Arquivo do mês: maio 2008

é proibido fumar

Na quinta-feira 29/5, Dia Mundial de Combate ao Fumo, o prefeito de São Paulo assinou lei que veta o cigarro em diversos estabelecimentos públicos. Ainda estou na dúvida se está proibido fumar em clubes, boates e bares. Daí ontem uma amiga dona de bar me disse que seu advogado adiantou que não haverá fiscalização agora porque é ano eleitoral e o sr. prefeito Gilberto Kassab precisa dos votos do fumantes. Questões eleitoreiras à parte, o cigarro é problema de saúde pública e uma droga tão nociva aos homens e mulheres (que eu acho que fumam mais que os homens) quanto álcool, maconha, cocaína, glutamato monossódico, gordura trans, barbitúricos, Domingão do Faustão etc. etc. etc.

A proibição do fumo corre o mundo; no início do ano foi proibido em locais públicos na França, Alemanha e Reino Unido, e já está banido nos Estados Unidos há algum tempo. No Rio de Janeiro a lei existe há cerca de dois meses e já surte efeitos. A tendência mundial é de alta no consumo de cigarros, e a boa notícia no Brasil é que o consumo per capita de cigarro caiu 32% entre 1989 e 2004, segundo o Ministério da Saúde. A prevalência de fumantes entre os brasileiros com mais de 15 anos de idade também diminuiu no período, passando de 32% para 17%. O Ministério ainda afirma que o percentual brasileiro de fumantes está mais próximo do registrado em países como Estados Unidos (20,8%) e Canadá (20%) do que o verificado em nações como México (34,8%) e Argentina (40,4%). “O Brasil é um líder global no controle do tabagismo e possui vários sucessos nessa área, como o tratamento gratuito de fumantes pelo Sistema Único de Saúde, a construção de redes descentralizadas e o envolvimento da sociedade civil”, destacou o diretor da Iniciativa Livre de Tabaco (TFI) da Organização Mundial da Saúde (OMS) Douglas Betcher em coletiva em Brasília ontem. 

Hoje em dia o cigarro é um tema que sempre gera discussão, mas pra aliviar esse fumacê todo indico alguns filmes nos quais ele é um dos protagonistas. Bom fim de semana chuvoso e frio!… E nada de fumar!

Smoke (1995) - Wayne Wang
Smoking / No Smoking (1994) - Alain Resnais
Coffee and Cigarettes (1993) - Jim Jarmush
O Informante (1999) - Michael Mann
Thank you for smoking (2006) - Jason Reitman
Anúncios

1 comentário

Arquivado em cinema, sem categoria

touch screen dj

Muito já se discutiu, escreveu e falou sobre o fim dos discos de vinil. Um tempo atrás, os DJs que usavam CDs eram execrados e não tinham o perdão dos vinilmaníacos. Diz-se que o vinil tem melhor qualidade sonora e é mais fácil de manipular. De repente um monte de DJs gringos começaram a aportar na terra brasilis com um pequeno case de CDs, para hojeriza de algusn radicais do bolachão preto. Nesse ponto já existiam os mp3 players, o Final Scratch e o Ableton Live, a venda de música digital pela internet e o bum do myspace. Logo os celulares e mp3 players puderam ser conectados aos mixers, o i-Pod ganhou um console com mixer próprio, pipocaram os i-Pod DJs, a música digital desbancou gravadoras e lojas de CDs e vinil. O que acontece hoje é que temos várias tecnologias convivendo, o velho e o que ainda não está no mercado vivem lado a lado. E você sabe como será o futuro dos DJs? Bom, acabo de ler um pequeno texto do Rodrigo Reinelt no site Balada Planet sobre um novo toca-discos, ops!, um novo toca-músicas touch screen chamado Attigo TT. Fui atrás dos vídeos no Youtube pra saber como o Attigo TT funciona e achei incrível. Incrível porque é muito fácil de manipular a música, fazer scratches, controlar o pitch etc. usando apenas os dedos em duas telas de computador com sistema touch screen. A música passa nas telas em forma de onda sonora, e é ela que o DJ manipula com os dedos! Só não entendi como a música entra no aparelho, mas deve ser via computador ou mp3 player.

O projeto Attigo TT, que ainda é apenas um protótipo, foi desenvolvido pelo escocês Scott Hobbs que acabou de se graduar na Universidade Dundee, na Escócia. O projeto completo, desde a idéia inicial até as pesquisas e o desenvolvimento do produto estão no site de Scott Hobbs. O inventor espera agora que alguma indústria compre o projeto e o coloque no mercado. Abaixo seguem dois vídeos de demonstração do Attigo TT.

 

Deixe um comentário

Arquivado em club, Música, sem categoria

estréia

O documentário À Luz de Schwanke está pronto e estréia em Joinville dia 5 de junho. Depois passa como convidado do Festival do Audiovisual do Mercosul, em Florianópolis dia 7 de junho. A estréia em Joinville se dá porque o artista plástico Luiz Henrique Schwanke nasceu e morreu na cidade do norte catarinense. Espero que em breve haja uma projeção em São Paulo.

Na foto acima, o editor Paulo dando os ajustes finais no vídeo.

Deixe um comentário

Arquivado em sem categoria

parada de lucros

Parada Gay em frente ao MASP

O que se vê é um carnaval bem agitado. Se o desfile acontece hoje, domingo, na Avenida Paulista, os bailes aconteceram em diversos salões da cidade. Alguns espertos aproveitam a invasão gay e fazem 4 ou 5 noites carnavalizadas, como a The Week que é a casa fina das bis, com ingressos vendidos junto com os pacotes turísticos que incluem hotel, passagens de avião, translado, café-da-manhã. A viagem tem também parque de diversão com direito a beijar o namorado no Play Center. E é claro que a comunhão gay e moda ganha impulso; a rua Oscar Freire viu hordas de gays flertando com vitrines e se jogando nas compras. Na sexta-feira os hotéis da região da Avenida Paulista – Jardins e Consolação – avisavam no noticiário que a lotação já chegava a 90%. A sauna 269, aqui do lado de casa, teve movimento intenso o feriado todo e no sábado havia um ponto de táxi em frente à casa, coisa que nunca acontece, por causa da ferveção. Até as clinícas de depilação andaram abarrotadas porque tem muita barbie que não suporta pêlos. Li no site MixBrasil que a loja da Calvin Klein vendeu pencas de cuecas! Fetiche padrão.

 Na verdade, o que a cidade ganha com a Parada Gay além da visibilidade de gays e lésbicas? Um bom dinheiro! O negócio cresceu tanto (ops! tô falando da economia!) que o Ministério do Turismo tem um trio elétrico na Parada. Fora que a Avenida Paulista é tomada por ambulantes vendendo de tudo para as bis, e até os DJs levam um troco nos trios elétricos. Li nessa semana que a organização da Parada Gay pretende ou pretendia cobrar entre 15 e 30 reais para as pessoas terem acesso à Avenida Paulista e desfilar ao lado dos carros; coisa comum no carnaval de Salvador onde se cobra o tal do abadá – um mísera camiseta – para ficar dentro do cordão de isolamento perto dos carros de som.

No portal G1, da Rede Globo, leio: “Segundo a São Paulo Turismo (SPTuris), a Parada Gay de São Paulo é o segundo maior evento da cidade em número de turistas e em movimentação financeira relacionada ao turismo. Na edição de 2008, a empresa estima que 327 mil pessoas de fora da capital paulista virão prestigiar o evento. A previsão é que, desse total, 5% sejam estrangeiros. Os turistas devem movimentar R$ 189 milhões e gerar e manter 13,5 mil empregos diretos e indiretos, segundo estimativa da SPTuris.”    

2 Comentários

Arquivado em cidade, sem categoria

She’s lost control

‘Control’ tem uma fotografia muito boa em preto-e-branco e uma trilha sonora melhor ainda. O diretor do filme é o fotógrafo holandês Anton Corbijn que fotografou e realizou videoclipes de gente como Depeche Mode, U2, Metalica e Red Hot Chili Peppers. A trilha é do Joy Division, banda da qual Ian Curtis foi vocalista e letrista entre 1976 e 1980, quando se enforcou. As canções que estão no filme são dos álbuns ‘Unkown Pleasures’ e ‘Closer’. Ótimo filme, excelente trilha sonora. Corbjin se baseou no livro de Deborah Curtis que narra a triste e enigmática vida de seu marido Ian Curtis.

Depois da morte de Ian Curtis, o Joy Division transformou-se no New Order e um dos mais influentes grupos de pop rock e precursor da música eletrônica.

O ator inglês Sam Riley interpreta Ian Curtis em ‘Control’; é o primeiro trabalho dele como protagonista. Mas Sam Riley já fez o papel de outro líder de banda dark/pós-punk dos anos 1980. Em ’24 Hour Party People’ Sam é Mark E Smith, cabeça do grupo The Fall e um dos protagonistas daqueles tempos sombrios do rock inglês na era Maragreth Thatcher. Riley deverá voltar à grande tela com o filme ‘Franklyn’ no final deste ano. O longa-metragem dirigido por Gerald McMorrow (ele s´dirigiu um curta antes) conta a história de um mundo futuro, que se passa em Londres, onde Igreja e Estado são a mesma coisa. O filme está classificado como “neo noir” no site IMDB e traz ainda os atores Eva Green (‘Casino Royale’, ‘In the country of the last things’) e Ryan Philippe (‘Gosford Park’, ‘Crash’).

Sam Riley também teve a sua própria banda – 10.000 Things. Se você clicar aí no nome da banda poderá ouvir algumas canções, que achei bem chatas. Então o que aconteceu com Riley foi que ele fez umas pontas no seriado ‘Low & Order’ e no filme ’24 Hour Party People’ e daí desistiu da carreira de ator para cantar na banda 10.000 Things, que gravou um single (‘Titanium/Can’t do nothing’, 2004) e um CD-promo (‘Dogsbody’, 2005) sem muito sucesso. Riley então foi fazer o teste para o filme ‘Control’ em 2006.

No começo de maio estreou na Europa o documentário ‘Joy Division’ dirigido por Grant Gee. Nele os outros membros do Joy Division – Bernard Sumner, Peter Hook e Stephen Morris que hoje se chamam New Order – contam como foram aqueles poucos e intensos anos na virada das décadas de 70 e 80 em Manchester. Também tem depoimentos da jornalista belga Annik Honoré que foi amante de Curtis, do dono da Factory Records Tony Wilson, do artista gráfico Peter Saville que fez as capas dos discos do Joy Division e do diretor Anton Corbijn de ‘Control’. Assista ao trailer de ‘Joy Division’ abaixo:

E eu nem preciso dizer que adoro Joy Division e New Order, né?

4 Comentários

Arquivado em cinema, Música

bom feriadão

Deixe um comentário

Arquivado em sem categoria

vai ficar parada, gay?

Deixe um comentário

Arquivado em sem categoria