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chemical brothers, vagabundos e kate simko no brasil

Chemical Brothers: luzes da ribalta

A boa nova que acaba de cair na minha caixa postal é a vinda dos Chemical Brothers ao país. A notícia, que chegou via Agência Cartaz, diz que a dupla inglesa é a primeira confirmação estrangeira para a primeira edição paulista do festival Chemical Music, que vai rolar dia 30 de abril. E o esquema é rave: o local escolhido para os shows é a fazenda Maeda. O local já sediou o festival SWU, no ano passado e teve várias críticas à infra-estrutura, e várias raves Xxxperience.  O grupo No Limits é o organizador dos eventos na fazenda Maeda há algum tempo.

Esta deve ser a terceira vez que Ed Simons e Tom Howlands se apresentam no país. Eles vêm com a turnê do disco “Further”, sobre o qual você leu aqui no +1teko quando saiu no meio de 2010. Os shows têm a participação dos videomakers Adam Smith e Marcus Lyall que criaram e exibem videos bem viajandões para cada uma das faixas do disco/show. O press release diz que os Chemical Brothers não deixaram de fora velhos hits, como “Dig your own hole”. Boa oportunidade para rever um dos nomes mais emblemáticos da música eletrônica mundial que completou 15 anos de carreira.

O time nacional já tem escalados os DJs Gui Boratto, Gustavo Bravetti e Leo Janeiro e os projetos The Twelves e Life is a Loop. Os ingressos estão à venda em diversos pontos, principalmente shopping centers, de São Paulo, Campinas e outras dez cidades do estado de São Paulo. Também dá para comprar online. O site do festival Chemical Music ainda não estava funcionando quando esse texto foi escrito.

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Vagabundos – Dias antes dos Chemical Bros, no dia 23 de abril, quem desembarca no clube catarinense Green Valley é a caravana do top DJ chileno-suíço Luciano. Segundo o DJ Tiago Rangel, da produção do evento, a trupe do selo Cadenza traz a festa Vagabundos, que fez bastante sucesso na temporada passada em Ibiza e toca em breve no carnaval de Veneza. “O conceito do espetáculo vai além da música, da decoração anos 30 e da interação e caracterização do público, a idéia é aliar a diversão com a informação musical, emocionando a todos, dos tradicionais aos vanguardistas”, conta Tiago. Quem organiza a vinda do grupo é a agência Tríade Brazil.

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Kate Simko: relax

Dos States – E pra quem não quer esperar tanto, tem vários gringos se apresentando pelo país e o destaque hoje – quarta 16/2 – e a DJ e produtora norte-americana Kate Simko. Ela toca hoje no clube Tapas, na Rua Augusta, na festa Under_Line que fez parceria com a agência argentina Malevo Bookings. No reduzido cast figura o DJ Udolph, dono do descolado clube Cocoliche que fica no térreo e porão de um prédio meio abandonado no centro de Buenos Aires e que recebe vários top DJs internacionais. A dupla de VJs intitulada vjsuave também está no cast da Malevo e se apresenta na festa hoje.

Kate Simko vai na linha minimal-experimental-tech house e lança pelos selos Spectral Sound e Ghostly International. Há um ano, fiz um booking pra ela no D-Edge, mas infelizmente não pude ir e hoje novamente ficarei de fora de conferir o set dela, cotada como uma das DJs mais cool dos Estados Unidos que figura no top ten dos melhores DJs de Chicago pela revista XLR8R.

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music all day saturday

Se você estiver saindo de algum inferninho ou chill out dus infernus na manhã de sábado, ainda dá pra esticar até o domingo de manhã. Tudo bem que vai ter uma pausa pro almoço e pra siesta, mas a partir o final da tarde do sábado a boa é a Sunset Party nos jardins do MIS e MuBE. Daí tem mais um tempinho pra descansar, jantar e correr pra reestreia da festa Paradise, agora no clube Hot Hot.

Silver City: tarde quente no jardim

Tarde de sábado – O duo argentino Silver City é o convidado da terceira edição da Sunset Party, que começa às 16h com o excelente DJ Tahira em free style com sons brasileiros, latinos e africanos! Já o Silver City é formado por Julian Sanza (teclado e programação) e Fernando Pulichino (baixo e DJ) apresenta uma mistura de jazz, house e disco music. A performance ao vivo acontece às 18h (esperamos que não haja atraso) e é o ponto alto da festa; das 19h até as 22h o Silver City apresenta um DJ set à quatro mãos. O legal da Sunset Party é que é de graça e acontece ao ar livre, embaixo das árvores dos jardins do MIS e MuBE, e reúne muita gente legal em clima de pic-nic. Aviso: é bom se precaver e deixar umas bebidinhas no carro porque as filas no bar do MIS são bastante longas e a cerveja acaba logo!!! A organização do evento é do booker e produtor cultural Marcos Guzman, com patrocínio do uísque Passport e tem apoio da Puma, Centro Cultural da Espanha, MIS e Secretaria de Estado da Cultura.

+1teko de Silver City – Julian e Fernando começaram sua carreira em 1999 no grupo Ciudad Feliz em Mar del Plata, Argentina. Em 2002, mudaram-se para a Inglaterra e formaram o projeto 2020 Soundsystem com Ralph Lawson, dono do selo 2020 Vision, com quem têm se apresentado em diversos festivais ao redor do mundo e recebido grandes elogios da imprensa internacional. Fizeram parcerias com a dupla paulistana Minima, que você ouve abaixo.

Na penumbra: Oscar Bueno

Noite – O after hours Paradise volta à ativa, dessa vez no clube Hot Hot a partir da meia-noite do sábado (12/2). Agora em versão mais longa, o Paradise deixa de ser apenas after hours e engloba toda a noitada de sábado pra domingo. Da meia-noite às 4h rolam bandas, performances e live acts, mas a noite de reabertura vai no velho esquema DJ set com Márcio Vermelho, seguido do live act Dada Attack. Abertura um pouco conservadora se a ideia é mudar. A partir das 4h é esquema after hours, que terá nessa primeira festa as duplas de DJs: Mauro Farina e Ben Men, Bueníssimos, Mr Gil e Mimi, Darick Giorgy e Rafael Rosa. A promoção é da Rizza Bonfim, que juntou uma turma de descolados pra outras funções na festa, o que já dá um ar de reciclagem ao Paradise After Hours que agora assina como Paradiseparty.biz.

Conversei rapidamente com Oscar Bueno, o cara que inventou o Paradise no fim dos anos 1990 no clube Lov.e, e depois de três anos lá, circulou por vários clubes até se fixar no D-Edge, de 2003 a 2010 quando saiu em dezembro em busca de mais espaço para o conceito da festa. O Paradise saiu do D-Edge na esteira do Cio, que deve entrar no rol de festas do aguardado clube de Alex Atala, mas isso é fofoca ainda. Voltando ao paraíso… Oscar também contou sobre novidades que o Hot Hot implantou para facilitar e melhorar a infraestrutura da casa.

+1teko – Já que o Paradise agora tá em novo horário, será que o after vai desandar? Será que a fórmula after hours ainda rende? E a gente não tem mais after em São Paulo, né? (O Hell’s deve retornar à cena no club Anti-Social.)
Oscar Bueno – Na verdade, o forte do Paradise é o horário matutino e acho que o melhor sempre fica para o final. Ou seja, a cereja do bolo está no after! E vai ser muito bom não ter nenhuma festa antes do after nos pressionando e querendo engolir nosso horário. Estamos mais livres, o sábado é todo nosso. A praça é nossa! kkkkkkkkkkk
+1teko – Você acha que o Paradise vai pegar no Hot Hot? É que o clube deu umas caídas, primeiro quando o Lions abriu e agora com o D-Edge 2.0 e um monte de clubinhos na Augusta.
Oscar Bueno – [O Paradise] Vai ser a noite mais conceitual da casa e vai unir perdidos e órfãos do underground. Fora que as mudanças que exigimos no Hot Hot  são fundamentais. Porque ninguém aguenta subir escada pra beber, então vai ter mais um bar embaixo, que servirá drinks. E agora vai ter camarotes nas laterais, tipo no Lov.e., serão quatro, dois de cada lado da pista. Também vai ter mudança no sistema de pagamento, que será com cartão pós-pago, como nos outros lugares. Não teremos pulseirinhas VIP, o Hot Hot tem mais cara de carimbinho!
PS: Como no antigo Lov.e, Flávia Ceccato manteve o uso de carimbinho no pulso das VIPs. Nos outros clubes costumam-se usar pulseiras plásticas ou de papel para designar em qual nível você se encontra na festa.

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o meu creamfields

REsolvi montar meu mini Creamfields aqui em casa. Mas quem pode está em Floripa curtindo ao vivo.

Esse show do Etienne de Crecy assisti em 2009 no festival Planeta Terra, no Playcenter SP.

Doses de colírio com Loco Dice e Marco Carola back2back no Cavo Paradiso, Mikonos, Grécia.

Cavo Paradiso, no Mar Egeu.

Guy Gerber no Electro Venice, no parque  San Giuliano Mestre, Veneza, Itália.

Lo hermanito Herman Cattaneo arrasando no festival Moonpark, ano passado em Buenos Aires.

Os cariocas sangue bom Ask2Quit com super visual no MOB Festival de 2009, no Rio.

Olha essa de video mapping do VJ Speto! Em Budapeste, Hungria. Speto tá fazendo os vídeos do Creamfields.

 

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a cereja do festival planeta atlântida, em floripa

Boa notícia pra quem vem a Floripa e quer se jogar numa noitada eletrônica: o festival Planeta Atlântida terá pista bancada pela Pacha e com bons DJs (!). Anteontem noticiei o lineup mistureba do Planeta Atlântida aqui, mas ontem vi a notícia que a dupla MixHell vai se apresentar também. E na esteira dessa informação encontrei um lineup muito bom na tenda eletrônica do festival no sábado 15/1.

A partir das 18h tem muita nu-disco-house rolando com o duo Glocal, revelação de 2010 que lançou recentemente o single “Fancy romance” pelo selo berlinense Kassette, que você leu antes aqui. Lennox e Dani (Glocal) estarão na programação eletrônica do sábado 15/1, chamada Future Sound of Brasil (esses títulos em inglês…). Depois deles vem o trio Killer on the Dancefloor (19h), MixHell (20h), Aninha (21h), Junior C (22h), China (23h), Raul Boesel (0h30), The Twelves (2h), Murphy (3h30). Tá certo que essa sequência é meio maluca ao misturar gêneros eletrônicos distintos, mas é bem melhor que os shows programados pro palco principal.

Na sexta 14/1 também rola tenda eletrônica, Mixmag Party, no Planeta Atlântida. Mas daí o lineup não me interessou tanto: Sônica (17h), Chris Kessler (18h), Branko von Holleben (19h), Teclas (20h), Diego Moura (21h), Daniel Kunhen (22h) que fez um excelente warm up no primeiro dia de 2010 na festa com Michael Meyer no Warung, Dubshape (23h), o technohead Christian Smith (0h30) que há pouco lançou música pelo selo do clube paulistano Clash junto com Renato Cohen, Paulinho Boghosian (2h) e Mário Fischetti (3h30). Os três últimos são arroz-de-festa aqui em Santa Catarina, pra quem quiser saber.

Uma pena que bons DJs ficaram em horários muito cedo quando muita gente ainda estará na praia ou no engarrafamento tentando chegar no festival. Apesar de tudo, conseguiram reunir alguns bons DJs para o público que veraneia na capital catarinense. O blog do festival está aqui, mas não consegui encontrar o lineup completo que tem diversos palcos espalhados numa grande área em Canasvieiras, norte da Ilha.

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shows e ferveção no verão barriga-verde

Janelle Monae se apresenta no Brasil neste mês com Amy Winehouse

Nesse final de semana – sábado 8/1 – rola o show da Amy Winehouse aqui em Floripa. É estranho e engraçado que a mídia estadual – monopolizada quase totalmente pelo grupo RBS, filiado da Globo – simplesmente não comenta o show a Amy como também não fala do festival Creamfields. Os jornais, sites, rádios e TVs da RBS só falam do festival Planeta Atlântida, que tem um lineup de morte! Misturaram sertanejo, eletrônico, rock…

Será que ela ainda não foi no dentista?

Voltando a falar da Amy, que já foi muito mais badalada, lembro que recentemente li que ela pediu pra cacelarem os shows de Janelle Monae da turnê do festival brasileiro Summer Soul. Os shows acontecerão em Floripa, Recife, São Paulo e Rio, e inclui as duas cantoras e ainda o cantor, produtor, compositor, engenheiro de som, DJ, rapper e multi-instrumentista Mayer Hawthorne. Mas é de Janelle Monae que mais se fala ultimamente. Ela virou destaque mundial depois de lançar o álbum  “The Arch Android” em maio do ano passado. A fofoca é que Amy estaria com medo de enfrentar a futura nova diva da canção pop e mandou tirarem a norte-americana. Pra saber mais sobre ingressos e datas dos shows clique aqui. E que tal se deliciar um pouquinho com a Janelle?

Eu não ganho jabá da RBS, mas passo pra vocês os cronogramas de shows do Planeta Atlântida logo abaixo. Serão dois dias de apresentações em um parque na praia de Canasvieiras, norte da Ilha de Santa Catarina. O comentário sobre o festival fica no nível “tem de tudo pra todos”.

Sexta-feira (14/01)
17h30 — Iriê + Dazaranha (bandas de Floripa)
18h40 — Michel Teló
20h — Chimarruts
21h30 — Capital Inicial
23h — Armandinho
0h30 — Luan Santana
02h — Monobloco
03h30 — Infected Mushroom

Sábado (15/01)
17h30 — Restart
18h40 — Santograau + Nego Joe
20h — Jeito Moleque
21h30 — Nando Reis
23h — SOJA
0h30 — Guilherme & Santiago
02h — Charlie Brown Jr.
03h30 — Life is a Loop

O germano-chileno Loco Dice é destaque do Creamfields

E no sábado 22/1 acontece o festival Creamfields, que você já leu aqui. O lineup permanece o que divulguei aqui no +1teko, e que considero bem fraco, visto que outros grandes nomes como Laurent Garnier e Michael Meyer estarão circulando pelo país por esses dias. Aliás, ambos se apresentam nos clubes D-Edge (SP) e Warung (SC), e no ano passado Meyer abriu o ano numa noite ótima no Warung que contei aqui. Então, quem vier a Floripa curtir a balada eletrônica vai dar de cara com os seguintes DJs: Erick Morillo, Loco Dice, Etienne de Crecy live (deve ser o mesmo show que rolou em São Paulo em 2009, veja o vídeo abaixo), Hernan Cattaneo, Above & Beyond, Gui Boratto live, Guy Gerber, Raresh, Anderson Noise, Felguk live, Soundexile, Southmen, Ask2Quit, Hands Up, Deep Mariano, Cromo Audio e House of Jazz. Obviamente, tem muita gente nessa lista que não tenho ideia do som que toca, mas não tem nada de inovador ou up-to-date, que é o que se espera de um festival da grife Creamfields. Sobre o festival em Santa Catarina leia aqui.

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creamfields floripa confirma lineup e data

O verão em Floripa ganha atração de peso. O festival Creamfields, que nasceu na Inglaterra e se esparramou pelo mundo, terá edição de verão na minha querida ilha de Santa Catarina. Há alguns meses você leu aqui no +1teko sobre a ida do festival pra Floripa. A confirmação acabou de chegar via assessoria de imprensa. Anotem em suas agendas 2011: o festival vai rolar no dia 22 de janeiro, das 15h às 6h (cruel ficar no sol durante a tarde, hein? com tantas praias ao redor da ilha…), e vai rolar no Music Park, na rodovia que liga o centro ao norte da ilha. Espere por muito engarrafamento porque o transporte público em Floripa é bem caótico – espero que a organização da festa veja isso com muito cuidado para conforto de todos.

E todo mundo quer saber do lineup, né? Bom, tem alguns nomes bem bacanas, mas a maioria é maisntream pra catarinense acostumado às baladas de Balneário Camboriú. Eu destaco os seguintes nomes: Loco Dice (grafado em maiúsculas no press release, o que indica ser o principal nome) e Etienne de Crecy. Mas tem o pessoal “arroz-de-festa” – Erick Morillo, Hernan Cattaneo, Gui Boratto, Guy Gerber e Above & Beyond – que sempre tá lá pelos clubes da região.

A lista continua com Anderson Noise, Felguk, Raresh, Southman, Du Serena, Soundexille, Deep Mariano, Ask2Quit, Hands Up, House of Jazz e o projeto Cromo Audio de Rodrigo Ferrari e VJ Spetto. Sinceramente, faltou escalar muita gente bacana que se destacou em 2010 e vai bombar em 2011, mas isso é coisa que se acerta com as agências de DJs e patrocinadores, o que pode levar a escalação de artistas para a linha mais comercial. Coisa bem ruim pro público formador de opinião, e coisa bem boa pra caixa registradora da organização. Aliás, os ingressos estão à venda a partir de hoje (13/12) em diversas cidades de SC mais Curitiba, Porto Alegre e São Paulo . Os preços – ainda diferenciados por sexo! – vão de R$ 50 a R$ 120 pra pista, mas também tem preços mais salgados pra quem quiser ficar em camarotes standing ou com mesas. Haja!

Pena que o Creamfields Floripa não será à beira-mar, como os shows de verão nos anos 80, mas é um bom motivo pra eu ficar por Floripa em janeiro. Só espero ter boas notícias sobre o lineup!

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vódega festival

Se beber não dirija. Aproveita que a Smirnoff vai pagar o táxi pra casa e se joga na festa da vódega! O Brasil trocou sua nigthlife com a Austrália no projeto de trocas de baladas entre diversos países que a vodca promove hoje (27/11). [Ouça “Around the World”, Daft Punk.] Ontem dei uma zapeada pra ver quais brasileiros vão se apresentar em Sydney, fiquei surpreso e decepcionado que apenas o Bonde do Rolê foi escalado para mostrar aos australianos as delícias da noite paulistana. São Paulo tem centenas de DJs e nenhum vai enfrentar 24h de viagem até Sydney pra sambar e beber caipirinha com os cangurus…

Em compensação, já estão na cidade se deliciando com caipiroskas, vindos da Oceania: Muscles, Bag Raiders, Van She e Tim Poulton. Todos tocam no mesmo palco, numa sequência que inclui ainda Renato Ratier, Coy Freitas e Galaxy IV (Database+Roots Rock Revolution) e o norte-americano Golden Filter. Em outro palco tem os excelentes Holy Ghost! (EUA) e Superpitcher (Alemanha), e ainda Culoe de Song (África do Sul) e Kubba Step (Brasil).

Então na pista “Austrália/Brasil” o som começa bem pra cima, na linha maximal (de forma geral), com Galaxy IV e Muscles. Aliás, Chris Copulos, o tal Muscles, é da turma moderninha australiana bem ligada com sonoridades maximalistas que de 2007 pra cá tem encontrado espaço entre os new club kids ao redor do mundo. Um exemplo brasileiro é a festa Crew, de onde sairam Database e Roots Rock Revolution, que agora assinam juntos como Galaxy IV. Mudando de ares, entra a banda Golden Filter que lançou neste ano o excelente álbum “Voluspa”. As músicas são cheias de climas, mas com uma boa levada pra pista. Que prossegue com um dançante set do produtor Tim Poulton, que costuma fazer mashups misturando hip hop principalmente. Jack Glass e Chris Stracey acabaram de lançar o primeiro álbum do projeto Bag Raiders e o som vem com sotaque afrancesado na linha Daft Punk e Justice combinados. A banda Van She é um dos convidados mais conhecidos por aqui e seguem com uma pegada rock eletrônico. E o que será que o Renato Ratier vai tocar no final disso tudo?

Van She

Muscles

Golden Filter

Tim Poulton aka DJ MIT

Holy Ghost!

Na outra pista do Smirnoff Exchange o minimal techno deve embalar os mais cabeçudos. Quem abre a noite aqui é César Alvarenga com seu projeto solo Kuba Stepp, que já lançou duas co-produções com Daniel Marques pelo selo santista Lo-Kik, o que me parece que deve seguir na linha electro/minimal. Depois tem o sul-africano Culoe de Song com uma macumba minimalista que combina com os sons inteligentes e dançantes da dupla Holy Ghost e do produtor Superpitcher. Ambos enveredam por novos caminhos que remisturam pop rock retrô, electro, nu disco e minimal techno em seus trabalhos. O disco novo do Superpitcher, “Kilimanjaro”, é muito bom e faz o minimal “estilo Kompakt” flertar com disco music. Os holy ghosts Alex Frankel e Nicholas Millhiser são da linhagem DFA novaiorquina e fazem belas canções, como as dos três EPs lançados nesse ano – “Static on the Wire”, “Say my Name” e “Hold On / On Board”. Esse final deve ser o grande momento do festival da vódega. Cheers!

Superpitcher

Holy Ghost!

Culoe de Song

Kuba Stepp

Pista 1

22h00 – Coy Freitas (Brasil) 

00h00 – Galaxy IV (Brasil)

00h35 – Muscles (Austrália)

01h40 – Golden Filter (EUA)

02h40 – Tim Poulton (Austrália)

03h00 – Bag Raiders (Austrália)

04h20 – Van She (Austrália)

05h20 – Renato Ratier (Brasil)

PISTA 2

00h00 – Kuba Stepp (Brasil)

01h35 – Culoe De Song (África do Sul)

02h40 – Holy Ghost! (EUA)

04h30 – Superpitcher (Alemanha)

 

Vai de táxi – Gostei do apoio do festival para pagar parte da viagem de táxi pra quem vai até a longínqua Vila Leopoldina, perto da Ceagesp, na zona oeste. Quem conseguir ligar e marcar o táxi, isto é, se você conseguir entrar nos 5mil km pagos pelo patrocinador, vai ganhar 10km pagos pelo festival. Por exemplo, da Avenida Paulista até o local da festa dá cerca de 15km, então quem pegar nesse ponto vai pagar apenas 5km da viagem. E vale pra ida e volta! Liga pra 3035-0404 a partir das 20h e fala “Smirnoff be there”.

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Naaaaa D-EDGE

Ainda não consegui ir ao D-Edge ver a tão aguardada nova ala do club. Todo mundo elogiou e as fotos mostram três espaços bem bacanas e modernosos. Lembro que os planos começaram em 2006, eu já trabalhava no club desde 2004. No começo de 2007, por ocasião do lançamento do CD “Brazilian Gigolo” com a presença do DJ Hell, Renato Ratier deu entrevista à Ilustrada anunciando a obra, que só agora no fim de 2010 abre as portas. Parabéns a todo o staff do D-Edge!

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