mini mau / mini bom

Era uma vez o hardtechno, bombou até dizer chega. Ana & David são os expoentes brazucas, que hoje vivem em Berlim. Na seqüência vieram o electroclash (Fischerspooner, Larry Tee) e o electro (DJ Hell, Miss Kittin), isso foi em 2000/2003. Pouco depois (2005/2006) despontou o electrohouse que reinou nas pistas e centenas de DJs encheram os cases de Tiefschwarz, Mandy e Benny Benassi. Daí veio a enchete minimalista puxada por Richie Hawtin e todos o povo dos selos Minus, BPitch Control, Wagon Repair, Ghostly International etc. etc. etc. É claro que no meio disso tudo sempre teve de tudo – house, techno, hardtechno, electro, drum’n’bass, break… Agora tem a leva de nu-house/space disco que eu não sou muito fã mas está dando o que falar e o que dançar nas pitas do planeta.

Hoje estava lendo o blog do Guigo Monfrinato, no site Essential, e ele fala que agora todos os DJs querem tocar minimal techno. Bom, o que se nota na verdade é que esse gênero virou moda assim como o electrohouse e invadiu as raves Brasil afora (dizem que as raves serão proibidas no país; porque não representam mais o que representavam no seu princípio). O minimal techno ganhou fama com a turma de Berlim – Ellen Allien, Ricardo Villalobos e cia. – a partir de 2006 principalmente. Mas muito antes disso, nos anos 1990, Richie Hawtin ou Plastikman (ainda vivendo entre Canadá e Estados Unidos e agora está em Berlim) e Jeff Mills soltavam seus petardos minimalistas. Mas se pensarmos um pouco mais vamos encontrar Steve Reich e Philip Glass criando obras minimalistas nos anos 1970/1980. Deles deve ter derivado a inspiração para batidas mais calmas de Hawtin e Mills e tantos outros produtores que emergiram com a música eletrônica a partir do final dos 1980.

Mas continua essa onda de minimal techno, que um dia ele se sobressaiu na mídia, nos ouvidos dos ravers/clubbers e na cabeça dos promoters e invadiu o imaginário geral. Pode-se dizer que o termo minimal generaliza vários estilos que diminuíram as BPMs, do electro ao techno à house. Quem diz que toca minimal, que curte minimal, como se fosse a coisa mais hype e original do mundo tem de pensar bem se é isso mesmo ou só o modismo da hora.

Pra mim, quanto mais eclético e inusitado o set de um DJ melhor. Se tem minimal tudo bem, eu gosto do gênero, mas é bom misturar outras coisinhas pra dar um molho, pra temperar o caldo e dar aquele sabor especial.


2 Comentários

Arquivado em club, Música

2 Respostas para “mini mau / mini bom

  1. nao entendi a parte que você diz
    “Quem diz que toca minimal, que curte minimal, como se fosse a coisa mais hype e original do mundo tem de pensar bem se é isso mesmo ou só o modismo da hora”

    pra mim quem gosta de minimal gosta.

    idependentemente de ser moda agora ou não.

    tendencia pra a proxima decada, hoje alguns dos maiores expoentes da musica eletronica sao minimalistas.

    ex. : Boris Brejcha , Oliver Huntemann & Stephan Bodzin, Villa Lobos , Booka Shade e etc.

    Também não gosto de modismo, mas você fala de um jeito muito agressivo e subentende-se que é enjoativo o estilo!

    • Renan, eu gosto de minimal, se fui agressivo foi por conta de uns tantos que conseguem fazer do gênero um som chato, como muitos DJs em grandes raves. De resto, eu adoro o minimal bem feito e os artistas que você citou.

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