A explosão demográfica é a coisa mais assustadora pra humanidade que só pensa em crescer, fabricar mais, viver mais e consumir sempre mais.
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music all day saturday
Se você estiver saindo de algum inferninho ou chill out dus infernus na manhã de sábado, ainda dá pra esticar até o domingo de manhã. Tudo bem que vai ter uma pausa pro almoço e pra siesta, mas a partir o final da tarde do sábado a boa é a Sunset Party nos jardins do MIS e MuBE. Daí tem mais um tempinho pra descansar, jantar e correr pra reestreia da festa Paradise, agora no clube Hot Hot.
Tarde de sábado - O duo argentino Silver City é o convidado da terceira edição da Sunset Party, que começa às 16h com o excelente DJ Tahira em free style com sons brasileiros, latinos e africanos! Já o Silver City é formado por Julian Sanza (teclado e programação) e Fernando Pulichino (baixo e DJ) apresenta uma mistura de jazz, house e disco music. A performance ao vivo acontece às 18h (esperamos que não haja atraso) e é o ponto alto da festa; das 19h até as 22h o Silver City apresenta um DJ set à quatro mãos. O legal da Sunset Party é que é de graça e acontece ao ar livre, embaixo das árvores dos jardins do MIS e MuBE, e reúne muita gente legal em clima de pic-nic. Aviso: é bom se precaver e deixar umas bebidinhas no carro porque as filas no bar do MIS são bastante longas e a cerveja acaba logo!!! A organização do evento é do booker e produtor cultural Marcos Guzman, com patrocínio do uísque Passport e tem apoio da Puma, Centro Cultural da Espanha, MIS e Secretaria de Estado da Cultura.
+1teko de Silver City - Julian e Fernando começaram sua carreira em 1999 no grupo Ciudad Feliz em Mar del Plata, Argentina. Em 2002, mudaram-se para a Inglaterra e formaram o projeto 2020 Soundsystem com Ralph Lawson, dono do selo 2020 Vision, com quem têm se apresentado em diversos festivais ao redor do mundo e recebido grandes elogios da imprensa internacional. Fizeram parcerias com a dupla paulistana Minima, que você ouve abaixo.
Noite - O after hours Paradise volta à ativa, dessa vez no clube Hot Hot a partir da meia-noite do sábado (12/2). Agora em versão mais longa, o Paradise deixa de ser apenas after hours e engloba toda a noitada de sábado pra domingo. Da meia-noite às 4h rolam bandas, performances e live acts, mas a noite de reabertura vai no velho esquema DJ set com Márcio Vermelho, seguido do live act Dada Attack. Abertura um pouco conservadora se a ideia é mudar. A partir das 4h é esquema after hours, que terá nessa primeira festa as duplas de DJs: Mauro Farina e Ben Men, Bueníssimos, Mr Gil e Mimi, Darick Giorgy e Rafael Rosa. A promoção é da Rizza Bonfim, que juntou uma turma de descolados pra outras funções na festa, o que já dá um ar de reciclagem ao Paradise After Hours que agora assina como Paradiseparty.biz.
Conversei rapidamente com Oscar Bueno, o cara que inventou o Paradise no fim dos anos 1990 no clube Lov.e, e depois de três anos lá, circulou por vários clubes até se fixar no D-Edge, de 2003 a 2010 quando saiu em dezembro em busca de mais espaço para o conceito da festa. O Paradise saiu do D-Edge na esteira do Cio, que deve entrar no rol de festas do aguardado clube de Alex Atala, mas isso é fofoca ainda. Voltando ao paraíso… Oscar também contou sobre novidades que o Hot Hot implantou para facilitar e melhorar a infraestrutura da casa.
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temporada em floripa – férias no carro?
Provincianismo é pensar que engarrafamento é progresso! Floripa é um dos lugares mais provincianos do país. Falo isso porque sou daqui mesmo e vejo que a cada dia as coisas pioram. Lembro quando a ponte-cartão posta Hercílio Luz foi fechada para reformas e nunca mais a abriram ao tráfego de automóveis. Os consgestionamentos na ponte Colombo Salles eram um terror! Até que construíram a ponte Pedro Ivo, da qual roubaram muuuutio dinheiro. Depois, Floripa virou a cidade símbolo da prosperidade do Sul do Brasil, virou capa das revistas semanais por seu alto índice de bem-estar. Mas como em todas as partes do mundo, Florianópolis cresceu, aumentou a população – de pessoas e carros – e a violência dos assaltos e sequestros relâmpagos tomaram conta.
Ontem à noite fiquei preso no trânsito entre 23h30 e 1h30, em plena rodovia SC-401 – único elo entre Centro e Norte da Ilha de Santa Catarina. Fiquei umas 2 horas num engarrafamento causado pelo tumulto ao redor da boate Life, à beira da rodovia. Claro que não havia policiamento, tinha era um monte de gente pelas pistas tentando vender ingressos ou querendo andar a pé pra chegar antes no baile. Muita gente andando de carro pelo acostamento e ruelas próximas à estrada principal pra tentar chegar logo à festa. Muitos turistas com suas famílias tentavam chegar aos balneários do norte da Ilha e não entendiam o que aocntecia. E a lentidão piorou muito porque tentavam estacionar nos acostamentos da rodovia. Havia um carro da polícia rodoviária parado na frente da tal boate Life sem fazer nada para minimizar a angústia de quem estava há horas trancado no carro. Atenção pra não ficar preso do carro no reveillon!!!
Uma pena que Floripa até hoje não tenha um planejamento estratégico para o verão. A amiga de facebook Claudia Melilo disse: “E culpa também da prefeitura/ governo do estado que insiste em não fazer uma ponte ligando o sul da ilha ao continente.” Bom, eu não estava no Sul da Ilha, mas nem construindo pontes no Sul ou Norte da Ilha o trânsito melhoraria, acho até que ficaria pior. Pra mim, o problema é a prefeitura deixar construir uma boate na beira da rodovia, e a casa não ter estacionamento adequado e nem a prefeitura providenciar e sinalizar locais para estacionar, ou pedir à polícia rodoviária um plano pra regular o trânsito, multar quem trafega pelo acostamento ou com os corpos pendurados pra fora dos carros ou mesmo os “pedestres” que se aventuram pelo meio da estrada. Problema-2 é o governo do estado embargar durante uma década a duplicação da rodovia SC-401 (Centro-Canasvieiras). Não há previsão alguma de conclusão de obras entre Jurerê e Canasvieiras. Fiquei imaginando o tamanho do transtorno na Lagoa da Conceição, outro ponto sensível aos engarrafamentos noturnos de Floripa.
Fica a dica para quem está vindo para a Ilha da Magia curtir o reveillon. Pior será nas boates de Jurerê nos próximos dias, inclusive no tal festival Creamfields – com um lineup lamentável que você leu aqui – no dia 22 de janeiro. Prepare sua paciência!
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o negócio da street art + urban gallery
A street art perdeu a aura de arte de contestação? Faz algum tempo que o bum do grafite e seus congêneres no Brasil alavancou a street art para a esfera da arte institucionalizada dos museus, estudada na academia, transformada em mercadoria de compra e venda nas galerias e em objeto de desejo de muita gente. Para os artistas isso foi e está sendo muito bom, como já aconteceu há algumas décadas fora do país com gente como Keith Haring (que teve bela mostra em São Paulo recentemente) e Jean Michel Basquiat e se intensificou com Banksy, Zeus e osgêmeos.
Quando só o capitalismo é a ordem mundial possível tudo vira mercadoria, e a arte certamente tornou-se um do ativo importante da economia global. A street art ganha destaque porque a arte contemporânea – no sentido mais formal – anda muito “conceitual” (dizem uns) e o público gosta da arte que se aproxima e faz parte do mundo dele. A street art é “palpável”, está no cotidiano das ruas das cidades que crescem sem parar. Ela virou uma bela mercadoria para galeristas e artistas, e uma ponte entre empresas, corporações e governos com a população (consumidora) de todas as camadas sociais. O grafite vem da periferia e se dissemina em bairros elegantes. A importância cultural, institucional e econômica da street art está posta.
Urban Gallery - Faz um tempinho que recebi um belo catálogo e uma gravura em estilo stret art, digamos assim, pelo correio. Junto veio o convite para falar/escrever sobre um projeto institucional que colocou uma boa dose de cores e formas no dia a dia de quatro capitais. Fora os interesses de marketing entre empresa e artistas, a Urban Gallery é uma bela associação empresa-arte que expõe atualmente obras de cinco artistas em tapumes de construções de edifícios em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Goiânia. A iniciativa é da Brookfield Incorporações com a Galeria Rojo e agência de ideias Ginga.
É interessante como a arte se impôs no meio urbano, deixou de ser considerada vandalismo – inclusive o pixo! Hoje os artistas que seguem a linha street art – são muitos e de todas as classes sociais – são chamados e remunerados para colocar cores e formas pela cidade, para suavizar o cotidiano, para “dar o seu recado”. Na Urban Gallery, os artistas selecionados do bom casting da Galeria Rojo – com sedes em Barcelona, São Paulo e Milão – são os norte-americanos Tofer Chin e MOMO, a espanhola Anna Taratiel aka OVNI, e os brasileiros Flávio Samelo e Santhiago Vieira aka Selon. Com diferentes backgrounds – desde cursos de belas-artes até fotografia – os cinco artistas têm em comum o bom uso das cores, sempre muito bem iluminadas, e as formas geométricas, da op art ao grafite “rabiscado” propriamente dito.
Atenção, corra para conferir os trabalhos da Urban Gallery porque como nas ruas, em breve as obras serão retiradas e apagadas. Abaixo um guia dos trabalhos da Urban Gallery pelo Brasil, nada como descansar com os olhos com arte!

Anna Taratiel aka OVNI (Espanha) - Barra Business Center - Av. das Américas 3301, Barra - Rio de Janeiro
Grafite paulistano – São Paulo é hoje um dos principais centros de irradiação do grafite, do pixo, do estêncil, do lambe-lambe. A Lei da Cidade Limpa que tirou a poluição visual publicitária da vista dos paulistanos impulsionou consideravelmente a street art na cidade. Quantas vezes já lemos entrevistas com artistas estrangeiros surpresos que aqui as autoridades deixam pintar os muros da cidade. Quantos artistas viraram gênios das artes plásticas pintando muros, bueiros, edifícios e túneis, e logo depois criaram instalações, pinturas e objetos para importantes galerias e museus mundo afora. Lembra quando trabalhadores da prefeitura de São Paulo pintaram de cinza um grande muro na avenida Radial Leste? Os caras taparam um mural enorme de osgêmeos. Comoção geral na cidade. Jornalistas ligaram pros gêmeos na mesma hora para contar o grande absurdo que a prefeitura havia feito. No final, a prefeitura pagou pros gêmeos repintarem o mural.
Quem não lembra da polêmica dos pichadores que atacaram a Bienal de São Paulo de 2008, a tal “Bienal do Vazio”? Nesse ano de 2010 eles retornam à Bienal, mas como convidados da curadoria e não como vândalos.
Agora mesmo estou envolvido em um projeto que vai retratar o bairro do Cambuci fazendo um contraponto entre o modernista Alfredo Volpi e os irmãos gêmeos grafiteiros Otávio e Gustavo Pandolfo. Aliás, osgêmeos são os grandes expoentes brasileiros da arte de rua em âmbito internacional, principalmente depois das exposições nas galerias Choque Cultural e Fortes Vilaça, em São Paulo, que os catapultou para exibições nos melhores museus e galerias desde Nova York e Los Angeles até Londres, Berlim e Tóquio. Na atual exposição de fotografias do cineasta alemão Wim Wenders no MASP, destaca-se uma foto gigante tirada na República Tcheca de um túnel escuro com iluminadas personagens de pele amarela de osgêmeos. E o austero Masp foi palco de “De dentro para fora/De fora para dentro”, a primeira mostra de street art que o museu abrigou no início do ano, da qual roteirizei um vídeo ainda inédito do making of da exposição curada por Baixo Ribeiro, sócio da galeria Choque Cultural, e Teixeira Coelho, curador do Masp.
Mais recentemente, lembro da surpresa ao ver grandes paineis espalhados em edifícios do centro da cidade. Era a Street Biennale que rolou entre setembro e outubro num circuito entre o Vale do Anhangabaú e as avenidas São João e Rio Branco. Ao final da mostra, os grandes trabalhos de sete artistas (4 brasileiros, 2 franceses e 1 chinesa) foram retirados das paredes de concreto afloraram novamente. Também entre setembro e outubro outro evento internacional de street art tomou conta do MuBE – a 1 ª Bienal Internacional Graffiti Fine Art. A exposição reuniu 60 artistas de 12 países, o que mostra a força dessa arte globalizada, que hoje liga os grandes centros urbanos do planeta.
Afinal, é bom ou ruim a street art entrar no sistema do mercado cultural? Está aí uma pergunta com muitas respostas diferentes e conflituosas. Mas essa arte das ruas com certeza ganhou corações e mentes.
Para terminar a reflexão assista ao vídeo abaixo:
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cantor magrelo vira dj ursão; vaga viva na rua augusta
O amigo Fernando ‘Tin God’ Britto escreveu de Londres contando sobre sua surpresa ao descobrir que o DJ, um ursão barbudo e tatuado, que tocava na festa em que ele estava já tinha sido um adolescente magrinho e vocalista de banda pop. Claro que eu também fiquei passado com essa história de transformação!!!
“Conheci este DJ incrível ontem tocando numa festa no Soho, ele toca um house funky e pra cima sem cair no comercial. No meio do set ele tocou Primal Scream, Silicon Soul, e quando fui falar com o bofe descobri que ele era o vocalista do Soup Dragons!! Gente mais camaleão que David Bowie, incrível a transformação, o cara era super baby magrinho indie e agora todo ursão e musculoso!”
O cara se chama DJ HiFi Sean e é residente em várias festas em Londres. Pelo o que ouvi em sets (na internet, infelizmente), o som beira uma tribal house bate-cabelo mas não escorrega na bagaceira comercial que a maioria dos clubes gays gostam de tocar (ou nos forçam a engolir). A biografia completíssima sobre a carreira, desde Soup Dragons até as festas gay bear em San Francisco, e vários sets e fotos estão no perfil de HiFi Sean no site PodOmatic. Também encontrei o ursão, da foto abaixo, aqui no Facebook.
Ele também é (ou foi) Sean Dickson – líder, vocalista e guitarrista da banda escocesa Soup Dragons. Na reprodução da capa da revista Bizz, ele está no centro da foto. Uma das filhas da onda acid house da virada dos 80 pros 90, Soup Dragon emplacou com o top hit “I’m Free”. Dessa fase jovenzinho de cabelos lisos escolhi o videoclipe de “Backwards Dog”, que vem direto do canal Youtube de Sean e ele conta que esse vídeo foi gravado em 1989 na “velha sala de ensaio nos estúdios Berkeley”.
Pra terminar, fiquem com o ótimo videoclipe (mais recente) dirigido por Andrew Harris para o remix que HiFi Sean fez pra música “77 Strings” do projeto Mantronix. Tá bem melhor que a original!
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ATENÇÃO! ESTA AÇÃO ACONTECERÁ NA PROXIMA SEMANA, DIA 01/10, POR CAUSA DA CHUVA
NA NOITEDE SEXTA EM SÃO PAULO!
Proibido estacionar – Hoje (sexta 24) rola o projeto Vaga Viva em alguns pontos do Baixo Augusta. O projeto é uma ação que, dessa vez, ocupará dez vagas para estacionamento de automóveis com bancos e árvores entre 22h e 2h. O objetivo é retomar para os cidadãos parte do espaço que geralmente é ocupado por carros. Os pontos onde acontecem as ações, que vão de distribuição de sementes de árvores nativas e graffiti até performances e conversas sobre ecologia, são:
Rua Augusta na altura dos números 609 (futura praça Augusta, próximo ao Club Noir), 810 (próxima ao clube Vegas) e 976 (Teatro Silva), e ainda na esquina das ruas Fernando de Albuquerque e Augusta (bar Ibotirama).
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feriado com arte; transfer + nosaj thing …
Vamos ver se com a cidade mais vazia consigo ir ao Ibirapuera conferir a exposição Transfer – arte urbana e contemporânea, transferências e transformações. Quando visitei a mostra Destroy and Create, dei uma olhada numa oficina de fanzines, tudo lá na Matilha Cultural, e me convidaram para conhecer uma pequena gráfica de zines lá na Transfer. Fiquei curioso com essa exposição que apresenta várias modalidades de street art no Pavilhão das Culturas Brasileiras (onde ficava a empresa de processamento de dados do Estado). O destaque é a coleção de shapes de skates desenhados por Billy Argel nos anos 80. E isso tem tudo a ver com o post anterior sobre as mostras Destroy and Create e Keith Haring Selected Works, que terminam nesse fim de semana.
A imagem que abre esse post, e que logo me lembrou o feriadão de 7 de Setembro que vem pela frente, é do paulista Billy Argel, um misto de skatista, artista plástico e músico punk. É, o cara é guitarrista da já lendária banda Lobotomia. Nos anos 80, Billy surfava e andava de skate, como muitos jovens ao redor do mundo, e foi nessa época que ganhou fama desenhando shapes de pranchas e skates. Estava lendo que ele também desenhou para grifes de street wear como Lifestyle, Mad Rats e Stanley.
E é claro que dá pra contemplar trabalhos de gente famosa do graffiti como osgêmeos, Titi Freak, Carlos Dias, Nunca e Speto entre muitos outros. Também estão expostas fotografias, fanzines e tudo mais que circunda o mundo da street art, sempre muito bem cotada em São Paulo.
A exposição Transfer vai até dia 12 de setembro, e está aberta entre 9h e 17h. Grátis!
No sábado 4/9 – amanhã! – rola mais um delicioso sarau eletrônico nos jardins do MIS e MuBE. Dessa vez o produtor Marcos Guzman traz o DJ-VJ norte-americano Nosaj Thing para tocar no entardecer. Durante a última Virada Cultural a festa ao ar livre no jardim dos museus foi um dos melhores eventos, e tem tudo para repetir o sucesso amanhã. Além do gringo, tocam os DJs Tahira e Akin a partir das 16h até 21h. No domingo Nosaj Thing volta ao MIS e fará uma apresentação audiovisual no auditório, que promete ser beeem interessante. Às 19h de domingo, entrada R$10, com direito a meia-entrada.
“Nosaj Thing é um beatmaker e modulador, trabalha os ritmos com precisão para criar uma música futurista, emocional e experimental. Suas principais influências são os compositores clássicos Chopin e Erik Satie, produtores como Boards of Canada e a cena de hip hop da costa oeste norte-americana.” De quebra ele virou um remixador de sucesso, fazendo trabalhos para Radiohead, The xx, Beck, Charlotte Gainsbough e outros. Abaixo vídeo mostra como Nosaj Thing, ou Jason Chung, toca sua música experimental. Ou ouça os remixes e outras faixas no myspace dele.
A seguir, curta-metragem do diretor Dugan O’Neil com trilha de Nosaj Thing.
De quebra dá pra ver a exposição do fotógrafo Miguel Rio Branco, um dos artistas multimídia brasileiros mais destacados no mundo. A mostra inédita Maldicidade — Marco Zero é composta por fotografias, vídeos e uma instalação que formam uma construção poética de sua visão das metrópoles. São mais de 40 fotos, muitas inéditas, clicadas entre 1970 e 2010, com cenas urbanas dos quatro cantos do planeta. As obras expostas focam nos marginalizados, desfavorecidos, os abandonados das cidades modernas, numa estética trash e violenta.
A exposição fica até 31/10 e pode ser vista de terça a sábado das 12h às 19h e nos domingos das 11h às 18h. Entrada gratuita nos domingos e R$4 nos outros dias, com direito a meia-entrada.
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a arte e o skate
Esta é a última semana para conferir duas belas exposições de street art em São Paulo – a do artista pop norte-americano Keith Haring (na Caixa Cultural Paulista, no Conjunto Nacional, Avenida Paulista) e a coletiva Destroy and Create com artistas nacionais (na Matilha Cultural, rua Rego Freitas quase rua da Consolação, Centro). Estive nas duas mostras e estou com vontade de voltar para apreciar mais uma vez as belas imagens. Essas duas exposições tem algo em comum – a junção da street art com o skate.
Destroy and Create apresenta shapes de skates pintados por 11 artistas urbanos, além de vídeos, fotografias, objetos e a escultura skatável “Vênus” no meio da galeria pro povo treinar algumas manobras indoor enquanto aprecia as obras de arte. Os shapes foram pintados e depois usados por skatistas, o que dá um outro sentido aos trabalhos muito bem apresentados na montagem da exposição. Dá pra ver o shape usado e detonado e a pintura sem os arranhões do uso lado a lado. (Abaixo imagens antes-e-depois de obras de Barnero e Sésper.)
Na super exposição de obras de Keith Haring, um dos grandes nomes da arte pop dos anos 80, notei que há dois shapes pintados por ele em exibição. Esse é o link com Destroy and Create, a street art e apropria do shape de madeira dos skates. O skate como obra de arte ou como suporte para a pintura. Haring foi grafiteiro e andava pelas ruas de Nova York pintando seus reconhecíveis bonequinhos (como o da foto que abre este texto) inclusive em rampas de skate. Pintou vários shapes também e aqui em São Paulo tem dois belos exemplares em exibição, no segundo andar da galeria. Hoje em dia é impossível pensar num skate sem pensar na ilustração que ele carrega.
Um dos skates pintados por K. Haring que está na mostra paulistana até o final de semana
Acima, pista pintada por Keith Haring; abaixo, shapes da mostra Destroy and Create antes de serem detonados nas ruas da cidade.
Skate nas telas - Na Matilha Cultural rolam vídeos sobre skate numa boa sala de cinema, que complementam a explosição. Grátis! Sessões às 15h e 20h. São dois filmes estrangeiros bancados pela Adidas Skateboarding – “Rolling London” e “Diagonal”, e um nacional sobre a exposição – “Destroy and Create”.
Deixo como dica televisiva pros apreciadores da arte de andar de skate o programa Skate Paradise, dirigido pela Helga Simões. O programa vai ao ar no canal ESPN nas terças às 14h, com reprise à 1h da madruga. Ou clicando aqui pra assistir no Vimeo.
Visita guiada na Destroy and Create – No sábado às 15h rola uma visita guiada pelo curador Lucas Pexão. Estão confirmadas as presenças de skatistas do time da Adidas, artistas e fotógrafos participantes da mostra. A visita guiada vai até às 17h.
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creamfields floripa 2011
LEIA AQUI SOBRE CONFIRMAÇÃO DO LINE-UP E NOVIDADES!!!
Tá sabendo? Já estão movendo os pauzinhos para a realização do festival Creamfields “perto de Floripa” no dia 22 de janeiro de 2011. A data vem bem a calhar porque será um feriado prolongado para paulistanos (25/1 é dia do município) e cariocas (20/1 é dia de São Sebastião, padroeiro do Rio). Minha fonte disse que “é A data do verão brasileiro, sem ser reveillon e carnaval”. Isso me cheira a quilométricos engarrafamentos em Balneário Camboriú ou aqui na Ilha, em Florianópolis, prováveis points do festival inglês que este ano comemora 10 anos em Buenos Aires, em novembro. Parece-me que a organizadora/dona da marca no país, a Indústria de Entretenimento, que já cuida de todo o cobranding da Pacha, Rey Castro, Sirena etc., quer que seja em Floripa, mas muita água ainda está por rolar pra acertar a produção.
O festival não virá sozinho e apenas em Santa Catarina, no seu descolado e quente verão. A marca Creamfields fará festas em outras cidades brasileiras ainda nesse ano e no decorrer de 2011. A primeira acontecerá no dia 10 de novembro em São Paulo, com o grupo Faithless e o DJ-produtor Laidback Luke. Minha fonte diz que dessa vez “o Creamfields vai ter total alinhamento artístico com a produção do festival lá fora”. Antes eram só alguns grupos no Brasil usando a marca. Fora isso, estão todos de olho no potencial turísitico do festival, que leva todos os anos cerca de 5mil brasileiros (dados não oficiais) a Buenos Aires, e do litoral catarinense.
Por enquanto o site brasieliro do Creamfields mantém apenas o aviso “aguarde”. Espero que seja um festival a altura do verão catarinense mesmo, e não como os que a RBS produz/patrocina por aqui como o Atlântida, com line ups sofríveis. E também a altura da indústria do entretenimento noturno ligado à música eletrônica que lota diversos clubes no estado, como os internacionais Warung e Green Valley. Que venha o verão e traga o Creamfields a Floripa!
Sobre o Creamfields 2008 em Buenos Aires você conferiu aqui no +1teko.
floripando 2; calor no centro histórico
A terça-feira foi de muito calor em Floripa – 31˚C pelo meio-dia. Andava de jeans e mochila pelo centro da cidade nessa hora – ufa! Passeei pelas lojinhas de louças de barro e pela loja de artesanato na Alfândega. Comi pastel de camarão e bebi um chope no Mercado Público com as amigas Kátia e Nega. Fui ver a exposição de Franklin Cascaes no Palácio Cruz e Sousa – antigo Palácio Rosado na Praça 15 de Novembro, onde já estiveram D. Pedro I e D. Pedro II, além de figuras como Floriano Peixoto, que impôs seu nome (Florianópolis, a cidade de Floriano) à capital Nossa Senhora do Desterro depois de muita tirania como interventor da provínica de Santa Catarina (depois virou o segundo presidente da república brasileira). Dei uma volta sob a velha Figueira de muletas no meio da Praça 15 e visitei exposições no Museu Victor Meirelles e Centro Cultural Badesc (na antiga casa de Nereu Ramos, governador de SC e único catarinense a presidir o Brasil – durante dois meses e 21 dias, de 11 de novembro de 1955 a 31 de janeiro de 1956).
Franklin Cascaes é um capítulo da história de Florianópolis. “Seu Francolino” foi um pesquisador da cultura açoriana, folclorista, ceramista, gravurista e escritor brasileiro. Dedicou sua vida ao estudo da cultura açoriana na Ilha de Santa Catarina e região, incluindo aspectos folclóricos, culturais, suas lendas e superstições. Até sexta 29/8 acontece a exposição de alguns dos desenhos e gravuras do mestre no Palácio Cruz e Sousa. Vários boitatás estão expostos, como os das fotos acima e abaixo. A coleção completa, que está aos cuidados da Universidade Federal de Santa Catarina, contem aproximadamente 3mil peças em cerâmica, madeira, cestaria e gesso; 400 gravuras em nanquim; 400 desenhos a lápis e grande conjunto de escritos que envolvem lendas, contos, crônicas e cartas, todos resultados do trabalho de 30 anos de Franklin Cascaes junto a população ilhoa.
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