Arquivo da categoria: fotografia

hampton court palace london

+1teko com nova imagem. A foto é do querido Fábio Tavares, que está morando em Londres. Incrível!

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fiat lux

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wim wenders em são paulo

Mais um dos meus astros oitentista está em São Paulo. Depois da performática Laurie Anderson, agora é a vez do cineasta alemão Wim Wenders. Filmes como “O Estado das Coisas”, “Paris, Texas”, “Tão Longe, Tão Perto”, “Alice nas Cidades” e tantos outros ainda povoam minha cabeça com imagens etéreas e desoladoras, trilhas sonoras tristes e diálogos econômicos porém fortes o suficiente para impressionar minha educação visual/cinematográfica na universidade nos anos 80.

Wenders está em São Paulo para a inauguração mundial da sua exposição fotográfica “Lugares, Estranhos e Quietos”, composta por 23 imagens inéditas que devem ser tão inquietantes quanto seus filmes, haja vista a imagem do cartaz da exposição. O vernisage é hoje (terça 19) no Masp onde fica em cartaz até 16 de janeiro e o serviço está no final desse post. Mas Wenders fica por aqui até o fim da semana para a abertura da 34ª Mostra Internacional de Cinema, da qual é um dos homenageados. Aliás, outra foto feita pelo diretor ilustra o cartaz oficial da Mostra de Cinema e é dele também a vinheta de abertura que rodará na abertura de todas as sessões.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Anote as sessões dos filmes de Wim Wenders na 34ª Mostra Internacional de Cinema:

“Tão Longe Tão Perto” – Cinemateca (Sáb 23/10 20h20); Cine Livraria Cultura2 (Dom 24/10 14h); Unibanco Artplex6 (Qua 27/10 14h30)

“Até o Fim do Mundo” (Director’s Cut) – Cine Livraria Cultura2 (Seg 25/10 16h)

“Paris, Texas” – Cine Livraria Cultura2 (Dom 24/10 18h50)

Anti-pedofilia – Depois dos muitos relatos de abuso sexual feito por padres católicos, Wenders se engajou na campanha ‘Break The Silence’. Ele dirigiu dois filmes curtos para a TV alemã que encorajam vítimas de abusos sexuais a falar sobre os abusos sofridos e assim “facilitar o processo de cura e quebrar o domínio dos pedófilos sobre suas vítimas”. Os filmes falados em alemão estão aqui. A tradução é a seguinte:

mulher / homem:
“Isso vai continuar a ser um segredo entre nós”, disse ele, depois que ele havia abusado de mim. Esse silêncio me fez uma vítima toda a minha vida.

voz em off:
Quem rompe o silêncio, quebra o poder do perpetrador. Nunca é tarde demais para falar sobre abuso sexual. Por favor, ligue para nós!

*

WIM WENDERS – Lugares, Estranhos e Quietos

MASP – Avenida Paulista 1578 – Tel: 3251 5644

De 21 de outubro de 2010 a 16 de janeiro de 2011
De terça a domingo: das 11h às 18h (bilheteria aberta até  17h30)
Terça-feira: entrada gratuita
Quinta-feira: das 11h às 20h (bilheteria até 19h30).
Ingressos: R$15,00 (inteira) e R$7,00 (meia) / Menores de 10 e maiores de 60 anos não pagam

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terça-feira gorda – musix, dzi croquettes, caligrafia mau dita

A semana começou com calor e sol em São Paulo, mas a chuva veio refrescar a terça-feira e a semana cheia de movimentações culturais. Claro que vou começar pela minha festa MUSIX que estréia hoje no clube Alberta#3.

O projeto MUSIX foi bolado junto com os DJs Atum, Tahira e Benjamin Ferreira e vai pelo viés chique das noitadas nas discotecas dos anos 60, 70 e 80, com muito funk, soul, disco e outras sonoridades que sacudiram o meio mundo com muito groove. As inspirações vêm de diversas referências estéticas: West End Records, Studio 54, Motown, Soul Train, Horse Meat Disco. Aliás, o Benjamin está na Europa (e não vai tocar hoje na Musix, é óbvio) e esteve na festa Horse Meat Disco no final de semana! Não tive o privilégio de conhecer in loco essa festa londrina que faz alguns anos que deu uma boa reviravolta na cena clubbing recuperando o espírito das festas disco dos anos 1970, os primórdios da dance music. Um dos frequentadores da HMD é o italiano Hard Ton, que você leu com exclusividade antes aqui, e que se inspira na levada ítalo-black-disco. Um álbum duplo da festa foi lançado em 2009 e recebeu muitas críticas elogiosas da grande imprensa europeia.

Um pouco mais cedo, vou conferir o vernissage da exposição “Caligrafia Mau Dita” na Matilha Cultural, bem pertinho do Alberta#3. Faz tempo que as pixações – ou pichações – passaram à categoria street art como forma de interferência político-social-artística. O pixo já atacou a Bienal de São Paulo sem ser convidado e agora participará oficialmente da Bienal que abre em setembro. No exterior os pixadores paulistanos são bastante conhecidos e já ouvi que o design dos pixos é copiado no exterior. A iniciativa da exposição partiu de Manulo e  Pingüim e  teve apoio dos convidados Thatha (Zona Sul), Tatei (Zona Oeste), Rash (Zona Norte), Taylor e Vagabundo (Zona Leste), Zé (ABC) e Ivan (Centro). Estarão expostas as ‘folhinhas’ com desenhos caligráficos, que costumam ser trocadas entre os pixadores, mantendo viva a caligrafia de cada grupo e ganhando caráter de peça colecionável.

Outros  destaques da programação dessa mostra são o lançamento do documentário “Caligrafia Mau Dita” (20 min) dirigido por Jey (Flávio Ferraz), exposição de fotos de João Wainer e Victor Moryama que contextualizam artisticamente a pixação em São Paulo e ilustrações de Paulo Ito que aborda o pixo em linguagem de HQ. Também está programado  um ciclo de conversas sobre as diversas facetas do pixo, com nomes como Claudio Rocha (da publicação Tupigrafia), Jaime Prades e Celso Gitahy. Confira a programação no site da Matilha Cultural.

Cartaz do filme

Hoje também acontece a pré-estreia do documentário “Dzi Croquettes” no cinema Reserva Cultural, na Av. Paulista. Terei de ir na estreia, na sexta-feira, e estou curioso em saber mais sobre esse emblemático grupo de performance/teatro que na década de 1970 escrachou com todos e com tudo. O documentário é dirigido por Tatiana Issa e Raphael Alvarez e tem entrevistas com Liza Minnelli, Gilberto Gil, Nelson Motta, Marília Pêra, Ney Matogrosso, Ron Lewis, Betty Faria, José Possi Neto, Miéle, Jorge Fernando, César Camargo Mariano, Cláudia Raia, Miguel Falabella, Pedro Cardoso e Norma Bengell. Todos vão relembrando ao curso dos 110 minutos de projeção a trajetória irreverente do grupo carioca Dzi Croquettes, que contestava a ditadura por meio do deboche e da ironia. O grupo defendia a quebra de tabus sociais e sexuais.

Dzi Croquettes em ação

O filme ganhou os prêmios Itamarati e do público de melhor documentário da última Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e prêmios de júri e público de melhor documentário no Festival de Cinema do Rio.

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fotografia não-digital: irina ionesco

Estava lendo o Estadão online e me deparei com matéria sobre a fotógrafa francesa Irina Ionesco, que esteve no Rio na semana passada para clicar modelos para campanha da feira de moda FashionBusiness. Há cerca de um mês e meio eu vi a exposição “Espelhos de Luz e Sombra”, então em cartaz na Caixa Cultural na Praça da Sé, em São Paulo. As imagens são belíssimas e agora estão viajando por Brasília e Salvador.

As fotografias de Irina Ionesco, 74 anos, não têm interferência de tecnologias digitais, a maior parte das fotografias em exposição no país – todas foram tiradas entre 1968 a 2006 – mede 40 por 50 centímetros. As fontes de inspiração de Irina são pinturas simbolistas, filmes hollywoodianos, tragédias gregas, poesia decadente, o kitsch sublimado e o sublime consagrado.

No texto do Estadão, o repórter conta que Irina só fotografa com uma câmera Nikon F e tem um fiel laboratorista que revela e amplia as imagens, tudo à moda antiga. Como diz o texto, “Enquanto fotojornalistas chamados a registrar a passagem de Irina pelo País disparavam até dez cliques por segundo com potentes máquinas digitais profissionais, Irina, com sua Nikon F, mecânica, fazia suas fotos calmamente, escolhendo os ângulos com apuro. De fundo, uma trilha de Marguerite Duras, de sua escolha, compunha o clima.”

Esse foi o primeiro trabalho de Irina no Brasil e aconteceu no Rio. A sessão de fotos foi na Mansão Figner, casa de 1910, no Flamengo, onde funciona o centro cultural do Sesc. As três modelos contratadas, Fabiana Mayer, Bruna Sotilli e Jéssica Pauletto, vestiram peças das coleções primavera-verão de cinco grifes que participarão da feira Fashion Business: Sta Ephigênia, Carlos Miele, Barbara Bela, Vitor Dzenk e Patricia Viera. “Ela elogiou as modelos – “Fabiana tem uma beleza pré-rafaelita”; “Bruna é felina”; “Jéssica parece Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo”, comentou. Também se encantou pela cidade, da qual partiria três dias depois. “O Rio é sublime, é a vida”, declarou.”

Irina Ionesco fotografa no Rio. Foto: Marcos d'Paula

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revistas de graça e com graça

Algumas revistas que andam circulando de graça pela cidade têm me surpreendido com bons textos e imagens. Nessa semana conheci a Nite People, que vem de Milão para São Paulo e será bimestral. O conteúdo traz apenas fotos e intervenções gráficas, e o formato é um charme. Em vez de veicular anúncios, as marcas interessadas participam do “contexto e do conteúdo” da publicação, como a Bacardi que está nas páginas da primeira edição. Editorial e publicidade viram uma coisa só?

nite

Faz algum tempinho que conheci a revista gaúcha Void pelo site, mas finalmente a encontrei fisicamente. A maior parte dos textos é bacana, mas tem momentos mal editados com entrevistas longas e meio chatas. Mas no geral é um bom exemplar de material feito por gente trabalho com gosto.

ai

A revista free que eu mais gosto é a Noize, que tem na música o ponto forte com vários reviews de discos, principalmente de rock e afins. Dá pra ler a revista via site mas vale a pena correr atrás de um exemplar. Belas capas e bom conteúdo.

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semana de sol

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