moradores de rua de são paulo

Moradores de rua embaixo do minhocão, no bairro Santa Cecília

O caderno Cotidiano, da Folha de S.Paulo dessa terça-feira 1/6, traz como manchete a polêmica entre dar ou não dar comida e esmola pra moradores de rua. Os moradores do bairro Santa Cecília (centro da capital) decidiram que vão multar os comerciantes, ONGs e moradores que derem comida aos muitos moradores de rua que se acumulam debaixo do Minhocão, muitos deles vindo ultimamente da cracolândia, que fica ali por perto. Os subtítulos da matéria dizem: “Campanha para expulsar pedintes da Santa Cecília pressiona restaurantes”e “Estratégia do conselho de segurança do bairro é ameaçar quem doa alimento com visita da Vigilância Sanitária”.

O texto segue: “A maioria dos moradores de rua de São Paulo trabalha, ganha em média R$ 19,30 por dia e gasta com comida, bebida, cigarro ou droga. A pesquisa foi feita pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) encomendada pela prefeitura. (…) 66,9% dos moradores de rua ganham seu dinheiro trabalhando. As principais atividades: coleta de recicláveis, carga e descarga, além das funções de flanelinha e guardador de carros.”

Flanelinha não é profissão, mas uma forma de pedir esmola, que aliás me irrita muito, e a muitas outras pessoas que pagam impostos pra poder andar de carro e ainda tem de pagar esse imposto-esmola pra não ter o carro detonado. Fora os vendedores clandestino de bilhetes Zona Azul que loteiam as ruas e a prefeitura, polícia e CET não fazem nada.

Aqui onde moro, na quebrada entre Sé, Liberdade e Glicério, as ruas estão loteadas por vários “flanelinhas que vendem zona azul” e os mendigos são muitos. Esses últimos costumam destroçar os sacos de lixo espalhando muita sujeira, consomem crack na rua abertamente, defecam nas calçadas e às vezes imtimidam transeuntes. A prefeitura não faz nada, e isso que a Liberdade é um bairro turístico… Bom, até os donos de restaurantes jogam lixo nas calçadas do bairro. Uma miséria só!

A jornalista Beth Ferreira, que mora no Rio, diz: “esse imposto de renda desgraçado que a gente paga (eu pago uma barbaridade de IR), fora todos os outros impostos que estão embutidos em tudo que circula na nossa economia, deveria servir pra criar abrigos, promover controle de natalidade, educação e saúde pra todo mundo, aproveitando pra retirar esse povo das ruas. Não é promovendo a maldade que se vai resolver o problema da população sem teto.”
Concordo com a Beth que fazer o que a PM faz, como vejo regularmente da janela aqui de casa – spray de pimenta na cara dos mendigos quando não encontra nada de suspeito ou entrar na boca de crack e não achar nada, nem prender traficante algum -, não resolve nada e os nossos impostos vão parar nos bolsos e contas no exterior de muitos políticos que elegemos. É por essas faltas de políticas sociais que os moradores se revoltam e agem como o tal Conselho de Segurança da Santa Cecília, que vai anotar quais os restaurantes e lanchonetes que dão comida aos pobres coitados das ruas do bairro e depois vai convencer os comerciantes e não darem mais comida. E se o Conselho ver alguém dando comida vai chamar a Vigilância Sanitária, paliativo que na prática não vai impedir as doações de comida. Isso porque a Vigilância Sanitária diz que “não há problema nenhum em doar comida, desde que a refeição seja servida com higiene. O órgão costuma orientar restaurantes sobre como fazer a doação.”
O que importa afinal é que a prefeitura tenha políticas sociais definidas e que polícia, moradores, ONGs e órgãos do município trabalhem em conjunto e bem aparelhados para diminuir a população sem teto. Uma tarefa que parece bem difícil para essa prefeitura que hoje comanda a cidade.
Na semana passada li que a coleta seletiva em São Paulo está no gargalo, as empresas contratadas pela prefeitura para recolher o lixo reciclável têm de jogá-lo no lixão comum porque as cooperativas credenciadas que separam os dejetos não conseguem mais separar o enorme volume. Por que a prefeitura não licencia logo mais cooperativas? Isso poderia tirar mais gente das ruas. Mas como dizem alguns pesquisadores, nem sempre os moradores de rua querem sair daquela situação e cada um tem uma história diferente pra contar que o fez e faz viver nas ruas, desde droga até problemas familiares.
Informação no portal G1: “A prefeitura colocou números de telefone à disposição da população para solicitar acolhimento para moradores de rua nestes dias mais frios. Os contatos poderão ser feitos pela Central de Atendimento Telefônico Ininterrupto ao Munícipe Cape/Cati – 3228-5554, 3228-5668, 3397-8874 e 3397-8859; através do Coordenador Municipal de Defesa Civil (Comdec) – 199; pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SaMU) – 192 ou através do Serviço de Atendimento ao Cidadão – 156.”
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2 Comentários

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2 Respostas para “moradores de rua de são paulo

  1. tentei de todas as formas separar os parágrafos da parte final do texto acima, mas é impossível!!! sorry!

  2. Bebete Indarte

    Ai gente…eu vou dar uma de holandês:

    a) estou de acordo com os moradores
    b) não estou de acordo com os morados
    c) sou neutra e não dou opinião

    C…

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