maiami – berlim

Primeira coisa, por que não escrevemos Maiami? Se New York é Nova Iorque, Berlin é Berlim, London é Londres… Mas é lá em Maiami que rola o Winter Music Conference entre os dias 25 e 29, e olha que o inverno no hemisfério norte termina no dia 20, então deveria ser Spring Music Conference, né? O site do evento é bem feiínho e o que vale mesmo são as festas e não os painéis, debates etc. Pelo menos até hoje não ouvi ninguém falando que foi na palestra do DJ fulano ou no workshop do produtor sicrano. Já as histórias sobre as festas são sempre bem interessantes.

Uma das festas legais desse ano deve ser a do selo Mobilee, que eu sempre falo aqui. Acho que devia ganhar royalties deles… Mas enfim, quem estiver em Maiami pode conferir no dia 29 a festinha de Anja Schneider, Pan-Pot, Sebo K e Ralf Kollmann na cobertura do Townhouse Hotel durante o dia e a partir da meia-noite na Jakmel Art Gallery. E é sobre a dona do selo, Anja Schneider esse post da madrugada…

cover.jpg Capa de “Beyond the Valley”

O primeiro álbum de Anja Schneider está prestes a sair do forno, mas já podemos prová-lo desde a semana passada quando vazou na internet. Beyond the Valley foi co-produzido por Paul Brtschitsch, que também produziu o útimo EP de Anja com as faixas Loop de Mer / Belize. Anja me revelou em entrevista que não tem muito jeito com máquinas e softwares, e precisa de alguém para auxiliá-la. Ela tem formação de radialista e desde o começo da década também ataca de DJéia e mais recentemente de produtora. Vi tanto Anja quanto Paul tocarem no clube Weekend, em Berlim em novembro, e a energia das viradas era surpreendente. Paul tocou ao vivo e tem um projeto com Holger Zilske aka Smash TV que ainda não lançou nada.

Anja explicou ao site Resident Advisor o porquê do título Beyond the Valley: “It’s the place where your parents told you not to go play as a child. Why? Because anything could happen. It’s dangerous and anarchic. All the creatures that have been chased out of the village have gone there to hide.” Mil coisas…

Mas as dez faixas do disco são marcadas por timbres africanos, muitas camadas sonoras, inventividade e levada minimalista. As minhas preferidas de Beyond the Valley são Safari, que abre o álbum com uma sonoridade que me lembra a abertura do seriado setentista Daktari, que se passava na África; Gimlet, que a partir da metade tem vários layers sonoros de diferentes batidas sobrepostos; Belize que já saiu no ano passado mas que continua ótima pela proximidade de beats techno e house e linha de teclados retrô; e Firsh at Night, que tem voz feminina e cadência quebrada o que lembra de cara os melhores momentos de Laurie Anderson. 

Agora é esperar a apresentação de Anja no clube D-Edge no dia 19 de abril, junto com Guido Schneider. Com certeza será uma noite memorável pra marcar os cinco anos do clube em São Paulo. 

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