o verão continua

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Semana passada estava no Rio, ali mesmo em Ipanema como se vê na foto, e o calor estava insuportável. Nenhuma novidade quando se fala em Rio de Janeiro, mas a onda de altas temperaturas logo invadiu todo o  centro-sul do país e parece que não vai dar trégua tão cedo. Está difícil trabalhar sem ar condicionado…

Mas a Sandra Mendes, lá no site Flaming Lips, mandou umas receitas (que parece) refrescantes com a já famosa bebida alemã Jägermeister chamada. Tenho uma garrafa no congelador há bastante tempo e de vez em quando dou uma bebericada. O líquido escuro e de sabor forte de ervas tem seus amantes e seus detratores.

Quinta-feira pode ser uma noite cheia…
** Inaugura mais um barzinho na rua Augusta 530. Dessa vez é o Dex, numa proposta mais despojada pra beber cervejas e cachaças com os amigos.

** Estreia da coreografia Tombo com os bailarinos-atores-coreógrafos Cristian Duarte, Thelma Bonavita e Thiago Granato. Eles formam a Associação Desaba. Na Galeria Olido, no Centro de São Paulo, até dia 15 com entrada gratuita. Depois vai pro Teatro Itália a R$ 4,00 a entrada.

**Trabalhos do americano Matthew Barney estão expostos na Escola São Paulo, na rua Augusta, neste mês de março. Há alguns anos, entrevistei Barney para a revista Simples? na Pinacoteca do Estado, quando veio apresentar a vídeo-performance Da Lama Lâmina, que gravou no carnaval de Salvador em parceria com o músico Arto Lindsay. O cara é um esquisitão que te olha com ar compenetrado, e quando pensa e reponde as perguntas o olhar perde-se no infinito. Na época me deparei com um homem alto, barbudo, vestido de roupas marrons e bota de couro, que contrastavam com o calor paulistano. É algo distante… Assim como o trabalho dele, que tem fortes referências sexuais e apresenta culturas diferentes com novos olhares. Talvez americano, talvez muito emocional… Barney é um dos grandes nomes da arte contemporânea e vale ver as fotos, fotogravuras, objetos (que acho que são inéditos no Brasil) e os filmes, que são as peças que o consagraram mundialmente. Dá uma conferida na série Cremaster, considerada a obra-prima de Barney. Ou assista ao vídeo com trecho de Cremaster rodado no Moma, em New York…

**Lançamento mundial do segundo álbum de Gui Boratto, Take my breath away, no club Clash. Ainda não ouvi, mas estou curioso. Na DJ Mag Brasil que está nas bancas tem uma entrevista que fiz com o Gui sobre esse disco e a parceria dele com Tim Simenon, o homem por traz do projeto inglês Bomb the Bass. Abaixo segue o texto publicado na revista.

Alguém imaginaria a parceria entre Tim Simenon e Gui Boratto? O improvável aconteceu em novembro quando o inglês dono do lendário projeto Bomb the Bass, que nasceu no final dos anos 80 com a onda do acid house, esteve em São Paulo para uma apresentação e acabou trancado no estúdio por 15 dias com o produtor prodígio brazuca Gui Boratto. “Tim escutou meu álbum Choromophobia e pirou, daí me pediu pra remixar uma faixa do último disco do Bomb the Bass”, lembra Gui entusiasmado com a parceria impensada. Logo depois, Tim e Gui encontraram-se pessoalmente pela primeira em São Paulo e rolou o convite do inglês para produzirem juntos uma faixa do próximo álbum do Bomb the Bass. “Dei uma acelerada no som que estava sombrio como o do Future Chaos, último disco dele, e ele amou o som! Daí já me convidou pra fazer o próximo disco inteiro junto com ele”, empolga-se o brasileiro.

A co-produção Bomb the Bass e Gui Boratto sai no segundo semestre de 2009, mas que som está saindo dessa parceria? “Ele me mandou uns loops de vinil com 100 BPMs e eu picotei, entortei, acelerei, coloquei linhas de Moog e deixei mais 4×4. Tem um monte de synths analógicos bem Bomb the Bass, mas tem bateria com programação mais sofisticada e trechos de bateria acústica que gravamos aqui no estúdio Mosh com o Cuca Teixeira”, revela. Durante os 15 dias que estiveram juntos, Gui e Tim deixaram 70% do trabalho pronto. “Fizemos a base do disco, andamentos, melodias e a maior parte do groove”.

Agora o Tim Simenon está entre Amsterdã, onde mora, e Berlim, para onde pretende se mudar. Nesse meio tempo ele vai chamar outros colaboradores pra gravar os vocais. São doze faixas que vão ter colaborações de gente do calibre de Martin Gore (Depeche Mode), Sinead O’Connor e Dot Alisson. “Se me contassem essa história um tempo atrás eu diria que é mentira, mas as coisas tomam um rumo que a gente não espera”, diz Gui que não vai esperar muito para reencontrar o novo amigo e parceiro musical. “Estamos com muitas saudades, mas em fevereiro embarco para uma apresentação na Holanda e vamos trocar mais umas idéias lá”. Gui conta que a parceria deu certo porque os dois pensam muito diferente. “Somos de escolas muito distintas, sou de uma geração digital e ele é mais oldschool, curte vinil e samples antigos de jazz”.

A boa onda de Gui Boratto em 2009 está só começando. No final de fevereiro ele tem mais novidades: o lançamento do segundo álbum que deve se chamar Take My Breath Away. O sucessor do aclamado Chromophobia sairá pela Kompakt no exterior e pela ST2 e 3Plus no país. O trabalho ficou pronto no começo de dezembro e tem 13 faixas, duas delas saem no EP Atomic Soda em janeiro. “Tem muitas coisas diferentes nesse disco, tem guitarra, baixo e bateria tocados ao vivo e duas faixas com vocal”, revela. Os vocais são mais uma vez de Luciana Villanova, musa e esposa do produtor, nas faixas No Coming Back – “é a principal do álbum” – e I Feel Love – “que não é pra pista, mas é dançante, e tem umas 120 BPMs, mas também não é space disco, e é uma das minhas preferidas”, adianta Gui. A capa ficou a cargo, mais uma vez, de  Felipe Caetano e terá uma foto com 10 crianças com máscaras de oxigênio em um ambiente artificial todo de plástico. “É uma crítica generalizada, tanto serve no âmbito da música quanto em questões sócio-econômicas-ambientais”, politiza o produtor.

E como o garoto não pára mesmo, ele já adianta que o turnê nos Estados Unidos e Canadá começa no MiamiWinter Music Conference, no fim de maio, e termina em Los Angeles em um grande festival internacional. Se der tudo certo, Saulo “DaDa Attack” Pais e Cuca Teixeira também embarcam na turnê de lançamento de Take a Breath Away. Gui segue para a Europa em julho, por dois meses. “Sou louco pra tocar no festival de Benicassim, mas ainda não fui convidado”, avisa. Será que os espanhóis vão perder essa?

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Arquivado em artes plásticas, cidade, cinema, club, Música, vídeo

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