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rock in rio in rio

Capa do LP Rock in Rio, de 1984

Tem tanta coisa pra falar do Rock in Rio, né? Inclusive que está fazendo 25 anos por esses dias de janeiro. Imagino a loucura daquele verão 40˚ no Rio de Janeiro. Eu tinha 17 anos em 1985 e não podia viajar de Floripa pra Cidade Matavilhosa… Enfim, acompanhei tudo pela telinha da TV. Estive sintonizado na aldeia “global”, lembro do Clip Clip, Planeta Loucura e Globo de Ouro… Lembro e guardo com carinho o LP do Rock in Rio com as atrações estrangeiras. Um produto Som Livre! (A gente não se livra da Globo!) Quase furei o vinil de tanto ouvi-lo. Quando tenho oportunidade toco alguma faixa dele pra ferver.

Mas eu vim aqui escrever esse post porque vi a notícia do aniversário do Rock in Rio no Metrópolis, na TV Cultura. O programa terminou a edição de hoje com Barão Vermelho tocando “Beth Balanço” ao vivo no Rock in Rio em 1985! E daí a partir dali já me deparei com notícias sobre a volta do Rock pro Rio em 2011. No site oficial do Rock in Rio a notícia é um pouco diferente: “além de uma edição polaca em 2011, espera-se um antecipação do regresso ao Brasil no ano seguinte, algo que representa um voltar a casa.”

Vários sites dão a notícia que o governo estadual e a prefeitura do Rio estão conversando com a empresa de Roberto Medina, produtora do festival. Também rolam informações que Roberto Medina adiantou que haverão noites voltadas a diferentes estilos: 1 noite de heavy metal, 1 de indie e 3 de pop/rock. E o jornal O Globo diz que o festival precisa de um local para no mínimo 15mil pessoas. O Globo ainda: “Uma possibilidade que está sendo tratada é que o festival aconteça num terreno na Barra [da Tijuca] em frente à antiga Cidade do Rock”. O terreno de 150mil metros2 foi desapropriado pela prefeitura carioca recentemente para construir a vila dos atletas das Olimpíadas de 2016. (E as organizações Globo estão em todas sobre Rock in Rio!)

Mas vamos curtir um som de 1985, ou mais precisamente dos dias entre 18 e 20 de janeiro!

B-52’s incrível com “Rock Lobster”. A letra da música tem tudo a ver com o verão!

A locona Nina Haggen trouxe os ecos do punk rock europeu.

Iron Maiden e o clássico “The Number of the Beast”.

Essa guitarra triangular do Scorpions é muito boa!

E o top hit maker daqueles anos no Brasil – Blitz! A música é “Ridícula” que alfineta a censura e retrata com tempero pop aquele período de redemocratização do país.

É bom lembrar que o Rock in Rio ainda aconteceu em 1991 e 2001 no Rio de Janeiro e depois mudou-se para Lisboa nos anos 2004, 2006 e 2008. Também teve uma edição espanhola em 2008 e está para ser confirmado mais um em 2010. Em 2010 também acontece mais um festival em Lisboa, no dia 21 de maio. Medina planeja um festival simultâneo em 3 cidades, que eu acho que devem ser as três citadas aqui. Em 2011 está anunciado o Rock in Rio na Polônia e logo depois pode chegar à China!

Que o Rock in Rio volte ao Brasil e grande estilo! Espero que a seleção de atrações seja bacana e não caia em armadilhas com bandas decadentes ou então querer nos enfiar goela abaixo cantoras de axé e outros estilos que não têm nada a ver com rock, mas com dinheiro.

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bififitchus

No domingão sabadão tem The B-52’s aqui em São Paulo. Estou movendo meus pauzinhos pra me credenciar. No ano passado entrevistei Cindy Wilson para a DJ Mag e ela foi uma fofa. (E eu fiquei passado por conversar com ela!)
Abaixo segue a entrevista com a ruiva do quarteto mais festeiro do planeta. E no domingo sábado quero dançar muitas dancinhas da lagosta e do salmão!!!

pierson

O avião B-52’s volta a disparar uma nova carga de hits para as pistas de dança mundo afora. Fred Schneider, Kate Pierson, Cindy Wilson e Keith Strickland pilotam essa aventura intitulada Funplex, que ganha roupagem sonora mais moderna com o uso de equipamentos digitais e a produção apurada de Steve Osborne (Happy Mondays, New Order e Paul Oakenfold). As onze faixas do álbum não trazem grandes surpresas, mas ter de volta a maior e melhor banda de festa do mundo é sempre um alento para nossos ouvidos.
De Nova York, Kate Pierson conversou com a DJ Mag Brasil e contou um pouco do que se passou e do que se passa agora com o B-52’s, que está em turnê pelos Estados Unidos.


1- Quando ouvimos B-52’s logo lembramos de new wave, old school rock, pós-punk e outras tantas referências do grupo. E elas também estão nesse novo álbum. Mudou alguma coisa para o B-52’s com Funplex?
– É fácil de reconhecer o som do B-52’s, né? Em Funplex o que está diferente é que estamos mais digitais que analógicos, tem mais efeitos e programações que dão outra sonoridade, como alguns loops. Keith (Strickland) trabalhou duro na produção, ele se influenciou pela música eletrônica.
2- Por que resolveram voltar a gravar depois de 16 anos (desde o álbum Good Stuff de 1992)?
– Nós nunca paramos de tocar juntos. Demos algumas paradas, mas fizemos duas compilações do B-52’s nesse meio tempo. É uma vida dura e muito divertida (risos). Há quatro anos, enquanto nos apresentávamos, fomos compondo as músicas desse novo álbum em hotéis. Nesse período fizemos várias sessões para compor as letras e de gravação.
3- Como foi retornar a Athens, a cidade de onde o grupo saiu, para gravar algumas faixas?
– Foi muito legal voltarmos a gravar juntos em Athens, isso aconteceu depois de 30 anos desde que gravamos “Rock Lobster”. Lá tem uma energia única para a gente. Você nunca imagina que vai retornar aonde começou depois de tanto tempo, né?
4- O B-52’s veio ao Brasil para o Rock in Rio, em 1984. Você lembra desse tempo? E o Brasil está no mapa da nova turnê da banda?
– Eu realmente adorei a nossa apresentação no Rock in Rio, tinha um público tão legal! Uns amigos estiveram no Brasil durante o carnaval e me contaram um pouco da festa, acho que seria legal o B-52’s voltar ao Brasil durante o carnaval! Estamos excursionando pela América do Norte agora e em agosto vamos para a Europa, ainda não temos datas na América do Sul e Ásia, mas seria muito bom tocar no Brasil no carnaval!
5- A música “Funplex” recebeu remixes de CSS, Peaches e Scissor Sisters. Por que remixar músicas da maior banda festeira do mundo? O B-52’s precisa ser ainda mais dançante?
– Os remixes de Funplex são muito mais dançantes e são um tipo de bonus tracks também. Eu gosto de sacar como outras pessoas fariam nosso som. Adoro a Peaches! Também gosto do humor de Scissor Sisters e CSS. Gosto de ouvir rock’n’roll de diferentes países e o CSS tem essa característica brasileira de ‘open air’, de carnaval, e eles são divertidos e engraçados.
6- Afinal, o que significa Funplex?
Funplex é uma área de diversão para crianças em shopping centers americanos, e na música Fred, Cindy e eu interpretamos personagens meio bizarros e consumistas. Em Funplex falamos mais uma vez sobre a cultura americana.

zzz004089-pp Em 1979, antes de gravar o primeiro disco



Vídeo de um dos primeiros shows da banda

Vídeo de apresentação no Rock in Rio, em 1985

Leda Nagle apresenta “a noite mais new wave” do Rock in Rio

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arrival / departure

onstage.jpg

O avião B-52’s volta às pistas do planeta com o disco Funplex que sai dia 25 de março. Nada vazou na internet “grátis” a não ser os remixes feitos por Cansei de Ser Sexy (diga-se Adriano Cintra), Peaches e Scissor Sisters. E para minha surpresa, na quinta-feira passada já tinham agendado entrevita para mim com alguém do B-52’s, direto de Nova York. Cheguei atrasado no jantar do meu namorado por causa do ótimo papo com Kate Pierson (na foto). A íntegra (será que vai mesmo tudo?) da entrevista você confere na próxima DJ Mag Brasil que chega nas bancas pelo dia 15 ou 20 desse mês. Nessa semana resenharei o disco para o site www.rraurl.com. Aliás, Funplex é puro B-52’s, não tem novidades espantosas nem reviravoltas musicais. The world best party band is always the best party band. 

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Mudando o rumo para o mondo fashion, fiquei passado com a notícia dada por Ricardo Oliveros em seu blog Fora de Moda sobre a ascenção de Marcos Mion ao mundo da moda como diretor de criação da marca V-Rom. Ele não se contentou em ser sócio de Turco Loco e Ricardo Mansur, quis também virar estilista!

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Acabo de descobrir a tal dupla preferida dos CSS, Natalie Portman’s Shaved Head, que a Cami Yahn cita hoje em seu blog. Linkei no myspace dos caras e ri um pouco com a loucurinha das músicas. Low profile total! Lá no myspace a dupla se define assim: “Luke Smith and Shaun Libman always wanted to form an electronic band; the only problem was they couldn’t play any electronic instruments.”

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