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creamfields floripa confirma lineup e data

O verão em Floripa ganha atração de peso. O festival Creamfields, que nasceu na Inglaterra e se esparramou pelo mundo, terá edição de verão na minha querida ilha de Santa Catarina. Há alguns meses você leu aqui no +1teko sobre a ida do festival pra Floripa. A confirmação acabou de chegar via assessoria de imprensa. Anotem em suas agendas 2011: o festival vai rolar no dia 22 de janeiro, das 15h às 6h (cruel ficar no sol durante a tarde, hein? com tantas praias ao redor da ilha…), e vai rolar no Music Park, na rodovia que liga o centro ao norte da ilha. Espere por muito engarrafamento porque o transporte público em Floripa é bem caótico – espero que a organização da festa veja isso com muito cuidado para conforto de todos.

E todo mundo quer saber do lineup, né? Bom, tem alguns nomes bem bacanas, mas a maioria é maisntream pra catarinense acostumado às baladas de Balneário Camboriú. Eu destaco os seguintes nomes: Loco Dice (grafado em maiúsculas no press release, o que indica ser o principal nome) e Etienne de Crecy. Mas tem o pessoal “arroz-de-festa” – Erick Morillo, Hernan Cattaneo, Gui Boratto, Guy Gerber e Above & Beyond – que sempre tá lá pelos clubes da região.

A lista continua com Anderson Noise, Felguk, Raresh, Southman, Du Serena, Soundexille, Deep Mariano, Ask2Quit, Hands Up, House of Jazz e o projeto Cromo Audio de Rodrigo Ferrari e VJ Spetto. Sinceramente, faltou escalar muita gente bacana que se destacou em 2010 e vai bombar em 2011, mas isso é coisa que se acerta com as agências de DJs e patrocinadores, o que pode levar a escalação de artistas para a linha mais comercial. Coisa bem ruim pro público formador de opinião, e coisa bem boa pra caixa registradora da organização. Aliás, os ingressos estão à venda a partir de hoje (13/12) em diversas cidades de SC mais Curitiba, Porto Alegre e São Paulo . Os preços – ainda diferenciados por sexo! – vão de R$ 50 a R$ 120 pra pista, mas também tem preços mais salgados pra quem quiser ficar em camarotes standing ou com mesas. Haja!

Pena que o Creamfields Floripa não será à beira-mar, como os shows de verão nos anos 80, mas é um bom motivo pra eu ficar por Floripa em janeiro. Só espero ter boas notícias sobre o lineup!

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creamfields floripa 2011

LEIA AQUI SOBRE CONFIRMAÇÃO DO LINE-UP E NOVIDADES!!!

Tá sabendo? Já estão movendo os pauzinhos para a realização do festival Creamfields “perto de Floripa” no dia 22 de janeiro de 2011. A data vem bem a calhar porque será um feriado prolongado para paulistanos (25/1 é dia do município) e cariocas (20/1 é dia de São Sebastião, padroeiro do Rio). Minha fonte disse que “é A data do verão brasileiro, sem ser reveillon e carnaval”. Isso me cheira a quilométricos engarrafamentos em Balneário Camboriú ou aqui na Ilha, em Florianópolis, prováveis points do festival inglês que este ano comemora 10 anos em Buenos Aires, em novembro. Parece-me que a organizadora/dona da marca no país, a Indústria de Entretenimento, que já cuida de todo o cobranding da Pacha, Rey Castro, Sirena etc., quer que seja em Floripa, mas muita água ainda está por rolar pra acertar a produção.

O festival não virá sozinho e apenas em Santa Catarina, no seu descolado e quente verão. A marca Creamfields fará festas em outras cidades brasileiras ainda nesse ano e no decorrer de 2011. A primeira acontecerá no dia 10 de novembro em São Paulo, com o grupo Faithless e o DJ-produtor Laidback Luke. Minha fonte diz que dessa vez “o Creamfields vai ter total alinhamento artístico com a produção do festival lá fora”. Antes eram só alguns grupos no Brasil usando a marca. Fora isso, estão todos de olho no potencial turísitico do festival, que leva todos os anos cerca de 5mil brasileiros (dados não oficiais) a Buenos Aires, e do litoral catarinense.

Por enquanto o site brasieliro do Creamfields mantém apenas o aviso “aguarde”. Espero que seja um festival a altura do verão catarinense mesmo, e não como os que a RBS produz/patrocina por aqui como o Atlântida, com line ups sofríveis. E também a altura da indústria do entretenimento noturno ligado à música eletrônica que lota diversos clubes no estado, como os internacionais Warung e Green Valley. Que venha o verão e traga o Creamfields a Floripa!

Sobre o Creamfields 2008 em Buenos Aires você conferiu aqui no +1teko.

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floripando 2; calor no centro histórico

Ilha de Santa Catarina

A terça-feira foi de muito calor em Floripa – 31˚C pelo meio-dia. Andava de jeans e mochila pelo centro da cidade nessa hora – ufa! Passeei pelas lojinhas de louças de barro e pela loja de artesanato na Alfândega. Comi pastel de camarão e bebi um chope no Mercado Público com as amigas Kátia e Nega. Fui ver a exposição de Franklin Cascaes no Palácio Cruz e Sousa – antigo Palácio Rosado na Praça 15 de Novembro, onde já estiveram D. Pedro I e D. Pedro II, além de figuras como Floriano Peixoto, que impôs seu nome (Florianópolis, a cidade de Floriano) à capital Nossa Senhora do Desterro depois de muita tirania como interventor da provínica de Santa Catarina (depois virou o segundo presidente da república brasileira). Dei uma volta sob a velha Figueira de muletas no meio da Praça 15 e visitei exposições no Museu Victor Meirelles e Centro Cultural Badesc (na antiga casa de Nereu Ramos, governador de SC e único catarinense a presidir o Brasil – durante dois meses e 21 dias, de 11 de novembro de 1955 a 31 de janeiro de 1956).

Franklin Cascaes é um capítulo da história de Florianópolis. “Seu Francolino” foi um pesquisador da cultura açoriana, folclorista, ceramista, gravurista e escritor brasileiro. Dedicou sua vida ao estudo da cultura açoriana na Ilha de Santa Catarina e região, incluindo aspectos folclóricos, culturais, suas lendas e superstições. Até sexta 29/8 acontece a exposição de alguns dos desenhos e gravuras do mestre no Palácio Cruz e Sousa. Vários boitatás estão expostos, como os das fotos acima e abaixo. A coleção completa, que está aos cuidados da Universidade Federal de Santa Catarina, contem aproximadamente 3mil peças em cerâmica, madeira, cestaria e gesso; 400 gravuras em nanquim; 400 desenhos a lápis e grande conjunto de escritos que envolvem lendas, contos, crônicas e cartas, todos resultados do trabalho de 30 anos de Franklin Cascaes junto a população ilhoa.

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floripando; sganzerla, paradigma

Ilha de Santa Catarina vista a partir do sul

Há alguns dias na Ilha de Santa Catarina e já não sinto muitas saudades de São Paulo. Depois de voltinhas pela Lagoa da Conceição, peixes assados, delícias da mamãe e reencontro com velhos amigos, hoje tem muita coisa acontecendo na Universidade Federal de SC e terei de me desdobrar pra ir a tudo.

A jornalista Sônia Bridi, ex-colega de bancos escolares, faz palestra hoje à noite no lançamento da terceira edição da Semana Revista. Na verdade é um aperitivo do que virá na IX Semana de Jornalismo da UFSC, que rola entre 13 e 17 de setembro.

* * *

Também começa hoje na UFSC a Semana Sganzerla, com mostra de filmes do cineasta catarinense, lançamentos de livros e debates no Teatro do DAC (Igrejinha). Hoje tem projeção de “O Bandido da Luz Vermelha” (1968) e a programação segue com os filmes “Nem Tudo é Verdade” (1986) e “Copacabana Mon Amour” (1970). O evento também marca o lançamento lançamento da caixa-livro “Edifício Rogério”, coletânea de ensaios sobre cultura brasileira publicado pela Editora da UFSC. A musa do diretor, a atriz Helena Ignez está na cidade e falará em diversas ocasiões dessa semana de cinema. Mais informações aqui nesse link.

O joaçabense Rogério Sganzerla é um dos expoentes do Cinema Marginal que misturou gêneros, fundiu o erudito e o pop, foi inconformado e transgressor mantendo um pé fincado na tradição clássica. Em 1992, Sganzerla esteve em Florianópolis e o entrevistei para meu vídeo projeto de conclusão do curso de Jornalismo. Em breve digitalizarei o vídeo, que ainda tem entrevistas com Décio Pignatari e outros sobre globalização.

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E fica aqui mais uma dica de cinema em Florianópolis. O Paradigma Cine Arte traz – nas sextas e sábados às 19h e 21h30min – filmes para todos os gostos e que não passaram pelo circuito comercial de Santa Catarina. Já foram feitas sessões de Doce de Coco, Gigante, Pachamama, EUA Vs. John Lennon, Goodbye Solo, entre outros. A nova sala de cinema fica na SC-401, ligação entre Centro e Norte da Ilha, no trevo de Santo Antônio de Lisboa, no Centro Empresarial Corporate Park. Uma excelente opção para os órfãos do cinema do CIC (Centro Integrado de Cultura), em obras há quase 2 anos!!! E boa dica para os turistas que chegam a Floripa e não têm muitos espaços culturais com boa programação.

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(muito) trânsito, suor e cerveja

  

Fachada com jardim do Jivago Lounge, em Florianópolis

Ontem (29/12) fui conhecer o clubinho (no diminutivo mesmo, tanto no tamanho quanto na pretenção) Jivago, aqui no centro de Floripa. Sem ar-condicionado (a temperatura ontem à noite era de 30 graus sem vento e na pista era impossível de ficar); você responde e-mail pra desconto e nome não consta na lista; pra ir no banheiro tem de atravessar a pista de dança minúscula, quente e abarrotada; superlotação (gente! tem de respeitar a lotação das casas, por favor!); e a música da festa paulistana Café com Vodka é qualquer nota entre hits antigos e house semi-bate-cabelo. Não valeu a pena… Ainda bem que fui com amigos de bom papo e conseguimos a mesinha do jardim (na foto acima dá pra ver o pequeno jardim frontal). Mas me disseram que quando a cidade não está bombando de “estrangeiros” as festas são melhores (não terei tempo pra ver isso, quem sabe na próxima vez e fora de temporada).  

O amigo Poveza me pediu fotos da baladinha, mas nem valia a pena tirar fotos da muvuca no Jivago. O lugar fica numa casa que foi residência e depois virou redação da sucursal do jornal A Notícia (um casal de amigos que estava comigo disse que trabalhou ali algumas vezes, na redação que hoje é pista de dança). Aliás, o jornal joinvilense A Notícia foi o último veículo livre que o grupo gaúcho-judeu RBS (Rede Brasil Sul), ligado à Rede Globo, comprou para manter o monopólio da informação no estado de Santa Catarina. Não existe oposição à informação veiculada no estado… perdem o jornalismo, a livre informação e a democracia… e viva os blogs! 

Vista aérea da praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis

Mansões e Ferraris na praia mais cara do litoral de SC

A movimentação é grande em Floripa, que virou reduto de gente que só pensa em desfilar de carro. O engarrafamento era quilométrico ontem (terça 29/12) por volta da meia-noite para entrar na rodovia de acesso à praia de Jurerê. Lá ficam as casas (muitas de muito mal-gosto) dos magnatas que elegeram a parte “internacional” da praia (que um estreita faixa de areia) a Meca do consumo de luxo, ou melhor, a Beverlly Hills catarinense. Eu acho aquilo tudo um lixo, de muito mal-gosto. Um caça-níqueis desenfreado de muito dinheiro que não se sabe de onde vem, quer dizer, tem gente que deve saber e lava a grana por lá. Bom, mas bem antes da praia fica o complexo com as buatchis Pacha Floripa e Posh, sinônimos de garotas de tamancões e microvestidos, garotões sarados de camisas bem-passadas, carrões de luxo e som movido a progressive house comercial. Lá desfilam manezinhos (c0mo são chamados os florianopolitanos natos, como eu) famosos como o nadador e ex-A Fazenda Xuxa e o tenista e empresário Guga Kurten, além de um povo do naipe de Gisele Bundchen, Luisa Mell, Naomi Campbell… E é ali na Pacha/Posh que o trânsito estrangula (como no centrinho da Lagoa da Conceição, do outro lado da Ilha). Sacou?

Voltando do Jivago, na madrugada passada, parei num posto de gasolina já na praia de Ingleses (norte da Ilha) e um garçom, um rapaz simpático e alto de uns 20 e tantos anos, dizia que vai toda noite a Jurerê “servir os playboys, mas eles são gente boa no final das contas”. Assim espero!

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Florianópolis Audiovisual Mercosul

Depois de dias ausentes, começo me desculpando quanto ao nome do festival que estou participando em Floripa desde sexta passada, o FAM. A sigra significa realmente Florianópolis Audiovisual Mercosul, e eu havia escrito outra coisa. Enfim, o FAM está muito bom! É a primeira vez que participo do festival, que está no oitavo ano trazendo gente da América do Sul toda. Nesse ano tem uma mostra de filmes finlandeses também e vários diretores e produtores escandinavos estão circulando por aqui. Meu filme passou na mostra de vídeos como convidado sábado. O FAM termina na sexta com premições e exibição do filme “Chega de Saudade” da Laís Bodanski. Mas daí eu já estarei em Belo Horizonte. Será mais uma primeira vez, a primeira vez na “pão-de-queijoland”!

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