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banda stop play moon em cd e videoclipe novinhos

Na semana passada, recebi das mãos do Ricardo Athayde o primeiro CD oficial (finalmente!) da banda Stop Play Moon. Eu adoro o som do SPM e em maio resenhei esse primeiro disco do grupo na revista Mixmag, quem não leu tá aqui a chance. Parabéns e sucesso à banda – Geanine Marques, Paulo Bega e Ricardinho. E fiquei lisonjeado de constar na lista de agradecimentos. Lembrando que a arte do CD é do Maurício Yanês.

E acabo de pegar o link pro videoclipe de “Mysterious Way”, dirigido por Dácio Pinheiro e Pierre Kerchove! Rodando na MTV a partir de hoje!

SPM: cidade oculta

O tesouro encontrado de Stop Play Moon

Banda paulistana extrai new tunes com mix de rock e eletrônica

O som refinado e global do trio Stop Play Moon é finalmente lançado em álbum (CD e digital). Com produção de Plínio Profeta, que tem na estante um Grammy, o disco mostra muito bem ao que vieram Geanine Marques, Paulo Bega e Ricardo Athayde. São muitas as referências – como não pode deixar de ser hoje em dia – e um estilo cool e delicioso em canções que vão da pista de dança a introspecção rápida. Há um tom dark, uma alegria contida que perpassa tudo e alinhava esse primeiro trabalho. A voz de Geanine é clean e ganha distorções aqui e ali, as letras dela são simples e pueris. Ricardo e Paulo atacam em todas as máquinas e instrumentos (nos shows o trio vira quinteto com músicos de apoio). Pop, rock, jazz e eletrônica em muitas camadas e texturas são as marcas do SPM. ‘Beautiful’ é bom exemplo dessa miscelânia de gostos da banda, tem uma levada rápida com efeitos lembrando Air e rock guitars percorrendo tudo. ‘Dancefloor’ é óbvia ao te pegar pelo efeito pistinha-já! O lado dark está em ‘Faking Faces’, ‘Mysterious Way’ e a impressionante ‘Red Lips’; hits há algum tempo, ‘Hey’ e ‘Uh Uh’ são sinônimo de electro rock bem equilibrado e potente. SP Moon vive no olho do furacão vanguardista e underground das artes, música e moda de São Paulo, já considerada umas das cidades mais hypes do planeta. Esse background, que inclui vivências pela Europa e internet, dá ao grupo a noção de um universo em expansão, o que acelera o ritmo das músicas em diferentes tunes e moods. Yes! We have band! Ivi Brasil

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Para ouvir algumas das faixas do disco SPM tem de clicar aqui.

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fast forward > stop play moon @ mixmag #2

**Texto originalmente publicado na revista Mixmag 2 que está nas bancas.

Stop Play Moon, um nome fácil assim e sem qualquer significado. Stop Play Moon, uma fonte sonora de deliciosas melodias com perfume oitentista, vocais doces, beats eletrônicos, pegada rock’n’roll e experimentações. Um hype (com conteúdo) instalado no underground paulistano há dois anos. Stop Play Moon agora alça voos mais altos e o disco de début sai no começo do ano que vem pelas mãos do produtor Plínio Profeta, que tem um Grammy na estante pelo disco ‘Falange Canibal’ de Lenine e também produz os astros da nova MPB. Stop Play Moon não é exatamente música popular brasileira, mas um acúmulo de referências cantadas em inglês. Uma dica: não perca tempo, corra pra internet e sinta o frescor da banda paulista em músicas como ‘Hey’, ‘Stranger’, ‘Faking Faces’ e ‘Dancefloor’.

No final de outubro encontrei a banda nos bastidores da MTV. Ainda sem videoclipe, Stop Play Moon foi à emissora se apresentar ao vivo. Entre pausas de passagem de som, maquiagem, cigarro na padaria da esquina e o reencontro com o produtor Miranda (que iria gravar o primeiro disco do SPM, mas as agendas não batiam), o trio não parava de comentar sobre a apresentação no Oi Fashion Rocks, no Rio, durante o desfile de Alexandre Herchcovitch. “Quando a gente subiu no palco parecia que estávamos na Disney, num outro mundo”, Ricardo Athayde ainda estava estupefato do show no festival. “O  mais incrível foi ouvir a passagem de som da Grace Jones, e foi o melhor show”, Geanine Marques não escondia o deslumbre com a musa pop. “Foi muito foda”, Paulo Bega era taxativo. E eles sabem muito bem conjugar música e moda, afinal se conheceram no mundinho fashion e viraram amigos por causa da música.

Geanine Marques cantou em parcerias com Drumagick, Mamelo Sound System, Mad Zoo e Apollo 9; tem feito shows com o 3naMassa, projeto de Rica Amabis, Dengue e Pupilo (estes dois da Nação Zumbi); e até cantou acompanhada de orquestra! Mas todo mundo a conhece como a modelo-musa de Alexandre Herchcovitch. Paulo é fotógrafo de moda, sempre teve suas bandinhas de rock, adora pós-punk e sons como The Fall, The Cure, Nick Cave e o obscuro Rema-Rema. Ricardo Athayde vem do clã Favela Chic, de Paris, sempre se dividindo como designer e DJ, com queda por MPB e rock. De volta a São Paulo, ele estreou no finado e bafônico club Xingu e hoje embala o Bar Secreto, aquele onde Madonna se jogou em Jesus Luz. Em 2008 a banda se apresentou em Paris e Londres e por aqui tem sido escalada para festivais e para abrir alguns shows de gringos (Vive La Fête, The Golden Filter).

“Começamos ensaiando na sala de casa e hoje temos nos falado e trabalhado mais pela internet”, conta Paulo (guitarra e sintetizador). Mas atualmente eles têm passado temporadas gravando no estúdio de Plínio Profeta, no Rio. “Ficamos desplugados de São Paulo e do corre-corre, o estúdio do Plínio fica numa casa linda na Lagoa e ele tem dado uns toques ótimos”, diz Ricardo (bateria e teclados). Sobre as letras, Geanine conta que geralmente  escreve em cima do que o Paulo envia pra ela. “Às vezes é só um beat, ou com uma guitarra, um baixo, e isso também é bem instigante e sugestivo. Não sei se tem algo mais marcante nas minhas letras. Uma letra às vezes traduz um momento real ou não”, revela a cantora. “Gravaremos o álbum com o melhor do que já tínhamos pré-gravado e mais algum material novo. Sairá entre janeiro e fevereiro e algumas faixas logo serão remixadas por DJs e produtores, que ainda não estão escalados”, anuncia Ricardo. “A gente vai lançar o disco de forma independente mesmo, e colocar as músicas pra download free”, finaliza Paulo como boa cria da música sem barreiras via web.

E é bom ficar de olhos e ouvidos bem abertos porque Stop Play Moon tem bons contatos mundo afora. No começo desse ano, a banda foi apresentada ao selo novaiorquino DFA que por enquanto não se pronunciou. É bom o DFA ficar esperto porque Ricardo já anuncia que “o canal [com o selo DFA] continua aberto, mas agora estamos em contato com outros selos”. Então tá! A gente fica aguardando.

Mais sobre Stop Play Moon você leu aqui e também viu um vídeo aqui, e ainda tem esse post aqui.

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