuma dissimulação. Ivi Brasil

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Abaixo, dois remixes que não constam do álbum. Um deles é da dupla belo-horizontina Sexistalk – Giancarlo Ranieri e Pedro Melo – ligado ao coletivo/party label paulistano Crew.

Useless Fantasies

Paradise (Sexistalk Remix)

Paradise (B.I.S.C.A.T.E Remix)

Paradise (Original)

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kiriDJinha 10

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green velvet, ‘precolator’

Preparem-se para dançar com Green Velvet hoje à noite.

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green velvet + sascha funke = sexta-feira

Mal cheguei em São Paulo ontem à noite o reboliço estava armado no facebook por conta de um show da dupla Chromeo, que afinal será na quarta 1/9. Isso que eu já estava bem passado por ter que me dividir pra assistir Green Velvet (D-Edge) e Sascha Funke (Hot Hot) amanhã, sexta 27/8.

Verdão – Lembro de ter visto Green Velvet no velódromo da USP há exatos 10 anos, em 6/10/2000. A festa naquele lugar foi incrível e toda aquela energia verde (Lanterna Verde?) que emanava do palco é algo inesquecível. Fiquei chapado ao ver aquele negão cantando sobre um misto de house e techno. Antes disso, 19/8/1999, Green Velvet esteve no finado club U-Turn (onde nunca fui) e tem uma parte daquele set pra baixar aqui. Depois o cara voltou pra tocar no finado festival Skol Beats duas vezes, pelo que pesquisei foi em 2000 com a banda The Rejects e em 2003. E deve ter voltado mais alguma vez…

Recentemente, Green Velvet – ou Curt Jones ou Cajmere – lançou o EP “Harmageddon”, do qual eu curti o remix de Felix Cartal, que pode-se ouvir abaixo. Ele também relançou o hit “Percolator” com remixes de Riva Starr, Major Lazer, DJ Chuckie, Claude Vonstroke e Mixin Marc. As fotos do making off do videoclipe da nova “Percolator” estão aqui. Green Velvet toca ainda em Curitiba e Belo Horizonte antes de voltar aos Estados Unidos.

Minimal – O berlinense Sascha Funke – pronuncia-se “funke” e não como “funk” – retorna a São Paulo e traz no case o EP “Moses”, numa linha bem minimalista como reza a cartilha do selo BPitch Control, que tem pariticipação da russa Nina Kraviz. Dá pra ouvir a faixa- título, mais dois remixes e ainda a faixa “Headphones” aqui. Desde 2008 Sascha não lançava nada, e desde 2007, quando tocou no D-Edge, não se apresenta por aqui. Vale a pena pra matar a curiosidade sobre esse que é um dos produtores/remixers mais cultuados do cast do BPitch Control.

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creamfields floripa 2011

LEIA AQUI SOBRE CONFIRMAÇÃO DO LINE-UP E NOVIDADES!!!

Tá sabendo? Já estão movendo os pauzinhos para a realização do festival Creamfields “perto de Floripa” no dia 22 de janeiro de 2011. A data vem bem a calhar porque será um feriado prolongado para paulistanos (25/1 é dia do município) e cariocas (20/1 é dia de São Sebastião, padroeiro do Rio). Minha fonte disse que “é A data do verão brasileiro, sem ser reveillon e carnaval”. Isso me cheira a quilométricos engarrafamentos em Balneário Camboriú ou aqui na Ilha, em Florianópolis, prováveis points do festival inglês que este ano comemora 10 anos em Buenos Aires, em novembro. Parece-me que a organizadora/dona da marca no país, a Indústria de Entretenimento, que já cuida de todo o cobranding da Pacha, Rey Castro, Sirena etc., quer que seja em Floripa, mas muita água ainda está por rolar pra acertar a produção.

O festival não virá sozinho e apenas em Santa Catarina, no seu descolado e quente verão. A marca Creamfields fará festas em outras cidades brasileiras ainda nesse ano e no decorrer de 2011. A primeira acontecerá no dia 10 de novembro em São Paulo, com o grupo Faithless e o DJ-produtor Laidback Luke. Minha fonte diz que dessa vez “o Creamfields vai ter total alinhamento artístico com a produção do festival lá fora”. Antes eram só alguns grupos no Brasil usando a marca. Fora isso, estão todos de olho no potencial turísitico do festival, que leva todos os anos cerca de 5mil brasileiros (dados não oficiais) a Buenos Aires, e do litoral catarinense.

Por enquanto o site brasieliro do Creamfields mantém apenas o aviso “aguarde”. Espero que seja um festival a altura do verão catarinense mesmo, e não como os que a RBS produz/patrocina por aqui como o Atlântida, com line ups sofríveis. E também a altura da indústria do entretenimento noturno ligado à música eletrônica que lota diversos clubes no estado, como os internacionais Warung e Green Valley. Que venha o verão e traga o Creamfields a Floripa!

Sobre o Creamfields 2008 em Buenos Aires você conferiu aqui no +1teko.

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floripando 2; calor no centro histórico

Ilha de Santa Catarina

A terça-feira foi de muito calor em Floripa – 31˚C pelo meio-dia. Andava de jeans e mochila pelo centro da cidade nessa hora – ufa! Passeei pelas lojinhas de louças de barro e pela loja de artesanato na Alfândega. Comi pastel de camarão e bebi um chope no Mercado Público com as amigas Kátia e Nega. Fui ver a exposição de Franklin Cascaes no Palácio Cruz e Sousa – antigo Palácio Rosado na Praça 15 de Novembro, onde já estiveram D. Pedro I e D. Pedro II, além de figuras como Floriano Peixoto, que impôs seu nome (Florianópolis, a cidade de Floriano) à capital Nossa Senhora do Desterro depois de muita tirania como interventor da provínica de Santa Catarina (depois virou o segundo presidente da república brasileira). Dei uma volta sob a velha Figueira de muletas no meio da Praça 15 e visitei exposições no Museu Victor Meirelles e Centro Cultural Badesc (na antiga casa de Nereu Ramos, governador de SC e único catarinense a presidir o Brasil – durante dois meses e 21 dias, de 11 de novembro de 1955 a 31 de janeiro de 1956).

Franklin Cascaes é um capítulo da história de Florianópolis. “Seu Francolino” foi um pesquisador da cultura açoriana, folclorista, ceramista, gravurista e escritor brasileiro. Dedicou sua vida ao estudo da cultura açoriana na Ilha de Santa Catarina e região, incluindo aspectos folclóricos, culturais, suas lendas e superstições. Até sexta 29/8 acontece a exposição de alguns dos desenhos e gravuras do mestre no Palácio Cruz e Sousa. Vários boitatás estão expostos, como os das fotos acima e abaixo. A coleção completa, que está aos cuidados da Universidade Federal de Santa Catarina, contem aproximadamente 3mil peças em cerâmica, madeira, cestaria e gesso; 400 gravuras em nanquim; 400 desenhos a lápis e grande conjunto de escritos que envolvem lendas, contos, crônicas e cartas, todos resultados do trabalho de 30 anos de Franklin Cascaes junto a população ilhoa.

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floripando; sganzerla, paradigma

Ilha de Santa Catarina vista a partir do sul

Há alguns dias na Ilha de Santa Catarina e já não sinto muitas saudades de São Paulo. Depois de voltinhas pela Lagoa da Conceição, peixes assados, delícias da mamãe e reencontro com velhos amigos, hoje tem muita coisa acontecendo na Universidade Federal de SC e terei de me desdobrar pra ir a tudo.

A jornalista Sônia Bridi, ex-colega de bancos escolares, faz palestra hoje à noite no lançamento da terceira edição da Semana Revista. Na verdade é um aperitivo do que virá na IX Semana de Jornalismo da UFSC, que rola entre 13 e 17 de setembro.

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Também começa hoje na UFSC a Semana Sganzerla, com mostra de filmes do cineasta catarinense, lançamentos de livros e debates no Teatro do DAC (Igrejinha). Hoje tem projeção de “O Bandido da Luz Vermelha” (1968) e a programação segue com os filmes “Nem Tudo é Verdade” (1986) e “Copacabana Mon Amour” (1970). O evento também marca o lançamento lançamento da caixa-livro “Edifício Rogério”, coletânea de ensaios sobre cultura brasileira publicado pela Editora da UFSC. A musa do diretor, a atriz Helena Ignez está na cidade e falará em diversas ocasiões dessa semana de cinema. Mais informações aqui nesse link.

O joaçabense Rogério Sganzerla é um dos expoentes do Cinema Marginal que misturou gêneros, fundiu o erudito e o pop, foi inconformado e transgressor mantendo um pé fincado na tradição clássica. Em 1992, Sganzerla esteve em Florianópolis e o entrevistei para meu vídeo projeto de conclusão do curso de Jornalismo. Em breve digitalizarei o vídeo, que ainda tem entrevistas com Décio Pignatari e outros sobre globalização.

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E fica aqui mais uma dica de cinema em Florianópolis. O Paradigma Cine Arte traz – nas sextas e sábados às 19h e 21h30min – filmes para todos os gostos e que não passaram pelo circuito comercial de Santa Catarina. Já foram feitas sessões de Doce de Coco, Gigante, Pachamama, EUA Vs. John Lennon, Goodbye Solo, entre outros. A nova sala de cinema fica na SC-401, ligação entre Centro e Norte da Ilha, no trevo de Santo Antônio de Lisboa, no Centro Empresarial Corporate Park. Uma excelente opção para os órfãos do cinema do CIC (Centro Integrado de Cultura), em obras há quase 2 anos!!! E boa dica para os turistas que chegam a Floripa e não têm muitos espaços culturais com boa programação.

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kiridjinha 9

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+1musix na terça 17/8

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