MPopB em livro

Matéria que publiquei hoje no SkolBeats.com.

A oferta de livros sobre o universo pop musical brasileiro é bastate reduzida. Mas os poucos títulos lançados já dão um bom apanhado do que aconteceu e vem acontecendo nos universos da música eletrônica, rock e MPB. Nestes dias frios, em que bate uma preguicinha para se jogar na balada, uma ótima dica é ler um bom livro. Por isso selecionamos oito títulos que podem ser comprados on line, em livrarias ou em sebos. Tem desde o hedonismo clubber narrado por Erika Palomino em Babado Forte até os relatos sobre a interferência da ditadura militar no trabalho dos músicas na década de 1970 por Ana Maria Bahiana em Nada Será Como Antes. Escolha o seu e boa leitura!

todo dj
Todo DJ Já Sambou – A história do disc-jóquei no Brasil (Ed. Conrad)
O livro é uma grande reportagem feita pela jornalista Claudia Assef que conta como a cultura do DJ se desenvolveu no país. Desde o veterano Osvaldo Pereira e sua “orquestra invisível”, nos tempos do grandes bailes em São Paulo, passando pelos atuais top DJs e a cultura clubber, o livro deixa a história ser contada por quem comanda as picapes. Com várias fotos, Todo DJ Já Sambou é um clássico na prateleira de música e comportamento jovens.

babadoforte

Babado Forte – Moda, música e noite (Ed. Mandarim)
Quem não frequentou o Hell’s Club no começo dos anos 1990 não sabe o que perdeu. Mas pode saber um pouco sobre o nascimento do techno e da cultura clubber em Babado Forte da jornalista Érika Palomino. O livro é uma consequência direta da coluna que ela manteve no caderno Ilustrada, da Folha de S.Paulo, e da jogação vivida naqueles primórdios da música eletrônica no eixo Rio-São Paulo. Érika conta mil histórias sobre os frequentadores famosos ou não da noite que lançaram modas e influenciaram toda uma geração. A prometida segunda edição revisada ainda não saiu, e se prepare para revirar  muitos sebos para encontrar o livro.

Festa Infinita – O entorpecente mundo das raves – (Ed. Ediouro)
Retrato documental do universo raver brasileiro, escrito em forma de romance. O livro do jornalista Tomás Chiaverini foi lançado este ano e é um dos melhores textos desta lista. O autor passa de entrevistador/pesquisador a amigo dos personagens para mostrar como funciona o mundo das raves, desde a organização das festas até a polêmica com o uso de drogas e a ação da polícia. Entre os entrevistados estão André Meyer, Dmitri Rugiero e Rica Amaral, gente que fez as raves virarem um grande negócio no país. O autor vai a raves famosas – Universo Paralello, Transcendence, Tribe e Respect – para contar tudo o que rola no mundo psicodélico e natureba das raves.

Madame Satã – O templo do underground dos anos 80 (Ed. Lira)
O clube Madame Satã foi um dos epicentros da cultura jovem nos anos 1980 em São Paulo, reunindo punks, góticos e toda sorte de alternativos de plantão. Amado por muitos, freqüentado por alguns e conhecido por todos, o Madame Satã tem neste livro sua história contada pelo autor Marcelo Leite de Moraes e por seus freqüentadores que ali começaram bandas do rock, carreiras literárias, grupos de teatro, amores e amizades. As entrevistas com os frequentadores da casa é a melhor parte do livro.

Dias de Luta – O rock e o Brasil dos anos 80 (Ed. DBA)
Não houve em toda a história da cultura pop brasileira período tão instigante e aventureiro, tão cheio de iniciativa e tão repleto de causos quanto os anos 80. Um tempo em que era bacana ser jovem, tudo parecia ser novidade, pensava-se que o mundo nunca mais seria o mesmo depois do simples gesto de adentrar em uma danceteria. Costurando mais de 100 entrevistas inéditas (com Renato Russo, Herbert Vianna, Lulu Santos, Paulo Ricardo, Marcelo Fromer, Dinho Ouro Preto, Nando Reis e muitos outros) a pesquisa detalhista e reportagem de fôlego, o jornalista Ricardo Alexandre reconstrói de forma divertida e reveladora a década que nos deu a democracia, Blitz, Legião Urbana, Cazuza, Paralamas, Titãs e ombreiras enormes.

EDIT_NadaSeraComoAntes

Nada Será Como Antes (Ed. Senac Rio)
A jornalista Ana Maria Bahiana faz um retorno musical a uma das décadas de maior efervescência cultural no país, a dos anos 1970. O período era de governo militar e a censura estava em quase todos os lugares. “Tudo estava acontecendo secretamente, e a informação circulava entre as tribos”, diz Ana Maria Bahiana. Depois de trabalhar durante toda a década de 1970 como repórter de música, em jornais e revistas, Ana Maria percebeu que tinha em mãos uma parte da história desta geração que parecia não ter acontecido. O livro traz entrevistas que foram censuradas na é poca, entrevistas exclusivas com Tim Maia e Raul Seixas e dois artigos, um sobre rock e outro sobre MPB. Obrigatório!

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