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a cereja do festival planeta atlântida, em floripa

Boa notícia pra quem vem a Floripa e quer se jogar numa noitada eletrônica: o festival Planeta Atlântida terá pista bancada pela Pacha e com bons DJs (!). Anteontem noticiei o lineup mistureba do Planeta Atlântida aqui, mas ontem vi a notícia que a dupla MixHell vai se apresentar também. E na esteira dessa informação encontrei um lineup muito bom na tenda eletrônica do festival no sábado 15/1.

A partir das 18h tem muita nu-disco-house rolando com o duo Glocal, revelação de 2010 que lançou recentemente o single “Fancy romance” pelo selo berlinense Kassette, que você leu antes aqui. Lennox e Dani (Glocal) estarão na programação eletrônica do sábado 15/1, chamada Future Sound of Brasil (esses títulos em inglês…). Depois deles vem o trio Killer on the Dancefloor (19h), MixHell (20h), Aninha (21h), Junior C (22h), China (23h), Raul Boesel (0h30), The Twelves (2h), Murphy (3h30). Tá certo que essa sequência é meio maluca ao misturar gêneros eletrônicos distintos, mas é bem melhor que os shows programados pro palco principal.

Na sexta 14/1 também rola tenda eletrônica, Mixmag Party, no Planeta Atlântida. Mas daí o lineup não me interessou tanto: Sônica (17h), Chris Kessler (18h), Branko von Holleben (19h), Teclas (20h), Diego Moura (21h), Daniel Kunhen (22h) que fez um excelente warm up no primeiro dia de 2010 na festa com Michael Meyer no Warung, Dubshape (23h), o technohead Christian Smith (0h30) que há pouco lançou música pelo selo do clube paulistano Clash junto com Renato Cohen, Paulinho Boghosian (2h) e Mário Fischetti (3h30). Os três últimos são arroz-de-festa aqui em Santa Catarina, pra quem quiser saber.

Uma pena que bons DJs ficaram em horários muito cedo quando muita gente ainda estará na praia ou no engarrafamento tentando chegar no festival. Apesar de tudo, conseguiram reunir alguns bons DJs para o público que veraneia na capital catarinense. O blog do festival está aqui, mas não consegui encontrar o lineup completo que tem diversos palcos espalhados numa grande área em Canasvieiras, norte da Ilha.

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temporada em floripa – férias no carro?

Lentidão para o norte da Ilha de Sta Catarina

Provincianismo é pensar que engarrafamento é progresso! Floripa é um dos lugares mais provincianos do país. Falo isso porque sou daqui mesmo e vejo que a cada dia as coisas pioram. Lembro quando a ponte-cartão posta Hercílio Luz foi fechada para reformas e nunca mais a abriram ao tráfego de automóveis. Os consgestionamentos na ponte Colombo Salles eram um terror! Até que construíram a ponte Pedro Ivo, da qual roubaram muuuutio dinheiro. Depois, Floripa virou a cidade símbolo da prosperidade do Sul do Brasil, virou capa das revistas semanais por seu alto índice de bem-estar. Mas como em todas as partes do mundo, Florianópolis cresceu, aumentou a população – de pessoas e carros – e a violência dos assaltos e sequestros relâmpagos tomaram conta.

Ontem à noite fiquei preso no trânsito entre 23h30 e 1h30, em plena rodovia SC-401 – único elo entre Centro e Norte da Ilha de Santa Catarina. Fiquei umas 2 horas num engarrafamento causado pelo tumulto ao redor da boate Life, à beira da rodovia. Claro que não havia policiamento, tinha era um monte de gente pelas pistas tentando vender ingressos ou querendo andar a pé pra chegar antes no baile. Muita gente andando de carro pelo acostamento e ruelas próximas à estrada principal pra tentar chegar logo à festa. Muitos turistas com suas famílias tentavam chegar aos balneários do norte da Ilha e não entendiam o que aocntecia. E a lentidão piorou muito porque tentavam estacionar nos acostamentos da rodovia. Havia um carro da polícia rodoviária parado na frente da tal boate Life sem fazer nada para minimizar a angústia de quem estava há horas trancado no carro. Atenção pra não ficar preso do carro no reveillon!!!

Uma pena que Floripa até hoje não tenha um planejamento estratégico para o verão. A amiga de facebook Claudia Melilo disse: “E culpa também da prefeitura/ governo do estado que insiste em não fazer uma ponte ligando o sul da ilha ao continente.” Bom, eu não estava no Sul da Ilha, mas nem construindo pontes no Sul ou Norte da Ilha o trânsito melhoraria, acho até que ficaria pior. Pra mim, o problema é a prefeitura deixar construir uma boate na beira da rodovia, e a casa não ter estacionamento adequado e nem a prefeitura providenciar e sinalizar locais para estacionar, ou pedir à polícia rodoviária um plano pra regular o trânsito, multar quem trafega pelo acostamento ou com os corpos pendurados pra fora dos carros ou mesmo os “pedestres” que se aventuram pelo meio da estrada. Problema-2 é o governo do estado embargar durante uma década a duplicação da rodovia SC-401 (Centro-Canasvieiras). Não há previsão alguma de conclusão de obras entre Jurerê e Canasvieiras. Fiquei imaginando o tamanho do transtorno na Lagoa da Conceição, outro ponto sensível aos engarrafamentos noturnos de Floripa.

Fica a dica para quem está vindo para a Ilha da Magia curtir o reveillon. Pior será nas boates de Jurerê nos próximos dias, inclusive no tal festival Creamfields – com um lineup lamentável que você leu aqui – no dia 22 de janeiro. Prepare sua paciência!

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creamfields floripa confirma lineup e data

O verão em Floripa ganha atração de peso. O festival Creamfields, que nasceu na Inglaterra e se esparramou pelo mundo, terá edição de verão na minha querida ilha de Santa Catarina. Há alguns meses você leu aqui no +1teko sobre a ida do festival pra Floripa. A confirmação acabou de chegar via assessoria de imprensa. Anotem em suas agendas 2011: o festival vai rolar no dia 22 de janeiro, das 15h às 6h (cruel ficar no sol durante a tarde, hein? com tantas praias ao redor da ilha…), e vai rolar no Music Park, na rodovia que liga o centro ao norte da ilha. Espere por muito engarrafamento porque o transporte público em Floripa é bem caótico – espero que a organização da festa veja isso com muito cuidado para conforto de todos.

E todo mundo quer saber do lineup, né? Bom, tem alguns nomes bem bacanas, mas a maioria é maisntream pra catarinense acostumado às baladas de Balneário Camboriú. Eu destaco os seguintes nomes: Loco Dice (grafado em maiúsculas no press release, o que indica ser o principal nome) e Etienne de Crecy. Mas tem o pessoal “arroz-de-festa” – Erick Morillo, Hernan Cattaneo, Gui Boratto, Guy Gerber e Above & Beyond – que sempre tá lá pelos clubes da região.

A lista continua com Anderson Noise, Felguk, Raresh, Southman, Du Serena, Soundexille, Deep Mariano, Ask2Quit, Hands Up, House of Jazz e o projeto Cromo Audio de Rodrigo Ferrari e VJ Spetto. Sinceramente, faltou escalar muita gente bacana que se destacou em 2010 e vai bombar em 2011, mas isso é coisa que se acerta com as agências de DJs e patrocinadores, o que pode levar a escalação de artistas para a linha mais comercial. Coisa bem ruim pro público formador de opinião, e coisa bem boa pra caixa registradora da organização. Aliás, os ingressos estão à venda a partir de hoje (13/12) em diversas cidades de SC mais Curitiba, Porto Alegre e São Paulo . Os preços – ainda diferenciados por sexo! – vão de R$ 50 a R$ 120 pra pista, mas também tem preços mais salgados pra quem quiser ficar em camarotes standing ou com mesas. Haja!

Pena que o Creamfields Floripa não será à beira-mar, como os shows de verão nos anos 80, mas é um bom motivo pra eu ficar por Floripa em janeiro. Só espero ter boas notícias sobre o lineup!

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creamfields floripa 2011

LEIA AQUI SOBRE CONFIRMAÇÃO DO LINE-UP E NOVIDADES!!!

Tá sabendo? Já estão movendo os pauzinhos para a realização do festival Creamfields “perto de Floripa” no dia 22 de janeiro de 2011. A data vem bem a calhar porque será um feriado prolongado para paulistanos (25/1 é dia do município) e cariocas (20/1 é dia de São Sebastião, padroeiro do Rio). Minha fonte disse que “é A data do verão brasileiro, sem ser reveillon e carnaval”. Isso me cheira a quilométricos engarrafamentos em Balneário Camboriú ou aqui na Ilha, em Florianópolis, prováveis points do festival inglês que este ano comemora 10 anos em Buenos Aires, em novembro. Parece-me que a organizadora/dona da marca no país, a Indústria de Entretenimento, que já cuida de todo o cobranding da Pacha, Rey Castro, Sirena etc., quer que seja em Floripa, mas muita água ainda está por rolar pra acertar a produção.

O festival não virá sozinho e apenas em Santa Catarina, no seu descolado e quente verão. A marca Creamfields fará festas em outras cidades brasileiras ainda nesse ano e no decorrer de 2011. A primeira acontecerá no dia 10 de novembro em São Paulo, com o grupo Faithless e o DJ-produtor Laidback Luke. Minha fonte diz que dessa vez “o Creamfields vai ter total alinhamento artístico com a produção do festival lá fora”. Antes eram só alguns grupos no Brasil usando a marca. Fora isso, estão todos de olho no potencial turísitico do festival, que leva todos os anos cerca de 5mil brasileiros (dados não oficiais) a Buenos Aires, e do litoral catarinense.

Por enquanto o site brasieliro do Creamfields mantém apenas o aviso “aguarde”. Espero que seja um festival a altura do verão catarinense mesmo, e não como os que a RBS produz/patrocina por aqui como o Atlântida, com line ups sofríveis. E também a altura da indústria do entretenimento noturno ligado à música eletrônica que lota diversos clubes no estado, como os internacionais Warung e Green Valley. Que venha o verão e traga o Creamfields a Floripa!

Sobre o Creamfields 2008 em Buenos Aires você conferiu aqui no +1teko.

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floripando 2; calor no centro histórico

Ilha de Santa Catarina

A terça-feira foi de muito calor em Floripa – 31˚C pelo meio-dia. Andava de jeans e mochila pelo centro da cidade nessa hora – ufa! Passeei pelas lojinhas de louças de barro e pela loja de artesanato na Alfândega. Comi pastel de camarão e bebi um chope no Mercado Público com as amigas Kátia e Nega. Fui ver a exposição de Franklin Cascaes no Palácio Cruz e Sousa – antigo Palácio Rosado na Praça 15 de Novembro, onde já estiveram D. Pedro I e D. Pedro II, além de figuras como Floriano Peixoto, que impôs seu nome (Florianópolis, a cidade de Floriano) à capital Nossa Senhora do Desterro depois de muita tirania como interventor da provínica de Santa Catarina (depois virou o segundo presidente da república brasileira). Dei uma volta sob a velha Figueira de muletas no meio da Praça 15 e visitei exposições no Museu Victor Meirelles e Centro Cultural Badesc (na antiga casa de Nereu Ramos, governador de SC e único catarinense a presidir o Brasil – durante dois meses e 21 dias, de 11 de novembro de 1955 a 31 de janeiro de 1956).

Franklin Cascaes é um capítulo da história de Florianópolis. “Seu Francolino” foi um pesquisador da cultura açoriana, folclorista, ceramista, gravurista e escritor brasileiro. Dedicou sua vida ao estudo da cultura açoriana na Ilha de Santa Catarina e região, incluindo aspectos folclóricos, culturais, suas lendas e superstições. Até sexta 29/8 acontece a exposição de alguns dos desenhos e gravuras do mestre no Palácio Cruz e Sousa. Vários boitatás estão expostos, como os das fotos acima e abaixo. A coleção completa, que está aos cuidados da Universidade Federal de Santa Catarina, contem aproximadamente 3mil peças em cerâmica, madeira, cestaria e gesso; 400 gravuras em nanquim; 400 desenhos a lápis e grande conjunto de escritos que envolvem lendas, contos, crônicas e cartas, todos resultados do trabalho de 30 anos de Franklin Cascaes junto a população ilhoa.

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floripando; sganzerla, paradigma

Ilha de Santa Catarina vista a partir do sul

Há alguns dias na Ilha de Santa Catarina e já não sinto muitas saudades de São Paulo. Depois de voltinhas pela Lagoa da Conceição, peixes assados, delícias da mamãe e reencontro com velhos amigos, hoje tem muita coisa acontecendo na Universidade Federal de SC e terei de me desdobrar pra ir a tudo.

A jornalista Sônia Bridi, ex-colega de bancos escolares, faz palestra hoje à noite no lançamento da terceira edição da Semana Revista. Na verdade é um aperitivo do que virá na IX Semana de Jornalismo da UFSC, que rola entre 13 e 17 de setembro.

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Também começa hoje na UFSC a Semana Sganzerla, com mostra de filmes do cineasta catarinense, lançamentos de livros e debates no Teatro do DAC (Igrejinha). Hoje tem projeção de “O Bandido da Luz Vermelha” (1968) e a programação segue com os filmes “Nem Tudo é Verdade” (1986) e “Copacabana Mon Amour” (1970). O evento também marca o lançamento lançamento da caixa-livro “Edifício Rogério”, coletânea de ensaios sobre cultura brasileira publicado pela Editora da UFSC. A musa do diretor, a atriz Helena Ignez está na cidade e falará em diversas ocasiões dessa semana de cinema. Mais informações aqui nesse link.

O joaçabense Rogério Sganzerla é um dos expoentes do Cinema Marginal que misturou gêneros, fundiu o erudito e o pop, foi inconformado e transgressor mantendo um pé fincado na tradição clássica. Em 1992, Sganzerla esteve em Florianópolis e o entrevistei para meu vídeo projeto de conclusão do curso de Jornalismo. Em breve digitalizarei o vídeo, que ainda tem entrevistas com Décio Pignatari e outros sobre globalização.

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E fica aqui mais uma dica de cinema em Florianópolis. O Paradigma Cine Arte traz – nas sextas e sábados às 19h e 21h30min – filmes para todos os gostos e que não passaram pelo circuito comercial de Santa Catarina. Já foram feitas sessões de Doce de Coco, Gigante, Pachamama, EUA Vs. John Lennon, Goodbye Solo, entre outros. A nova sala de cinema fica na SC-401, ligação entre Centro e Norte da Ilha, no trevo de Santo Antônio de Lisboa, no Centro Empresarial Corporate Park. Uma excelente opção para os órfãos do cinema do CIC (Centro Integrado de Cultura), em obras há quase 2 anos!!! E boa dica para os turistas que chegam a Floripa e não têm muitos espaços culturais com boa programação.

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viagem marcada; visibilidade na blogsfera

Começo a semana com viagem marcada pra Floripa no fim de agosto pra rever a família e amigos, e descansar um pouco da loucurama de São Paulo, comer uma tainha assada e curtir a praia com o bom e velho Vento Sul que sopra na Ilha de Santa Catarina . E ainda ver como anda o livro “Schwanke – a seriação iluminada” sobre o artista joinvilense Luiz Henrique Schwanke, que deve ser lançado em setembro.

O primeiro livro sobre o artista que foi o mais importante da Geração 80 em Santa Catarina será distribuído para bibliotecas municipais, escolares, de universidades e museus catarinenses, já que o projeto tem apoio cultural do Prêmio Edital Elisabeth Anderle (do Governo de SC). O Instituto Schwanke também está apoiando o projeto que tem como linha de investigação a repetição ou seriação em diferentes aspectos na obra do artista. A coordenação editorial é da Kátia Klock, que assina a edição comigo e a com a editora de arte Vanessa Schultz. O livro terá encartado dvd com o documentário “À Luz de Schwanke” que co-dirigi em 2008 com produção também da Contraponto.

Esperamos fazer um lançamento em São Paulo também, na época da Bienal, já que temos texto de Agnaldo Farias, um dos curadores da mostra na qual Schwanke participou em 1991. Os críticos de arte Fabio Magalhães e Frederico Morais e a jornalista Néri Pedroso também terão textos publicados no livro, que contará com croquis, anotações, bilhetes, projetos, fotos e reproduções de obras de Schwanke, como o famoso “Cubo de Luz” montado na 21ª Bienal de São Paulo, em 1991.

Cubo de Luz, na 21ª Bienal de São Paulo, 1991

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Blogsfera – Não é que pra minha total surpresa o +1teko é destaque hoje no blog SuaVerdade, da marca de jeans Iódice!? Fico superlisonjeado com o texto elogioso. Você leu aqui sobre a nova coleção da Iódice, eu garanto que o jeans é muito bom. E recentemente recebi em primeira mão algumas fotos do making off do editorial da nova coleção de verão da marca. O tema ‘água’ inspirou o fotógrafo Jacques Dequeker, o o stylist Giovani Frasson e o maquiador Max Weber. Os modelos são gente como a gente, segundo a assessoria da grife: as gêmeas Bia e Branca Feres, Lucas Corduro, Taina Barrionuevo e Camila Fremder. Não sei se são tão assim parecidos com outros mortais, mas é gente que faz e aparece.

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Blogsfera 2 – O ótimo DeepBeep publica hoje página com Johnny Luxo, lendária figura clubber, na seção Mixtape. O set da fofa tá babadu!!! Texto e entrevista minhas. A Johnny dá um xoxo na moda brasileira e elege “A Roda”, da Sarajane, como novo velho hit de verão!!! Adoro colaborar com o DB, um dos blogs mais bacanas sobre música no país.

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voltinha na lagoa

Lagoa da Conceição, Floripa. By Ivi Brasil

No final da tarde de ontem, quinta-feira, fui dar uma voltinha pela Lagoa da Conceição. Bebi um chopp Eisenbahn com minha amiga Kátia, no Empório Mineiro com direito a vista da Lagoa. Ela foi pra um curso e fui conferir umas dicas que ela me passou. Primeiro fui à lojinha do Paulo Valle, um tipo moderninho de estilista pras gays e descolados de Floripa. Acabei comprando uma casaquinho preto com zíper vermelho bem básico e bacana. A loja está com promoção de 50% de desconto!!! Depois vi a vitrine da Mormaii, que não dá pra entrar sem gastar menos de cem reais… Passei numa lojinha da marca de surfwear/skatewear peruana Dunkelvolk que vende umas roupas bacanas, tudo básico – camisetas, camisas, bermudas e bonés – mas com ótimos tecidos de algodão. A balconista disse que o algodão peruano é o segundo melhor do mundo. Fui ao Sol da Terra, uma espécie de centro de cultura privado, onde só tinha uma peça de teatro e nada demais no fim de semana. Uma pena… Voltei ao Empório Mineiro e encontrei o Frank, cartunista do jornal A Notícia. Mais uns chopps e muito papo.
Logo mais tem mais happy hour na Lagoa! E hoje é sexta!

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(muito) trânsito, suor e cerveja

  

Fachada com jardim do Jivago Lounge, em Florianópolis

Ontem (29/12) fui conhecer o clubinho (no diminutivo mesmo, tanto no tamanho quanto na pretenção) Jivago, aqui no centro de Floripa. Sem ar-condicionado (a temperatura ontem à noite era de 30 graus sem vento e na pista era impossível de ficar); você responde e-mail pra desconto e nome não consta na lista; pra ir no banheiro tem de atravessar a pista de dança minúscula, quente e abarrotada; superlotação (gente! tem de respeitar a lotação das casas, por favor!); e a música da festa paulistana Café com Vodka é qualquer nota entre hits antigos e house semi-bate-cabelo. Não valeu a pena… Ainda bem que fui com amigos de bom papo e conseguimos a mesinha do jardim (na foto acima dá pra ver o pequeno jardim frontal). Mas me disseram que quando a cidade não está bombando de “estrangeiros” as festas são melhores (não terei tempo pra ver isso, quem sabe na próxima vez e fora de temporada).  

O amigo Poveza me pediu fotos da baladinha, mas nem valia a pena tirar fotos da muvuca no Jivago. O lugar fica numa casa que foi residência e depois virou redação da sucursal do jornal A Notícia (um casal de amigos que estava comigo disse que trabalhou ali algumas vezes, na redação que hoje é pista de dança). Aliás, o jornal joinvilense A Notícia foi o último veículo livre que o grupo gaúcho-judeu RBS (Rede Brasil Sul), ligado à Rede Globo, comprou para manter o monopólio da informação no estado de Santa Catarina. Não existe oposição à informação veiculada no estado… perdem o jornalismo, a livre informação e a democracia… e viva os blogs! 

Vista aérea da praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis

Mansões e Ferraris na praia mais cara do litoral de SC

A movimentação é grande em Floripa, que virou reduto de gente que só pensa em desfilar de carro. O engarrafamento era quilométrico ontem (terça 29/12) por volta da meia-noite para entrar na rodovia de acesso à praia de Jurerê. Lá ficam as casas (muitas de muito mal-gosto) dos magnatas que elegeram a parte “internacional” da praia (que um estreita faixa de areia) a Meca do consumo de luxo, ou melhor, a Beverlly Hills catarinense. Eu acho aquilo tudo um lixo, de muito mal-gosto. Um caça-níqueis desenfreado de muito dinheiro que não se sabe de onde vem, quer dizer, tem gente que deve saber e lava a grana por lá. Bom, mas bem antes da praia fica o complexo com as buatchis Pacha Floripa e Posh, sinônimos de garotas de tamancões e microvestidos, garotões sarados de camisas bem-passadas, carrões de luxo e som movido a progressive house comercial. Lá desfilam manezinhos (c0mo são chamados os florianopolitanos natos, como eu) famosos como o nadador e ex-A Fazenda Xuxa e o tenista e empresário Guga Kurten, além de um povo do naipe de Gisele Bundchen, Luisa Mell, Naomi Campbell… E é ali na Pacha/Posh que o trânsito estrangula (como no centrinho da Lagoa da Conceição, do outro lado da Ilha). Sacou?

Voltando do Jivago, na madrugada passada, parei num posto de gasolina já na praia de Ingleses (norte da Ilha) e um garçom, um rapaz simpático e alto de uns 20 e tantos anos, dizia que vai toda noite a Jurerê “servir os playboys, mas eles são gente boa no final das contas”. Assim espero!

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underground with snorkel :: floripa

Há uns 20 anos eu escrevia no meu fanzine Vã Guarda sobre a inexistência de um underground artístico-musical em Floripa. A situação não mudou muito hoje em dia. Mas ontem descobri umas boas opções de festas sem a dupla prog&tribal aqui na “sonífera ilha”. Pra começar, hoje tem a Café com Vodka que tem feito muito sucesso no Sonique, em São Paulo. Quem comanda a festa é o promoter Edu Hering Bell, blumenauense que vive no eixo Rio-SP. A noitada rola no clubinho Jivago, no centro da capital catarinense, e dizem ser o melhor club da cidade no estilo ‘mais underground’ (assim espero!). Os DJs de hoje eu não conheço nem ouvi falar, mas vou conferir. Amanhã (30/12) tem mais balada no Jivago com a noite Plastique, e na sexta (1/1) tem a Upper, que deve ser uma festa mais gay já que tem patrocínio da revista Júnior. Sobre os DJs dessas duas datas também os desconheço. Mas acho que vale tentar o clima cool do lugar.

Um festeiro ‘estilo underground’ daqui de Floripa é o Tiago Franco que promove a festa Devassa. Faz bastante tempo que escrevi sobre essa festa e outras no site Rraurl e o texto está aqui num velho Multiply. Bom, mas o Tiago não desiste e lembro de encontrar os amigos do Digitaria tocando numa dessas festas na Lagoa da Conceição. A Devassa continua e no domingo (3/1) tem edição especial no Confraria das Artes, club classudo que tentou entrar no circuito descolado com o D-Edge mas sucumbiu a pasmaceira prog e comercial, que é o que o público do lugar curte. Espero que a Devassa dê uma luz pros donos do lugar. Tiago diz que a primeira Devassa de 2010 vai estar “repleta de ubber atrações e com pistinha extra da Rocket pra intercalar os ouvidos e dançar até o chão. (…) e tem como principais atrações o aclamado Boss in Drama, o Gorky (do Bonde do Rolê), o Phillip A, idealizador da bombada Crew em SP. Na pista Rocket, as convidadas de luxo são as Gêmeas (Carol e Isadora Krieger).” Adoro Carol & Isadora, ainda mais depois de ver a linda instalação que montaram na loja PopUp, do povo da Semana de Moda em SP. Nessa festa também tocam os locais Daniel Kuhnen e Rotciv (conhecido em SP como Victor A e cabeça do selo Mister Mistery que vem lançando gente como Pareto, Zopelar, Glocal e Marcinho Vermelho entre outros nomes da onda de nu-disco).

Mas pra quem vem mais tarde a Floripa, a Devassa ainda terá edições em 15/1 com Daniel (do Ladytron) e a banda revelação Stop Play Moon (tem mais aqui e também ali e acolá), e em 15/2 (segunda de Carnaval) com Peter Hook. A programação está bacana, apesar de eu não ser muito fã de Daniel e Hook como DJs.

Vai ficar em casa ainda?

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