Arquivo da categoria: mercado

o negócio da street art + urban gallery

A street art perdeu a aura de arte de contestação? Faz algum tempo que o bum do grafite e seus congêneres no Brasil alavancou a street art para a esfera da arte institucionalizada dos museus, estudada na academia, transformada em mercadoria de compra e venda nas galerias e em objeto de desejo de muita gente. Para os artistas isso foi e está sendo muito bom, como já aconteceu há algumas décadas fora do país com gente como Keith Haring (que teve bela mostra em São Paulo recentemente) e Jean Michel Basquiat e se intensificou com Banksy, Zeus e osgêmeos.

Quando só o capitalismo é a ordem mundial possível tudo vira mercadoria, e a arte certamente tornou-se um do ativo importante da economia global. A street art ganha destaque porque a arte contemporânea – no sentido mais formal – anda muito “conceitual” (dizem uns) e o público gosta da arte que se aproxima e faz parte do mundo dele. A street art é “palpável”, está no cotidiano das ruas das cidades que crescem sem parar. Ela virou uma bela mercadoria para galeristas e artistas, e uma ponte entre empresas, corporações e governos com a população (consumidora) de todas as camadas sociais. O grafite vem da periferia e se dissemina em bairros elegantes. A importância cultural, institucional e econômica da street art está posta.

Urban Gallery – Faz um tempinho que recebi um belo catálogo e uma gravura em estilo stret art, digamos assim, pelo correio. Junto veio o convite para falar/escrever sobre um projeto institucional que colocou uma boa dose de cores e formas no dia a dia de quatro capitais. Fora os interesses de marketing entre empresa e artistas, a Urban Gallery é uma bela associação empresa-arte que expõe atualmente obras de cinco artistas em tapumes de construções de edifícios em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Goiânia. A iniciativa é da Brookfield Incorporações com a Galeria Rojo e agência de ideias Ginga.

É interessante como a arte se impôs no meio urbano, deixou de ser considerada vandalismo – inclusive o pixo! Hoje os artistas que seguem a linha street art – são muitos e de todas as classes sociais – são chamados e remunerados para colocar cores e formas pela cidade, para suavizar o cotidiano, para “dar o seu recado”. Na Urban Gallery, os artistas selecionados do bom casting da Galeria Rojo – com sedes em Barcelona, São Paulo e Milão – são os norte-americanos Tofer Chin e MOMO, a espanhola Anna Taratiel aka OVNI, e os brasileiros Flávio Samelo e Santhiago Vieira aka Selon. Com diferentes backgrounds – desde cursos de belas-artes até fotografia – os cinco artistas têm em comum o bom uso das cores, sempre muito bem iluminadas, e as formas geométricas, da op art ao grafite “rabiscado” propriamente dito.

Atenção, corra para conferir os trabalhos da Urban Gallery porque como nas ruas, em breve as obras serão retiradas e apagadas. Abaixo um guia dos trabalhos da Urban Gallery pelo Brasil, nada como descansar com os olhos com arte!

Tofer Chin (EUA) - Edifício Brookfield Malzoni, Av. Faria Lima 345, São Paulo

MOMO (Estados Unidos) - Giroflex, Rua Acari 270-320, Santo Amaro – São Paulo

Anna Taratiel aka OVNI (Espanha) - Barra Business Center - Av. das Américas 3301, Barra - Rio de Janeiro

Flávio Samelo (Brasil) - Century Plaza, Rua Copaíba Lote 1 – Brasília

Santhiago Vieira aka Selon (Brasil) - Prime Tamandaré Office, Setor Oeste - Goiânia

Grafite paulistano – São Paulo é hoje um dos principais centros de irradiação do grafite, do pixo, do estêncil, do lambe-lambe. A Lei da Cidade Limpa que tirou a poluição visual publicitária da vista dos paulistanos impulsionou consideravelmente a street art na cidade. Quantas vezes já lemos entrevistas com artistas estrangeiros surpresos que aqui as autoridades deixam pintar os muros da cidade. Quantos artistas viraram gênios das artes plásticas pintando muros, bueiros, edifícios e túneis, e logo depois criaram instalações, pinturas e objetos para importantes galerias e museus mundo afora. Lembra quando trabalhadores da prefeitura de São Paulo pintaram de cinza um grande muro na avenida Radial Leste? Os caras taparam um mural enorme de osgêmeos. Comoção geral na cidade. Jornalistas ligaram pros gêmeos na mesma hora para contar o grande absurdo que a prefeitura havia feito. No final, a prefeitura pagou pros gêmeos repintarem o mural.

Quem não lembra da polêmica dos pichadores que atacaram a Bienal de São Paulo de 2008, a tal “Bienal do Vazio”? Nesse ano de 2010 eles retornam à Bienal, mas como convidados da curadoria e não como vândalos.

osgêmeos na parede do meu prédio, na Liberdade

Agora mesmo estou envolvido em um projeto que vai retratar o bairro do Cambuci fazendo um contraponto entre o modernista Alfredo Volpi e os irmãos gêmeos grafiteiros Otávio e Gustavo Pandolfo. Aliás, osgêmeos são os grandes expoentes brasileiros da arte de rua em âmbito internacional, principalmente depois das exposições nas galerias Choque Cultural e Fortes Vilaça, em São Paulo, que os catapultou para exibições nos melhores museus e galerias desde Nova York e Los Angeles até Londres, Berlim e Tóquio. Na atual exposição de fotografias do cineasta alemão Wim Wenders no MASP, destaca-se uma foto gigante tirada na República Tcheca de um túnel escuro com iluminadas personagens de pele amarela de osgêmeos. E o austero Masp foi palco de “De dentro para fora/De fora para dentro”, a primeira mostra de street art que o museu abrigou no início do ano, da qual roteirizei um vídeo ainda inédito do making of da exposição curada por Baixo Ribeiro, sócio da galeria Choque Cultural, e Teixeira Coelho, curador do Masp.

Mais recentemente, lembro da surpresa ao ver grandes paineis espalhados em edifícios do centro da cidade. Era a Street Biennale que rolou entre setembro e outubro num circuito entre o Vale do Anhangabaú e as avenidas São João e Rio Branco. Ao final da mostra, os grandes trabalhos de sete artistas (4 brasileiros, 2 franceses e 1 chinesa) foram retirados das paredes de concreto afloraram novamente. Também entre setembro e outubro outro evento internacional de street art tomou conta do MuBE – a 1 ª Bienal Internacional Graffiti Fine Art. A exposição reuniu 60 artistas de 12 países, o que mostra a força dessa arte globalizada, que hoje liga os grandes centros urbanos do planeta.

Afinal, é bom ou ruim a street art entrar no sistema do mercado cultural? Está aí uma pergunta com muitas respostas diferentes e conflituosas. Mas essa arte das ruas com certeza ganhou corações e mentes.

Para terminar a reflexão assista ao vídeo abaixo:

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Artes, artes plásticas, cidade, mercado, Variedades

live music acts: dexterz

Amon + Junior + Julio = Dexterz

Tem dias que eu não aguento e falo mesmo, e hoje… Meu Deus! Tem cada coisa que a gente vê e ouve e que não quer acreditar! Acabo de ler a notícia que Júnior, o irmão da Sandy, resolveu enveredar pela live performance eletrônica no projeto Dexterz ao lado do DJ Julio Torres e do violinista Amon Lima, que anteriormente se intitulavam Crossover. Valha-me, Deus! A mistura não podia ser mais explosiva! Ótima para animar cruzeiros e festas como as do Big Brother Brasil 10 (veja vídeos abaixo).

Junior não sabia o que fazer depois da infância marcada como par de sua irmãzinha na dupla pop-sertaneja Sandy & Junior e foi tocar bateria com uma rapeize sem maiores perspectivas na banda Nove Mil Anjos. Não sobrou um querubim pra contar como foi a descida ao inferno. Agora ele está seduzido pela eletrônica, quer dizer, pela mistureba de violino brega com electronic prog dance music. No final das contas, a bateria dele é um dos pontos altos do show do tal trio Dexterz. (De onde tiraram esse nome?) Enfim, os shows mais recentes aconteceram na Disney, em Orlando, e não tenho notícias se Mickey, Pateta e Pluto foram ver esse petardo da e-music (esse termo é uma das pérolas do vocabulário da música eletrônica que muita gente gosta de usar, como a tal ‘ música eletrônica de qualidade’).

Esses projetos de live acts me deixam perplexo, na maioria das vezes são muito chatos e tendem a uma batida à la progressive house ou comercial dance music, mas conseguem arrebatar corações e mentes nas pistas de dança. Falta de informação dos DJs/músicos ou do público? Pasteurização da música eletrônica? Fórmula de sucesso e dinheiro fácil? Entre as muitas duplas eletrônicas que lembro estão Leozinho & Parcionik, que não é dupla sertaneja, mas de e-music. Vácuo Live não é nenhum invento da Nasa, mas uma dupla de e-music curitibana com uma fofa no microfone – “projeto pioneiro de live vocal house no Brasil”. Tem as Famele Angels que tocam “sexy house music” pra derreter os bofes. Mais recentemente Max e Iggor Cavalera voltaram às boas e também fundaram um live act Cavalera Conspiracy, mas aqui a palavra de ordem é rock’n’roll pesado!

7 Comentários

Arquivado em Música, mercado

comprar de graça é não comprar

A terça-feira (22/6) amanheceu fria e úmida em São Paulo. Acordei cedo, tomei café-da-manhã e fui conhecer uma loja que não cobra nada pelos produtos à mostra dos fregueses. Isso mesmo! Escolhe-se até cinco produtos por visita, registra-se na conta virtual, depois responde-se no site um rápido questionário sobre cada produto adquirido. E todo dia pode-se ir até lá pegar mais produtos (não repetidos). Tem de tudo de marcas famosas ou não: macarrão instantâneo, chá enlatado, cremes, perfumes, salgadinho,  comida de cachorro, sorvete, pão, sucos, fita dental, cola… Alguns são lançamentos recentes, outros ainda não estão no mercado; uns testam novos sabores, outros, avaliam novas estratégias para alcançar o consumidor.

Mas afinal, comprar sem pagar é não comprar, né? Por isso, a primeira leva de consumidores – blogueiros e jornalistas, que eu saiba – a estrear entre as gôndolas da loja Sample Central (Rua Augusta 2074, Jardins) foi selecionada pela casa e apresenta algum tipo de padrão de consumo – e de comunicação – que os sócios querem atingir. Quer dizer, quem quer atingir os consumidores é a indústria de bens de consumo e serviços de maneira geral, a Sample Central é na verdade um entreposto que expõe produtos a voluntários filiados que respondem pesquisas, que mais tarde são tabuladas pela Sample Central e enviadas aos clientes que compram espaços nas gôndolas.

Quem quiser participar dessa nova modalidade de pesquisa de consumo pode se cadastrar no site da Sample Central e pagar a anuidade de R$15. Por enquanto só existe uma loja dessas em São Paulo onde já tem cadastrados cerca de 16mil consumidores, mas espera ter 40mil em nove meses. Outras cinco cidades devem inaugurar lojas Sample Central nos próximos anos. Na Ásia e Europa existem outras filiais que seguem a matriz japonesa inaugurada em Tóquio em 2006. A tese é que os consumidores que testam as mercadorias apresentadas na Sample Central tornam-se consumidores efetivos quando o item chega nos supermercados e lojas. Isso é respaldado por pesquisa da própria Sample Central – 76% dos japoneses passaram a comprar produtos que testaram na loja. Todo mundo quer experimentar de graça o que pode comprar (ou não) amanhã no supermercado.

Conversei rapidamente com o inventor da Sample Central, o australiano Anthony James, pouco depois da apresentação dos sócios da loja paulistana, que inclui publicitários renomados, dois fundos de investimentos e o Ibope. Anthony está confiante do sucesso da franquia do seu negócio em São Paulo “porque o consumidor brasileiro é sofisticado e procura informação sobre o que compra”, me disse o boss. Mas é bom lembrar que o Brasil cresce a passos largos, a distribuição da renda está melhorando e o país está rumo ao quinto lugar entre as maiores economias do planeta. A indústria e as empresas de serviço – o Brasil é o primeiro país onde a Sample Central vai disponibilizar teste a serviços – estão ávidas em lançar mais e mais produtos e acharam na ideia da Sample Central uma forma mais eficaz e barata de saber a opinião de quem paga a conta, o consumidor.

Sample Central em foto de celular

Sample Central em foto de celular

Os donos da franquia paulistana dizem que existem muitas empresas esperando para colocar seus produtos nas prateleiras dessa loja-test drive. Eles têm entre 60 e 70 empresas expondo de 3 e 4 produtos na loja. A cada 15 dias trocam todos os produtos. O contato direto com o cliente-consumidor é o que a Sample Central oferece através do conceito “tryvertising” (do inglês, try+advertising). O negócio é chegar no consumidor dando oportunidade para que ele experimente antes  – até mesmo antes do lançamento no mercado. Com essa experiência de prova, tem-se mais chances de conquistar um lugarzinho no coração e mente do consumidor. É a tal da fidelização. E a melhor propaganda é o boca-a-boca, a indicação direta de uma pessoa confiável.

Como essa onda da Sample Central se difunde entre as pessoas? É tudo na base do boca-a-boca, sem gastar com publicidade. Do investimento de R$ 4milhões na loja brasileira, não existe parcela para publicidade. O esquema viral – via e-mails, blogs, redes sociais e disse-me-disse – é que vai amealhar mais gente para a loja-pesquisa, assim como aconteceu nas cidades da Ásia onde a Sample Central se instalou e tem 1,6 milhão de afiliados. E é exatamente o que estou fazendo aqui, dando +1teko de razões – sem receber! – pra você entrar nessa onda de comprar sem pagar. Ou não.

* * * * * * * * * *

P.S.1: “Comprei” os seguintes produtos na primeira vez: pão de forma, perfume, fita dental, água mineral e pipoca coberta com chocolate, e ainda provei um sorvete e um telefone de mesa com acesso à internet.

P.S. 2: Leve sempre sua sacola às compras! Não aceite sacolas plásticas!!! A atendente da Sample Central me disse que as sacolas da loja são biodegradáveis, mas não encontrei nenhuma indicação disso. Leve sua sacola reutilizável!!!
Você leu sobre sacolas reutilizáveis aqui.

P.S. 3: O visual da loja é bacana, mas não muito animador, por mais que digam que o projeto é de um arquiteto famoso – Fernando Brandão. Vi imagens de outras lojas Sample Central e achei mais modernos e interessantes. Aqui é apenas um mercado como o da esquina da sua rua. Poderia ter mais cores e uma iluminação especial.


3 Comentários

Arquivado em cidade, gastronomia, mercado, Moda

shows de rock e livros portugueses; 2plus?

Segundona de noite e tô aqui vendo o que vai rolar na semana. A programação geral dos clubs não tem nada de muito instigante; aliás, faz um tempinho que sair de casa pra ver DJ gringo ou pra exibicinismo fashionista tá bem sem graça. Sábado toquei no Astronete e a casa não estava tão bombada como de costume, e me disseram que sexta e sábado foi meio fraco no D-Edge. Claro que noutros lugares bombou, como sexta no Alberta#3 com fila gigante. Bom, mas vamos falar dessa nova semana, e a gente tem de garimpar pra descobrir algumas pérolas na noite, e tudo depende do gosto de cada um, claro. Tô dando uma viajada aqui numas festas, exposições, filmes, livros e tals que pretendo dar uma conferida nessa semana, se estiver afim pode me seguir… 😉

Faz poucos dias que abriu o club/casa de show/restaurante/bar Comitê, bem ao lado do Studio SP, no baixo Augusta. Nessa quarta tem  o festival Popload – na versão Gig Cult – do Lúcio Ribeiro por lá, com o compositor Mark Lanegan, que vem da cena grunge de Seatle. Lanegan começou no grupo Screaming Trees, foi amigo de Kurt Cobain e se insere naquela lista de guitarristas indie cult norteamericanos, algo pós-Dylan. Estou conhecendo o trabalho do cara agora – vejam o vídeo abaixo. Fiquei com vontade de ir no show porque o cara parece interessante e também curioso pela nova casa noturna, irmã do Studio SP – é dos mesmos sócios Ale Youssef e Maurizio Longobardi. O show é na quarta-feira 24 às 22h, por R$ 90.

Lanegan com Isobel Campbell, da banda escocesa Belle & Sebastian.

Mais uma da dupla, dessa vez no Café do Sundance Film Festival. E, tá bom! Eu acho que às vezes esse som é meio chato… mas quem sabe ao vivo.

Mais uma de rock’nroll – Hugh Cornwell, ninguém menos que um dos homens por trás da banda punk inglesa Stranglers, toca sábado no bar CB, na Barra Funda. Vai rolar aniversário de 24 anos da loja London Calling, um dos musts das galerias de rock do centrão de São Paulo. A dica foi do Sérgio Barbo, enquanto ele discotecava no Astronete no sábado passado, e como ele saca tudo de rock, e porque ando numas de rock mesmo, já tô achando uma das melhores no final dessa semana. Faz tempo que não vou ao CB, e lá é legal, aquele galpão grande e o palco… É a primeira, e será a única, apresentação de Cornwell no Brasil!!! Se liga! Sábado 23h30, no CB por R$ 35. No site dele dá pra baixar seu último álbum, Hooverdam, lançado em 2008. Tô baixando, vamos ver se gosto…

Aqui tem uma gravação ao vivo não tá muito boa,tá meio Dogma 95, mas o registro vale!

Livros

Fiquei passado com a morte do José Saramago na semana passada. Adoro os textos dele, e sei que tem um monte de gente que não consegue entrar na onda dele, mas acho normal porque não é um texto muito fácil. No começo resisti, mas consegui ir em frente e passei a adorar a forma como ele pontua as frases e parágrafos, a metalinguagem, o poema na prosa, os versos brancos na prosa… mil coisas! Daí saí caçando nos sebos e lojas virtuais alguns títulos que não tenho na estante. Hoje chegaram “Caim” – último romance de Saramago e que gerou mais disse-me-disses com Portugal e Vaticano – e “A Maior Flor do Mundo” – única incursão do autor na literatura infantil. As ilustrações de “A Maior Flor…” são de João Caetano, pintor moçambicano que também ilustra livros e faz histórias em quadrinhos, e por aí dá sentir as experimentações com colagens que ele criou pro livro. E realmente, o narrador – o próprio Saramago – não tem muito jeito com o mundo dos miúdos. A história é uma justificativa do autor por não saber escrever pras crianças.

Aqui vai o filme de animação espanhol “A Flor Máis Grande do Mundo” dirigido por Juan Pablo Etcheverry. O narrador é José Saramago – que lê o texto do livro em espanhol com forte sotaque português. “Um relato para niños (y adultos) escrito y narrado por José Saramago. Un corto colmado de símbolos y enigmas, destinado a una infancia que crece en un mundo quebrado por el individualismo, la desesperanza y la falta de ideales. Cortometraje de animación intervalométrica combinada con dos dimensiones.”

Em “Caim”, Saramago reporta-se ao Velho Testamento para “reler” a história do filho mal de Adão e Eva, Caim. A narrativa deve ir nos moldes de “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, best seller que narrava uma história do Novo Testamento. Ambos geraram muita polêmica com a Igraja Católica. Achei uma resenha legal desse título no site Verbo 21.

Amanhã eu volto e dou mais umas dicas, ok? Tem DJ novo na praça, tem umas exposições bacanas rolando…

Logo cedo tenho um brunch da inauguração da loja Sample Central – um lance de loja onde não se paga pelas mercadorias, mas é preciso responder pesquisas. Enfim, uma forma nova, e me parece, mais barata, fácil e espontânea de fazer pesquisa de consumo. Depois conto mais sobre essa novidade em terra brasilis.

2Plus?

E-mail enviado no começo da noite da segunda-feira anunciou a saída de Paulinho Silveira da agência 3Plus, que reunia ainda Edo van Duyn e Luiz Eurico Klotz. A 3Plus continua tocada por estes dois últimos e mantém o nome, segundo o jornalista Camilo Rocha via twitter. Não se sabe (ainda) o motivo da separação do trio que fez entre outras a fama de Djs como Marky, Renato Cohen, Gui Boratto, Patife etc. e comandou o festival SkolBeats.

3 Comentários

Arquivado em cinema, club, festival, literatura, Música, mercado, sem categoria

dj jesus luz; ‘we came from light’; kaos

Corra para luz, Caroline! Oops! Quer dizer: corra DO luz, Caroline!

Sabe que o primeiro EP do DJ Jesus Luz foi lançado em março e relançado em abril pelo selo português Kaos. É o centésimo-trigésimo lançamento da gravadora que existe há 17 anos e costuma vender uma miscelânia de ritmos eletrônicos, como DJ Vibe e Mastiksoul até levadas bem comerciais. Fora a qualidade ou não das duas faixas e uma versão dub, o que me impressiona e intriga como jornalista que trabalha numa revista de música é que não vi nem recebi nada sobre esse lançamento. Já tinha ouvido as faixas há bastante tempo na página do myspace do Jesus Luz, mas nem notícia sobre o lançamento oficial. A Mixmag brasileira trouxe entrevista com Jesus na última edição e nem mesmo lá ele revelou esse petardo, já apelidado de ‘electrohouse universitário’ por DJs e produtores ontem (9/6) no facebook.

O EP traz a faixa título ‘We Came From Light’ – trocadilho infeliz com o sobrenome do produtor – e ‘Sweet Mistery’ em versões original e dub. As músicas são just OK para pistas que gostam de energia, bombação e que não se importam se o som é demodé. Até imagino a pista de dança cheia de pitboys e patriçonas se chacoalhando com os braços pro alto e gritando! ‘We Came…” é suja e tem uma vozinha gritando um oh-oh meio sensual – seria Madonna? – numa levada electro e pop, coisa que já ouvi faz tempo, e bem melhor produzido. Uma pretensa dirty electrohouse, eu diria. Já o lado B ‘Sweet Mistery’ tem vocoders e mais bombação electrohouse bem comercial, daquelas músicas que nos atormentam no carro quando procuramos sintonizar no rádio algo que realmente preste. A música é cantada por Zoey, mas não encontrei informações sobre quem é a moça. O refrão diz algo como “you get me crazy”. Sintomático. Eu até arrisco dizer que muito dessas primeiras produções de Jesus Luz têm um quê da linha musical do DJ Tocadisco – inimigo público número 1 de Jesus e o rei do electrohouse. Dá pra passar sem ouvir essas tracks, mas pra matar a curiosidade dos leitores coloquei samples das músicas a seguir.

Esse EP deve bombar em Ibiza nesse verão europeu que se aproxima, que apesar da crise financeira ainda deve dar bons lucros para espanhois e ingleses. Aliás, outra faixa de Jesus – ‘Around the World’ (nada a ver com Daft Punk!) – está na coletânea de verão Ibiza 2010 – Warm Up (Part 2) que saiu pelo selo alemão Tiger Records. A música se parece muito com as duas que falei acima – aquela levada progressive electrohouse que faz sucesso nas tardes ensolaradas na Pacha Ibiza. Aliás, ‘Around the World’ foi lançada como single digital no final de maio com remixes de Sandro Silva, Twin Pack, Mark Simmons e Uppermost – todas na ‘vibe’ prog.

Mais uma pesquisada no Beatport e achei outras coisas de Jesus. Em parceria com Twin Pack (aka Laurent Arricau), ele produziu a faixa progressive house comercial ‘Feel the Vibe’ – eita nominho infeliz!  – pelo selo Punch Underground. E o selo português Kaos não é bobo, e em coletâneas de verão lançadas recentemente inclui ‘We Came From Light’ e ‘Around the World’. Será que Jesus Luz se tornará uma galinha-dos-ovos-de-ouro como Madonna? Será que as aulas de Paul Oakenfold podem melhorar o repertório do toyboy carioca de Madonna? Só o tempo dirá…

Quem quiser conferir a performance do DJ que um dia tocou com CDs pré-mixados e com DJs auxiliares escondidos embaixo da mesa de som (não sei se ele passou dessas etapas que você leu aqui) pode anotar na agenda: Jesus Luz se apresenta hoje (10/6) em Kiev, capital da Ucrânia; amanhã (11/6) em Viena, Áustria, no club Volksgarten; dia 18/6 estará em Brasília; dia 19/6 ataca de DJ em Limeira, interior paulista; dia 3/7 estará no club Space, em Ibiza; e no Ipanema Music Festival, em Belo Horizonte, no dia 16/7. Acabo de ler sobre a performance de JL em Cuiabá, no club Lotus no dia 20 de abril passado, no blog Factóide, que diz e mostra que JL tocou com Traktor. Será?

8 Comentários

Arquivado em lançamento, Música, mercado

o jeans que te leva pra floresta

Como eu avisei semana passada, durante os próximos dias rola concurso aqui no +1teko. O prêmio é uma calça jeans Iódice Denim a quem  responder tudo certinho. Mas antes da pergunta, copiei um texto da Wikipedia pra nos dar uma luz sobre o que é denim.

Denim é um tipo de tecido de algodão em que somente os fios do urdume (longitudinal) são tingidos com corante índigo, normalmente com ligamento sarja. É a matéria-prima para a fabricação de artigos jeans. A palavra Denim surgiu na França no Século XVII a partir da expressão serje de Nîmes, em referência à cidade do sul do país, e destinava-se a um tecido de algodão bastante rústico usado pelos trabalhadores da época.

Para concorrer a calça jeans Iódice Denim é bem fácil, responda no comentário desse post as seguintes perguntas:

1. Para onde a Iódice Denim levará uma pessoa de atitude?

2. Por que você acha que a sua verdade pode mudar o mundo?

A frase mais criativa e que tiver o destino correto, ganhará o concurso +1teko! Para conhecer o destino é só entrar no site da campanha Sua Verdade Pode Mudar o Mundo, que também tem um concurso bem bacana que pode te levar pra uma viagem pelas florestas tropicais! Se joga!

Sexta-feira 29/4 eu dou o resultado aqui. Boa sorte!

11 Comentários

Arquivado em mercado, Moda

meu aniversário; teu presente

No domingo é meu aniversário e eu dou o presente! Tenho uma surpresa na semana que vem – terei um brinde bem bacana pra dar aqui entre os leitores do +1teko!

Se liga!!!

1 comentário

Arquivado em mercado, Moda