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pixo de luz, xoxo de luxo

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Olha, tem de votar na eleição dos melhores (ou dos piores ou dos xoxos) do ano da coluna Em Cena, do Estadão. Uma das questões mais engraçadas é:
10.Blefe do Ano
a. Bienal do Vazio : 42.67%
b. Grupo de Identidade Moda : 19.33%
c. TIM Festival : 38%

E vocês já tem a prévia da porcentagem que tá rolando nesse fim de tarde de quinta-feira. O vazio do pixo tá na frente! Pastelão de palmito nelas!!!

Hoje li que o ministro da cultura Juca Ferreira ligou pro governador José Serra para que intervenha no caso da prisão da pichadora da Bienal. E a repercussão continua. Ontem à noite o Vitor Angelo escreveu uma espécie de abaixo-assinado pra libertarem a pixadora. Acabo de receber um email do Dênis Rodriguez metendo o pau de novo, e citando a expo do avaf na galeria Casa Triângulo, que tem reproduções do pixo feitas com neon (foto acima, de Dênis rodriguez). Um toque chic e comercial na obra do avaf, que se diz a favor da soltura da garota como muitos outros artistas. E o texto do abaixo-assinado já está em inglês pra mandar pro mundo todo assinar.

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o pastelão de palmito da bienal

[A FOTO SOME TODA HORA ENTÃO VAI FICAR ASSIM MESMO]

foto da intervenção do grupo avaf no encerramento da 28a Bienal de São Paulo

Continua a novela da pichadora presa depois de atacar a Bienal. Pelo visto esse é o único trunfo e triunfo de uma curadoria que favelizou a mostra com espaços expositivos feitos de compensado e autorizou que o amigo artista da curadora pudesse invadir o segundo andar destinado ao vazio. Outros “invasores” pediram autorização pra usar o segundo andar com medo de serem execrados do mundo artístico pela curadoria de vassalagem, como bem disse o Vitor no blog dus infernus. Vazio curatorial, eu digo. Nada se discutiu sobre o papel da Bienal e das artes, quer dizer, pode ser que discutiram a portas fechadas e sem a interferência da sociedade. A crítica deu um bom malho na exposição, artistas reclamaram da falta de verba e de organização, outros artistas reclamaram da postura silenciosa da curadoria, o público se decepcionou com a favelização e a pouco inspiradora Bienal de 2008. A exposição terminou no sábado passado, mas a repercussão (negativa) da prisão da pichadora continua nas páginas dos noticiários. Não sou a favor do picho e da destruição do patrimônio coletivo, mas sou contra a falta de bom-senso e de discussão dos reais valores da arte. Como eu escrevi aqui anteriormente, as manifestações no tal vazio da Bienal poderiam servir de baliza para discussões e novas investidas (e investimentos) no mundo da arte brasileira e mundial. A oportunidade infelizmente foi perdida… E a performance de maior impacto do evento foi justamente a que um grupo nada oficial fez ao reclamar espaço para todos cirarem. Seguem alguns trechos da reportagem de hoje no portal UOL, da Folha de S.Paulo, relatando a saga da mãe da pichadora para libertá-la da prisão.

“Caroline foi presa no primeiro dia da tradicional exposição de artes, que se encerrou no último sábado. Vários artistas já se manifestaram pela libertação da garota, e pichadores fizeram grafites no centro paulistano e até na fachada da casa do ex-prefeito Celso Pitta, que está solto graças a um habeas corpus do TJ-SP (Tribunal de Justiça), após ter tido prisão decretada por não pagar pensão alimentícia a ex-mulher, Nicéa.”

“A organização da Bienal soltou uma declaração oficial no dia seguinte do incidente classificando de atitude dos jovens de “autoritária” – essa palavra deriva de autoridade, que, no caso, está do lado oficial, com a Bienal prestando queixa, a polícia prendendo e da Justiça mantendo detida uma garota cujo crime foi pintar uma parede branca dentro de uma mostra de arte. De lá para cá, os curadores e responsáveis pela Bienal não quiseram mais abordar o tema.”

“O irônico é que Caroline tem a palavra “liberdade” tatuada no peito, mas ela não experimentou a liberdade de expressão na Bienal e hoje vivencia a total falta dela na penitenciária.”


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vazio, o case que dá o que falar

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sabe que eu estive só uma vez na bienal, pra ver a performance do fischerspooner e logo senti que a favelização da bienal, que começou faz tempo, tá incrível agora! o terceiro andar parece mais vazio e pobre que o segundo que está efetivamente vazio. vazio porque querem. li depoimento do eli sudbrack, do grupo avaf que fechará a exposiçnao, dizendo que a curadoria deveria ter deixado as pichações e todas as manifestações das pessoas, não deveriam ter apagado. parece que só o mauricio ianez conseguiu mostrar (parte) da sua elogiada performance no tal segundo andar do vazio. depois teve gente que preferiu pedir permissão pra curadoria pra usar o espaço. o espontâneo não pode mesmo acontecer por lá. mas acho que manter a ‘memória’ que surgiu no vazio da bienal seria uma boa saída pra democratizar, digamos assim, o espaço elitista da tal alta arte, e ainda fazer uma bela leitura do que pensam e como agem as culturas urbanas dessa megacidade. seria até mesmo estar mais atento ao nosso tempo, o tal ‘contemporâneo’, onde a interação é sempre muito bem vista para educar, para vender, para divertir… enfim, o que eu vi e adorei lá foram os pichadores invadindo tudo, invadindo o quadrado dos artistas. presenciei a curadora (ou assistente) ana paula cohen dando de dedo na cara de um pichador. uma cena patética, mas enfim, aplaudi os pichadores e fui pro fischerspooner e não voltei mais lá. me deu um vazio e não voltei ainda ao ibirapuera.

depois li entrevista do cassey spooner na folha de s.paulo falando sobre o caos que foi vir à bienal. li também do ótimo trabalho do mauricio ianês. por fim acabo de ler uma crítica ácida do dênis rodriguez no blog dele bastante pertinente. ainda bem que não perdi meu tempo hoje indo até o ibirapuera pra ver a performance dos mexicanos los super elegantes. minha amiga silvia nem contou nada quando me ligou da bienal hoje à noite, mas o texto do dênis desmontou ainda mais minha vontade de voltar à bienal e rever tudo. afinal posso mudar de opinião. mas vou ver o avaf na semana que vem, e no blog do vitor ângelo tem um texto bom também sobre o avaf que deu respaldo pros aravanados e etc. etc.

as fotos eu fiz com celular na noite da pichação e do fischerpooner.

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