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chemical brothers, vagabundos e kate simko no brasil

Chemical Brothers: luzes da ribalta

A boa nova que acaba de cair na minha caixa postal é a vinda dos Chemical Brothers ao país. A notícia, que chegou via Agência Cartaz, diz que a dupla inglesa é a primeira confirmação estrangeira para a primeira edição paulista do festival Chemical Music, que vai rolar dia 30 de abril. E o esquema é rave: o local escolhido para os shows é a fazenda Maeda. O local já sediou o festival SWU, no ano passado e teve várias críticas à infra-estrutura, e várias raves Xxxperience.  O grupo No Limits é o organizador dos eventos na fazenda Maeda há algum tempo.

Esta deve ser a terceira vez que Ed Simons e Tom Howlands se apresentam no país. Eles vêm com a turnê do disco “Further”, sobre o qual você leu aqui no +1teko quando saiu no meio de 2010. Os shows têm a participação dos videomakers Adam Smith e Marcus Lyall que criaram e exibem videos bem viajandões para cada uma das faixas do disco/show. O press release diz que os Chemical Brothers não deixaram de fora velhos hits, como “Dig your own hole”. Boa oportunidade para rever um dos nomes mais emblemáticos da música eletrônica mundial que completou 15 anos de carreira.

O time nacional já tem escalados os DJs Gui Boratto, Gustavo Bravetti e Leo Janeiro e os projetos The Twelves e Life is a Loop. Os ingressos estão à venda em diversos pontos, principalmente shopping centers, de São Paulo, Campinas e outras dez cidades do estado de São Paulo. Também dá para comprar online. O site do festival Chemical Music ainda não estava funcionando quando esse texto foi escrito.

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Vagabundos – Dias antes dos Chemical Bros, no dia 23 de abril, quem desembarca no clube catarinense Green Valley é a caravana do top DJ chileno-suíço Luciano. Segundo o DJ Tiago Rangel, da produção do evento, a trupe do selo Cadenza traz a festa Vagabundos, que fez bastante sucesso na temporada passada em Ibiza e toca em breve no carnaval de Veneza. “O conceito do espetáculo vai além da música, da decoração anos 30 e da interação e caracterização do público, a idéia é aliar a diversão com a informação musical, emocionando a todos, dos tradicionais aos vanguardistas”, conta Tiago. Quem organiza a vinda do grupo é a agência Tríade Brazil.

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Kate Simko: relax

Dos States - E pra quem não quer esperar tanto, tem vários gringos se apresentando pelo país e o destaque hoje – quarta 16/2 - e a DJ e produtora norte-americana Kate Simko. Ela toca hoje no clube Tapas, na Rua Augusta, na festa Under_Line que fez parceria com a agência argentina Malevo Bookings. No reduzido cast figura o DJ Udolph, dono do descolado clube Cocoliche que fica no térreo e porão de um prédio meio abandonado no centro de Buenos Aires e que recebe vários top DJs internacionais. A dupla de VJs intitulada vjsuave também está no cast da Malevo e se apresenta na festa hoje.

Kate Simko vai na linha minimal-experimental-tech house e lança pelos selos Spectral Sound e Ghostly International. Há um ano, fiz um booking pra ela no D-Edge, mas infelizmente não pude ir e hoje novamente ficarei de fora de conferir o set dela, cotada como uma das DJs mais cool dos Estados Unidos que figura no top ten dos melhores DJs de Chicago pela revista XLR8R.

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shows e ferveção no verão barriga-verde

Janelle Monae se apresenta no Brasil neste mês com Amy Winehouse

Nesse final de semana – sábado 8/1 – rola o show da Amy Winehouse aqui em Floripa. É estranho e engraçado que a mídia estadual – monopolizada quase totalmente pelo grupo RBS, filiado da Globo – simplesmente não comenta o show a Amy como também não fala do festival Creamfields. Os jornais, sites, rádios e TVs da RBS só falam do festival Planeta Atlântida, que tem um lineup de morte! Misturaram sertanejo, eletrônico, rock…

Será que ela ainda não foi no dentista?

Voltando a falar da Amy, que já foi muito mais badalada, lembro que recentemente li que ela pediu pra cacelarem os shows de Janelle Monae da turnê do festival brasileiro Summer Soul. Os shows acontecerão em Floripa, Recife, São Paulo e Rio, e inclui as duas cantoras e ainda o cantor, produtor, compositor, engenheiro de som, DJ, rapper e multi-instrumentista Mayer Hawthorne. Mas é de Janelle Monae que mais se fala ultimamente. Ela virou destaque mundial depois de lançar o álbum  “The Arch Android” em maio do ano passado. A fofoca é que Amy estaria com medo de enfrentar a futura nova diva da canção pop e mandou tirarem a norte-americana. Pra saber mais sobre ingressos e datas dos shows clique aqui. E que tal se deliciar um pouquinho com a Janelle?

Eu não ganho jabá da RBS, mas passo pra vocês os cronogramas de shows do Planeta Atlântida logo abaixo. Serão dois dias de apresentações em um parque na praia de Canasvieiras, norte da Ilha de Santa Catarina. O comentário sobre o festival fica no nível “tem de tudo pra todos”.

Sexta-feira (14/01)
17h30 — Iriê + Dazaranha (bandas de Floripa)
18h40 — Michel Teló
20h — Chimarruts
21h30 — Capital Inicial
23h — Armandinho
0h30 — Luan Santana
02h — Monobloco
03h30 — Infected Mushroom

Sábado (15/01)
17h30 — Restart
18h40 — Santograau + Nego Joe
20h — Jeito Moleque
21h30 — Nando Reis
23h — SOJA
0h30 — Guilherme & Santiago
02h — Charlie Brown Jr.
03h30 — Life is a Loop

O germano-chileno Loco Dice é destaque do Creamfields

E no sábado 22/1 acontece o festival Creamfields, que você já leu aqui. O lineup permanece o que divulguei aqui no +1teko, e que considero bem fraco, visto que outros grandes nomes como Laurent Garnier e Michael Meyer estarão circulando pelo país por esses dias. Aliás, ambos se apresentam nos clubes D-Edge (SP) e Warung (SC), e no ano passado Meyer abriu o ano numa noite ótima no Warung que contei aqui. Então, quem vier a Floripa curtir a balada eletrônica vai dar de cara com os seguintes DJs: Erick Morillo, Loco Dice, Etienne de Crecy live (deve ser o mesmo show que rolou em São Paulo em 2009, veja o vídeo abaixo), Hernan Cattaneo, Above & Beyond, Gui Boratto live, Guy Gerber, Raresh, Anderson Noise, Felguk live, Soundexile, Southmen, Ask2Quit, Hands Up, Deep Mariano, Cromo Audio e House of Jazz. Obviamente, tem muita gente nessa lista que não tenho ideia do som que toca, mas não tem nada de inovador ou up-to-date, que é o que se espera de um festival da grife Creamfields. Sobre o festival em Santa Catarina leia aqui.

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air in são paulo (sáb 16/10)

Final do show do Air, em São Paulo. Foto: André Charroni

Algumas horas atrás, assisti ao show do duo AIR aqui em São Paulo. Foi a primeira apresentação dos franceses no país, eles até comentaram isso para a plateia durante o show. O som retrô chic do Air combinou com o ar fresco que arejava a distante Chácara do Jockey, depois de uma chuvarada. A dupla Nicolas e Jean-Benoît trouxe um baterista e tanto pra esse show, que é parte da turnê mundial que daqui prossegue por Bogotá, Cidade do México e de volta à França. A agenda está tomada até meio de dezembro.

“Sexy Boy” e “Kelly Watch the Stars” fizeram o publicar gritar. Na maior parte da uma hora de show, o Air desfilou uma farta e deliciosa seleção de canções de diferentes discos. Era de fechar os olhos e apenas ouvir aquelas melodias, digamos, cósmicas. Senti o vento fresco, vi a Lua bem no alto e me deixei levar pelo Air.

Você leu mais sobre o Air aqui e aqui.

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prato cheio

A semana começou com show de lançamento do primeiro disco da banda paulistana Stop Play Moon ontem (segunda). Muitos amigos curitram o show, que foi bem bacana e teve duas músicas inéditas no meio. Hoje (terça) tem a abertura da 29ª Bienal de São Paulo, mas sobre ela eu vou contar noutro post. Depois vou na Lôca dar um beijo no Zé Roberto Mahr, lenda viva do underground carioca que, aliás, me concedeu uma breve entrevista por e-mail que segue abaixo.

+1teko –  Você tem uma bagagem musical e tanto, então o que você tá curtindo hoje em dia? Eletrônico? Rock?…
ZRM –
Desde que comecei a ouvir e trabalhar com música, gosto muito de rock e música eletrônica, de diferentes décadas. Sempre pesquisando e me atualizando constantemente num ritmo frenético.

+1teko –  O que vc anda aprontando no Rio? Está produzindo música? Onde tem tocado?
ZRM –
Atualmente toco aos sábados no 00, numa noite que está completando 4 anos.  Na NUTH da Barra toda quarta, e outras festas.

+1teko –  Está em alguma rádio? Que programas de rádio vc indicaria?
ZRM -
Atualmente dei uma pausa em rádio mas já estou me preparando para voltar, adoro rádio!!!

+1teko –  Quais as 5 músicas do teu case que mais bombam?
ZRM – Two Door Cinema – “Something good can work” (remix)
Faze Action – “I wanna dancer” (remix)
The Ones – “Flawless” (remix)
Basemente Freaks – “Disco life”
Lindstrom & Christ Abelle – “Baby can´t stop”

+1teko –  O que podemos esperar para a noite de terça no Tapa na Pantera?
ZRM - Esta é uma noite muito especial… vou levar muiiiitos discos, farei um set de vinil, com músicas de diferentes épocas e com certeza vou botar a pista pra ferver!!!

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Continuando a saga da semana, na quarta-feira tem show da banda Miike Snow. É a primeira apresentação no país do grupo sueco-norteamericano formado há três anos, cujo nome é um tributo ao diretor de cinema japonês Takashi Miike. O trio já produziu trabalhos de Madonna, Kylie e Britney e alguns DJs/produtores remixaram músicas da banda que ficaram muito boas, como Fake Blood, Crookers, Tiga, Cassius, Riton Alexkid, Sinden, Felix Da Housecat, entre outros. Miike Snow tem alguns EPs e singles e um álbum homônimo lançado em 2009. O show em São Paulos será no Estúdio Emme, em Pinheiros. Estão marcados shows no Rio de Janeiro, Porto Alegre, Buenos Aires e Santiago do Chile.

Na quinta, a festa Moving no club D-Edge traz mais uma vez o DJ norte-americano Claude VonStroke! Os sets do cara são sempre muito pra cima e ele mistura de tudo, com ênfase em disco e house. Claude VonStroke é na verdade Barclay Crenshaw e é o homem por trás dos selos Dirtybird e Mothership, que têm em seus casts gente como Minilogue, Italoboyz, Rodriguez Jr. e Catz ‘n Dogz. Abaixo um vídeo/matéria da revista XLR8R com Claude VonStroke e abaixo tem videoclipe da música “Who’s afraid of Detroit”.

Sobre sexta-feira e o final de semana ainda não vi o que vai rolar…

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exclusiva com hard ton, direto do rio

A dupla italiana de ítalo-disco/nu disco Hard Ton – Max Ton e Mauro Copeta aka Wawashi – acabou de chegar no Rio de Janeiro. Antes de ir à praia, o gordinho Max me deu uma rápida entrevista exclusiva! Hoje (10/9) eles se apresentam na festa Buati, no Rio, e amanhã (11/9) desembarcam em São Paulo na festa Luxo Pop Show no Clube Glória. Vai perder???

+1 – O que você pretende tocar no Brasil? Será um show completo do projeto Hard Ton?
HT – No Rio, Wawashi, o homem na sombra, meu parceiro no crime, vai divertir as pessoas com seu bom-gosto musical, mas podem esperar por uma surpresa de minha parte também durante a noite! Em São Paulo, será um live act completo, com algumas faixas inéditas.

+1 – Hard Ton lançou o EP Selfish pelo selo Gigolo e outras faixas na coletânea Gigolo 12, além de faixas em outros selos. Quando vão lançar um álbum?
HT – Atualmente estamos trabalhando no álbum, esperamos que seja lançado no início de 2011, com um single no fim do ano agora. No momento estamos finalizando duas faixas com ‘miss’ Billie Ray Martin que adoraríamos que entrassem no nosso álbum também.

+1 – Você sabe algo sobre a nu disco/disco house brasileira ? (que é muito popular hoje em dia)
HT – Bem, há muita música eletrônica interessante vinda da América do Sul em geral. Meu favorito é o grupo Comeme, é surpreendente. Os fabulosos DJs Parejas fizeram um remix para “Forever No More”, uma das nossas faixas lançadas pelo Gigolo, que ainda não foi lançado, mas quem sabe o que o futuro trará ;-)

+1 – Você sabe algo sobre as festas bear gay de São Paulo? Como é esse tipo de festa na Itália? Você costuma tocar nessas festas?
HT – Eu não chequei na web antes de viajar para o Brasil, mas estou curioso para saber mais. Na Itália, a cena bear gay é bem grande, mas geralmente meu tipo de música é muito underground para os bears italianos, entretanto eu toquei em algumas festas bear e foi tão divertido.

+1 – Quem são seus ícones?
HT – James Labrie do Dream Theater, David Bowie, Leigh Bowery, Geoff Tate de Queensryche, Madonna, Mercury Feddy, Jean Jenet, Pier Paolo Pasolini, Prince, Jean Paul Gaultier … Há uma abundância de ícones!

+1 – Algo a dizer para os fãs brasileiros?
HT – Venham para a festa e vamos fazer um samba juntos! Estão todos convidados para se juntar a mim no palco!

+1 – Você pretende passar mais tempo no Brasil para ver / ouvir / provar mais?
HT – Seria ótimo ter a oportunidade de passar mais tempo aqui, acabei de chegar no Rio, e estamos prestes a ir para a praia. Este lugar já nos hipnotizou.

Max Ton

Mauro Copeta

A seguir a faixa “Why Your Love” de Stefano e Bene feat. Hard Ton, com mais 3 remixes.

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shows da semana: she wants revenge + hard ton

Mal terminou o feriado da Independência e já estamos todos dependentes dos gringos novamente. Amanhã, quinta 9/9, tem show da dupla She Wants Revenge no Clash Club e no sábado 11/9 é a vez do pocket show da dupla italiana Hard Ton no Clube Glória. Enquanto a primeira dupla passa pelo neo-gótico dançante com influências certas de Bauhaus e Joy Division e esteve no Brasil há alguns anos, a segunda é inédita por aqui e circula pelo universo bear gay com músicas que vão na onda da nova ítalo-disco.

Peso-pesado - Em entrevista exclusiva aqui no +1teko em janeiro, DJ Hell já cantava a bola do projeto Hard Ton como novidade mais que bem-vinda do selo Gigolo. Em seguida ele me enviou o primeiro EP de Hard Ton, ‘Selfish’, que resenhei pra Mixmag e que você também leu aqui. Agora, Johnny Luxo me avisa que o duo está vindo pra tocar sexta no Rio e sábado em São Paulo! Hard Ton é formado por Max e Mauro, ativistas gays e adoram fazer festas. Max é a “bear drag” cantora de Veneza que usa modelitos pra lá de absurdos e adora Divine (vide o visual) e Silvester (vide os falsetes). Mauro é de Bolonha e o cara que está por trás das produções que evocam desde Giorgio Moroder até Silvester e Grace Jones. Em entrevista à revista inglesa Boyz, Max revela que foi cantor de banda de heavy metal por 15 anos e de repente conheceu Mauro por um chat de pegação e começaram a falar sobre ítalo-disco. Logo nasceu o projeto Hard Ton, com Max assumindo fantasias e maquiagens à la drag queen, o que ele de certa forma contesta dizendo que raramente se apresenta fantasiado: “Mantenho minha barba, não uso peruca, não calço salto-alto, porque isso seria demais pros meus 150kg. Provavelmente eu diria que Leigh Bowery é uma inspiração”. A entrevista completa na Boyz você pode ler aqui. E veja a seguir o vídeo inspirado em Leigh Bowery, que espero faça parte do pocket show (por que pocket, Johnny???) que Hard Ton fará no Glória, em festa que tem ainda as DJs Leiloca Pantoja, Johnny Luxo e Dragão de Comodo (aka Eduardo Corelli). Pra ouvir mais Hard Ton veja a página no soundcloud.

Se vc não conhece Leigh Bowari:

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Neo-gótico – Quem não lembra dos hits cavernosos da banda/dupla She Wants Revenge que saíram nos álbuns She Wants Revenge (2006) e This Is Forever (2007)? Bom, na quinta-feira a dupla toca em São Paulo e sábado se apresenta em Brasília com seus hits e as novidades que apareceram desde o lançamento do último álbum. Dá pra ouvir aqui no Discogs trechos das faixas do mais recente EP Up And Down, lançado no final de 2009.

Em entrevista ao portal G1, o vocalista Justin Warfield disse que “a banda está trabalhando em um novo álbum ainda sem nome. ‘Devemos tocar algumas inéditas no Brasil. Esse vai ser um disco para nossos fãs mais ardorosos'”. Ele comentou ainda que as músicas que saíram nos EPs Up And Down (2009) e Save Your Soul (2008) foram experiências musicais diferentes do som do She Wants Revenge e que no próximo álbum o som será “bem She Wants Revenge”. Vamos esperar.

Uma das músicas mais emblemáticas do She Wants Revenge, “Tear You Apart”:

Ou aqui pra acompanhar “Tear You Apart” com letra e videoclipe.

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feriado com arte; transfer + nosaj thing …

Capa do LP de bandas punk feita por Billy Argel

Vamos ver se com a cidade mais vazia consigo ir ao Ibirapuera conferir a exposição Transfer – arte urbana e contemporânea, transferências e transformações. Quando visitei a mostra Destroy and Create, dei uma olhada numa oficina de fanzines, tudo lá na Matilha Cultural, e me convidaram para conhecer uma pequena gráfica de zines lá na Transfer. Fiquei curioso com essa exposição que apresenta várias modalidades de street art no Pavilhão das Culturas Brasileiras (onde ficava a empresa de processamento de dados do Estado). O destaque é a coleção de shapes de skates desenhados por Billy Argel nos anos 80. E isso tem tudo a ver com o post anterior sobre as mostras Destroy and Create e Keith Haring Selected Works, que terminam nesse fim de semana.

Skates com desenhos clássicos de Billy Argel

A imagem que abre esse post, e que logo me lembrou o feriadão de 7 de Setembro que vem pela frente, é do paulista Billy Argel, um misto de skatista, artista plástico e músico punk. É, o cara é guitarrista da já lendária banda Lobotomia. Nos anos 80, Billy surfava e andava de skate, como muitos jovens ao redor do mundo, e foi nessa época que ganhou fama desenhando shapes de pranchas e skates. Estava lendo que ele também desenhou para grifes de street wear como Lifestyle, Mad Rats e Stanley.

E é claro que dá pra contemplar trabalhos de gente famosa do graffiti como osgêmeos, Titi Freak, Carlos Dias, Nunca e Speto entre muitos outros. Também estão expostas fotografias, fanzines e tudo mais que circunda o mundo da street art, sempre muito bem cotada em São Paulo.

A exposição Transfer vai até dia 12 de setembro, e está aberta entre 9h e 17h. Grátis!

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No sábado 4/9 – amanhã! – rola mais um delicioso sarau eletrônico nos jardins do MIS e MuBE. Dessa vez o produtor Marcos Guzman traz o DJ-VJ norte-americano Nosaj Thing para tocar no entardecer. Durante a última Virada Cultural a festa ao ar livre no jardim dos museus foi um dos melhores eventos, e tem tudo para repetir o sucesso amanhã. Além do gringo, tocam os DJs Tahira e Akin a partir das 16h até 21h. No domingo Nosaj Thing volta ao MIS e fará uma apresentação audiovisual no auditório, que promete ser beeem interessante. Às 19h de domingo, entrada R$10, com direito a meia-entrada.

“Nosaj Thing é um beatmaker e modulador, trabalha os ritmos com precisão para criar uma música futurista, emocional e experimental. Suas principais influências são os compositores clássicos Chopin e Erik Satie, produtores como Boards of Canada e a cena de hip hop da costa oeste norte-americana.” De quebra ele virou um remixador de sucesso, fazendo trabalhos para Radiohead, The xx, Beck, Charlotte Gainsbough e outros. Abaixo vídeo mostra como Nosaj Thing, ou Jason Chung, toca sua música experimental. Ou ouça os remixes e outras faixas no myspace dele.

A seguir, curta-metragem do diretor Dugan O’Neil com trilha de Nosaj Thing.

De quebra dá pra ver a exposição do fotógrafo Miguel Rio Branco, um dos artistas multimídia brasileiros mais destacados no mundo. A mostra inédita Maldicidade — Marco Zero é composta por fotografias, vídeos e uma instalação que formam uma construção poética de sua visão das metrópoles. São mais de 40 fotos, muitas inéditas, clicadas entre 1970 e 2010, com cenas urbanas dos quatro cantos do planeta. As obras expostas focam nos marginalizados, desfavorecidos, os abandonados das cidades modernas, numa estética trash e violenta.

A exposição fica até 31/10 e pode ser vista de terça a sábado das 12h às 19h e nos domingos das 11h às 18h. Entrada gratuita nos domingos e R$4 nos outros dias, com direito a meia-entrada.

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o sabor dos anos 80

Você nem imagina - Pra começar bem a sexta-feira, aqui vai a música “Teu Inglês” que fechou o show da banda Fellini ontem. Não resisti e acabei comprando, no final do show, o vinil do segundo álbum da banda, “Fellini só vive 2 vezes”, que eu cultuava aos 19 anos lá pelos meados dos anos 80. Aliás, Fellini acabou de gravar novo disco, que se chamará “Você nem imagina”, a ser lançado entre final de agosto e começo de setembro com capa do truta Fábio Spavieri. A banda está ensaiando há algum tempinho e Thomas Pappon largou Londres e está direto em São Paulo com esse novo projeto da banda.

E tenho dito - Antes do show foi jantar no delicioso Dalva e Dito. Como sempre, comida e atendimento de primeiríssima qualidade, tudo regido pelo chef Alex Atala. Na outra vez que estive lá comi um delicioso pirarucu e ontem fui de camarões com creme de mandioquinha. Esse foi o prato principal, antes provei uma salada de tomates com cebola e cavaquinha (peixe) num molho delicioso, e de sobremesa foram três bolas de sorvetes bem brasileiros – tapioca, umbu e papaya com pitanga!!! Tudo divino, maravilhoso! Aliás, o cardápio do Dalva e Dito faz a linha feijão-com-arroz, ingredientes brasileiríssimos de todas as regiões do país muito bem combinados e apresentados. Tem desde frango assado de televisão até moqueca de camarão, de polvo pururuca a salada de palmito com camarão. Com toques regionalistas, Atala criou um cardápio que inclui alimentos triviais nacionais com sabor de feito-lá-em-casa. O site ainda não está pronto, então segue o endereço do restaurante Dalva e Dito: Rua Padre João Manuel, 1115 – Jardins – São Paulo; telefone 3062-0238. E é bom frisar que os preços são honestos para o bom serviço que o restaurante presta.

As gostosas e brasileiríssimas pimentas do Dalva e Dito

Minha sobremesa: sorbets de sabores nacionais

Street pop art – Inaugura amanhã a super exposição “Selected Works” do artista norteamericano Keith Haring na Caixa Cultural, na Avenida Paulista. Haring é um dos ícones da pop art dos anos 80, frequentador da Factory de Andy Warhol, amigo de Basquiat e ativista da causa da Aids (como pode-se ver na imagem acima), que vitimou sua morte em 1990. Haring esteve no Brasil algumas vezes e pintou por aqui também, como dois painéis em Salvador.

Basquiat e Haring, em 1987

A mostra terá 94 obras nunca vistas no país e diversos itens pessoais do artista. O período expositivo em São Paulo é de 31 de julho a 5 de setembro na Caixa Cultural Paulista (no Conjunto Nacional). Depois, a exposição segue para a Caixa Cultural do Rio de Janeiro, entre 28 de setembro a 14 de novembro. Há chance da exposição chegar a Salvador, onde existem dois raros painéis de Haring, um deles necessita de restauro, plano que consta do programa da exposição.

Haring elaborou muitos murais públicos em prol dos direitos civis, caridade, hospitais, creches e orfanatos. Em 1989, foi diagnosticado com HIV e fundou a Keith Haring Foundation no ano seguinte para apoiar campanhas de prevenção do HIV e programas infantis. No Brasil, a Fundação está organizando programas educacionais sobre prevenção do HIV em parceria com a ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS) e APTA (Associação para Prevenção e Tratamento da Aids).

Warhol e Haring

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mixer audiovisual + technodelic + fim das sacolas plásticas no rio

A chuva e o frio são os principais destaques dessa semana no centro-sul do país e aqui em São Paulo a coisa começou na terça-feira cedo e vai se estender, dizem os meteorologistas, até domingo. Mas não tem frio certo e a gente precisa sair e tocar a vida. Ontem fiz isso, saí. Passei no Sonique pra ver uma demonstração de um mixer, fui pro Volt beber e rir com o staff amigo e  terminei com os animadinhos dus infernus no bar Dex.

Mixer Pioneer SVM-1000 entre CDJs

Mistura boa – Cheguei cedo ao Sonique para conhecer o novo mixer Pioneer SVM-1000, que mixa som e vídeo. O DJ Júnior C é o cara que destrinchou a nova mesa que tem como novidade uma tela 11” touchscreen de LCD no centro do aparelho. O DJ mostrou as possibilidades de fazer DJing e VJing ao mesmo tempo, mas me confessou que às vezes é difícil fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Em alguns momentos o vídeo fica um pouco de lado para ele conseguir mixar as músicas, então deixa a parte visual ligada no automático passando efeitos visuais do próprio equipamento. Perguntei se poderia usar um laptop com Traktor ao invés de CDJs ou toca-discos, Junior C me respondeu que sim e que se pode dar mais atenção ao vídeo deixando o Traktor mixar automaticamente as músicas. Ele fez aquela cara torta pra essa possibilidade, afinal deixar a máquina mixar sem erro é coisa pra quem “ataca de DJ” (as aspas são minhas).

Esse mixer foi lançado em 2007 e exitem apenas dois no Brasil, um deles é o que o Junior C usa nas festas patrocinadas pela marca Bacardi, que começaram nova temporada ontem no Sonique. É claro que eu perguntei quanto custa o mixer! “Custa 24 mil reais aqui no Brasil, no exterior está na faixa de 7500 dólares”. O mixer tem quatro canais de áudio e vídeo, permite efeitos como fade, wipe, chroma-key, solarização e outros que há bastante tempo estão disponíveis nos equipamentos profissionais de pós-produção de TV e vídeo. O legal é que o mixer sincroniza as imagens com a batida da música, com o toque do dedo na tela pode-se criar alguns efeitos na imagem, e ainda dá pra conectar uma câmera e ir passando o video em tempo real com as várias possibiliades de efeitos. Aliás, dá pra tocar (vídeo e som) um DVD de um show mixando com uma música em CD ou vinil, por exemplo. Junior C disse que o bacana mesmo é criar vídeos – com ou sem áudio – e então criar um roteiro para um set. Gostei muito dessa ideia!

Apesar de estar no mercado há algum tempo, o mixer da Pioneer encontra dificuldades de se difundir porque os DJs/VJs precisam investir pesado no equipo e treinar bastante. Junior C disse que mesmo no exterior são poucos os clubes que dispõem desse mixer. Pra quem quiser saber muito mais sobre o SVM-1000 sugiro o texto no site da escola de produção musical DJ Ban.

kiriDJinhas – Meu passeio notúrnico continuou sob chuva fraca até o iluminado bar Volt. Ontem, estava meio vazio, mas sempre animado pelo staff querido. Bebi uma espécie de dry-martini, mas feito com vodca, uma pitada de bitter (aho que foi isso) e suco de aloe vera (ou babosa) com uma casquinha de limão siciliano dando um aroma. E está confirmado o line up do retorno da festa kiriDJinha ao Volt na QUARTA 21 DE JULHO: as garçonetes Celda e Tamara, o gerente Fábio, o barman Farelo e o ex-garçon da casa que animou muito nas primeiras kiriDJinhas Marcinho. Além de mim e do Atum, é claro. Vai ser babado! Misturinhas de estilos, conversinhas paralelas, DJs tocando no sofá… Vou levar meus vinis pra um set de new wave brasileira; rock Brasil 80, sabe? E teremos o drink da noite kiriDJinha que é uma delícia!!! A festa começa cedo, a partir das 21h.

Terminei a noitada descendo até o Dex bar onde o Atum estava tocando uma série de coisinhas gostosas pra dançar dos anos 80 aos 90 – pós-punk, acid house, disco… E o povo estava pra lá de animado! A porta foi baixada mas ninguém arredava pé.

Techno no Centro-Oeste - E pra quem estiver em Cuiabá nesse final de semana, recomendo o festival Technodelic, que rola no Espaço Lagoa das Conchas na Chapada dos Guimarães. Os shows acontecem hoje e amanhã e também rola live performance do grafiteiro paulista Jay Govinda. Hoje, dia 16/7, a atração principal é Zegon e seus scratchs e mixagens incríveis. Também tocam Rod Novaes, a dupla Rodrigo Faraz (DJ)  & Danilo Bareiro (guitarrista) e mais dois DJs escolhidos por internautas.

No sábado 17/7, tem DJs gringos no line up: o bigodón David Carretta, que está em mini-turnê pelo país, e a cantora-DJ Xenia Beliayeva. Soube pelo Gabriel Scardini Barros, da organização da Technodelic e cabeça do blog Factóide, que “a Xenia é muito bacana e ela já desenvolveu uma relação muito legal com o público daqui. Ano passado, ela se emocionou ao ouvir a galera cantando “Momentan”, e também foi eleita a melhor DJ estrangeira a tocar no estado (Mato Grosso) em 2009. Vamos entregar o prêmio para ela lá na festa.” E eu logo lembro da primeira e emocionante vez da Xenia no Brasil, quando cantou acompanhada pelo marido Oliver Huntemann nos toca-discos lá no D-Edge. E na Technodelic desse sábado também tocam os DJs Jay C, Titto, Biancardi e Fábio Serra e os live acts Attik e Faisão. Aliás, Carretta também tocará em formato live, o que vai ser bem bacana. Gostaria de estar por lá…

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Não às sacolas plásticas – E pra terminar esse post enorme na sexta à noite, mais uma boa notícia – hoje é primeiro dia aa lei que proíbe a distribuição de sacolas plásticas em supermercados no estado do Rio de Janeiro. Fiscais da Secretaria Estadual do Ambiente fluminense notificou apenas um estabelecimento na cidade do Rio hoje, mas os fiscais estavam apenas verificando como os supermercados estão se virando pra tirar de circulação as superpoluidoras sacolinhas plásticas. Sobre esse tema e a troca das sacolas de plástico descartáveis pelas chamadas “ecobags” você leu aqui no +1teko.

O UOL Notícias diz: “Aprovada em julho de 2009, a lei obriga os estabelecimentos comerciais de médio e grande porte do Estado a substituírem e recolherem sacolas plásticas, compostas por polietilenos, polipropilenos e outras substâncias altamente poluentes. Segundo a lei, o prazo para a substituição destas sacolas é de dois a três anos para microempresas e empresas de pequeno porte. Para as empresas de médio e grande porte, o prazo é de um ano.” Consumidores podem denunciar quem descumpre a lei pelo telefone (21) 2334-4604.

Mas é claro que os supermercadistas contra-atacaram e querem mais tempo para se adaptar à nova lei. O valor máximo da multa a quem desobecer é de mais de R$ 106.

Quando teremos uma lei assim em todo o Brasil? Troque as sacolas plásticas pela sua própria bolsa reutilizável! Isso sim é estar na moda, ser moderno e ecológico. Eu acho!

P.S.: vejo no Jornal Nacional que um projeto como este do Rio de Janeiro foi vetado em São Paulo pelo prefeito Gilberto Kassab!!! Um absurdo! Eu nem sabia que houve um projeto de lei como esse aqui na cidade!!!

Precisa mesmo sacola plástica se tem carrinho?

No lixão, as sacolas plásticas demoram mais 100 anos para se deteriorar

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