Arquivo do mês: junho 2008

Arraiá dos bichos no dia de São Pedro

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Lembranças de Belo Horizonte, uai!

Demorou mas saiu o texto sobre minha primeira visita às Minas Gerais. Belo Horizonte foi o epicentro de 10 dias de “uai rave” no bairro Savassi.

O primeiro final de semana em Belo Horizonte começou na sexta-feira 13/6 com umas cervejas no bar La Tosqueria do Robinho, um dos DJs mais emblemáticos de BH. Meu anfitrião e cicerone é Daniel (ou Danihell), uma das metades do agora duo eletrônico Digitaria. Pastel de angu com recheio de couve e torresmo!!! Você não imagina o que é isso!!! O bairro Savassi é onde tudo acontece na capital mineira, é onde estão algumas lojas, bares e restaurantes descolados da cidade, e também a maioria dos clubes. Comecei a peregrinação pelo Mary’n’Hell, que hoje concentra um público jovem que curte misturas de rock, funk e hip hop. Externamente, o velho casarão preto é todo grafitado e anuncia o que se vê no interior escuro, que no andar de baixo tem a pista de dança e uma área de bar com várias cadeiras e pôsteres de cinema colados pelas paredes de maneira irregular. Bebi alguns drinks de graça pois era uma noite de open bar das 22h às 2h, o que não atraiu muito público. Dizem que o Mary’n’Hell se transformou em local de encontro de estudantes prontos para muitas loucurinhas em festas temáticas (de gosto duvidoso, como com sorteio de pessoas e com cabines reservadas para beijos e amaços por cinco minutos).

No caminho para o clube Roxy, onde o DJ brasiliense Komka tocaria, Daniel me convida para entrarmos nA Obra. O lugar reunia e reúne todo tipo de gente pronta para dançar e se jogar em noites regadas a rock. Parece que hoje o porão mais underground de BH perdeu muito do charme. Dois minutos bastaram para ver o pequeno A Obra, agora embalado por velhos hits de rock para alguns poucos desavisados. Hora de ir para o Roxy… O clube mais bem decorado de BH tem duas pistas e projeto arquitetônico do Fred Mafra, que também ataca de DJ. O promoter da noite de sexta-feira Bitt me levou pra conhecer a pista menor que tem vista para o restante do clube. Ela já estava fechada mas deu pra sacar que o lugar mais bacana do Roxy. Na pista, conheci alguns dos top clubbers de BH ao som dos DJs Jota (residente do clube), Komka (de Brasília) e Spark (florianopolitano radicado no Rio). Muito minimal e a gente se jogou pra casa, afinal tanto Daniel quanto eu já tínhamos nos detonado na noite anterior cada em sua cidade.

Sábadão quente em Belo Horizonte e fui conhecer um parque que tem vista pra cidade e que fica aos pés da Serra do Curral, no sul da capital mineira. À noite fui conhecer o Velvet, um clubinho no porão de um edifício no bairro Savassi, foco da efervescência cultural e musical de BH e passarela pras descoladas da classe média alta, mais conhecidas como “Patty Savassi”. Aliás, isso é invencionice minha, do Daniel e da Daniela (os Digitaria www.myspace.com/digitaria) e rendeu muitas gargalhadas. O Velvet é com certeza o novo point da capital mineira e reúne gente de diferentes estilos e foi o lugar mais gay friendly que fui lá. Na noite de sábado 14/6 o convidado foi o jornalista Lúcio Ribeiro que fez um set beeeem irregular; começou bem mas se perdeu na qualidade das tracks em mp3 irregulares na qualidade sonora mesmo. O Velvet tem essa coisa de DJs popstars, o que é um perigo! De qualquer forma Daniel, Nest (ex-Digitaria, residente das quintas no Velvet e descolado de plantão de BH) e eu varremos o salão até às 6 e meia!

Os dias se passaram na ensolarada, seca e cheia de ladeiras Belo Horizonte. A Lua cheia aparecia todas as noites! Fui conhecer o lindo Palácio das Artes, um centro cultural movimentado, com salas de cinema, teatro, galerias… só não tem wi-fi! Na quarta-feira 25/6, depois de passar o dia no sobe-e-desce das ladeiras de Ouro Preto vendo as maravilhas do rococó mineiro, fui finalmente conhecer o clube Deputamadre; era aniversário do Lelê, dono do lugar. O Deputa, como é conhecido, fica fora do roteiro do Savassi. Sem placa, a entrada do clube é uma porta entre um boteco (com ótimo cachorro-quente a dois reais!) e a oficina mecânica Ligeirinho. O espaço é uma espécie de garagem cheia de grades e por terminar. Tudo bem ao contrário dos clubes Roxy e Velvet. No fundo do Deputa são projetados vídeos nas paredes e o povo dança lá também, além da pistinha em frente a cabine de som; atrás dela fica o bar. O único problema é que não aceitam cartões de crédito e débito. O Lelê é outra figura, um metaleiro (tem pencas deles lá na cidade natal do Sepultura) que adotou a eletrônica como estilo de vida e ganha-pão. O DJ Robinho tocou a noite toda velhos hits de acid house, EBM e house. Foi muito bom!!!

Na noite de quinta-feira 26/6 retornei ao Deputa, dessa vez para ver o show do Digitaria. Eles abriram para o italiano Dust Kid, que entrou com uma lenha para um clube semi-vazio. Pude sentir que o som atual do Digitaria tem uma mistura de techno, electro, acid e uma pegada mais dançante no final do set. Agora Daniel (aka Danihell) e Daniela apuram o som com a mixagem das novas faixas, que saem em breve em forma de álbum. Já estão mudando alguns equipamentos para obterem novas sonoridades e esperam que a mixagem de Xerxes para as faixas dê uma cara nova ao som. Xerxes é aquele mesmo do drum’n’bass e parceiro de Marky, Patife e Fernanda Porto. Agora ele vive em BH, não tem mais ligações com o prodígio Marky e continua apostando no dnb, mesmo o ritmo tendo perdido muito espaço no meio eletrônico. O primeiro álbum do Digitaria saiu em 2006 pelo selo alemão International Deejays Gigolo, quando ainda eram um quarteto com Fabiano e Nest. Desde o começo de 2008 viraram um duo e ficaram mais eletrônicos; agora preparam o segundo álbum.

O resto do final de semana em Belo Horizonte teve passeio pelo Savassi, loja do Ronaldo Fraga, hamburguer no MacDonald’s 24h (point no Savassi) e mais uma noitada no Velvet na sexta-feira 27/6. Sábado fiquei passeando com Daniela e Daniel pela cidade e fomos ver a vista de BH do alto do vigésimo-quinto andar do Hotel Othon. À noite partimos para o Deputamadre mais uma vez para uma segunda apresentação do Digitaria, dessa vez dentro de uma versão tipo exportação da festa paulistana Crew, que teve ainda a dupla de maximal Killers on the Dance Floor e o DJ Gil Barbara. Muito mash up, uai!

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ouro preto

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bark of the moon

Lua cheia em Belo Horizonte e ouvindo The Cure (Shake Dog Shake, do disco The Top). Depois do zero a zero da selecao brasileira contra a argentina; aqui no Mineirao em BH mesm. Estou sem acentos no teclado e adorando o sotaque minerim. Belrizontch, pao-de-queijo land.

Amanha vou postar algumas das fotos que fiz hoje em Ouro Preto. To voando ate agora com os anjos, arcanjos e querubins do Aleijadinho. Muito ouro! Muitos santos! Muito rococoh! Muito entalhe. Muitas e muitas ladeiras. Parece um lugar perdido no tempo, como Coimbra em Portugal que visitei ha mais de 10 anos.

Vou indo por aqui que estou me preparando pra me jogar no clube Deputamadre. Adianto que estive no Mary´n´Hell, Roxy e Velvet. Gostei de todos. Depois conto. Bejim…

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órbitas

Acabo de aterrissar em São Paulo após alguns dias em Floripa metido com o lançamento do meu curta-doc “À Luz de Schwanke” . Do cinema à realidade dos dias duros e secos em São Paulo, fiquei meio passado e saudoso dos amigos ilhéus e do frio off-beach que corre por lá. Mas daqui a horas viajo pra Belo Horizonte. Será minha primeira vez nas Minas Gerais!!! Quero voltar de lá cheio de novidades (nem que sejam só pra mim) da música e das artes e da jogação, que é uma arte e tanto! kkkkkkkkkkkk

Quero mais uma vez dizer que adorei o Florianópolis Audiovisual Mercosul – FAM, em sua sétima edição, com filmes da América do Sul (e convidados da Finlândia neste ano). Agora me preparo para a clubland na terra do pão-do-queijo! Amanhã já tem lançamento de nova faixa do DJ brasiliense Komka no club Roxy. Antes passarei no Mary’n’Hell com Daniel (uma das metades do Digitaria). Já tô vendo o dia amanhecer por trás das serras… E eu juro que vou na esquina do tal Clube da Esquina!

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Florianópolis Audiovisual Mercosul

Depois de dias ausentes, começo me desculpando quanto ao nome do festival que estou participando em Floripa desde sexta passada, o FAM. A sigra significa realmente Florianópolis Audiovisual Mercosul, e eu havia escrito outra coisa. Enfim, o FAM está muito bom! É a primeira vez que participo do festival, que está no oitavo ano trazendo gente da América do Sul toda. Nesse ano tem uma mostra de filmes finlandeses também e vários diretores e produtores escandinavos estão circulando por aqui. Meu filme passou na mostra de vídeos como convidado sábado. O FAM termina na sexta com premições e exibição do filme “Chega de Saudade” da Laís Bodanski. Mas daí eu já estarei em Belo Horizonte. Será mais uma primeira vez, a primeira vez na “pão-de-queijoland”!

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estréia

Tem momentos que a gente fica realmente satisfeito com os resultados de nossos empreendimentos. Estou particularmente feliz com a estréia do documentário À Luz de Schwanke que co-dirigi com Maurício Venturi, co-roteirizei com Kátia Klack, co-editei com Paula Calasans e o dividi com tantos amigos novos e velhos lá em Floripa, Joinville e Curitiba e aqui em São Paulo, locais onde gravamos. É tanta gente pra agradecer que nem vou mais citar nomes pra não deixar alguém de fora. Espero que em breve possa projetá-lo e dividi-lo para os tantos amigos que sempre dão uma força na vida e no trabalho em São Paulo. E lá pra julho o filme de 17 minutos passa na TV Cultura e aviso a todos. Isso se antes não vasar no youtube…

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