Arquivo do mês: abril 2010

neoconcretismo e surrealismo em são paulo

Metaesquema de Hélio Oiticica

Duas belas exposições na Avenida Paulista – o neoconcretismo de Hélio Oiticica e o surrealismo de Max Ernst. Os trabalhos do brasileiro estão expostos no Itaú Cultural em bela montagem que inclui os famosos Metaesquemas – bi e tridimensionais, instalações, filmes, bólides e mais uma série de trabalhos e documentações. O título dessa mostra – Museu é o Mundo – coloca no cerne da questão artística a transformação da pintura em mundo real, o extravasamento do plano do quadro para a tridimensionalidade até chegar à cor pura (nos bólides) e ao movimento corporal (parangolés). Para Oiticica a realidade é arte; favelas, vielas, samba, prostitutas, cocaína, floresta, música, pobreza, mídia, corpo, carnaval, tudo pode ser e é arte. São quase 120 obras expostas em 3 andares do Itaú Cultural, com entrada gratuita. Encerra dia 23 de maio.

A exposição do Max Ernst está no MASP – nas terças é de graça!!! “Uma Semana de Bondade” é composta de 184 colagens que pertencem ao colecionador frnacês Daniel Fillipacchi, que a conservou nos últimos 70 anos e agora chega ao Brasil pela primeira – e provavelmente última – vez.  Obras em papel se deterioram muito rapidamente e precisam ficar “paradas” o máximo possível. A coleção é divida pelos dias da semana. Nas colagens Ernst afastou-se da concepção bíblica, criando seu próprio Gênesis: o Domingo surrealista, por exemplo, é recheado de orgias, violência, blasfêmia e morte. No blog Leituras do Favre tem uma explicação bem detalhada da obra e várias imagens.

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E continua ainda hoje a promoção +1teko e Iódice Denim!!! Vamos dar um jeans da nova coleção Iódice Denim pra responder direitinho as perguntas abaixo.

1. Para onde a Iódice Denim levará uma pessoa de atitude?

2. Por que você acha que a sua verdade pode mudar o mundo?

A frase mais criativa e que tiver o destino correto, ganhará o jeans! Para conhecer o destino é só entrar no site da campanha Sua Verdade Pode Mudar o Mundo, e lá ainda dá pra concorrer a uma viagem pro Amazonas!

No sábado 30/4 eu dou o resultado aqui. Boa sorte!

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Arquivado em artes plásticas, Moda

manaus – uma ilha urbana na floresta

Rio Solimões, no estado do Amazonas. 2008

Em agosto de 2008 fui a Manaus trabalhar na campanha política e pude conferir as belezas e mazelas daquela capital-ilha cercada de floresta. A exuberância do Rio Negro e da Floresta Amazônica constrasta com aquela capital de 2milhões de habitantes, que como em boa parte do país sofrem com trânsito caótico, poluição, ocupação desorganizada, favelas, tráfico de drogas e tantos outros. O governo do Amazonas ao incentivar o turismo na região deveria aproveitar e [ter vergonha na casa!] fornecer água potável encanada para as periferias de Manaus. Fiquei assustado com o grande número de casas sem água encanada e tratada, se não me engano cerca de 30% da população!!! Isso que Manaus está à beira do maior rio do mundo!

Talvez essa verdade possa mudar o mundo amazônico pra melhor.

Mas uma das melhores coisas de Manaus é a gastronomia. Tem tapiocas pra todos os gostos, sorvetes deliociosos feitos com frutas da região (açaí, cajá, umbu, tapioca, cupuaçu…), diversos peixes saborosos e o democrático caboclinho – pão francês com queijo coalho e tucumã – servido quente ou frio!!!

Tucumã é esse 'coquinho' carnudo delicioso

Um endereço chic em Manaus, que confirmei com Alex Atala que disse adorar a comida e o lugar, é o Bistrô Ananã. O lugar fica perdido no centro histórico da cidade e é bom consultar o mapa ou pegar um táxi pra chegar lá. O restaurante moderninho tem um jardim grande com mesas e muitas árvores, e o salão está instalado numa construção mais moderna com janelas redondas. Comidinhas contemporâneas feitas com produtos da floresta!!! Comi um (ou seria uma?) voulevan de camarão com jambu – a erva que dá uma adormecida na boca – muito bom e também tem pratos com peixes como pirarucu e tucunaré, e uns pãezinhos com castanhas-do-pará… hummmmmmm

Bistrô Ananã, cozinha amazônica contemporânea

Também recomendo o restaurante Açaí & Cia (Rua Acre, 98 – Conj. Vieiralves) que é um ambiente rústico, todo aberto e com teto de palha. Tem muitas receitas deliciosas de peixes e frutos regionais. Sugiro o pirarucu de casaca, um dos pratos manauaras mais pedidos e conhecidos. No horário de pico das refeições o restaurante fica impossível e tem de ter certa paciência com o atendimento, mas vale muito a pena.

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Por falar em Manaus e Amazônia, a Iódice Denim tá com uma promoção cultural bem bacana no site da campanha Sua Verdade Pode Mudar o Mundo. Vai lá ver! De repente você usa as dicas que dei acima!

E o +1teko e a Iódice Denim querem te dar uma calça jeans super transada! Para concorrer, responda no comentário desse post as seguintes perguntas:

1. Para onde a Iódice Denim levará uma pessoa de atitude?

2. Por que você acha que a sua verdade pode mudar o mundo?

A frase mais criativa e que tiver o destino correto, ganhará o jeans! Para conhecer o destino é só entrar no site da campanha Sua Verdade Pode Mudar o Mundo.

Sexta-feira 29/4 eu dou o resultado aqui. Boa sorte!

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Arquivado em ecologia, gastronomia, Moda

o jeans que te leva pra floresta

Como eu avisei semana passada, durante os próximos dias rola concurso aqui no +1teko. O prêmio é uma calça jeans Iódice Denim a quem  responder tudo certinho. Mas antes da pergunta, copiei um texto da Wikipedia pra nos dar uma luz sobre o que é denim.

Denim é um tipo de tecido de algodão em que somente os fios do urdume (longitudinal) são tingidos com corante índigo, normalmente com ligamento sarja. É a matéria-prima para a fabricação de artigos jeans. A palavra Denim surgiu na França no Século XVII a partir da expressão serje de Nîmes, em referência à cidade do sul do país, e destinava-se a um tecido de algodão bastante rústico usado pelos trabalhadores da época.

Para concorrer a calça jeans Iódice Denim é bem fácil, responda no comentário desse post as seguintes perguntas:

1. Para onde a Iódice Denim levará uma pessoa de atitude?

2. Por que você acha que a sua verdade pode mudar o mundo?

A frase mais criativa e que tiver o destino correto, ganhará o concurso +1teko! Para conhecer o destino é só entrar no site da campanha Sua Verdade Pode Mudar o Mundo, que também tem um concurso bem bacana que pode te levar pra uma viagem pelas florestas tropicais! Se joga!

Sexta-feira 29/4 eu dou o resultado aqui. Boa sorte!

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hard ton; “selfish”; gigolo

Texto publicado originalmente na revista Mixmag #4.

Mamma mia! Drag disco club italiana!

O que aconteceria se a drag queen Divine fosse capturada por um disco voador e retorna-se hoje, na moderna Itália? A resposta é Hard Ton, que se define uma Divine ou “a maior disco queen do século 21”. Ela confessa adorara Grace Jones (nessa capa ele imita Grace em ‘Island Life’), Giorgio Moroder  e Chelones R. Jones entre outros bons da house. No final do ano passado, DJ Hell deu o toque aqui pra Mixmag e agora o Gigolo lança ‘Selfish’. O ótimo disco com três faixas foi criado pelo produtor Oliver Ton e inúmeras máquinas velhas e novas. Hard Ton costuma animar as noites gays de Bolonha a Veneza cantando em falsete, como Silvester, e lascando na ítalo. ‘Forever No More’ lembra Pet Shop Boys e Culture Club, na voz à la Boy George, e a música fica entre o deep pop e a disco com aroma oitentista. Hit total! ‘Selfish’ é viajante, uma clássica dance disco, e ‘Earthquake’ flerta com um eletrão de baixo gordo com vocais bem diva e muitos efeitos sintéticos.

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Arquivado em jornalismo, lançamento, Música

prins thomas; “prins thomas”; full pupp

Texto publicado originalmente na edição número 4 da revista Mixmag. O texto é meu, mas está assinado incorretamente na revista por outra pessoa.

A saga viking nas galáxias da dance music

Prins Thomas voa alto com experiências cósmicas no primeiro álbum

Restringir Prins Thomas a tal cosmic-disco é reduzir significantemente sua potência e ecletismo. O produtor norueguês já provou e comprovou que seus exercícios musicais em centenas de remixes vão às raias do experimentalismo. Neste álbum-debut, ouvem-se ecos de Ry Cooder, Kiss, Bowie, jazz, Cramps e música clássica, uma mistureba que catequizou Prins e agora desemboca nestas curiosas sete faixas. Impossível classificar, impossível resistir a uma audição cuidadosa. Dá até para arriscar que Prins é daquela vertente escandinava que pode englobar Björk, Lindstrom e ABBA até o cinema do Dogma 95 e a arquitetura de Alvar Aalto. Um requinte gélido, sem arestas, do qual emana um calor interno, comedido e explosivo ao mesmo tempo.

As músicas vão correndo calmamente, com belos arranjos e variações cheias de bossa. O disco começa com climas bem orgânicos, bateria e violão em destaque no groove de ‘Uggebugg’. O tom sombrio e sintético marca ‘Slangemusikk’ e desaparece em ‘Sauerkraut’ (que tem Todd Terje tocando clavinete). Em ‘Wendy Not Walter’, Prins pega a veia dance e nos presenteia com uma levada cool, que tem Lindstrom no keyboard e Todd Terje no trumpete! Nada de muita bombação e euforia na pista de dança, mas é aqui que a gente pira e se joga de cabeça nesse caleidoscópio nórdico. Dia 29 de março nas melhores casas do ramo.

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Ouça duas faixas aqui. “Slangemusikk” é bem experimental. Nattonsket tem uma pegada cosmic disco.

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mixhell; “mixhell”; 3plus / st2

Texto publicado originalmente na revista Mixmag n˚5 que está nas bancas.

A mistura bombada entre céu e inferno

O trio MixHell chega com seu primeiro álbum. Não é bem um álbum, mas uma compilação mixada que vem com seis faixas do grupo ou remixes delas e outras tantas de expoentes da linha maximal/mash-up e adjacências. Entre os enfileirados nesse disco potente (saído do inferno?) estão amigos queridos do casal Iggor Cavalera e Laima Leyton, como Crookers, Brodinski, Houratron, Diplo, Boys Noize e NASA. Mas… ficou na dúvida sobre a palavra “trio”? Pois é, quem dá as caras são Iggor e Laima e na sala de justiça fica o produtor Max Blum, famoso por inúmeras trilhas de desfiles de moda. É ele o cara que aperta os botões e dá o acabamento. Aliás, a trinca se prepara agora para remixar uma faixa do Prodigy, a convite de Liam Howllet. E em abril colhem os louros por um remix encomendado por Moby, que deve chamá-los para abrir algum dos shows da turnê ‘Wait For Me’ que passa por aqui em abril.

MixHell, o disco – ‘Intro’ dá o toque funk carioca-samba do crioulo doido, mas o disco corre pro techno rápido com vontade de ser trance. O liquidificador maximalista despedaça tudo – techno, electro, rock, efeitos, trance, funk carioca, Miami bass… – e reaglutina numa vitamina forte, pesada e rápida. O sabor brazuca é o berimbau sambando no remix de Brodinski para ‘Highly Explicit’. Aliás, esse é o melhor dos três remixes dessa faixa presentes no disco. O mix energético fica mais palatável e deep no meio do caminho com ‘Boom Da’ (MixHell) e pela inédita e grandiosa ‘What Up Yall!’ (Crookers); retorna ao funk-max-house já na faixa ‘Joga Bola’ do gringo Solo (ou The Drunk Solo) com letras em português num misto de samba e funk carioca. E a viagem vai em hi-nrg, com muita quebradeira, synths absurdos, cuts, muita percussão, mais vocais em português – “bate com a bunda no chão e vai!” – até dar uma baixada na poeira. Na parte final, o CD só se salva pela última faixa, um remix classudo do MixHell pra ‘Beyond God and Elvis’ do From Monuments to Masses – grave, elegante e cheirando a pós-punk.
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Laima e Iggor; Max nunca aparece, né?

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meu aniversário; teu presente

No domingo é meu aniversário e eu dou o presente! Tenho uma surpresa na semana que vem – terei um brinde bem bacana pra dar aqui entre os leitores do +1teko!

Se liga!!!

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