rio music conference

O texto a seguir está publicado originalmente no site Skolbeats e é um rápido resumo do que rolou na primeira Rio Music Conference na quarta 18 e quinta 19. Acompanhei as palestras principalmente e troquei muitas ideias com os muitos amigos jornalistas, DJs, produtores e promoters que passaram pela Marina da Glória.

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Eu e Memê (Memê e eu) em papo sério na RMC. Foto: Dudu Llerena

O calor e a praia são mais que atrativos no Rio de Janeiro, são um verdadeiro convite ao descanso à beira-mar com direito a muita badalação. Mas esses dias ensolarados que antecedem o carnaval levaram muita gente à Marina da Glória para conferir a primeira edição da Rio Music Conference. Na verdade o público não foi o esperado, mas o entusiasmo e a seriedade com que foram tratados diversos temas relacionados a música eletrônica demonstram que o evento tem fôlego.

As workshops foram super disputadas, mas careceram de mais tempo para desenvolver os temas de forma adequada e sem atropelos. Os DJs e produtores Marky, Gui Boratto, Memê e Pachú mostraram diversas técnicas de produção musical e discotecagem para plateias atentas. Os VJs Speto e Joele Lasher contaram um pouco da história da projeção visual em festas, que começou nos anos 1960. O pouco tempo fez a dupla acelerar as explicações sobre a febre dos VJs a partir dos anos 1990 e as novas tecnologias e modalidades de projeção atuais, como o live cinema que já tem vários adeptos no Brasil. Outra workshop concorrida foi o painel Ableton com o francês Amaury Groc. Ele mostrou alguns plug ins novos que facilitam a vida dos produtores na hora de compor suas tracks e explicou rapidamente alguns recursos desse software que é um dos mais usados atualmente no mundo.

A área de convivência da RMC foi muito bem projetada, com vários pufes, bares e stands de produtos, além de um palco onde os DJs se revezavam desde o fim da tarde até o final do evento, por volta de 23h. O palco teve o comando do radialista e DJ José Roberto Mahr, um dos caras que mais influenciou e educou DJs e aficcionados por música pop nos anos 1980 e 1990 através do programa Novas Tendências. Zé Roberto também aproveitou o espaço para entrevistar os DJs, que eram de diversos estilos. Entre os destaques: Renato Lopes, Breno Ung, Ana Paula, Renato Bastos, Vivi Seixas, André X, Du Serena e Nepal. Zé Roberto é do tipo sempre antenado e no meio do trabalho recebia torpedos de amigos contando novidades, como alguém que mandou uma mensagem dizendo que o disco novo do U2 havia vazado (alguém já conseguiu baixar?). “Pena que não é o novo do Depeche Mode, né?”, arrematou o DJ.

O top DJ inglês Pete Tong disse na palestra sobre novas tendências musicais que a melhor mídia para divulgar um novo DJ, ou qualquer coisa realmente boa, é o boca-a-boca. Ele contou que foi assim no início das raves e do clubbing inglês no fim dos anos 1980, que ninguém precisou realmente do respaldo da mídia tradicional para se dar bem.

As palestras polarizaram temas como o mercado da música eletrônica, o futuro da venda de música na revolução digital e a força da eletrônica na publicidade e nos investimentos culturais. Discussões acaloradas, divergências de opiniões e a participação do público mostraram que tem muita coisa ainda pela frente. Enquanto o mercado musical europeu está estabelecido, aqui no Brasil pode e deve crescer muito nos próximos anos, como constaram os palestras estrangeiros.

Não só nas palestras mas também nas conversas informais pelos corredores da Rio Music Conference falou-se bastante sobre: novos projetos dos clubes para enfrentar a crise, a agilidade que as agências de DJs precisam ter para mostrar as new faces dos toca-discos, ações sociais, mídias alternativas e o futuro da própria RMC. Um dos mais curiosos era o editor da DJ Mag inglesa Ben Murphy que estava super interessado em saber que tipo de música os brsileiros realmente curtem nas baladas. Ele ficou impressionado com a quantidade de diferentes núcleos, do techno a house, passando pelo minimal, progressive, dubstep, funk carioca, hip hop e muitos outros.

Muita gente também parou para saber mais sobre as ações sociais das festas do núcleo No Limits, como Tribe e Xxxperience. Com dinheiro arrecadado nas festas Tribe, por exemplo, foi construído um consultório odontológico para crianças carentes de Sorocaba (SP).

Entre as novidades na internet estavam o site Awdio.com que transmite ao vivo de mais de cem clubes ao redor do mundo, inclusive do D-Edge (SP), Dama de Ferro (Rio), Pacha (SP), Confraria das Artes (Floripa) e Kraft (Campinas). A web radio Chaosmopolitan.com também é novidade no mundo digital brazuca e transmite os programas Drop-Kick (SP) e Request (RJ) com grandes e novos talentos das picapes.

E entre as conversinhas, [aqui vai um furo!] a melhor noticia é que a fábrica de discos de vinil na Baixada Fluminense vai reabrir em breve! Vinil é cult, como disse o DJ Nepal.

Depois de tanto bate-papo cabeça o povo agora só pensa em cair na balada. A partir de hoje, sexta-feira, rola o carnaval eletrônico da Rio Music Conference com os top DJs David Guetta (sexta), Pete Tong e Gui Boratto (sábado), Sven Väth (domingo e com ingressos esgotados!), Armin van Buuren (segunda) e Erick Morillo (terça). Agora é muito confete e serpentina! Mas no ano que vem tem mais Rio Music Conference.

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