confessionário

Jesus (não sei quem é, mas não é o Cristo) perguntou ontem aqui no post sobre o Tetine se eu realmente gosto do som da dupla. Confesso que não gosto e nunca gostei. Aliás, esqueci de dizer isso no post de ontem. Mas como a notícia era fresquinha e achei engraçada a versão do Cansei de Ser Sexy resolvi avisar aos meus leitores, que não precisam necessariamente ter o mesmo gosto que eu. Acho o Tetine uma espécie de armação que só rendeu mesmo quando foi viver em Londres e passou a oferecer aos gringos releituras pobres de funk carioca. Ou alguém ouviu e curtiu os discos anteriores lançados no Brasil? Pós-punk fraco, eu digo. Pós o quê? Também achei fraquinho o vídeo do Rodriguinho Dutra para a dupla.

Essa coisa de ser brasileiro e ter autoridade para fazer funk carioca é mesmo um longo papo. Bonde do Rolê é outra bobagem feita por brancos classe média de Curitiba (pode?!) que vende bem no exterior e aqui no Brasil encontra simpatia de adolescentes que gostam de palavrão, mas preferem uma branquinha fofinha no palco a uma Deize Tigrona ou Tati Quebra-Barraco descendo o pau e com cara de empregada doméstica. Uma pena que ainda tenhamos de passar por isso, mas aí está o racismo brasileiro também.

Em Berlim peguei um flyer de uma festa bem absurda, como o próprio flyer. Era uma festa meio brazuca estrelando ninguém menos que o camaleão gaúcho Edu K, intitulado no flyer “the legend of funk carioca”. Tá, meu bem? O flyer trazia a imagem de uma garota de biquíni no Rio com cabeça de arara! Edu K teve seu ápice com a banda Defalla nos anos 80 e depois descambou tocando heavy metal, rock, farofices e agora funk carioca.

l_152af598d81e2d376f260fe7848d500e.jpgAgora, falando do verdadeiro funk carioca… A Deize Tigrona, que eu adorei quando a vi no Tim Festival há uns 2 anos no Rio, me contatou via myspace. Ela quer tocar no D-Edge antes de embarcar para Europa em junho. Será que o Renato Ratier vai arrumar uma vaguinha pra ela lá? A turnê da moça inclui o Rock in Rio Lisboa. Por que não o chamam de Rock in Lisboa ou Rock in Lisbon? Essa é outra história que rende muito pano pra manga. No myspace da Deize dá pra conferir a nova “Bandida”, lançada recentemente por Diplo com os vocais, é óbvio, da Deize.  

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Se você prefere disco music a funk carioca, a dica de hoje é a festa Tapa na Pantera, n’A Lôca. Meu amigo Nenê, promoter da festinha, abre a noite que marca a comemoração de aniversário do DJ Atum (nhac! nhac! nhac!). Ele tá preparando um set leftfield retrô disco pra arrasar a pista. De quebra tem a chic Leiloca Pantoja e suas pérolas da disco, mais Johnny Luxo e DJ Click. Se a Alisson Ghotz aparecer montada a festa será completa!

1.jpgDJ Atum em Amsterdã (nov/07)

9 Comentários

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9 Respostas para “confessionário

  1. p-lady e a guarda dos filhos

    eu gosto de um disco velho do Tetine.

    depois dessa onda funk, nem quero saber…

    tudo que envolve o diplo me interessa, a sonoridade eh melhor.

    sobre o aniversario do dj atum, adoraria, mas to em busca da arca perdida.

    beijos, ivi. o blog tá TUDO.

  2. é tudo armação à famosa malandragem brasileira. por isso que só gringo cai.

  3. hahahahahaha.. bom post! e sincero além da conta, hein? eu ainda quero ver um show da deize, fala pro ratier para trazer ela pra críu! hahahahahaha… by the way, tive uma crise psicótica ontem e não saí…. depois eu dou os meus abraços no tuna… e to em débito com vc que eu sei! assim que a crise passar (elas nunca duram muito), eu volto e a gente arrasa!

  4. a tati quebra-barraco é mais branca que a marina. já foi totalmente assimilada pela classe média (e alta).

    por outro lado, o bonde do rolê tem muitos fãs entre a molecada mais humirde [muita “bichinha pão-com-ovo” ama ] e tb sofre muito preconceito da própria classe média e dos puristas do funk, do indie e da música eletrônica.

    e o edu k é notório por ser picareta assumido, embarca em todas as ondas (ou as lança), já fez de tudo e não tá nem aí. tem mais é q aproveitar pra fazer o dele.

    o q é “verdadeiro” na música? se o rock fosse “puro” e “verdadeiro” até hoje o que seria da música hoje em dia…

    já do tetine também não gosto.

  5. além de também não gostar do Tetine, o truque dos tuques, discordo de tudo o que você escreveu. e faço minhas as plavras da Flávia Durante. Edu K é o picareta assumido, BDRolê é funk e é bom, porque nnao é puro, é sacana, é engraçado. e os funks cariocas e as funkeiras todas são um puta sucesso brasilzão a fora, quem não gosta é a modernidade. quero ver ela tocar na d-edge!

  6. interessante a lebre levantada, mas é meio ultrapassada a essa altura do campeonato, né?

    tirando sua fase Emo que rendeu grana [pois é], o Edu K nunca lançou 2 discos iguais – ele é conhecido justamente por estar sempre se transformando. não usei o termo “camaleão brasileiro” pra não ser metralhado pelos fãs do Bowie. =)

    e ele é conhecido sim pela picaretagem, que no caso dele acho do bem. pior é a picaretagem de empresários e executivos de gravadora, mas abafa…

    quantas picaretagens a gente não engole do showbiz gringo aqui em campanhas de marketing muito bem feitas? deixa eles engolirem nossos factóides também. aponta uns nomes da música aê que é fácil dizer onde está o truque. e isso não tira o valor deles como artistas ou produto cultural.

    Bonde do Rolê foi uma das maiores sacadas da música brasileira recente. isso de não poderem usar o funk ou estarem abusando de algo dos morros foi um dos muitos argumentos contra eles que surgiu lá em 2005.

    na História da Música infelizmente são quase sempre os brancos que popularizam os ritmos misturados pelos negros [Elvis, Beastie Boys etc]. mas dizer que só negros podem fazer tal coisa é uma espécie de paternalismo racista invisível, vai.

    todo mundo pode fazer tudo [uma das melhores bandas de rock ainda em atividade é o Dirtbombs, cujo frontman é um negão com uma voz animal] e na Música tá cheio de ilusão; não vamos dar uma de inocentes.

  7. fui bem sincero nas minhas opiniões nesse post e reproduzo o que respondi aos amigos Fabilipo e Flávia:

    sobre o funk carioca, eu é que discordo de você porque parece que diz que eu disse que sou purista. se o fosse não gostava de nada, por que tem algo puro nesse mundo? tá tudo misturado, remixado, mexido, enlouquecido, pós-modernizado… eu realmente não tenho paciência pra bonde do rolê, nada ali me interessa; do edu k eu gosto da fase defalla e já naquela época o entrevistei e é claro que sei que ele é picareta assumido, acho ótimo; se deize tigrona toca ou não toca no d-edge, isso depende dos promoters de conquistarem o coração do ratier e contratarem a deize tigrona, seria demais!!! se joga!

  8. Opa! não sabia que existia isso aqui! bem legal hein! passando pela primeira vez, e com certeza a primeira de muitas…
    Um abraço Ivi!

  9. p-lady ou amy winetech-house

    LENHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

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