digitaria; ‘emotion/simulation’; independente

Texto publicado originalmente na revista Mixmag 6 em agosto/2010.

A emoção nada simulada do segundo álbum

Digitaria surpreende com supermix de electro, disco, techno e pop em disco independente

Demorou mas aterrissou por aqui o segundo e esperado disco do Digitaria. Atualmente, a dupla belo-horizontina busca diversos caminhos entre o electro rock caracterísitco e a desobrigação de ser sempre o mesmo. A mutação de Danihell e Dani C neste Emotion/Simulation pega, suitilmente, a trilha da disco, do minimal, do techno, do pop e das experimentações. Juntam e dissolvem diversos ingredientes. O que nos servem é um som lapidado com esmero, com gosto delicioso. E mais uma vez, como com We Love, as letras quase pueris sobre amor e coisinhas assim dão o tom. A voz de Dani é filtrada, adquire timbres e distorções, enquanto a máquina sonora pulsante não para. A paixão de Danihell pelo EBM e o darkismo dos anos 80 impulsiona o Digitaria para o electro (que os levou a lançar o primeiro álbum pelo Gigolo Records), mas a dupla curte a diversidade e o pop, e o disco ganha muito com essas levadas. A produção do álbum é assinada pela dupla e teve Mad Zoo na masterização.

As remisturas do Digitaria alcançam o acid house (pesado) dos anos 90 na eletrônica ‘Voice Recognition Machine’. O flerte com a disco pode ser sentida aqui e ali em ‘Golden Dream’ (com belo vocal), ‘March to Venus’ e ‘Useless Fantasies’. “Paradise / I will take to paradise / Just close your eyes”, com esses versos e uma pegada electro disco pop funk a faixa ‘Paradise’ deve ser a substituta do hit ‘Teen Years’, que até hoje o Digitaria toca em suas apresentações. Ainda tem momentos techno (‘Two Children’), trance (‘Melisma’ e ‘Sea of Misanthropy’), experimental (‘I Am’ e ‘Sand Castles’). O trabalho maduro e muito bem executado do Digitaria concorre como um dos melhores lançamentos nacionais deste ano. Muita emoção e nenhuma dissimulação. Ivi Brasil

* * * * *

Abaixo, dois remixes que não constam do álbum. Um deles é da dupla belo-horizontina Sexistalk – Giancarlo Ranieri e Pedro Melo – ligado ao coletivo/party label paulistano Crew.

Useless Fantasies

Paradise (Sexistalk Remix)

Paradise (B.I.S.C.A.T.E Remix)

Paradise (Original)

3 Comentários

Arquivado em lançamento, Música

3 Respostas para “digitaria; ‘emotion/simulation’; independente

  1. Gosto muito do Digitaria. Ótimo ler coisas boas sobre o segundo álbum (que ainda não ouvi).

    Duro foi ter eles tocando em um Trio Elétrico, na unica vez que passaram por Cuiabá.

  2. Pingback: 31og Day 2010: O Lance é ser Old School | Factóide!

  3. Que ótima notícia! Gosto muito do som deles. A matéria também foi muito bem redigida. Espero ouvir o álbum novo logo… 🙂

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