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exclusiva com hard ton, direto do rio

A dupla italiana de ítalo-disco/nu disco Hard Ton – Max Ton e Mauro Copeta aka Wawashi – acabou de chegar no Rio de Janeiro. Antes de ir à praia, o gordinho Max me deu uma rápida entrevista exclusiva! Hoje (10/9) eles se apresentam na festa Buati, no Rio, e amanhã (11/9) desembarcam em São Paulo na festa Luxo Pop Show no Clube Glória. Vai perder???

+1 – O que você pretende tocar no Brasil? Será um show completo do projeto Hard Ton?
HT – No Rio, Wawashi, o homem na sombra, meu parceiro no crime, vai divertir as pessoas com seu bom-gosto musical, mas podem esperar por uma surpresa de minha parte também durante a noite! Em São Paulo, será um live act completo, com algumas faixas inéditas.

+1 – Hard Ton lançou o EP Selfish pelo selo Gigolo e outras faixas na coletânea Gigolo 12, além de faixas em outros selos. Quando vão lançar um álbum?
HT – Atualmente estamos trabalhando no álbum, esperamos que seja lançado no início de 2011, com um single no fim do ano agora. No momento estamos finalizando duas faixas com ‘miss’ Billie Ray Martin que adoraríamos que entrassem no nosso álbum também.

+1 – Você sabe algo sobre a nu disco/disco house brasileira ? (que é muito popular hoje em dia)
HT – Bem, há muita música eletrônica interessante vinda da América do Sul em geral. Meu favorito é o grupo Comeme, é surpreendente. Os fabulosos DJs Parejas fizeram um remix para “Forever No More”, uma das nossas faixas lançadas pelo Gigolo, que ainda não foi lançado, mas quem sabe o que o futuro trará 😉

+1 – Você sabe algo sobre as festas bear gay de São Paulo? Como é esse tipo de festa na Itália? Você costuma tocar nessas festas?
HT – Eu não chequei na web antes de viajar para o Brasil, mas estou curioso para saber mais. Na Itália, a cena bear gay é bem grande, mas geralmente meu tipo de música é muito underground para os bears italianos, entretanto eu toquei em algumas festas bear e foi tão divertido.

+1 – Quem são seus ícones?
HT – James Labrie do Dream Theater, David Bowie, Leigh Bowery, Geoff Tate de Queensryche, Madonna, Mercury Feddy, Jean Jenet, Pier Paolo Pasolini, Prince, Jean Paul Gaultier … Há uma abundância de ícones!

+1 – Algo a dizer para os fãs brasileiros?
HT – Venham para a festa e vamos fazer um samba juntos! Estão todos convidados para se juntar a mim no palco!

+1 – Você pretende passar mais tempo no Brasil para ver / ouvir / provar mais?
HT – Seria ótimo ter a oportunidade de passar mais tempo aqui, acabei de chegar no Rio, e estamos prestes a ir para a praia. Este lugar já nos hipnotizou.

Max Ton

Mauro Copeta

A seguir a faixa “Why Your Love” de Stefano e Bene feat. Hard Ton, com mais 3 remixes.

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shows da semana: she wants revenge + hard ton

Mal terminou o feriado da Independência e já estamos todos dependentes dos gringos novamente. Amanhã, quinta 9/9, tem show da dupla She Wants Revenge no Clash Club e no sábado 11/9 é a vez do pocket show da dupla italiana Hard Ton no Clube Glória. Enquanto a primeira dupla passa pelo neo-gótico dançante com influências certas de Bauhaus e Joy Division e esteve no Brasil há alguns anos, a segunda é inédita por aqui e circula pelo universo bear gay com músicas que vão na onda da nova ítalo-disco.

Peso-pesado – Em entrevista exclusiva aqui no +1teko em janeiro, DJ Hell já cantava a bola do projeto Hard Ton como novidade mais que bem-vinda do selo Gigolo. Em seguida ele me enviou o primeiro EP de Hard Ton, ‘Selfish’, que resenhei pra Mixmag e que você também leu aqui. Agora, Johnny Luxo me avisa que o duo está vindo pra tocar sexta no Rio e sábado em São Paulo! Hard Ton é formado por Max e Mauro, ativistas gays e adoram fazer festas. Max é a “bear drag” cantora de Veneza que usa modelitos pra lá de absurdos e adora Divine (vide o visual) e Silvester (vide os falsetes). Mauro é de Bolonha e o cara que está por trás das produções que evocam desde Giorgio Moroder até Silvester e Grace Jones. Em entrevista à revista inglesa Boyz, Max revela que foi cantor de banda de heavy metal por 15 anos e de repente conheceu Mauro por um chat de pegação e começaram a falar sobre ítalo-disco. Logo nasceu o projeto Hard Ton, com Max assumindo fantasias e maquiagens à la drag queen, o que ele de certa forma contesta dizendo que raramente se apresenta fantasiado: “Mantenho minha barba, não uso peruca, não calço salto-alto, porque isso seria demais pros meus 150kg. Provavelmente eu diria que Leigh Bowery é uma inspiração”. A entrevista completa na Boyz você pode ler aqui. E veja a seguir o vídeo inspirado em Leigh Bowery, que espero faça parte do pocket show (por que pocket, Johnny???) que Hard Ton fará no Glória, em festa que tem ainda as DJs Leiloca Pantoja, Johnny Luxo e Dragão de Comodo (aka Eduardo Corelli). Pra ouvir mais Hard Ton veja a página no soundcloud.

Se vc não conhece Leigh Bowari:

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Neo-gótico – Quem não lembra dos hits cavernosos da banda/dupla She Wants Revenge que saíram nos álbuns She Wants Revenge (2006) e This Is Forever (2007)? Bom, na quinta-feira a dupla toca em São Paulo e sábado se apresenta em Brasília com seus hits e as novidades que apareceram desde o lançamento do último álbum. Dá pra ouvir aqui no Discogs trechos das faixas do mais recente EP Up And Down, lançado no final de 2009.

Em entrevista ao portal G1, o vocalista Justin Warfield disse que “a banda está trabalhando em um novo álbum ainda sem nome. ‘Devemos tocar algumas inéditas no Brasil. Esse vai ser um disco para nossos fãs mais ardorosos'”. Ele comentou ainda que as músicas que saíram nos EPs Up And Down (2009) e Save Your Soul (2008) foram experiências musicais diferentes do som do She Wants Revenge e que no próximo álbum o som será “bem She Wants Revenge”. Vamos esperar.

Uma das músicas mais emblemáticas do She Wants Revenge, “Tear You Apart”:

Ou aqui pra acompanhar “Tear You Apart” com letra e videoclipe.

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terça-feira gorda – musix, dzi croquettes, caligrafia mau dita

A semana começou com calor e sol em São Paulo, mas a chuva veio refrescar a terça-feira e a semana cheia de movimentações culturais. Claro que vou começar pela minha festa MUSIX que estréia hoje no clube Alberta#3.

O projeto MUSIX foi bolado junto com os DJs Atum, Tahira e Benjamin Ferreira e vai pelo viés chique das noitadas nas discotecas dos anos 60, 70 e 80, com muito funk, soul, disco e outras sonoridades que sacudiram o meio mundo com muito groove. As inspirações vêm de diversas referências estéticas: West End Records, Studio 54, Motown, Soul Train, Horse Meat Disco. Aliás, o Benjamin está na Europa (e não vai tocar hoje na Musix, é óbvio) e esteve na festa Horse Meat Disco no final de semana! Não tive o privilégio de conhecer in loco essa festa londrina que faz alguns anos que deu uma boa reviravolta na cena clubbing recuperando o espírito das festas disco dos anos 1970, os primórdios da dance music. Um dos frequentadores da HMD é o italiano Hard Ton, que você leu com exclusividade antes aqui, e que se inspira na levada ítalo-black-disco. Um álbum duplo da festa foi lançado em 2009 e recebeu muitas críticas elogiosas da grande imprensa europeia.

Um pouco mais cedo, vou conferir o vernissage da exposição “Caligrafia Mau Dita” na Matilha Cultural, bem pertinho do Alberta#3. Faz tempo que as pixações – ou pichações – passaram à categoria street art como forma de interferência político-social-artística. O pixo já atacou a Bienal de São Paulo sem ser convidado e agora participará oficialmente da Bienal que abre em setembro. No exterior os pixadores paulistanos são bastante conhecidos e já ouvi que o design dos pixos é copiado no exterior. A iniciativa da exposição partiu de Manulo e  Pingüim e  teve apoio dos convidados Thatha (Zona Sul), Tatei (Zona Oeste), Rash (Zona Norte), Taylor e Vagabundo (Zona Leste), Zé (ABC) e Ivan (Centro). Estarão expostas as ‘folhinhas’ com desenhos caligráficos, que costumam ser trocadas entre os pixadores, mantendo viva a caligrafia de cada grupo e ganhando caráter de peça colecionável.

Outros  destaques da programação dessa mostra são o lançamento do documentário “Caligrafia Mau Dita” (20 min) dirigido por Jey (Flávio Ferraz), exposição de fotos de João Wainer e Victor Moryama que contextualizam artisticamente a pixação em São Paulo e ilustrações de Paulo Ito que aborda o pixo em linguagem de HQ. Também está programado  um ciclo de conversas sobre as diversas facetas do pixo, com nomes como Claudio Rocha (da publicação Tupigrafia), Jaime Prades e Celso Gitahy. Confira a programação no site da Matilha Cultural.

Cartaz do filme

Hoje também acontece a pré-estreia do documentário “Dzi Croquettes” no cinema Reserva Cultural, na Av. Paulista. Terei de ir na estreia, na sexta-feira, e estou curioso em saber mais sobre esse emblemático grupo de performance/teatro que na década de 1970 escrachou com todos e com tudo. O documentário é dirigido por Tatiana Issa e Raphael Alvarez e tem entrevistas com Liza Minnelli, Gilberto Gil, Nelson Motta, Marília Pêra, Ney Matogrosso, Ron Lewis, Betty Faria, José Possi Neto, Miéle, Jorge Fernando, César Camargo Mariano, Cláudia Raia, Miguel Falabella, Pedro Cardoso e Norma Bengell. Todos vão relembrando ao curso dos 110 minutos de projeção a trajetória irreverente do grupo carioca Dzi Croquettes, que contestava a ditadura por meio do deboche e da ironia. O grupo defendia a quebra de tabus sociais e sexuais.

Dzi Croquettes em ação

O filme ganhou os prêmios Itamarati e do público de melhor documentário da última Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e prêmios de júri e público de melhor documentário no Festival de Cinema do Rio.

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hard ton; “selfish”; gigolo

Texto publicado originalmente na revista Mixmag #4.

Mamma mia! Drag disco club italiana!

O que aconteceria se a drag queen Divine fosse capturada por um disco voador e retorna-se hoje, na moderna Itália? A resposta é Hard Ton, que se define uma Divine ou “a maior disco queen do século 21”. Ela confessa adorara Grace Jones (nessa capa ele imita Grace em ‘Island Life’), Giorgio Moroder  e Chelones R. Jones entre outros bons da house. No final do ano passado, DJ Hell deu o toque aqui pra Mixmag e agora o Gigolo lança ‘Selfish’. O ótimo disco com três faixas foi criado pelo produtor Oliver Ton e inúmeras máquinas velhas e novas. Hard Ton costuma animar as noites gays de Bolonha a Veneza cantando em falsete, como Silvester, e lascando na ítalo. ‘Forever No More’ lembra Pet Shop Boys e Culture Club, na voz à la Boy George, e a música fica entre o deep pop e a disco com aroma oitentista. Hit total! ‘Selfish’ é viajante, uma clássica dance disco, e ‘Earthquake’ flerta com um eletrão de baixo gordo com vocais bem diva e muitos efeitos sintéticos.

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