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mixer audiovisual + technodelic + fim das sacolas plásticas no rio

A chuva e o frio são os principais destaques dessa semana no centro-sul do país e aqui em São Paulo a coisa começou na terça-feira cedo e vai se estender, dizem os meteorologistas, até domingo. Mas não tem frio certo e a gente precisa sair e tocar a vida. Ontem fiz isso, saí. Passei no Sonique pra ver uma demonstração de um mixer, fui pro Volt beber e rir com o staff amigo e  terminei com os animadinhos dus infernus no bar Dex.

Mixer Pioneer SVM-1000 entre CDJs

Mistura boa – Cheguei cedo ao Sonique para conhecer o novo mixer Pioneer SVM-1000, que mixa som e vídeo. O DJ Júnior C é o cara que destrinchou a nova mesa que tem como novidade uma tela 11” touchscreen de LCD no centro do aparelho. O DJ mostrou as possibilidades de fazer DJing e VJing ao mesmo tempo, mas me confessou que às vezes é difícil fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Em alguns momentos o vídeo fica um pouco de lado para ele conseguir mixar as músicas, então deixa a parte visual ligada no automático passando efeitos visuais do próprio equipamento. Perguntei se poderia usar um laptop com Traktor ao invés de CDJs ou toca-discos, Junior C me respondeu que sim e que se pode dar mais atenção ao vídeo deixando o Traktor mixar automaticamente as músicas. Ele fez aquela cara torta pra essa possibilidade, afinal deixar a máquina mixar sem erro é coisa pra quem “ataca de DJ” (as aspas são minhas).

Esse mixer foi lançado em 2007 e exitem apenas dois no Brasil, um deles é o que o Junior C usa nas festas patrocinadas pela marca Bacardi, que começaram nova temporada ontem no Sonique. É claro que eu perguntei quanto custa o mixer! “Custa 24 mil reais aqui no Brasil, no exterior está na faixa de 7500 dólares”. O mixer tem quatro canais de áudio e vídeo, permite efeitos como fade, wipe, chroma-key, solarização e outros que há bastante tempo estão disponíveis nos equipamentos profissionais de pós-produção de TV e vídeo. O legal é que o mixer sincroniza as imagens com a batida da música, com o toque do dedo na tela pode-se criar alguns efeitos na imagem, e ainda dá pra conectar uma câmera e ir passando o video em tempo real com as várias possibiliades de efeitos. Aliás, dá pra tocar (vídeo e som) um DVD de um show mixando com uma música em CD ou vinil, por exemplo. Junior C disse que o bacana mesmo é criar vídeos – com ou sem áudio – e então criar um roteiro para um set. Gostei muito dessa ideia!

Apesar de estar no mercado há algum tempo, o mixer da Pioneer encontra dificuldades de se difundir porque os DJs/VJs precisam investir pesado no equipo e treinar bastante. Junior C disse que mesmo no exterior são poucos os clubes que dispõem desse mixer. Pra quem quiser saber muito mais sobre o SVM-1000 sugiro o texto no site da escola de produção musical DJ Ban.

kiriDJinhas – Meu passeio notúrnico continuou sob chuva fraca até o iluminado bar Volt. Ontem, estava meio vazio, mas sempre animado pelo staff querido. Bebi uma espécie de dry-martini, mas feito com vodca, uma pitada de bitter (aho que foi isso) e suco de aloe vera (ou babosa) com uma casquinha de limão siciliano dando um aroma. E está confirmado o line up do retorno da festa kiriDJinha ao Volt na QUARTA 21 DE JULHO: as garçonetes Celda e Tamara, o gerente Fábio, o barman Farelo e o ex-garçon da casa que animou muito nas primeiras kiriDJinhas Marcinho. Além de mim e do Atum, é claro. Vai ser babado! Misturinhas de estilos, conversinhas paralelas, DJs tocando no sofá… Vou levar meus vinis pra um set de new wave brasileira; rock Brasil 80, sabe? E teremos o drink da noite kiriDJinha que é uma delícia!!! A festa começa cedo, a partir das 21h.

Terminei a noitada descendo até o Dex bar onde o Atum estava tocando uma série de coisinhas gostosas pra dançar dos anos 80 aos 90 – pós-punk, acid house, disco… E o povo estava pra lá de animado! A porta foi baixada mas ninguém arredava pé.

Techno no Centro-Oeste – E pra quem estiver em Cuiabá nesse final de semana, recomendo o festival Technodelic, que rola no Espaço Lagoa das Conchas na Chapada dos Guimarães. Os shows acontecem hoje e amanhã e também rola live performance do grafiteiro paulista Jay Govinda. Hoje, dia 16/7, a atração principal é Zegon e seus scratchs e mixagens incríveis. Também tocam Rod Novaes, a dupla Rodrigo Faraz (DJ)  & Danilo Bareiro (guitarrista) e mais dois DJs escolhidos por internautas.

No sábado 17/7, tem DJs gringos no line up: o bigodón David Carretta, que está em mini-turnê pelo país, e a cantora-DJ Xenia Beliayeva. Soube pelo Gabriel Scardini Barros, da organização da Technodelic e cabeça do blog Factóide, que “a Xenia é muito bacana e ela já desenvolveu uma relação muito legal com o público daqui. Ano passado, ela se emocionou ao ouvir a galera cantando “Momentan”, e também foi eleita a melhor DJ estrangeira a tocar no estado (Mato Grosso) em 2009. Vamos entregar o prêmio para ela lá na festa.” E eu logo lembro da primeira e emocionante vez da Xenia no Brasil, quando cantou acompanhada pelo marido Oliver Huntemann nos toca-discos lá no D-Edge. E na Technodelic desse sábado também tocam os DJs Jay C, Titto, Biancardi e Fábio Serra e os live acts Attik e Faisão. Aliás, Carretta também tocará em formato live, o que vai ser bem bacana. Gostaria de estar por lá…

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Não às sacolas plásticas – E pra terminar esse post enorme na sexta à noite, mais uma boa notícia – hoje é primeiro dia aa lei que proíbe a distribuição de sacolas plásticas em supermercados no estado do Rio de Janeiro. Fiscais da Secretaria Estadual do Ambiente fluminense notificou apenas um estabelecimento na cidade do Rio hoje, mas os fiscais estavam apenas verificando como os supermercados estão se virando pra tirar de circulação as superpoluidoras sacolinhas plásticas. Sobre esse tema e a troca das sacolas de plástico descartáveis pelas chamadas “ecobags” você leu aqui no +1teko.

O UOL Notícias diz: “Aprovada em julho de 2009, a lei obriga os estabelecimentos comerciais de médio e grande porte do Estado a substituírem e recolherem sacolas plásticas, compostas por polietilenos, polipropilenos e outras substâncias altamente poluentes. Segundo a lei, o prazo para a substituição destas sacolas é de dois a três anos para microempresas e empresas de pequeno porte. Para as empresas de médio e grande porte, o prazo é de um ano.” Consumidores podem denunciar quem descumpre a lei pelo telefone (21) 2334-4604.

Mas é claro que os supermercadistas contra-atacaram e querem mais tempo para se adaptar à nova lei. O valor máximo da multa a quem desobecer é de mais de R$ 106.

Quando teremos uma lei assim em todo o Brasil? Troque as sacolas plásticas pela sua própria bolsa reutilizável! Isso sim é estar na moda, ser moderno e ecológico. Eu acho!

P.S.: vejo no Jornal Nacional que um projeto como este do Rio de Janeiro foi vetado em São Paulo pelo prefeito Gilberto Kassab!!! Um absurdo! Eu nem sabia que houve um projeto de lei como esse aqui na cidade!!!

Precisa mesmo sacola plástica se tem carrinho?

No lixão, as sacolas plásticas demoram mais 100 anos para se deteriorar

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é fantááásticooooooooooooooo

A semana terminou finalmente hoje, domingo, às 11h da manhã no Vegas. Depois de passar pelo Flyer, A Lôca e D-Edge. E fui outras duas vezes no D-Edge na semana passada.

Lalai e Philip A @ Crew @ D-Edge / foto Renato Salles

Terça fui conferir a euforia nu-rave tão comentada da festa Crew da querida Lalai, Fabiano, Philip, Lúcio… e um tralalá de gente. Tava animadíssima, como imaginei, e encontrei os Mixhell Layma e Iggor e Max, porque o Max Blum é o produtor por atrás do casal Cavalera. Zé Gonzales, outro crewer, me disse que o disco do projeto NASA sai em 2 meses. “Já demorou quase 5 anos, então 2 meses não é nada, né?”, me disse ao final. Nasa é um projeto de Zé Gonzales aka Zegon, que foi DJ do Planet Hemp, com o americano Squeak E. Clean e significa North America South America. Eles gravaram com gente como David Byrne, Lovefoxxx, MIA, Karen O, Tom Waits, George Clinton, Seu Jorge… Tá curioso como eu? Temos mais uns meses pela frente… E o povo do Bonde do Rolê estava lá também: as duas novas vocalistas Ana e Laura se jogavam na pista, Gorky atacou de DJ e Pedro estava gravando um programa pra MTV. De lá ainda dei uma passadjinha na Lôca pra conferir o Tapa na Pantera e xoxei meio mundo com o Nenê Krawitz, promoter da festa, como de costume. Rimos um bocado! Acabamos no bar da sinuca, na rua Augusta, com a Michael Love tomanda a última cerveja antes do café-da-manhã. Pena que o Eclético’s, aka bar da Marinete, tava vazio e não encontramos o Otto pra um costumeiro papo cabeça.

Self portrait com Nenê
Digitaria live @ Cio @ D-Edge / foto Bruno Mooca

Na quarta voltei semi-destruído ao D-Edge para ver o novo show do Digitaria, agora reduzido à dupla Daniela e Danihell. Eles passaram aqui em casa pra um drink com DJ Atum. Fomos passar som no clube e daí eles gravaram entrevista com Renato Lopes para o próximo programa See the Sound. Mais tarde eles mostraram um bom live p.a., mais eletrônico, ainda com sotaque electro (mesmo que eles neguem) mas com timbres minimalistas. Nem por isso menos dançante como confirmaram os clubbers na pista de dança. O segundo álbum do Digitaria está a caminho e com produção/finalização de Xerxes aka XRS que já produziu com Patife, Marky, Fernanda Porto e Drumagik. Diz que o Xerxes montou um estúdio em Belo Horizonte e está cheio de trabalhos.

Obra de Rick Castro

No sábado dei uma passada na frente da galeria Polinésia (site desatualizado!), onde estava abrindo exposição do Kléber Matheus com sua neon art. Eu nem entrei na galeria! Na rua estava ótimo! Emy Pimenta, Maria Monteiro, Rodrigo Editore e Ricardo Trevisan, que já convidou para o vernissage de Rick Castro na sua galeria Casa Triângulo na quinta 17. Pra mim, o melhor foi saber que o Ricardo adora o trabalho do Schwanke, artista de quem estou fazendo um curta agora em fase de roteiro e fim do mês já começa a edição. Mas voltando à exposição… vou na semana ver os trabalhos do Kléber, que como Rick, é da turma abravanada de Dudu Bertholini e Rita Comparato e Lau Neves e Rodriguinho Garcia Dutra (que cruzei saindo do Vegas às 8 da manhã de domingo, e sem óculos escuros!) e muitos outros que curtem cores e estilos com perfume oitentista; bom, Dudu e Rita são os magos da grife Neon e atuais criadores da Cori’.

Já perdi o fôlego e nem falei do incrível show do Cobblestone Jazz, grupo de Mathew Jonson que tava bem bebinho no fim da festa no D-Edge. Uma mistura chic e fina de techno minimalista com jazz que me jogou na pista com os inúmeros amigos que passaram pelo clube. Luxo! Pra quem não sabe, cobblestone é aquela pedra de rio que serve de pavimento de ruas nas cidades antigas. As fotos do festerê e dos outros festerês citados aqui você confere no site D-Edge.

         

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