Arquivo do mês: novembro 2010

vódega festival

Se beber não dirija. Aproveita que a Smirnoff vai pagar o táxi pra casa e se joga na festa da vódega! O Brasil trocou sua nigthlife com a Austrália no projeto de trocas de baladas entre diversos países que a vodca promove hoje (27/11). [Ouça “Around the World”, Daft Punk.] Ontem dei uma zapeada pra ver quais brasileiros vão se apresentar em Sydney, fiquei surpreso e decepcionado que apenas o Bonde do Rolê foi escalado para mostrar aos australianos as delícias da noite paulistana. São Paulo tem centenas de DJs e nenhum vai enfrentar 24h de viagem até Sydney pra sambar e beber caipirinha com os cangurus…

Em compensação, já estão na cidade se deliciando com caipiroskas, vindos da Oceania: Muscles, Bag Raiders, Van She e Tim Poulton. Todos tocam no mesmo palco, numa sequência que inclui ainda Renato Ratier, Coy Freitas e Galaxy IV (Database+Roots Rock Revolution) e o norte-americano Golden Filter. Em outro palco tem os excelentes Holy Ghost! (EUA) e Superpitcher (Alemanha), e ainda Culoe de Song (África do Sul) e Kubba Step (Brasil).

Então na pista “Austrália/Brasil” o som começa bem pra cima, na linha maximal (de forma geral), com Galaxy IV e Muscles. Aliás, Chris Copulos, o tal Muscles, é da turma moderninha australiana bem ligada com sonoridades maximalistas que de 2007 pra cá tem encontrado espaço entre os new club kids ao redor do mundo. Um exemplo brasileiro é a festa Crew, de onde sairam Database e Roots Rock Revolution, que agora assinam juntos como Galaxy IV. Mudando de ares, entra a banda Golden Filter que lançou neste ano o excelente álbum “Voluspa”. As músicas são cheias de climas, mas com uma boa levada pra pista. Que prossegue com um dançante set do produtor Tim Poulton, que costuma fazer mashups misturando hip hop principalmente. Jack Glass e Chris Stracey acabaram de lançar o primeiro álbum do projeto Bag Raiders e o som vem com sotaque afrancesado na linha Daft Punk e Justice combinados. A banda Van She é um dos convidados mais conhecidos por aqui e seguem com uma pegada rock eletrônico. E o que será que o Renato Ratier vai tocar no final disso tudo?

Van She

Muscles

Golden Filter

Tim Poulton aka DJ MIT

Holy Ghost!

Na outra pista do Smirnoff Exchange o minimal techno deve embalar os mais cabeçudos. Quem abre a noite aqui é César Alvarenga com seu projeto solo Kuba Stepp, que já lançou duas co-produções com Daniel Marques pelo selo santista Lo-Kik, o que me parece que deve seguir na linha electro/minimal. Depois tem o sul-africano Culoe de Song com uma macumba minimalista que combina com os sons inteligentes e dançantes da dupla Holy Ghost e do produtor Superpitcher. Ambos enveredam por novos caminhos que remisturam pop rock retrô, electro, nu disco e minimal techno em seus trabalhos. O disco novo do Superpitcher, “Kilimanjaro”, é muito bom e faz o minimal “estilo Kompakt” flertar com disco music. Os holy ghosts Alex Frankel e Nicholas Millhiser são da linhagem DFA novaiorquina e fazem belas canções, como as dos três EPs lançados nesse ano – “Static on the Wire”, “Say my Name” e “Hold On / On Board”. Esse final deve ser o grande momento do festival da vódega. Cheers!

Superpitcher

Holy Ghost!

Culoe de Song

Kuba Stepp

Pista 1

22h00 – Coy Freitas (Brasil) 

00h00 – Galaxy IV (Brasil)

00h35 – Muscles (Austrália)

01h40 – Golden Filter (EUA)

02h40 – Tim Poulton (Austrália)

03h00 – Bag Raiders (Austrália)

04h20 – Van She (Austrália)

05h20 – Renato Ratier (Brasil)

PISTA 2

00h00 – Kuba Stepp (Brasil)

01h35 – Culoe De Song (África do Sul)

02h40 – Holy Ghost! (EUA)

04h30 – Superpitcher (Alemanha)

 

Vai de táxi – Gostei do apoio do festival para pagar parte da viagem de táxi pra quem vai até a longínqua Vila Leopoldina, perto da Ceagesp, na zona oeste. Quem conseguir ligar e marcar o táxi, isto é, se você conseguir entrar nos 5mil km pagos pelo patrocinador, vai ganhar 10km pagos pelo festival. Por exemplo, da Avenida Paulista até o local da festa dá cerca de 15km, então quem pegar nesse ponto vai pagar apenas 5km da viagem. E vale pra ida e volta! Liga pra 3035-0404 a partir das 20h e fala “Smirnoff be there”.

*      *      *

Naaaaa D-EDGE

Ainda não consegui ir ao D-Edge ver a tão aguardada nova ala do club. Todo mundo elogiou e as fotos mostram três espaços bem bacanas e modernosos. Lembro que os planos começaram em 2006, eu já trabalhava no club desde 2004. No começo de 2007, por ocasião do lançamento do CD “Brazilian Gigolo” com a presença do DJ Hell, Renato Ratier deu entrevista à Ilustrada anunciando a obra, que só agora no fim de 2010 abre as portas. Parabéns a todo o staff do D-Edge!

Anúncios

4 Comentários

Arquivado em Entretenimento, festival

glocal e dj glen lançam via berlim

Novidades no front musical. Brasileiros lançam por selos alemães em breve. Glocal sai com single+remixes de “Fancy Romance” em vinil pelo Kassette e o DJ Glen recebeu convite de DJ Hell pra remixar alguma faixa do novo disco dele, que obviamente sai pelo Gigolo.

Há algumas semanas Christoph, ou Click|Click, puxa mais um costumeiro papinho no skype. Ele me contando que a onda minimal techno tá indo pro lado da disco em Berlim, coisa que já dava pra sentir em trabalhos da Ellen Allien e Superpitcher. Resolvi apresentar algumas novidades que andam rolando aqui em São Paulo e trocamos algumas tracks. Acabou que ele ficou apaixanoda em “Fancy Romance” da dupla Glocal. Me surpreendi com a escolha de Christoph porque o selo dele, o Kassette, lançou até agora uma linha mais minimalista de techno. O sócio de Christoph é o produtor M_Ferri que comanda o selo Autist (Channel X, Niko Schwind, Boris Brejcha…). A guinada pra disco/house tá certa e o vinil do Glocal sai em 15 de dezembro em vinil e dois dias depois em digital.

Capa de "Fancy romance"

“Fancy Romance” sairá na versão orginal e nos remixes de Click|Click e Jimmy Edgar. Por enquanto só dá pra curtir a versão original (acima) que Lennox e Dani compuseram há cerca de seis meses! Dani me disse que o remix do Click|Click ficou incrível. “Porra!” E o Jimmy Edgar que também remixou é um desses produtores supercool de Detroit que tá em todas as pistas com “Hot, Raw, Sex” (!K7).  Em julho ele lançou o álbum XXX (!K7) e anda rodando o planeta com ele. O cara também é fotógrafo de moda.

* * *

Ontem à noite, em mais um papo no skype… Dessa vez o Bruno Bignose, uma das cabeças do duo Oblivion, que por sinal lança pelo Autist, me contou uma boa história que rolou na apresentação de DJ Hell no D-Edge, na quinta passada (18/11). Diz que o conterrâneo dele de Americana (SP), o talentoso DJ Glen foi levar pessoalmente ao Hell o disco “What Happened?”, que contém remix dele (ouça abaixo) para a faixa original do produtor americano Abe Duque. Sobre esse lançamento do Glen+Abe Duque você leu aqui. É que o Hell “chartou” (colocou na sua lista de mais tocadas) a versão de Glen e ele ficou orgulhoso e foi lá dar um oi ao alemão. Ele sabe que Hell adora Abe Duque e já lançou músicas dele pelo Gigolo. No fim das contas, Glen entregou um pen-drive com outras músicas e logo recebeu e-mail do Hell parabenizando-o pelo trabalho, que deixou em aberto convite para trabalharem juntos e já pediu um remix para uma faixa do disco dele. Não sei se é do que saiu em 2009, Teufelswerk, ou de um disco novo.

3 Comentários

Arquivado em lançamento, Música

kiriDjinha 16

Deixe um comentário

Arquivado em bar, Entretenimento, festa

o negócio da street art + urban gallery

A street art perdeu a aura de arte de contestação? Faz algum tempo que o bum do grafite e seus congêneres no Brasil alavancou a street art para a esfera da arte institucionalizada dos museus, estudada na academia, transformada em mercadoria de compra e venda nas galerias e em objeto de desejo de muita gente. Para os artistas isso foi e está sendo muito bom, como já aconteceu há algumas décadas fora do país com gente como Keith Haring (que teve bela mostra em São Paulo recentemente) e Jean Michel Basquiat e se intensificou com Banksy, Zeus e osgêmeos.

Quando só o capitalismo é a ordem mundial possível tudo vira mercadoria, e a arte certamente tornou-se um do ativo importante da economia global. A street art ganha destaque porque a arte contemporânea – no sentido mais formal – anda muito “conceitual” (dizem uns) e o público gosta da arte que se aproxima e faz parte do mundo dele. A street art é “palpável”, está no cotidiano das ruas das cidades que crescem sem parar. Ela virou uma bela mercadoria para galeristas e artistas, e uma ponte entre empresas, corporações e governos com a população (consumidora) de todas as camadas sociais. O grafite vem da periferia e se dissemina em bairros elegantes. A importância cultural, institucional e econômica da street art está posta.

Urban Gallery – Faz um tempinho que recebi um belo catálogo e uma gravura em estilo stret art, digamos assim, pelo correio. Junto veio o convite para falar/escrever sobre um projeto institucional que colocou uma boa dose de cores e formas no dia a dia de quatro capitais. Fora os interesses de marketing entre empresa e artistas, a Urban Gallery é uma bela associação empresa-arte que expõe atualmente obras de cinco artistas em tapumes de construções de edifícios em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Goiânia. A iniciativa é da Brookfield Incorporações com a Galeria Rojo e agência de ideias Ginga.

É interessante como a arte se impôs no meio urbano, deixou de ser considerada vandalismo – inclusive o pixo! Hoje os artistas que seguem a linha street art – são muitos e de todas as classes sociais – são chamados e remunerados para colocar cores e formas pela cidade, para suavizar o cotidiano, para “dar o seu recado”. Na Urban Gallery, os artistas selecionados do bom casting da Galeria Rojo – com sedes em Barcelona, São Paulo e Milão – são os norte-americanos Tofer Chin e MOMO, a espanhola Anna Taratiel aka OVNI, e os brasileiros Flávio Samelo e Santhiago Vieira aka Selon. Com diferentes backgrounds – desde cursos de belas-artes até fotografia – os cinco artistas têm em comum o bom uso das cores, sempre muito bem iluminadas, e as formas geométricas, da op art ao grafite “rabiscado” propriamente dito.

Atenção, corra para conferir os trabalhos da Urban Gallery porque como nas ruas, em breve as obras serão retiradas e apagadas. Abaixo um guia dos trabalhos da Urban Gallery pelo Brasil, nada como descansar com os olhos com arte!

Tofer Chin (EUA) - Edifício Brookfield Malzoni, Av. Faria Lima 345, São Paulo

MOMO (Estados Unidos) - Giroflex, Rua Acari 270-320, Santo Amaro – São Paulo

Anna Taratiel aka OVNI (Espanha) - Barra Business Center - Av. das Américas 3301, Barra - Rio de Janeiro

Flávio Samelo (Brasil) - Century Plaza, Rua Copaíba Lote 1 – Brasília

Santhiago Vieira aka Selon (Brasil) - Prime Tamandaré Office, Setor Oeste - Goiânia

Grafite paulistano – São Paulo é hoje um dos principais centros de irradiação do grafite, do pixo, do estêncil, do lambe-lambe. A Lei da Cidade Limpa que tirou a poluição visual publicitária da vista dos paulistanos impulsionou consideravelmente a street art na cidade. Quantas vezes já lemos entrevistas com artistas estrangeiros surpresos que aqui as autoridades deixam pintar os muros da cidade. Quantos artistas viraram gênios das artes plásticas pintando muros, bueiros, edifícios e túneis, e logo depois criaram instalações, pinturas e objetos para importantes galerias e museus mundo afora. Lembra quando trabalhadores da prefeitura de São Paulo pintaram de cinza um grande muro na avenida Radial Leste? Os caras taparam um mural enorme de osgêmeos. Comoção geral na cidade. Jornalistas ligaram pros gêmeos na mesma hora para contar o grande absurdo que a prefeitura havia feito. No final, a prefeitura pagou pros gêmeos repintarem o mural.

Quem não lembra da polêmica dos pichadores que atacaram a Bienal de São Paulo de 2008, a tal “Bienal do Vazio”? Nesse ano de 2010 eles retornam à Bienal, mas como convidados da curadoria e não como vândalos.

osgêmeos na parede do meu prédio, na Liberdade

Agora mesmo estou envolvido em um projeto que vai retratar o bairro do Cambuci fazendo um contraponto entre o modernista Alfredo Volpi e os irmãos gêmeos grafiteiros Otávio e Gustavo Pandolfo. Aliás, osgêmeos são os grandes expoentes brasileiros da arte de rua em âmbito internacional, principalmente depois das exposições nas galerias Choque Cultural e Fortes Vilaça, em São Paulo, que os catapultou para exibições nos melhores museus e galerias desde Nova York e Los Angeles até Londres, Berlim e Tóquio. Na atual exposição de fotografias do cineasta alemão Wim Wenders no MASP, destaca-se uma foto gigante tirada na República Tcheca de um túnel escuro com iluminadas personagens de pele amarela de osgêmeos. E o austero Masp foi palco de “De dentro para fora/De fora para dentro”, a primeira mostra de street art que o museu abrigou no início do ano, da qual roteirizei um vídeo ainda inédito do making of da exposição curada por Baixo Ribeiro, sócio da galeria Choque Cultural, e Teixeira Coelho, curador do Masp.

Mais recentemente, lembro da surpresa ao ver grandes paineis espalhados em edifícios do centro da cidade. Era a Street Biennale que rolou entre setembro e outubro num circuito entre o Vale do Anhangabaú e as avenidas São João e Rio Branco. Ao final da mostra, os grandes trabalhos de sete artistas (4 brasileiros, 2 franceses e 1 chinesa) foram retirados das paredes de concreto afloraram novamente. Também entre setembro e outubro outro evento internacional de street art tomou conta do MuBE – a 1 ª Bienal Internacional Graffiti Fine Art. A exposição reuniu 60 artistas de 12 países, o que mostra a força dessa arte globalizada, que hoje liga os grandes centros urbanos do planeta.

Afinal, é bom ou ruim a street art entrar no sistema do mercado cultural? Está aí uma pergunta com muitas respostas diferentes e conflituosas. Mas essa arte das ruas com certeza ganhou corações e mentes.

Para terminar a reflexão assista ao vídeo abaixo:

Deixe um comentário

Arquivado em Artes, artes plásticas, cidade, mercado, Variedades

kiriDJinha in the MixBrasil – HOJE!

1 comentário

Arquivado em bar, Entretenimento, festa, festival

kiriDJinha 15 – daniel ms

Depois do feriadão e das últimas eleições, que tal dar uma passadinha no Volt pra apreciar as raridades do ursão Daniel MS? Pois é, a kiriDJinha edição ursina convidou o Daniel – organizador da festa gay mais hype da cidade, a Ursound – pra abrir seu baú de raridades musicais. Ele prometeu tirar os pelos de todos os discos antigos pra tocar um set recheado de rock e pop dos bons. Woof!

Cons. mínima: R$15

1 comentário

Arquivado em bar, Entretenimento, festa