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philip glass estava escondido

Ontem à noite fui assistir ao concerto de piano de Philip Glass na Pinacoteca, aqui em São Paulo. Casa cheia de convidados para conferir um dos grandes compositores do final do Século XX, mas quem disse que era possível ver o senhor Glass ao piano? Ele ficou no meio da instalação de Carlito Carvalhosa intitulada “A Soma dos Dias”, que compreende círculos concêntricos de cortinas brancas que descem do teto até o chão do octógono, um espaço quase-circular no meio do prédio do museu.  (Na foto abaixo dá pra ter uma ideia da estrutura da instalação antes de ser levantada.) Muita gente das artes e jornalistas em geral esperavam contemplar o pianista e compositor tocando algumas de suas peças, mas não havia por onde. O mestre de cerimônias da Pinacoteca avisou antes do concerto (que é a trilha para a instalação) que não seria possível entrar na obra enquanto Glass estivesse tocando. Um contrassenso já que o compositor fez uma parte da obra de arte, a música. Alguns se ajoelharam, deitaram-se no chão, tentavam driblar os seguranças, subiam nos outros andares do museu, mas realmente foi impossível ver Philip Glass ao piano. Tivemos de nos contentar com as belas e muito bem tocadas, obviamente, composições do mestre do minimalismo. A música ressoava por toda a Pinacoteca. Depois de uma hora e meia, Philip Glass e Carlito Carvalhosa surgiram para a galera e receberam muitos aplausos e flashes.

Tirei umas fotos no final da apresentação, mas a Maria Montero ainda não as enviou…

Montagem da instalação de Carlito Carvalhosa

Instalação vista de dentro. Foto: Carolina Krieger/RG Vogue

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philip glass em são paulo

Abro mensagem de um amigo carioca e ele me diz que está vindo pra São Paulo pra ver Philip Glass num vernissage na Pinacoteca. PHILIP GLASS???!!! Claro que fiquei maluco e corri atrás da informação. O site da Pinacoteca não tem muita informação sobre ingressos e horários, mas tem um video bacana aqui. Descobri que Glass vem à América do Sul pra apresentações amanhã (30/7) em Quito, Equador, e no dia seguinte na abertura da instalação “A Soma dos Dias”, que fez em dupla com o artista plástico Carlito Carvalhosa.

O público em geral poderá conferir duas apresentações de Philip Glass nos dias 2 e 3 de agosto – segunda e terça. Na segunda ele toca piano solo e na terça é acompanhado por alunos da Escola de Música de São Paulo Tom Jobim.

Philip Glass é um dos compositores mais influentes no fim do Século XX, um ícone do pós-modernismo e principalmente pelas composições minimalistas. Na Wikipedia ainda tem umas curiosidades que eu nem imaginava: “Entre as óperas produzidas por Glass podemos citar Satyagraha (1980) baseada na vida de Mahatma Gandhi que inclui diversos mantras. Compôs também a ópera “Itaipu” (1989) referindo-se a usina de mesmo nome que possui texto em guarani. Também é dele “Days and Nights in Rocinha” (1997) que foi escrita após uma visita de Glass a favela da Rocinha.” Glass também compôs trilhas famosas como a da sequência de filmes de Godfrey Reggio, a começar por Koyaanisqatsi.

IMPERDÍVEL!

Pra terminar, o Lísias do blog DeepBeep aparece com três fitas K7 com sets do Marquinhos MS. Com direito a letra do falecido e estimado DJ na capa das fitas. Em breve no ar!!!

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